Família de semideuses - Profecia incompleta
24 O plano
Notas iniciais
Piper POV´s
– Pronto. Como está se sentindo com os curativos? – perguntou annie
– Bem. Obrigada! – agradeci
– Agrdeça ao Solace. Precisa dormir?
– Não. Não temos esse luxo neste momento. Annie, a cidade está cheia de monstros, não podemos matar todos!
– Eu sei disso – disse annie – mas não sei o que fazer. Nossa maior preocupação é fechar o portal!
– E... – eu evitará o máximo este momento, mas não era mais possível – e... você tem alguma ideia de como isso pode ser feito? – annie repentinamente parou o que fazia e passou a fitar o chão – Annie?
– Piper, não quero falar disso, por favor! – disse ela, mas eu precisava saber
– Annabeth, se vamos fechar o portal, preciso saber como faremos isso...
– Piper, você não entende! Eu não posso entrar lá de novo, simplesmente não posso! Cada coisa horrível...
– Você se refere ao Tártaro, não é? – perguntei cautelosa. Sem uma resposta, mas já com a certeza, resolvi contar – Eu... Bem, todos sonhamos com o portal, se lembra? – ela assentiu – Pois é, só que o Tártaro vem falando comigo. Ele sempre repete o mesmo assunto – meu olhos se marejaram – Ele... ele disse que eu usasse o charme com vocês e os convencesse a ir para o lado errado, caso contrario, eu os levaria direto para a armadilha dele...
– Piper, você tem que entender que sabemos que é uma armadilha, mas temos que ir direto para ela de qualquer jeito...
– Não! Eu tive a impressão de que ele se referia a algo da qual não sabemos.
– Não tenho tanta certeza...
– Annie, tem algo que eu e Jason vínhamos mantendo em segredo – ela olhou para mim e disse...
– Você não está gravida, não é?
– Não! Claro que não. Annabeth, é sério!
– Isso seria sério!
– Enfim! No dia em que os meninos voltaram, tive uma visão em Katoptris! Nós todos, formando um circulo, um de costas para os outros. Cobertos de sangue e arranhões, com espadas e facas em punho.
– Lutávamos contra quem? – perguntou annie, preocupada
– Não sei – dei de ombros – Não pude ver.
– Annabeth – chamou ca – Espie só! – annie correu até a janela e olhou
– Ai deuses... Piper, não saia daí, por favor! Eu preciso ir... – disse annie, me deixando sozinha. Pensei bem e cheguei a seguinte conclusão: o lado bom é que já sabemos como fechar o portal, e o lado ruim é que para fechar o portal, temos que entrar nele... Ouvi um som e me aproximei da janela da enfermaria e pude ver a batalha que era travada abaixo.
Jason POV´s
– Conte conosco nessa luta! – falei, mas então tudo que avistei foi uma senhora gorda e seu chihuahua
– Ah, filhinho, você deve estar com fome – disse a senhora para o cachorro – Coma! – ela o colocou no chão
– Vá embora! – gritou Itá
– Ou o que? Suas harpias vão me atacar? – riu a senhora. Eu ainda não entendia que mau ela podia causar, até que vi a língua bifurcada e as pupilas de réptil – Vejo que temos companhia hoje...
– Salvem minhas harpias! – pediu a rainha – Já derrotei você uma vez, Equidna. Posso fazer isso de novo!
– Equidna? – perguntou Hazel – Claro! Percy enfrentou-a uma vez.
– Vejo que são amigos do filhote do mar – eu não entendia como Equidna pudera ouvir, pois Hazel falou muito baixo – Aquele semideus ainda vai sentir a fúria de Quimera! – o nome retumbou em meus ouvidos, então me lembrei da história.
Equidna, mãe dos monstros. O cachorrinho deixou de ser fofo e começou a se transformar. Garras e dentes ficaram a mostra. Ele foi crescendo e adquiriu um o tamanho real, ou seja, muito grande. Com corpo e cascos de um bode gigante, uma cabeça de leão, a juba untada em sangue e uma calda de serpente, eu estava de frente com Quimera. Consegui ler em sua coleira: QUIMERA – RAIVOSA, HÁLITO DE FOGO, VENENOSA – SE ENCONTRADA, FAVOR LIGAR PARA O TÁRTARO – RAMAL 954.
Sério? Aquele bicho soltava fogo pela boca? O monstro abriu a boca e vi sua garganta ficando incandescente. Olhei para Hazel e ela assentiu, como se soubesse o que fazer. Até que a ideia de Annabeth de aprendermos a lutar com novas pessoas tinha dado certo. A Quimera cuspiu a primeira coluna de fogo. Ambos rolamos para direções opostas e não sofremos nenhum dano – pelo menos até então -. Itá lutava bravamente contra Equidna, enquanto Hazel e eu lutávamos com a Quimera. O que aconteceria com as harpias cinzentas? Precisávamos tira-las de lá!
– Hazel, salve as harpias! – falei
– Tenho uma ideia melhor, que pode salvar é todos nós!
– Isso seria bom!
– Então torça para dar certo... – a Quimera soltou mais uma coluna de fogo e com isso, Hazel fugiu
Eu não sabia onde ela estava, e não tive tempo de procurar, pois os enormes dentes de leão se aproximavam do meu rosto. A serpente avançou também, e fiquei sem muitas defesas. Não sei o que aconteceu, mas Quimera ficara sobre as patas traseiras e abocanhava o ar, como se algo estivesse ali. Em poucos segundos pensei: Hazel está controlando a névoa! Agora eu via quem realmente era Equidna, uma mulher-serpente, de pele escamosa verde. Itá estava ferida, então corri até ela para ajudar. Vi Hazel andando concentrada pela lateral de Quimera, então, em um movimento surpresa, a serpente mordeu a lateral do tronco de Hazel, a fazendo gemer de dor. Equidna soltou uma gargalhada, mas isso não me deu tempo nenhum. Que chance eu tinha? Precisava chegar até Hazel, mas não podia deixar Itá sozinha, e ainda tínhamos que proteger as harpias.
– Jason! – chamou Hazel
– Estou indo, Hazel!
– Não, proteja Itá, por favor...
Não entendi o por que, mas aceitei a ideia. Vi Hazel se arrastando até um buraco no chão, então lembrei. Filha de Plutão. Talvez o subterrâneo a deixe bem por mais tempo, talvez a de forças, ou talvez não mude nada. Quimera se pôs na minha frente e avançou. Sabia que era uma luta perdida, mas eu tinha que tentar. De repente, Equidna desesperou-se...
– Olhe só o que você fez com o meu filhinho... – eu demorei a pensar que Hazel conseguira manipular a névoa novamente, pois eu não tinha feito nada – Você sentirá a minha fúria agora, semideus! Que Zeus me permita toda a força para derrota-lo.
– Não vai rolar – falei – Sinto muito, mas meu pai não vai ajuda-la desta vez – peguei Itá pela cintura e controlei os ventos para que nos levantasse
Esperava que Hazel tivesse entendido a ideia, pois eu desceria no mesmo instante. Bom, não foi necessário, pois acho que o plano já era outro. O Argo III pairava sobre mim. Desviei dele e entrei. Coloquei Itá no chão e a pedi...
– Itá, somos amigos! Por favor, espere aqui enquanto salvamos suas harpias... Percy, Frank, Leo, preciso de vocês!
– Precisam de um plano? – perguntou Annabeth
– De uma filha de Atena, com certeza – falei
– Será assim, Frank com o meu boné da invisibilidade salvará as harpias, Leo e Percy usando água e fogo atacaram Quimera, e Jason, cuidará de Equidna. – falou Annabeth
– E de onde eu vou tirar água? – perguntou Percy
– Lembra de como limpou o estabulo no Rancho Triplo G?
– Com conchas.
– Tem muitas delas no seu quarto! Vá busca-las – Annabeth entregou o boné dos Yankees à Frank – Tome, mas tenha cuidado, é muito valioso! Prontos?
– Sim – assentimos, quando Percy voltou
– Boa sorte, cabeça de alga! – disse Annabeth, beijando rapidamente a boca de Percy – Voltem bem, garotos...
Frank se transformou em águia invisível e desceu céu abaixo com Percy nas garras. Abracei Leo e controlei os ventos para descermos – sinceramente, prefiro fazer isso com Piper -. Frank, ou algo que eu dedusi ser ele, pegou três harpias e as levou para o Argo. Assim ele continuava enquanto eu travava uma batalha com Equidna. Não pude observar muito bem a batalha de Quimera, Leo e Percy, mas soube que tinha tomado fim quando Equidna urrou.
– Vocês não vão me derrotar! – gritou ela
– Eles não! Eu vou! – disse Itá, em um pouso da grande decida do Argo até o chão – Talvez desta vez você aprenda a não servir minhas harpias de jantar à Quimera!
Itá atacou-a ferozmente. Não tivemos muito tempo para testemunhar, pois em segundos, Equidna não passava de pó divino, assim como Quimera. Abracei Itá e uma harpia e as levei para o Argo. Voltei e fiz o mesmo com Leo e mais uma harpia. Frank fazia incansáveis viagens até que voltou com Percy e as três ultimas harpias. O Argo III estava completamente cheio de harpias, que graças aos deuses, obedecias as ordens de Itá. Agora, a rainha e mãe das harpias cinzentas se acostava em um canto, amontoada por suas filhas. O medo ainda consumia seu olhar, que agora era dividido também pela raiva.
– Itá, não sinta medo. Vamos te ajudar. Onde precisa ir? – perguntei
– Nós vagamos incansavelmente à procura de paz. Não posso voar agora, estou muito ferida, mas assim que eu me curar continuaremos nossa busca.
– Itá! – chamou Hazel
– Hazel! – Itá a olhava com expressão triste – Não se preocupe conosco, filha de Plutão, ficaremos bem!
– Ai! – disse Hazel, colocando a mão no ferimento, o qual eu já havia me esquecido
– Olhe só o que aquele monstro fez com você! – Itá pousou a mão sobre o ferimento e algo estranho aconteceu – Pronto!
– Obrigada! – agradeceu Hazel
– Avisarei ao senhor dos mortos sobre o que fez por mim...
– Agradeço novamente...
– Você conhece Plutão? – perguntou Annabeth
– Sim. Venho do mundo inferior. Assim como Equidna é mãe dos monstros, sou mãe das harpias mortas.
– Como assim? Essas são todas as harpias que já morreram? – perguntei
– Não. Estas são as harpias cinzentas, ou harpias das trevas. A cada harpia que morria, uma de minhas harpias era fortalecida, e ficava cada vez mais forte e ressentida.
– Mas, isso não faz sentido. Você não falaria com Plutão, mas sim com Tártaro...
– Sim, mas isso era o passado. Na batalha contra Gaia, recentemente, resolvi ficar ao lado dos deuses, e Plutão foi o único deus que me aceitou como olimpiana. Vejam bem, tenho sangue de olimpiana, porém, por não ser uma deusa, sou rainha. Plutão me admitiu como deusa das harpias das trevas, e desde então, Tártaro não permiti que a morte de outras harpias fortaleça as minhas...
– Jason! – chamou pipes
– Princesa! Me desculpe, eu não queria ter te deixado lá. Percy me contou tudo. Como você está?
– Estou bem!
– Não quero interromper esse momento, mas tenho uma noticia, não sei se boa ou ruim. – avisou Leo – Estamos a poucas horas de Atenas...
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