Família de semideuses - Profecia incompleta
27 Ajuda de um inimigo
Notas iniciais
Annabeth POV´s
– Estamos perto. Venham. – disse eu
– O que é um abrigo aqui em baixo? – perguntou pipes
– Você já vai descobrir...
Senti um cheiro familiar e me lembrei do acampamento. Por alguns minutos eu havia me esquecido que as oferendas feitas para Hermes vinham para cá.
– Isso é...
– Churrasco do Acampamento Meio-Sangue. Sim. – interrompi pipes – Tem um templo dedicado a Hermes aqui... – andando por mais alguns minutos em silencio, avistei o templo – Chegamos... – nos sentamos no chão do templo, então Hazel disse...
– Annabeth, está tudo bem?
– Para ser sincera, não. Sinto falta daquele sorriso sarcástico.
– Agora eu vejo o quão horrível é este lugar... – disse pipes – Entendo por que não queria voltar – uma lágrima escorreu pelo rosto dela. Lembrei-me de como ter Percy me ajudando fez com que sobrevivêssemos, então...
– Poxa pipes, nem chorando você fica feia – disse eu, forçando um sorriso enquanto limpava sua lágrima
– Haha – ela engasgou no choro, mas conseguiu rir – Obrigada
– De nada.
– Você gostaria muito que Percy estivesse aqui, não é?
– Percy e eu já passamos por isso juntos, e foi difícil. Na maioria das vezes só sobrevivi por causa dele – percebi que não estava ajudando muito – Mas tenho certeza que sairemos vivas... – percebi o cansaço de Hazel, então falei – Durmam um pouco. Vicarei vigiando junto com Bob Pequeno...
– Annie, tem certeza? – perguntou pipes
– Sim. Logo chegaram mais oferendas, então eu acordarei vocês para comermos um pouco.
Piper e Hazel logo viraram e fecharam os olhos, mas Calipso ficava observando a lâmina de sua espada. Ela ficara em silencio na maior parte do tempo. Nenhuma lágrima se derrubava, nenhuma expressão era visível, era simplesmente vazio. Pensei em perguntar se estava tudo bem, mas era uma resposta óbvia diante das circunstancias...
– Podia ser pior – disse ela, ao perceber que eu a observava
– Como?
– Não tendo o templo. Não tendo o Bob Pequeno. Estando sozinha.
– Você caiu? – ela negou
– Pulei –disse ela, como se fosse algo irrelevante
– Por que? – perguntei indignada
– Meu pai.
– O que tem ele?
– No dia que partimos, todos haviam tido o mesmo sonho, menos eu. Sonhei com Atlas. Ele me disse que me unisse a ele, ou meu destino seria a profundeza dos monstros. Não quero me juntar a ele. Jamais!
– E simplesmente pulou.
– Sim – ela deu de ombros – Meu pai me disse tudo com tanta certeza que eu soube que não era uma farsa. Talvez não seja sobre algo imediato, mas meu pai sabe de algo que não sabemos.
– Como...
– Talvez uma futura profecia. Não sei.
– Você não tem medo?
– As vezes é melhor que siga seu destino ao fazer encontra-la. Se meu pai não se referia a este momento, significa que voltarei aqui, mas pelo menos estarei mais preparada.
– Hum... – não entendia como ela conseguia pensar deste modo, mas então meus pensamentos foram interrompidos por oferendas perfumadas...
Percy POV´s
Poseidon, Zeus, Marte e Hefesto. Quatro deuses e quatro semideuses contra sete gigantes. Olhei para o meu pai, e como sempre, não consegui entender sua expressão. Peguei contracorrente na mão e ele seu Tridente. Jason e Zeus lado a lado, assim como Leo e Hefesto e Frank e Marte. Mesmo não sendo o deus menos amistoso, a ajuda do deus da guerra era essencial.
– Pai e filho juntos? Podem vir – disse Polibotes. Eu estava pronto para atacar, então Poseidon falou...
– Primeiro aquele ali – ele apontou para Encélado, e assim, Zeus e ele atacaram.
Jason e eu fomos atrás, mas de nada fomos uteis, pois a fúria dos deuses o transformou em pó muito rápido. Eu estava achando aquela batalha quase sem ação depois dos reforços... Meu pai e eu atacamos Polibotes. Não foi uma batalha tão rápida quanto a de Encélado, e nem tão fácil. Meu pai e eu criamos uma tempestade de água e seguramos o gigante dentro por alguns segundos. O gigante ela sufocado pela corrente de água, mas aquilo só serviria de lição, pois ele não morreria assim. Poseidon lhe atirou o Tridente, mas Polibotes foi mais rápido. O gigante segurou a arma do meu pai, e assim, Poseidon caiu.
– Pai! – gritei, e ao mesmo tempo, vi Zeus perdendo seu Raio Mestre, enquanto assistia a queda do irmão
Os dois grandes caídos, sem forças para lutar. Era o fim. Se os deuses podiam ser derrotados, que chances tínhamos?
– Yeah! – gritou Leo, sem saber o que acontecia. Agora nossas chances cresciam em um porcento, pois Clítio não era nada além de pó divino – O que aconteceu? – perguntou ele, ao ver os dois deuses no chão, com suas armas apontadas para si mesmos
– Você não imaginava uma morte tão humilhante, não é Poseidon? – provocou Polibotes
– Pai! – chamei
– Percy! Você tem que conseguir...
– Pai, se nem você conseguiu, o que eu poderei fazer? – a situação piorava mais a cada minuto
– Percy, você tem que tentar...
O desespero dentro de mim aumentava. Um deus me dizia que tentasse fazer mais que ele? Sério isso? Eu não sabia o que fazer. Jackson, pense em Annabeth.
– Luke? – não obtive respostas, mas tinha certeza de ser a voz dele
Pensar em Annabeth... Deuses, eu a prometi que estaria junto caso ela caísse no Tártaro. No meio da batalha eu havia me esquecido completamente disso. Eu precisava entrar lá e encontra-la. Peguei Contracorrente e Ataquei Polibotes, que estava desatento enquanto ria de Poseidon.
– O deus do mar ficou sem o Tridente? Hahaha! – ele saboreava a vitória, mas eu não deixaria isso acontecer...
– Ei, ninguém rouba o Tridente de Poseidon, entendeu?
– O filhote do mar que lutar? Pois venha. Lute contra a arma de seu pai – ele jogou o Tridente em mim.
Era um alvo certo. Eu não tinha tempo para desviar. Criei uma barreira de água e torci para que funcionasse. Para minha sorte, funcionou, mas quando a água baixou, eu não via o Tridente. Pior. Eu não via meu pai. Água! Polibotes urrou em fúria, então atacou novamente. Uma onda enorme surgiu na caverna e cobriu tudo. A principio pensei ser Poseidon, mas então senti meu abdômen muito apertado. Não entendia como eu fizera aquilo, mas achei melhor não parar. Sabia que meus amigos não podiam respirar embaixo d’água, mas também sabia que aquele era o único modo de fazer algo acontecer. Vi Frank virando um peixinho dourado e em seguida um tubarão. Ele atacou Oto e Marte atacou Efialtes. Percebi que o deus da guerra estava brincando, mas Frank levava a sério. Peribéia ficava parada, olhando confusa para a situação. Polibotes me atacou novamente, mas então, vi o Tridente o atravessando, e assim que ele virou pó, Poseidon surgiu atrás. Vi que Oto também não estava mais presente, mas ainda restavam Porfírio, Efialtes e a Princesa terror, ou Períbeia... Finalmente, Marte parou de brincadeira, e acabou com Efialtes. Ladrão de Raios! A voz de Luke novamente. É isso! Ladrão de Raios!
– Obrigada Luke!
Corri até Porfírio, que estava ocupado demais lutando com Jason, Leo e Frank, e por trás, o ataquei com Contracorrente. Obviamente, não foi o suficiente para destruí-lo, mas sim para o ferir e me permitir pegar o Raio Mestre. Ele urrou de dor e raiva ao mesmo tempo.
– Moleque, me devolva isso, agora!
– Zeus! – gritei, e então joguei o raio
– Obrigado garoto!
Jason o atacava ferozmente, mas então Zeus se juntou, e Porfírio foi banido para as profundezas do Tártaro. Profundezas do Tártaro? Acabamos de mandar eles para o mesmo lugar que nossas namoradas estão? Eu já havia descumprido minha promessa, não podia deixar mais isso acontecer e ficar parado. Com o canto do olho, vi Peribéia pulando no portal, e então percebi o quanto eu precisava fazer o mesmo.
– Eu... Eu vou atrás delas!
– Percy, não! – disse meu pai
– Pai, eu tenho que fazer isso...
– “Para um salvar, três cairão”! – disse Frank
– O que?
– A profecia. Para salvar a Annabeth, Piper, Hazel e Calipso pularam.
– Faz sentido! – disse Jason
– Vocês estão loucos se pensam que vou ficar aqui parado enquanto acabamos de mandar esses monstros para o mesmo lugar que elas estão.
– Se acalme, meu jovem! – disse Zeus – Annabeth é uma filha de Atena, sabe o que fazer. Piper tem voz, ela pode conduzir. Hazel é forte, sabe lutar e os sacrifícios que isso pode trazer. E Calipso é filha de um titã. É muito mais poderosa do que imagina.
– Então querem que eu fique aqui?
– Isso mesmo!
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