Família Salvatore
1 Um dia normal para os Salvatores
Notas iniciais
Elena tinha que acordar e fazer a mesma coisa que fazia todas as manhas, cuidar de sua família. Levantou preguiçosamente de sua cama, tirando os braços de seu marido de sua cintura, ouviu o resmungo de insatisfação dele e revirou os olhos quando o viu virando para o outro lado da cama para dormi novamente.
Olhou o relógio e ele marcava 06h10min da manhã, foi fazer sua higiene e colocou uma roupa confortável. Era hora de começar mais um dia.
Passou pelo primeiro quarto, onde abriu e entrou encontrando sua filha mais velha de 16 esparramada na cama em um sono profundo, tão linda, seu eterno bebê, Spencer Gilbert Salvatore sua primeira e mais rebelde filha, era sua copia, cabelos e olhos castanhos escuros, mas os cabelos de sua filha eram ondulados e a pele era como leite.
― Está na hora de acorda meu amor ― fala Elena para sua filha.
― Não mãe, mas cinco minutinhos, por favor ― implorou Spencer sem ao menos abrir os olhos.
― Tudo bem, cinco minutinhos contados no relógio ― diz Elena saindo do quarto.
Então ela chegou ao segundo, o quarto totalmente cor de rosa com ursinhos, DVD’s de desenho animado, fotos de princesa espalhadas pelo quarto, o guarda roupa todo cor de rosa com detalhes brancos, e o tapete de Frozen qual a pequena menininha que dormia implorou ao pai, que não negava nada.
― Hora de acordar, Soph ― diz Elena para sua pequena princesa. Sophia Salvatore, de seis anos, é a mistura perfeita de Elena e Stefan, cabelos castanhos escuros iguais os da mãe e olhos verdes, suas bochechas rosadas eram uma graça. Elena se sentou ao lado da filha ― Vamos, Soph, acorde!
― Own mamãe, a senhora vai me dar cereal de chocolate hoje? ― Elena rolou os olhos, sempre o mesmo pedido.
― Tudo bem, mas você tem que acordar, e não se acostume com isso ― cedeu Elena, amaldiçoando Stefan por ter comprado esse cereal que viciou sua filha. Foi até o guarda-roupa pegando as roupas de colégio de Sophia, depois disso foi para o ultimo quarto.
Quando adentrou o terceiro quarto, que era ao lado do seu, foi até o berço para ver seu bebê, o pequeno Alessandro que dormia igual um anjinho, com apenas 10 meses de nascido. Alexander, ou Alex como os outros chamam, é a copia fiel de Stefan, os olhos, as bochechas, os cabelinhos dourados, e o nariz um pouco arrebitado, acariciou as bochechas de seu bebê e fechou a porta com cuidado quando saio.
Dirigiu-se para seu quarto abrindo as cortinas deixando os raios de sol adentrar o local.
― Hora de acordar querido, se não vai se atrasar!
― Serio?― Stefan resmunga sonolento se virando na cama.
― Serio, vamos, acorde! ― depois disso, Elena desceu para cozinha para preparar o café.
Ovos mexidos, Bacon, suco de laranja, cereal de chocolate, leite, café preto, pães e torradas com geleia. A primeira a descer foi sua filha mais velha, com os olhos vidrados no celular.
― É de manhã cedo Spencer, não pode desgrudar do celular por um momento, apenas para tomar café? ― pede Elena a filha.
― Não mãe, eu não posso ―responde ainda olhando para celular, onde seus amigos combinavam uma festa. Spencer pegou uma maça e mordeu.
― Desisto ― diz Elena, botando café preto no copo.
Stefan desce as escadas, logo de juntando a mesa e pegando o copo de café que Elena tinha colocado e dando um selinho na mesma.
― Spencer, guarde esse celular para tomar café ― ordena Stefan, e Spencer obedece, murmurando algo indignada, ela bota um pouco de suco de laranja no copo e pega a geleia passando na torrada.
― Porque você sempre consegue? ― pergunta Elena, Stefan apenas da de ombros e começa a ler o jornal.
― Mamãe! Mamãe! ― diz Sophia descendo as escadas apressada ― O meu...
― Já sei Soph, o cereal.
― Isso mamãe, a senhora é a melhor ― fala Soph, enquanto Elena coloca o cereal.
Um choro é ouvido pela casa, sinal para Elena de que seu anjinho já acordou.
― Agora é hora de o Alex tomar café.
***
Depois de dar mama para seu filho, Elena desceu com Alex. Quando chegou à sala encontrou seu marido e seus filhos saindo.
― Ei! – chamou Elena ― Soph, você pegou seu lanche?
―Sim mamãe ― diz Soph, entrando no carro, seguida da irmã.
Stefan foi até Elena e a beijou depois brincou um pouco com seu filho que balbuciava palavras desconexas e balançava os bracinhos no colo da mãe quando o pai fazia palhaçadas.
― Tchau, meu amor.
― Bom trabalho, querido – diz Elena. Ela observa o carro até ele dobrar a rua, só assim entra em casa. ― É meu bebê, agora é só você e eu, vamos começar.
Alex solta um gritinho alegre, mesmo não entendendo nada que a mãe diz ele sorrir bangue-ló.
***
― Alex! Não pode sair do cercado ― alerta Elena, desligando o aspirador e indo pegar seu bebê. Alex sacodia o chocalho rindo, depois jogou o chocalho o mais longe que pode, na quina do sofá. — Deus Alex, o que deu em você hoje? ― Elena pega seu filho e o leva pra cozinha. ― Hora da papinha.
Elena bota Alex na cadeirinha especial, pega a papinha de frutas caseira e faz aviãozinho para ele comer, contudo Alex sempre vira seu rostinho impedindo a mãe de chegar a sua boca.
―Alex! Eu tenho que te dar a papinha, coopera meu anjinho ― pede Elena, levando novamente a colher a boca de Alex ― Você quer leite, certo? Mas não ainda, primeiro a papinha.
Novamente Alex não coopera com a mãe, o telefone toca e Elena deixa o pratinho encima da cadeirinha de Alex e vai atender ao telefone no escritório.
― Alo?
– Senhora Salvatore, é a Ângela da Editora!
― Olá Ângela, o que ouve?
– Estamos ligando para saber como está o andamento do próximo livro.
― Oh, certo. Está tudo bem, até o fim do mês eu irei enviar.
– Tudo bem, Senhora, e... – Elena ouve o cair de algo na cozinha e sua atenção se direciona toda para lá, preocupada com Alex.
― Desculpe Ângela, mas tenho que ir ― Elena desliga o telefone sem esperar por resposta.
Ela corre para cozinha e ao ver oque ocorreu lá coloca a mão imediatamente na cabeça. Alex estava todo melado de papinha, dos pés a cabeça, no chão tinha papinha de fruta por alguns lugares e o prato estava perto da mesa, no chão.
― Ai meu Deus, Alex! Você é um pimenta, meu anjinho.
***
Stefan adentrou o hospital e foi para seu escritório, colocou a maleta encima da mesa, e começou trabalhar, olhando as fichas e vendo as novas. Não demorou muito para alguém bater na porta.
― Entre – de lá saio Tyler Lockwood, seu amigo desde a faculdade ―Oi Tyler, o que ouve?
― Além de problemas com a Carr? – diz Tyler se sentando.
― Conta uma novidade ― Stefan brinca, realmente, esse relacionamento com a Caroline e o Tyler tem longos anos, é uma enrolação entediante, às vezes é legal, às vezes.
― Cala a boca por favor, ela fica falando que quer as mesmas coisas os mesmo pedidos...
― Ela quer se casar logo, você sabe.
― Eu sei, mas você sabe que eu não estou preparado, você sabe Stefan sobre meu pai e tudo. Ainda tem o Toby, nosso filho, oque ela mais quer, precisa de mais alguma coisa se temos um filho como prova de nosso amor? Você sabe?
― Não, eu não sei. Tem algum caso para hoje?
― Sim, tem, uma menininha de oito anos, eu trouxe a ficha para você ver, eu ainda não abrir ― diz Tyler entregando o envelope para Stefan.
Tyler coloca sua mãos nos bolsos do jaleco, observando o semblante preocupado de Stefan enquanto ler a ficha.
―O que ouve? Alguma coisa grave?
― Sim, ela tem câncer.
***
― Me passa a próxima ficha Nadia ― pede Spencer, sentada na escadaria do colégio. Ela ler atentamente, qualificando cada nova aluna de sua escola, a Winks colégio para pessoas de classe alta e para alguns bolsistas sortudos ― Então... Beny.
― É Bonnie ― diz a pequena morena a sua frente, com um sorriso nervoso. Spencer fecha sua cara pela mera novata que acabou de chegar.
― Bennet. Onde você passou as férias? ― pergunta Spencer ajeitando seu arquinho na cabeça.
― Eu..., fui para Miami. ― Spencer a olha incrédula e balança a cabeça.
― Coloca na pilha de arquivos ― sussurra Spencer para Nadia ― Esse ano estamos em extinção, o que será da Winks? ― Spencer se despede da Bennet com um aceno de mão.
― Eu não sei, mas seu namorado está vindo ai – Nadia apontar para esquerda, onde Toby Lockwood caminha em direção a elas ― Essa é minha deixa.
― Amor ― diz Spencer pulando no pescoço de Toby ― Como foi o treino?
― Bom, entrou garotos novos, eles jogam bem. E você ― Toby coloca o dedo na ponta de nariz de Spencer – tem que parar de torturar essa menininhas, Spencer, você não precisa humilhas tanto.
― Eu não humilho! Esse colégio tem que ter um equilíbrio, é uma hierarquia e eu tenho que controla-la para o sistema não cair.
― Acho que já passamos desse século ― brinca Toby ―, vamos almoça ― Toby diz, enlaçando a cintura de Spencer fortemente e a levando para as mesas com o grupo de amigo deles.

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