Nossa chegada ao palácio foi muito receptiva. Maxon já estava cheio de coisas para fazer então, subimos para o quarto e ele foi logo tomando um banho, trocando de roupa me dando um beijo e saiu. Fiquei no quarto ate que Mary chegasse para e arrumar. Quando ela chegou mais Marlee e May foi uma festa. Apos o meu banho, me vestiram com um vestido levinho florido amarelo e vermelho. May fez em mim uma de suas tranças fabulosas e eu desci para me encontra com Silvia. Ela me passo varias cartas de famílias, súditos, e aliados de longe. Sempre tinha alguma coisa para fazer. Muitas vezes sem Maxon mas ele sempre dava um jeitinho de me incluir nos procedimentos de seu trabalho. A primeira semana foi exatamente como ele disse. Na sexta feira tivemos um entrevista com o Gravil.
-Como e acordar e a noitecer todos os dias ao lado do Rei Maxon senhorita America? Ou devo dizer, Rainha America?
-Como quiser Gravil. E maravilhoso, ele simplesmente é o cara que qualquer garota gostaria de se casar, mesmo se não fosse príncipe agora rei seria meu par perfeito. — sorri e percebi que havia corado.
-E você Rei Maxon?
-Só Maxon para você Gravil. — ele sorrio — simplesmente e o que a America disse, maravilhoso acordar, adormecer e fazer varias outras coisas ao lado dela — rimos quando Maxon levantou a sobrancelha. — Incluo America em tudo que posso durante meu dia no meu trabalho, ela e bem teimosa mas me ajuda bastante com algumas ideias e procedimentos para deixar Ilea cada dia melhor.
-Muito obrigado Maxon — disse Gravil dando enfase em Maxon — e senhorita America.- nos despedimos e ele encerrou o programa.
Na segunda semana, Maxon poe em pratica o retiramento das catas. Ele tirou como disse primeiro a casta Oito. Ouve muita confusão e reclamações de quem não estava a favor mas a maioria apoiou. Recebemos muitos agradecimentos de quem era da casta Oito, muitos começaram a trabalhar como ajudantes de pessoas de castas superiores e diaristas.
Na terça do terceiro mês eu e Maxon estávamos sentados em nosso quarto jantando quando tenho um forte enjoou e vou correndo para o banheiro. Maxon em em seguida correndo atras de mim. Tento fechar a porta, sem resultados.
-O que foi America? — ele diz super desesperado. Dava para ver o medo em seus olhos e a preocupação. Vomitei. — America me responda! Nao me deixe assim! O que você tem foi algo que comeu? — ele socou a parede.
-Acalme-se Maxon. — comecei a enxaguei a boca.
-Como posso me acalmar se você esta passando mal vomitando? — ele estava quase gritando — Me diga como posso ajudar!
Levantei e fui ate a gaveta do criado mudo onde havia um teste de gravides que eu havia feito naquela manha com o medico do palácio.
-Nada de mais. — sorri e o entreguei o papel passando direto por ele no meio do quarto indo ao banheiro escovar os dentes.
-America... você... você esta... — ele olhou para mim e assenti para ele — gravida meu amor!
Ele veio correndo em minha direção tao rápido que pensei que passaria direto por mim. Ele me abraçou, me afastou olhou em meus olhos me beijou, seguro minha cinturo e me levantou no ar sorrindo e me balançando repetindo:
-Meu amor você eta gravida! Vamos ter um bebe! — eu levei a mão na boca encenando um enjoo e ele me colocou no chão de novo — Desculpe, mas estou tao feliz! E meu amor! — ele me abraçou de novo — quando você fez isso ? Por que não me contou antes?
-Fiz hoje de manha. Assim que você saiu senti um forte enjoou e Mary me aconselhou que fizesse. O resultado saiu hoje a tarde enquanto você estava naquelas reuniões que você ama então não quis atrapalhar — ele sorriu percebendo a ironia. — Também estou tao feliz! Vamos ter um bebe! — desta vez eu que o abracei.
-Você já disse a sua mãe?
-Sim ela vira amanha com May.
-Que ótimo! Vamos fazer uma comemoração!
Maxon estava radiante, seus olhos com um brilho que iluminaria a escuridão. Naquela noite não terminamos o jantar, me sentei na cama enquanto Maxon andava em círculos contando seus planos, parava na beira da cama as vezes e dava um enorme sorriso pra mim. Quando se cansou tirou a roupa e se deitou ao meu lado. Eu já estava de pijama então nos cobrimos e ficamos ali abraçados sussurrando um para outro como nossa vida seria maravilhosa daqui por diante e como nos amávamos.
No dia seguinte Maxon não quis saber de trabalho. Faltou saltitar quando ia abraçar minha mãe que havia chegado no palácio. Ficamos muito felizes, eles abriram champanhe e eu bebi suco já que não podia. Dançamos, brincamos com May, ate jogamos bola com Gerad, nunca havia visto Maxon tao feliz e disposto. Quando a tarde estava acabando minha mãe Gerad e Mar foram embora, minha mãe também estava radiante e me contava varias coisas sobre criança e repetia junto a Maxon que seriamos ótimos pais. Quando nos despedimos deles Maxon me levou para o terraço para que vessemos o sol se por.
-America — ele seguro as minhas mãos e olhou no fundo dos meus olhos — eu te amo mais do que qualquer coisa no mundo, e agora como amo essa criança que você esta gerando. Prometo a você que serei um ótimo pai, farei o que for preciso para que vivamos o melhor possível o que não sera difícil. Quero passar todas as noites em claro com você quando ele estiver chorando. Quero esta la no primeiro banho, no segundo e em todos se puder. Quero esta la te ajudando a trocar as fraldas por que sei que você não vai querer que as criadas façam isso para você — eu assenti — não vou poder esta sempre la e você sabe, pois meu trabalho esta em casa e em todos os momentos, mas farei o possível que puder pra estar sempre com você. Nao me importa as noites que ficarei sem dormir, e como irei levantar cansado, indisposto e amarrotado no outro dia eu quero estar la ao seu lado durante todas as noites de sono que você não tiver. — senti minhas lagrimas correndo pelo meu rosto — tudo que precisar eu estarei aqui, sempre e para sempre. Eu te amo America! E eu te amo — ele se ajoelhou e beijou minha barriga, puxei ele de volta e olhei para ele.
-Nao se preocupe Maxon eu sei que você sera um ótimo pai e que esta aqui sempre ao meu dispor. E nos te amamos — segurei minha barriga para dizer que estava falando do bebe e de mim e ele me puxou para um beijo que poderia ser eterno.
Os dias foram passando, semanas e meses. As castas continuavam sendo retiradas. Com a ajuda de Augustu e Georgia ocorreu tudo mais do que bem e os ataques ao palácio foram diminuindo ate parar. Minha barriga foi crescendo. Maxon estava sempre tirando fotos minhas e marcando a quantidade que minha barriga crescia na parece. Aos nove meses a parede estava cheia de fotos minhas e uma reta que indicava o aumento da minha barriga. May, minha mãe, Maxon e Marlee adoravam se deitar ao meu lado e conversar com Amberly. Decidimos que a chamaríamos de Amberly em homenagem a mãe de Maxon, ele ficou muito feliz, radiante como sempre estava agora. Eu nunca ficava sozinha Marlee sempre estava comigo. Eu parei de descer escadas sozinha aos 6 meses, Maxon me ajudava levantar da cama sentar e sempre pedia a Marlee que me ajudasse a descer as escadas por que muitas vezes ele não podia. Ele começou a ficar meio chato mas não passava de ser um puro cuidado. Brigava comigo sempre e me chamava de teimosa por eu querer fazer as coisas sozinhas mas era de um jeito carinhoso e acabava concordando.
Dois dias antes da data planejada para o nascimento, sai do quarto tarde da noite sem que Marlee me vesse e fui ate o escritório de Maxon que estava trabalhando ate tarde para resolver um problema. Quando estava a três metros da porta sinto uma água descendo em minhas pernas e vejo que minha bolça estorou. Quando chego na porta chamo Maxon e ele me olha com cara de assustado e percebe que a bolça estorou vem correndo e me pega no colo me levando para o medico. Tudo estava pronto. Tinham arrumado tudo para a chegada de Amberly inclusive mamadeiras, berço e etc. Senti uma forte dor na barriga e gritei, Maxon estava saindo da sala do parto e voltou correndo.
-Esta tudo bem meu amor. vai ficar tudo bem.
Eu assenti e ele saiu pela porta para chamar algumas criadas. Antes de 5 minutos ele voltou com Marlee e Mary.
-Já liguei para sua mãe, guardas estão indo buscar ela. — ele estava suado e muito assustado, quando segurou minha mão percebi que estava tremendo.
-Vai fica tudo bem acalme-se. — ele assentiu mas pareceu não resolver nada quando soltei outro grito e ele olhou de novo para mim assustado e apertou minha mão também pois havia apertado a dele.
Apos vários gritos, apertões em Maxon, olhares preocupados e "vai ficar tudo bem dele" Amberly nasceu. Ela era linda mas não tive muito tempo para observa-la bem, levaram ela para limpa-la.
Quando já estava tudo bem e eu já estava em meu quarto, Maxon se deitou ao lado de Amberly que estava em nosso meio. Pude percebe que ela era ruiva como eu, seus olhos nas poucas vezes que si abriam eram azuis, mas como tinha muitas das minhas características tinha de Maxon também: olhos boca e o rosto forte e delicado como o do pai. Nesse tempo sempre evitei pensar em meu pai, em Celeste também e a rainha Amberly, mas estava tao emotiva com o nascimento de minha primeira filha e tudo apareceu em meu pensamentos e as lagrimas foram brotando. Senti toda aquela tristeza que havia guardado só para mim para não desperta preocupação em Maxon, todas elas foram transformadas em lagrimas e desciam como uma correnteza. Tentei me virar para esconder as lagrimas mas não adiantou. Maxon estava minha frente. Ele era o meu marido, sou tola em pensar que poderia me esconder. Ele se levantou da cama com os olhos cravados em mim. Pegou Amberly e a arrastou para a beirada da cama e veio se deitar atras de mim. Quando já estávamos de conchinha com ele abraçado em mim e Amberly em minha frente, eu acarinhava ela enquanto Maxon me alisava e me dava uns beijinhos.
-Nao chore meu amor. É tempo de ficar feliz. O que esta havendo?
-Desculpe, eu estou feliz mas...- solucei — penso em meu pai e ele ficaria tao feliz! Sua mãe também, ela me disse que se você me escolhesse eu poderia chama-la de mãe e eu sempre a adorei. Celeste... a a Celeste também iria gostar de brincar com ela. A tempos venho tentando não chorar para não te preocupar mas...- fui interrompida.
-Meu amor! Lembra que eu disse que estaria com você sempre? Perderia noites de sono? — assenti — Eu sei que a noite quando durmo você as vezes chora em silencio e se afasta para a beira da cama, sei que você me abraça a noite com todo cuidado para não me acorda mas... eu sei. E não se preocupe pensando que você me acorda, eu que tenho esse probleminha de fica acordando. Também sinto falta de meus pais e sei que... nada posso fazer para que não sinta dor e sinto muito por isso. — sorri para ele.
-Obrigada por ser tao maravilhoso comigo. Eu te amo.
-Eu também, e você merece bem mais. Eee... — ele levantou da cama sorrindo tentando me animar — tenho presentes!
-Presentes? Maxon nao preci... — antes que eu terminasse ele levntou um dedo em sinal de adivertencia e eu me calei. Ele foi ate ao armario e pegou uma caixa e me entregou. — O que é ?
-Abra. — Obedeci, abri a caixa e la havia uma pulseirinha minuscula de ouro escrito Amberly e a data de nascimento dela atrás. Olhei para ele com olhar de interrogação. — Esse e para Amberly. — ele olhou para uma fitinha e eu a puxei. Era outro fundo. La tinha um cordão igual ao que meu pai havia me dado. Meus olhos se encheram de lagrimas. — Nao é o que seu pai te deu, infelizmente. Meu pai provavelmente o jogou fora, mas... como eu tinha uma foto sua com ele pedi para que reproduzissem ele para você, e ai estar — ele sorriu. Instituidamente eu pulei em seus braços e ele me abraço cuidadosamente já que eu tinha acabado de dar a luz. -Cuidado America! não quero que nada aconteça com você.
-Maxon e... lindo! Nao acredito que você conseguiu fazer isso! — estava muito feliz mas as circunstancias me limitavam. Me endireitei com um pouco de dor. — Olha, eu estou meio limitada aqui — sorri e levantei o cabelo para que ele colocasse o cordão. Coloquei a pulseirinha em Amberly, ficou lindo comecei a rir. -Ficou lindo olhe só! Poderia ficar a noite toda olhando para ela mas agora...olhei para Maxon com um sorriso malicioso, ele fez o mesmo esperando que eu terminasse a frase — quero você, coloque ela no berço por favor?
Maxon levantou e foi ate ela. Com muito cuidado a pegou no colo, me fez rir o jeito que ele segurava ela, desde o jeitinho desajeitado, olhares preocupados para não machucá-la, a admiração e felicidade. Quando ele a colocou Amberly em seu berço, não mais de 3 metros de distancia de nossa cama, tirou as roupas e ficou apenas de cueca e se deitou ao meu lado. Me aconcheguei em seu peito e ele passou seus braços fortes em minha volta.
-Sabe...somos muito bons juntos. — ele disse
-Eu sei — dei uma risadinha.
-E serio America! Olha como nossa filha e linda! E tenho certeza que ficara mais e mais a cada dia. As castas? Esta funcionando tudo bem graças ao nosso trabalho! — ele estava muito feliz, dava para perceber em sua voz. — Eu te amo a cada dia mais.
-Eu sei. Também te amo e eu desejo passar o resto da minha vida ao seu lado, ter ver envelhecer e roncar ao meu lado.
-Seu desejo é uma ordem minha rainha! — ele me puxou e me beijo ternamente.
Amberly chorou e me acordou, eram seis da manha. Maxon estava com ela no colo no canto oposto do quarto com os olhos desesperados.
-Me desculpe. Eu estava sem sono e vim ver como ela estava e percebi que estava acordada. Peguei ela no colo e ela começou a chorar baixinho mais agora ela ate te acordou. Nao sei o que fazer ela não gosta de mim, sou um péssimo pai! Me desculpe. — ele veio ate mim na cama. Ele estava realmente achando que era um péssimo pai.
-Acalme-se Maxon — comecei a rir — Você não e um péssimo pai, e ela gosta de você sim mas olhe — peguei Amberly e a encostei perto de meus seios, ela se acalmou e abriu a boca — ela esta apenas com fome, e por eu ser mãe eu a amamento — coloquei ela para mamar e ele ficou olhando — e você deve se acostumar porque muitas vezes ela vai se acalmar só em meus braços, ou seja ao contrario e ela goste mais de você.
Ocorreu tudo bem e vi um peso saindo das costas dele quando falei com ele. As oito minha mãe, May e Gerad chegaram.
Fale com o autor