Família Salvatore
4 Amarelo
Notas iniciais

Olhe para as estrelas
Olhe como elas brilham para você
E todas as coisas que você faz — Yellow, Coldplay
Elena gostaria de dizer que foi uma viagem tranquila. Que na pista não avia nenhum engarrafamento. Que não ouviu os xingamentos de Stefan para com os outros motoristas que ele alegava estarem errados. Queria também dizer que não se estressou e não mandou seu marido para o buraco mais conhecido como o orifício que começa com a letra ‘c’ quando Stefan decidiu mudar e reclamar do ela estava ouvindo. Bom, ela queria, por que não fora exatamente isso que acontecera.
― Fico feliz que você realmente esteja confiando em Damon, que se esqueceu da ultima vez que ele fez algo...
― Imprudente? Errado? Incorrigível? Que me deixou com raiva por longos meses?
― Isso. ― Stefan estava com apenas uma mão no volante. O transito felizmente ainda estava calmo. Ele não dirigia em alta velocidade e aproveitava que ainda era cinco da tarde para sentir o color gostoso em sua pele por conta das duas janelas abertas. ― Mas pelo seu tom acho que não esqueceu.
― Obvio que não.
Elena olhou incrédula, como se aquilo fosse uma coisa tão óbvia e se marido estivesse praticando uma grande burrice. Ela amava Damon isso é fato, ele era da família. Mas Damon é irresponsável o que a faz às vezes querer bater a cabeça dele em uma pedra grande até a cabeça explodir e ver se realmente tinha miolos dentro dela.
― Você deveria para de guardar rancor. ― diz Stefan, enquanto encarava o começo do amontoamento de carros.
― Entendo. Eu amo o Damon, Stefan. Você sabe, mas parece que ele não cresceu. Que o mundo a volta dele parou. ― ela foca seu olhar em Stefan, que está com uma blusa cinza de mangas até seus pulsos. ― Poxa, ele já entrou nos quarenta.
― Meu irmão nunca vai mudar Elena.
― Não quero que ele mude quero que ele tenha responsabilidades.
Stefan não a respondeu.
Uma chuva começa cair, o céu já estava começando a ficar escuro. A chuva era forte, batia no carro e fazia som que dava pequenos sustos em Elena e ela tinha certeza que ficaria amassado se tivesse sido granito. Mas não era.
Stefan parou o carro, avia um engarrafamento, mas ele estava implorando que acabasse logo.
― Eu deveria ligar pra saber o que está acontecendo. Saímos de casa pela manhã e já é de noite. Estou preocupada. ― Elena disse, virando seu corpo pra pegar a bolsa que estava no banco traseiro, mas Stefan a impediu.
― Não.
― O que?
― Você não irá ligar. Elena, eles estão bem, se acalme, ok?
― Me larga, Stefan! Tenho que ligar.
Seu olhar é penetrante, o verde está reprovador e o castanho indignado.
― Elena, por favor, eu sei do seu instinto de mãe, eu entendo...
― Não, você não entende, você não é uma mãe que acabou de ter um bebê, Stefan me largue!
― Mas eu ainda sou pai. ― seu tom de voz fica mais calmo.
― Não é a mesma coisa.
Tudo bem, Stefan sabia que era verdade. Mas ele amava as crianças da mesma maneira que Elena, contudo não era uma coisa tão radical. Tão... insano. Ele tentava entendia, deveria está acostumado, afinal estava no terceiro filho e tinha conhecimento que as mães ficavam assim, mesmo Alex já tendo nascido á alguns meses. Mas aquelas palavras o machucaram, o olhar raivoso de Elena também. Ele também sabia que tudo que ela fazia a respeito de sua família era como se uma aura acendesse e brilhasse como uma estrela, mas mesmo assim...
Contra gosto largou o braço dela e permitiu que a mesma pegasse sua bolsa e ligasse para casa.
Não demorou muito e Elena já ouvia a voz de Damon.
― Alo?
― Ah, oi Damon. Sou eu, Elena. ― Elena podia ouvir o som por trás da ligação, parecia com aquelas festas que ela dava no colegial e universidade.
― De novo.
― Isso, isso é som de festa? Damon, diz que não!
― É claro que não Elena ― ela pode ouvir a voz dele mais claramente e um som de gargalhada. ― Eu e Spencer estamos dançando, apenas.
― Oh, é claro. Me desculpe por desconfiar de você Damon.
― Estou acostumado.
― E as crianças?
― Estão dormindo. Tomados banho e já comeram. Agora tchau.
Ele desligou.
― Está vendo Elena, confie nele. ― Stefan ainda não olhava para ela.
― Desculpe.
Ela tocou seu braço, fazendo um movimento de vai e vêm carinhoso, seus olhos ainda estavam cheios de preocupação. Stefan se virou para ela, largando o volante, procurava entender sua esposa, seu melhor enigma, mas ele já a tinha desvendado tantas vezes, mas a cada dia tinha um novo, era interminável e ele amava.
― Tudo bem. Venha aqui. ― ele abriu seus braços enquanto e ela sorri, se aproximando e se aconchegando neles, não se preocupando com a marcha que era automática e Stefan também a tinha desligado.
Ela estava confortável, seu coração estava calmo, se remexeu um pouco e suspirou e logo em seguida sorriu quando sentiu os lábios de Stefan beijando sua cabeça e cheirando seus cabelos.
***
Já era a quinta vez que Elena mudava de estação de radio. O engarrafamento ainda não tinha passado e ele percebeu que Stefan estava quando batendo sua cabeça no volante de tão irritado.
― Dá para escolher logo uma estação de radio?
― Não, ainda não encontrei uma boa... e, Deus, é Madonna!
― Pelo amor de Deus, Madonna não, eu não suporto a voz dessa mulher.
― Stefan, sabe o buraco, vai tomar no orifício bem no fundo dele.
― Cuidado com as palavras Elena. ― ele disse se inclinando e tirando da estação, colocando em outra estação onde tocava uma musica calma, lenta, bonita. Perfeita. Coldplay.
― Yellow. ― Elena diz sorrindo, seus olhos castanhos brilhando e Stefan a olha do mesmo modo.
― Essa musica parece até nossa historia de vida.
Ela se aproxima dele e o beija.
― Você está dizendo que demorou em me conquistar?
― Mas eu realmente demorei.
Ela sorri, indo se inclinando no banco de motorista, colocando sua perna em cada lodo das pernas de Stefan, e sentando nas coxas dele. Ele passa a mão por sua cintura e acaricia sua bochecha.
― Stefan, você me conquistou no momento em que me deu o primeiro beijo, no momento em que me olhou não só como uma conquista qualquer do campus.
― Então você já me queria mesmo logo depois do beijo me dando um tapa na cara? ― ele coloca as mãos em sua cintura mais uma vez a apertando e trazendo Elena pra ficar mais em contado com o seu corpo.
― Sim, eu te queria. ― ela coloca um mecha de cabelo atrás de sua orelha e apoia sua mão no peito definido de Stefan.
― É bom saber disso.
Ele a beija, puxando o lábio inferior de Elena com os dentes, e introduzindo sua língua na boca dela, com intensidade. Elena é doce. O gosto dela é doce e viciante.
Sentimentos trasbordam.
Ele belisca a parte exposta de sua suas costas e Elena geme em sua boa fazendo Stefan sorri. Seu sutiã está um pouco exposto e ele está na altura da boca de Stefan. Grandes, arrepiados e macios. Essa é a textura deles e Stefan já avia decorado mas amava experimentar de novo, de novo e de novo...
Ela inclina seus seios para ele. Ela já está louca para sentir a boca dele neles. Puxa os cabelos desgrenhados de Stefan inclinando sua cabeça para seu busto cheio, onde ela ver ele seu afogando prestes a abrir o feixe. Os vidros já estão embaçados e eles ouvem buzinas.
Buzinas.
Carros.
Buzinas de carros.
― Droga, droga... ― fala Elena.
Stefan volta sua atenção a ela confuso, seu rosto ainda está avermelhado.
― O que foi?
― Buzinas Stefan.
Ele parece compreender. Por que ele está logo se recompondo e Elena se joga para o banco de passageiro ajeitando seus cabelos.
Stefan liga o carro e continua a viagem, ainda com os vidros fechados e a tenção sexual mais que presente.
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