Fanfic Paige
17 A mansão dos Morgann
Notas iniciais
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Acordeicom muita dor de cabeça. O que foi bem feito, na verdade. Quem mandou eu ficar me agarrando com o namorado de outra?
Okay, talvez eu estivesse exagerando. Um pouco.
Mas aquilo tinha sido errado, de todo jeito. Ontem, eu tinha decidido contar pra Sosie. Só que agora, eu não tinha tanta certeza assim... Ela iria me odiar pra sempre! E isso significa que iria me infernizar pra sempre!
Decidi pensar no caminho. Me arrumei como sempre, e evitei Ethan discretamente.
Nas aulas, eu não conseguia me concentrar em nada. Rebecca até me cutucou na aula de biologia pra perguntar se estava tudo bem e dei um sorrisinho pra dizer que sim. Ela ergueu uma sobrancelha. Aí, eu era péssima mentirosa!
Quando fomos almoçar, decidi contar pra ela. Era engraçado como nos conhecíamos a tão pouco tempo mas já me sentia tão amiga dela.
Contei tudo a ela. Dês do começo. E disse o quanto estava me sentindo culpada e que não sabia se contava ou não pra Sosie.
E ela começou a rir! Rir! Eu não entendi é fiquei bem confusa.
–Meu Deus, Paige! Você só beijou o garoto e está agindo como se estivessem se agarrando por aí a semanas! Relaxa. Não vale a pena contar. Nem se estressar tanto. Ainda mais se tratando da Sonsasosie. Também não vale a pena estragar a amizade que tem com o Ethan por uma besteira dessas. Mentira, vale sim. Ele é um babaca e não sei como aguenta ele.
–Ele não é um babaca.-Defendi automaticamente, mas me arrependi quando Rebecca deu um sorrisinho.
–Okay, mudando de assunto. Precisamos fazer aquele trabalho da detenção.-Ela disse fazendo uma careta engraçada.
–Nossa, tinha esquecido. Claro. Quando quer fazer?
–"Nunca deixe pra amanhã o que você pode fazer hoje". Pode ir lá em casa direto depois da escola. Compramos o material no caminho.
–Na su casa? Ai, não sei não Rebecca. Seu país pode não gostar. E além de mais, e teria que falar com Meg.
–Meus país são bem de boa, não se preocupe. Pode ligar pra quem quer que seja essa Meg do telefone da escola. É sua irmã? Ou você só chama sua mãe pelo nome?
–Nenhum dos dois. Bom, é complicado.
E foi assim que descobri que a escola tinh um telefone. Terminamos de comer e liguei pra Meg. E ela deixou, contanto que eu não voltasse muito tarde e os pais de Rebecca pudessem me levar de volta ao castelo quando acabassemos, o que ela disse que não teria problemas.
Então a aula acabou e me surpreendi de ver Rebecca entrando em carro chique, fazendo sinal pra que eu entrasse também.
Demoramos um pouco e no caminho, paramos para comprar matérias. A escola teria uma feira cultural dali a um tempo e faríamos algumas coisas da decoração que a coordenadora tinha nos dito.
Quando finalmente chegamos na casa da Rebecca, eu quase não acreditei nos meus olhos.
Ficava em um bairro cheio de casas lindas, mas a de Rebecca me chamou mais atenção. Era incrível. O jardim era enorme e lindo, e tinha até chafarizes na entrada. Tinha várias janelas e sacadas, e era enorme. Eu sabia que o Lindsay College era um colégio premiado, mas nunca imaginei que Rebecca era tão rica.
O motorista estacionou e levamos as coisas pra dentro. A entrada também era linda, com móveis caros e duas enormes escadas.
Subimos até o segundo andar (a casa tinha quatro, se contasse o porão), até o quarto de Rebecca jogou a bolsa da escola em cima da cama e disse pra eu fazer o mesmo. As paredes eram cinza claro, com uma preta, onde estava encostada uma cama enorme de casal, cheia de almofadas e um edredom vermelho vinho cobrindo. O quarto era bagunçado. Tinha uma sacada com vista pro jardim e uma enorme janela que estava aberta, as cortinas vermelho vinho afastadas. Tinha uma porta pra um closet, e uma mini sala com uma enorme TV. Também tinha uma mesa de escrivaninha cheia de papéis e lápis em cima.
–Vamos descer. Podemos comer enquanto fazemos o trabalho. Estou morrendo de fome.
Ela foi me mostrando a casa enquanto desciamos. Abrindo as portas e falando pra que eram usados os cômodos. Enquanto passávamos por um quarto, ela entrou em uma sala de jogos onde tinha de tudo. Um garotinho estava assistindo TV, setado em um grande tapete felpudo, cheio de almofadas em volta, com uma mulher de rosto gentil sentada no sofá atrás dele. Rebecca cumprimentou e deduzi que era a babá dele.
–Oi Tommy-Ela se abaixou pra dar um beijo nele e ele pulou nela e deu um abraço.
–Rebecca!
–Tommy, diga oi pra Paige. Paige, esse é meu irmãozinho, Thomas.
–Oi.-Ele disse tímido, dando um sorrisinho.
–Oi, Thomas.
–Rebecca, você vai brincar comigo? A nova babá é chata.-Ele cochichou e Rebecca riu.
–Depois. Rebecca tem coisas pra fazer hoje.
Ele fez uma carinha triste e o colocou no chão. Então saímos. Então ela contou um pouco da família. Disse que os pais eram Dois, e que gostavam de ajudar várias ONGs e instituições de caridade. E que ela e Tommy eram adotados, embora fossem irmãos de sangue que foram abandonados no mesmo orfanato. Tommy era bebê na época e ela muito pequena, e nem lembrava dos pais biológicos, mas que não se importava. "Essa coisa de pais biológicos e adotivos é estúpida. Eles são meus pais e pronto. Qual a diferença?".
Ela também disse que mesmo almoçando na escola, os pais gostavam de esperar que ela chegasse da escola pra que almoçassem juntos.
–É melhor estar com fome. Helga faz a melhor comida de todas.
No andar de baixo, ela até me mostrou o próprio estúdio de pintura. Não era a toa que ela era boa em artes. Tinham quadros e tintas por toda parte e eram lindos!
Depois, finalmente fomos pra o que ela disse que era uma sala de estudos. Como o quarto dela, era bem bagunçado. Deixamos as coisas em uma mesa e fomos almoçar, onde conheci os pais dela, que eram super legais!
Os dois eram negros e a mãe de Rebecca era muito linda. Tinha um cabelo armado e cacheado, uma maquiagem bonita e leve, era magra e tinha uma postura impecável, usando roupas de marca.
Estava com vergonha no começo mas todos foram simpáticos. Tommy e a babá também desceram pra almoçar e ele fazia a maior bagunça comendo, querendo brincar. E Rebecca não tinha mentido. A tal Helga fazia uma comida muito boa, mas eu não peguei muito. Não queria que me achassem morta de fome.
Depois de um tempo, todos saímos da mesa. Eu e Rebecca fizemos metade do trabalho e marcamos de terminar outro dia. Foi até divertido. Pude conhece-la melhor, e conversamos bastante.
No final do dia, me despedi de todos e o motorista me levou até em casa. Casa. Eu já podia chamar o palácio assim.
E enquanto ajudava Meg no jantar, contei sobre todo o meu dia, e ela adorou saber que me diverti. Disse que conhecia os Morgann de nome, e realmente eram uma família bem rica.
Mas quando subi, minha bolha de felicidade acabou. Sosie estava colocando as coisas dela no armário e disse que trouxe um baú pro quarto onde guardou as minhas coisas.
–Ganhei roupas novas e joguei as minhas fora. Eu até te daria, mas duvido que fosse servir. Você devia emagrecer.-Emagrecer? Emagrecer? Eu passei anos na rua e era duas vezes mais magra que ela!-Como você não tem tantas coisas quanto eu, achei que não se importaria se eu colocasse minhas coisas aqui. Você não se importa, não é?
Como se isso mudasse alguma coisa. Mas tudo bem, eu não me importava mesmo.
Achei que ia sentir culpa olhando pra Sosie. Mas não. Rebecca estava certa. Não valia a pena.
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