Fantasia ou Realidade
1 A vida como ela realmente é
Notas iniciais
Fantasia ou Realidade?
Era meio dia, eu estava morrendo de fome. Não pude fazer nada com relação a isso, pois aqueles cachorros malucos quase me engoliram, mas ao invés disso devoraram meus suprimentos. Foi muito difícil de fugir do orfanato, aquelas mulheres me fizeram pensar que lá eu seria bem tratada, já não basta minha família ter me abandonado lá, para falar bem a verdade eu nem os conheço!
Estava farta daquele lugar! Levantar bem cedo mais ou menos umas 5 da manhã e receber um café da manhã horrível e nem tinha tempo para ficar sozinha e ler meus queridos livros e de me divertir desenhando. Davam-me trabalho e estudo principalmente no sábado e no domingo. Para mim aquilo era a visão do inferno. O pior de tudo é que eu não era a menina mais esforçada de lá, por mais que eu tentasse faziam-me sentir uma inútil, não estava ajudando ninguém! Eu odeio sentir-me inútil.
Como eu fugi de lá agora estou na Transilvânia em pleno inverno. Claro... Estou bem agasalhada, mas morrendo de sono e fome. Estou andando faz... Eu nem me lembro mais, estou tão cansada e... Esqueci de me apresentar, Me chamo Mina e eu acho que tenho 15 anos, para quem foi deixada num orfanato deve ter dúvida e é isso que tenho. Não sei onde nasci realmente, mas cresci em Brasov e agora é melhor achar algum lugar para ficar, Estou vendo um castelo. Será que me deixariam ficar esta noite? Quem sabe o possível casal não queira me adotar? Espero que sim, apenas quero uma família.
Estou agora no portão do grande castelo e estou pensando se entro ou não, este castelo está muito calmo e parece que não tem ninguém morando aqui. Acho que vou entrar.
Abri o portão e abri vagarosamente à grande e bela porta. Estou me sentindo vigiada, mas não vejo ninguém aqui, acho que estou realmente sozinha.
Mina pergunta se existe alguém naquele castelo com quem ela possa falar, mas nenhuma alma responde, então continua andando e entra nos quartos e salas delicadamente esperando encontrar alguma pessoa.
Ela entra em uma biblioteca e fica encantada com a quantidade de livros, mas acaba se assustando quando ouve a porta se abrir e se vira na direção do barulho. Vejo um homem muito alto, de pele branquíssima e cabelos escorridos presos num rabo-de-cavalo baixo, mas não um rabo frouxo e sim amarrado fortemente. Não acredito que havia gente morando aqui! O que vou dizer para ele? Estou nervosa por ser observada tão atentamente por ele! Melhor tentar não gaguejar.
-Me perdoe! E-eu não sabia que havia pessoas neste castelo. Eu...
-Não se preocupe. –disse o homem com um leve sorriso – Venha! Você deve estar faminta. – Então ele segurou um de meus ombros e me acompanhou até uma grande sala onde havia uma mesa muito grande. O salão era lindo! Com desenhos de anjos e pinturas da natureza nas paredes. Nunca vi algo tão lindo na minha vida!
Sento-me na bela cadeira de madeira escura e ouço o homem chamar algumas pessoas e pedir que trouxessem comida. A comida chega e sinto que estou babando de tanta fome! Enquanto como percebo que o homem alto fica me olhando e seguindo meus movimentos e cada vez me sinto mais tímida e nervosa até que...
-Como se chama? – Pergunta ele.
-M-me-meu nome é... É... É Mina. E o s-seu?
-Oh! Obrigado por perguntar! Estava esperando. –De repente veio aquela alegria e se apossou daquele homem tão estranho. –Meu nome é Herbert Krolock, mas o que faz andando sozinha? Não devia estar com a família?
-Eu... Não posso.
-E por que não? –Sigo a transformação de seu semblante para sério.
-Porque eu não tenho uma há muito tempo. –Ouço Herbert soltar uma gostosa risada e não entendo o que eu disse de tão engraçado, então olho nos seus olhos e o faço perceber que não estou achando isso nada engraçado. Ele para de rir e senti seu olhar se encher de... Não sei descrever o que vi, mas era algo parecido com carinho.
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