Fame

11 #11 Strike a pose, Vogue


Notas iniciais
Atualizada: 18/09/2016 às 20:31 Aos amantes dessa fic ou de qualquer outra, eu voltei. Decidi que voltaria a escrever faz dois meses, mas aparentemente Mia Criss (odeio ter que colocar esse sobrenome pra ela agora) e todos os outros haters de crisscolfer e klaine jogaram uma praga e fizeram meu notebook quebrar. Porém voltei, e vou atualizar a fic. A HISTÓRIA É O SEGUINTE: Kurt Hummel é um dos modelos e influenciadores mais famosos desse país, contando com dezenas de capas de revistas e desfiles atendidos. Entretanto há pouco tempo um jovem modelo anda tomando destaque da mídia, o jovem Blaine Anderson. Será Kurt capaz de lidar com sua fama sendo roubada, mesmo após passar por um drama envolvendo ex namorado e o mundo da moda? Para ajudar, suas melhores amigas estão caminhando em direção de um relacionamento sério e seus agentes acabaram de assinar um contrato de parceria entre as duas marcas, forçando os modelos com um passado não tão agradável a trabalharem juntos. NO ÚLTIMO CAPÍTULO: Blaine e Kurt participaram de duas sessões de fotos, a da capa de uma edição da Rolling Stones e a capa da edição 500 da Vogue. Enquanto Kurt reclamava de Blaine, situação corriqueira por aqui, o Anderson acabou ouvindo tudo e saiu do recinto um tanto revoltado. (Eu aconselho vocês a relerem a história para entenderem e relembrarem melhor todos os acontecimentos. Eu mesma reli pra continuar escrevendo e me levou 30 minutos, vale a pena!) Going on with the history...

Blaine se achava tão burro por um momento ter pensando que Kurt só o tratava mal por defesa. Ali estava ele, atrás do Hummel a balbuciar coisas ruins e mentirosas ao seu respeito. Conseguia até ver Quinn tentar mandar algum sinal para o Hummel calar a boca, mas Kurt não percebera.

Precisou de alguns dias para esquecer essa história. Não saiu de seu apartamento durante as 48 horas seguintes, e tampouco conseguiu esquecer o que acontecera no restaurante.

Era domingo, acordou e sorriu ao ver pela janela de seu apartamento um clima frio e nublado. Era dez horas da manhã, porém pela visão do Central Park parecia hora do sol se pôr. Caminhou lentamente até a sala e viu sobre a mesa uma caixa enorme com um pequeno bilhete nela, que dizia:

"Vista isso. Um carro virá te pegar às 17 horas. NÃO SE­ ATRASE! ­

— Barbra"

Sorriu com a amiga e caminhou até a cozinha para pegar uma xícara de café da máquina. Hoje era a festa da Vogue pela qual fizera o ensaio de fotos... com o Hummel... que havia o ligado trocentas vezes naqueles dois dias, porém Blaine nem fizera questão de responder o celular.

Franziu o cenho vestindo a roupa do patrocinador da festa. Uma calça cor caqui maduro com uma camisa da mesma cor. Os olhos e Blaine doíam ao se ver no espelho com uma combinação que sequer vestiria se não estivesse nos lençóis de divulgação da revista, mas estava acostumado com todo esse negócio de "moda". Rachel havia dito que o moreno devia vestir esse traje, então apenas aceitou toda a estranhice do traje.

Esperou a hora chegar e desceu para pegar carona, seguindo até o apartamento do Hummel no outro lado da cidade. Kurt vestia uma calça colada de couro que marcava suas curvas até demais, uma camisa branca com listras de zebra da mesma cor, porém em cetim. Jogou seu blazer simples preto por cima e ajeitou pela última vez seu cabelo, em casa mesmo (diferente do outro modelo que precisava ir ao salão para arrumar os cachos, que hoje foram substituídos por um cabelo levemente jogado em um topete). Quinn colocou a cabeça pra dentro do quarto, vendo Kurt terminar de arrumar suas madeixas.

— Blaine chegou, devemos descer?

— Hm... Claro. — Chavearam o apartamento e desceram os andares silenciosamente, deixando o som de Christina Aguilera preencher o elevador. O clima ainda não estava muito bom entre os amigos.

A limousine era linda, preta com os dizeres VOGUE em bordô com detalhes dourados. Os olhos de Kurt quase saltaram quando viram o automóvel estacionado em frente ao seu prédio. Seus olhos percorreram cada centímetro do carro até chegarem em um modelo o encarando na parte de cima do veículo.

— Edição dourada da Vogue, lá vamos nós. ­- Blaine gritou pelo teto solar, aparentemente alterado. — Entrem logo, vocês não vão querer perder a festa!

— Ele está bêbado? ­- Perguntou o Hummel assim que se sentou ao lado da amiga, de Rachel e de Jeff dentro do veículo. Blaine continuava no teto solar.

— Não, apenas "alegre". ­- Jeff sorriu. -­ Coloquei umas coisas na bebida dele. ­– Recebeu um olhar de julgamento e desaprovação vindo dos outros passageiros. -­ Ele precisava, ok? Tudo que ele estava fazendo era reclamar de você, e não queríamos estragar a festa.

O Hummel revirou os olhos e encarou a janela, tentando esconder um sorriso pelas coisas sem noção que o moreno gritava pelo teto solar. O motorista pegou um atalho e chegou na recepção da festa antes que o previsto. A porta de um hotel com um tapete vermelho e um aglomerado de pessoas se apertando e espremendo para poder ver qualquer sinal de alguém famoso por ali.

Luzes de flashes cegavam quem passava por aquela entrada. A festa estava acontecendo na cobertura do prédio mais chique da cidade, um que uma diária poderia falir qualquer empresário da bolsa de valores. Os carros paravam na porta, os modelos, atores e atrizes saíam e a onda de flashes corria. Era o evento do ano segundo alguns colunistas.

Pela rua do evento haviam outdoors e placas com os rostos de Blaine e Kurt nas fotos tiradas dias atrás. Aquele ensaio havia sido o fenômeno da mídia pela revelação do primeiro trabalho oficial dos modelos juntos.

Até quem não entendera de moda sabia toda a reviravolta da mais nova relação entre os modelos que até então eram rivais, embora alguns sites e programas de notícia houvessem conseguido entrevistas com algumas pessoas onde afirmavam que durante um voo até a Irlanda os jovens homens haviam se desentendido algumas vezes, nada confirmado pela companhia aérea, entretanto.

— Olha, são Kurt Hummel e Blaine Anderson!– Gritou um dos paparazzis ao ver a limousine estacionar.

Blaine havia sido puxado pra dentro pelo agente. A porta demorou alguns segundos para se abrir e os fotógrafos já disparavam os flashes de suas câmeras em direção ao carro. Os primeiros a descerem foram Quinn e Jeff. Ambos bem vestidos, a mulher com um vestido preto longo e cabelos presos no alto, e o homem vestindo um terno de lapela fina cinza riscado com sapatos Mr. Porter.

Esperaram ao lado do cordão de isolamento dos fotógrafos. Kurt saiu do carro e uma onda de flashes e gritos foram distribuídas, pelos fotógrafos e pelos fãs que estavam na calçada. Em seguida desceu o Anderson, não aparentando estar alterado. Deu seu melhor sorriso de canto de boca e derreteu metade das garotas histéricas que estavam ao lado de fora. Acenaram rapidamente e caminharam para dentro do hotel.

— Sr. Anderson, Sr. Anderson. ­ — Uma repórter puxou Blaine pelo braço para uma entrevista que o moreno não tinha forças para negar. Acabou assentindo e a mulher pediu ao câmera ligar o aparelho em seu ombro. -­ Festa da Vogue, edição dourada. O que isso tudo representa para sua carreira?

— Onde está Blaine? — ­ Kurt se deu conta assim que entrava no elevador com Jeff e Quinn. Antes que pudessem responder sua pergunta, viu pela porta de vidro do edifício Blaine falando algo em um microfone. — ­ Merda. — ­ E correu até o modelo

— ...E é por isso que eles viveram felizes para sempre. — ­ Blaine falou com um sorriso no rosto, porém a repórter tinha uma feição de quem não estava satisfeita com o resultado da pergunta.

— Você e Kurt viveram felizes para sempre? -­ Insistiu enquanto Kurt se agradeceu por chegara tempo na entrevista.

— Na verdade... — ­ Se intrometeu. — ­ O que Blaine quis dizer com tudo isso foi que estamos muito felizes por representar a Vogue em um momento tão importante, e eu diria que essa oportunidade deixará nossa carreira num nível elevado. E talvez isso nos dê um final com efeito de felizes para sempre. ­ — Sorriu ao tentar corrigir as baboseiras que Blaine falava.

A repórter assentiu com um enorme sorriso no rosto e deixou os dois rapazes voltarem para dentro do hotel. Kurt e Blaine estavam com um sorriso no rosto ao entrarem no elevador mas assim que as portas se fecharam Kurt deu um tapa no braço do outro modelo.

— Você está louco?! — Disse estridente.

— Você me salvou, relaxa. ­ Eu sei que não estou no meu estado normal mas ainda tenho consciência das coisas que falo. — Ignorou o mais alto.

Hummel revirou os olhos e esperou o elevador os levar até o trigésimo andar, a cobertura onde acontecia a festa. Toda a festa era uma classe. Um pequeno coquetel para fotógrafos licenciados e donos de revistas famosas como a Vogue. Modelos de outros países também curtiam o happy hour, mas hoje as lentes estavam viradas para Hummel e Anderson, que receberam ordens para não se desgrudarem durante o evento inteiro.

Horas se passaram. O dono da revista falou, o promotor de edição da revista falou, Blaine falou, Kurt consertou o que o outro modelo falou... Era uma grande festa de velho, se fôssemos falar a verdade. Estavam todos entediados. Até que...

— E assim encerramos o coquetel de lançamento da edição dourada. ­ — Falou o velho homem no pequeno palco sob luzes coloridas.- ­ Peço a todos que se encaminhem ao vigésimo terceiro andar, o salão de festas, onde vocês vão curtir. Dois DJs internacionais, aperitivos e muita bebida. Uma festa ao estilo Vogue. ­ — Completou.

[...]

Algum tempo passou e os jovens não conseguiam dizer que horas desceram para a festa, ou que horas começaram a beber. Quinn e Jeff continuavam sumidos desde a hora do elevador. A cabeça de Kurt sequer conseguia pensar em uma frase completa. Se via no bar de cinco em cinco minutos com duas bebidas na mão, mas não se lembrava pra quem era o outro copo.

Um martini, dois uísques, uma dose de vodka, mais martinis, mais uísques... Aquilo era um shirley temple na mão de Kurt? Tudo ficou embaçado, mas Kurt não tirava a bebida da mão.

Sentiu mãos o agarrando,sentiu lábios o tocando, e isso tudo vinha de um enorme borrão amarelo em sua frente. E embora soubesse que ali era uma festa relativamente do seu trabalho, acabou fazendo o que qualquer cara gay e bêbado faria nessa situação: retribuiu os beijos e as carícias que aquele borrão amarelo proporcionava.

Que mal poderia acontecer, certo?

Logo depois...

Era a décima chamada perdida no celular do castanho. E agora era a décima primeira. O celular vibrava na mesa de cabeceira até cair no chão. Kurt lançou a mão tentando evitar a tragédia, mas acabou derrubando um abajur. Era como tivesse morrido e voltado à vida.

Se sentia como se tivesse sido atropelado por uma dúzia de carros. Algumas tentativas em vão até finalmente abrir os olhos e encontrar uma enorme parede branca o encarando. Piscou mais algumas vezes até o enorme borrão ir embora.

Ainda sentia seu hálito de bebida.

Corrigindo, seu hálito extremamente forte de bebida.

Se sentou na cama e pegou o pequeno aparelho branco no chão com onze chamadas perdidas de Quinn. "Agora ela resolve aparecer...?" Pensou enquanto tentava se levantar mas suas pernas não o deixaram, ainda estavam moles do sono. Rolou seus olhos novamente ao celular e viu que dormira por quase quinze horas seguidas, o que o fez se assustar.

Ficou encarando o chão por alguns segundos, tentando se lembrar onde estava, porque estava ali, e como chegou ali. Quando se lembrou de passar por momentos assim anteriormente. Não foi difícil para o castanho juntar as coisas.

Acordar bêbado em um quarto de hotel qualquer, chamadas perdidas no celular, a única coisa de se lembrar é muita bebida... Levou sua mão até seu colo apenas para confirmar o que desconfiava. Estava sem roupa e aparentemente Kurt Hummel havia se dado bem.

— Ai não, ai não... Não me diga que... — ­ Kurt nem teve coragem de terminar sua frase. Virou-se para o outro lado da cama e confirmou sua hipótese. As costas de um homem desconhecido descobertas, enquanto ele ainda dormia calmamente. ­

Que merda, Hummel. ­

Kurt hesitou ao chegar mais perto e ver quem era o moreno no outro lado da cama, mas levando em consideração o quanto o castanho era azarado, só podia ser uma pessoa.

Lembrou-se do borrão amarelo durante a festa, uma das últimas coisas que o castanho se lembrava da noite anterior. Seus olhos percorreram o chão em volta da cama onde conseguia ver suas roupas jogadas, e as roupas um tanto conhecidas ali também. De uma cor caqui madura.

— Hm... ­ — O outro homem abriu os olhos lentamente enquanto resmungava pelos raios de sol e pelo movimento da cama que o castanho fizera ao se levantar brutalmente. ­ — K­-kurt? — Disse arrastado.

— Vista­-se, Anderson. — ­ Disse Kurt saindo do quarto enrolado no lençol enquanto tentava pegar suas roupas do chão (ou o que sobraram delas, sendo que estavam todas rasgadas e amassadas).

Ih...

Já vestido, Blaine olhava pela enorme janela de vidro do quarto. Ainda estavam no hotel em que a festa havia acontecido, mas igual ao castanho, não conseguia se lembrar de muita coisa.

Talvez alguns "vou pegar uma bebida pra gente", ou alguns sussurros de "seus lábios são maravilhosos", e definitivamente um "mais forte, Bê".

Blaine até tentou procurar seu celular, porém sem êxito. Este estava longe. Suspirou e resolveu ir até a sala do apartamento (na cobertura... se perguntava como haviam conseguido arranjar um quarto naquele estado de embriaguez). Encontrou Kurt sentado no sofá com as mãos no rosto.

—­ Não se lembra de nada também, huh? — ­Perguntou o moreno se sentando ao lado do modelo, com uma certa distância levando em consideração o que havia acontecido.

— Isso é horrível. Tudo que eu não precisava! — ­ Disse com o som abafado pelas mãos. — ­ A última coisa que me lembro foi de estar com dois copos vazios em minha mão, e logo ser agarrado por alguém e... Dieu Saint... — ­ Kurt suspirou em francês, finalmente tomando coragem de encarar Blaine. ­ — Isso deve ter sido tudo sua culpa!

— Minha culpa?! — Subiu uma das sobrancelhas em surpresa. — Não sei se você percebeu, mas eu também fiquei um bocado surpreso ao acordar e te encontrar do meu lado.

— Que ótimo. ­ — Suspirou em deboche. — ­ O que faremos agora?

— O que temos para fazer? — ­ Encarou.

— Esquecer.

O celular de Kurt vibrou novamente, dessa vez em cima do sofá. O castanho revirou os olhos agradecendo ao gongo por tê-lo evitado emter uma conversa totalmente vergonhosa com um cara que poderia considerar seu pior desafeto. Deslizou seu dedo pela tela. Com medo colocou o aparelho no ouvido para ouvir Quinn berrar do outro lado da linha de um jeito que Blaine não precisaria de viva­ voz para escutar.

"Kurt, você está louco? O­nde está você? Eu te liguei trinta vezes, e você não me atendeu! Trinta!"— Kurt tentou falar alguma coisa, mas a loira já emendava a segunda parte da conversa. — "E diga à Blaine que Jeff também está louco atrás dele já que ele está incomunicável porque esqueceu o celular no carro antes de entrar no prédio e... Meu deus, Kurt. Você pirou de vez."

— C­-como você sabe que estou com Blaine? — Perguntou-se com medo da resposta que viria a seguir, embora o arrepio e o frio na barriga que sentia já o preparava para o que vinha a seguir.

­"Como eu e metade do mundo sabe, não é?" - Silêncio vindo do outro lado da linha. — "Por favor, Kurtie. Me diga que pelo menos você se lembra de algo que aconteceu ontem, por favor... Não me diga que tudo isso foi em vão..."

O silêncio do Hummel foi a resposta que a Fabray esperava.

"Isso é o tipo de coisa que acontece quando eu não cuido de você. Esse é um dos motivos do qual eu sempre estou do seu lado gritando pra você não beber mais de um copo de álcool. Você não sabe a gravidade disso! Você e Blaine... Blaine e você... Vamos apenas dizer que a internet inteira está cheia de fotos e vídeos de você e Blaine em momentos muito quentes naquela festa... Coisas que eu pensei que você não queria fazer, não com ele... Torça pro seu pai não saber acessar outra coisa a não ser o facebook, e acho que nem assim você está a salvo."

— Você só pode estar brincando... — ­ Kurt estava branco, encarando o outro modelo com olhos arregalados. — ­ Por favor diga que você está brincando.

"Você sabe que eu não brincaria com isso. Fotos suas e de Blaine se beijando como se suas vidas fossem acabar, e eu não posso nem dar uma declaração dizendo que é montagem porque eu tenho elas de vários ângulos. Kurt... Se você temia que o pior poderia acontecer... Aconteceu."

— Merda.

Notas finais
Vou postar um outro capítulo hoje ainda. Esperem!! heheheh Preciso de comentários para viver, disseram os médicos.