Família Jackson
20 Bem Vindos a Adolescência!
Notas iniciais
O título desse capítulo ta meio nada a ver ...
POV PERCY
Acordei com os gritos de Silena. Não estava acreditando nisso. Em pleno domingo, eu achando que poderia dormir até à tarde, mas minha filha não ia deixar.
-Socorro! Pai! Aaaah! – ela gritava do quarto dela.
Ainda bem que Annabeth saiu cedo com minha mãe, mas não sei como Charles não tinha acordado. Levantei ainda meio zonzo, saí do meu quarto e entrei no da Silena. Ela estava em cima da cama, de pé, toda encolhida, desesperada apontando para o chão no canto do quarto. Lágrimas escorriam dos seus olhos.
-Silena, o que...
-Ali, ali. Socorro! Mata ela.
Olhei e vi o que a estava assustando. Uma aranha. Não era pequena, mas também não era um monstro. Suspirei, peguei uma sandália que estava por ali e matei a criatura.
-Pronto. Agora desça daí.
-Não consigo. – ela disse.
Me aproximei dela, e estendi a mão. Ela tremia e ainda chorava.
-Filha, já matei a aranha. Tá tudo bem, pode descer.
-Não consigo. Minhas pernas não funcionam.
Suspirei. Silena sofria de Aracnofobia. Era como Annabeth, mas acho que as aranhas não queriam realmente mata-la, Silena simplesmente tinha esse pavor, que muitos humanos têm. Era horrível. As lágrimas, a tremedeira e a paralisia temporária das pernas era comum quando isso acontecia. Não era coisa pra se brincar. Todas as noites em que Silena tinha pesadelos e acordava gritando, o pesadelo tinha aranhas. Ela tentava se controlar, por exemplo, quando eram aranhas mínimas, ela avisava calmamente que precisava de ajuda. Raramente ela tinha coragem de matá-las sozinha. Mas quando o bicho era um tanto grande, isso acontecia.
-Silena, por favor. Venha. – estendi a mão, e dessa vez ela aceitou. Ela me abraçou e saímos do quarto. Fomos até a cozinha e dei-lhe um copo de água. Esperei algum tempo, até que ela se acalmou.
-Catorze anos, e ainda tem medo de aranhas? – Charlie perguntou. Me virei e ele estava ainda de pijama, na porta da cozinha.
-Idiota. – Silena resmungou.
-Ei, crianças, por favor!
-Não somos crianças pai! – ambos gritaram juntos. Pelo menos nesse ponto eles concordavam.
-Ok, ok. Bem, já que estão todos acordados, vamos tomar café então!
-Onde a mãe foi? – Charlie perguntou.
-Saiu com sua avó, foram comprar algumas coisas.
-Vovó Sally?
-Ahaam.
Nos sentamos na mesa da cozinha e estávamos nos ajeitando, quando Silena perguntou.
-Onde estão os biscoitos?
Todo esse tempo e ela ainda ama biscoitos azuis. Tudo bem, eu também ainda amo biscoitos azuis.
-Vê no forno. – eu disse e ela se levantou. Estavam lá, quentinhos e azuis.
-Ainda não entendo qual é a graça de comer biscoitos azuis. – Charles disse e Silena se virou para ele com uma expressão indignada.
-São azuis! Essa é a graça!
-Tsc tsc. – ele resmungou, mas também comeu dos biscoitos.
Charles já estava com dezessete anos. Tinha feito aniversário em Julho, no dia 31. E Silena faria 15 em Outubro, no dia 18. Aqui em casa era assim, dias iguais. Annabeth era de 31 de março e eu de 18 de Agosto. Agradeço muito por isso, fica fácil de lembrar, por que acho que sou capaz de esquecer a data de aniversário dos meus filhos. Eu realmente sou um Cabeça de Alga.
POV ANNABETH
Depois de uma manhã de compras com a Sally, almocei no apartamento dela mesmo. Quando cheguei em casa, encontrei minha linda família jogando Banco Imobiliário na sala. O detalhe é que estavam todos de pijama.
-Só não digo que isso é inacreditável, por que não é. – eu disse fechando a porta da sala, fazendo os três me dirigirem o olhar.
-Oi. – os três disseram sorrindo.
-Trouxe alguma coisa pra mim? – Silena perguntou com carinha de cachorro sem dono.
-Desde quando eu tenho que trazer algo pra você mocinha? — eu disse colocando a mão na cintura.
-Ué, você é minha mãe. Mães dão presentes.- ela respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
-Hahahaha, lindo isso. – eu respondi e fui subindo as escadas em direção ao meu quarto. Ouvi passos atrás de mim, e julguei ser Silena, mas me enganei.
-Hey, mãe! – Charles disse.
-Sim? — eu disse sem me virar de frente a ele.
-Jake me chamou pra dar uma volta por aí, acho que Silena também quer ir. Problemas?
Uma das coisas que eu admirava no Charles, era que apesar de já ter dezessete anos, ele tinha consciência de que me devia satisfações. E eu nunca precisei cobrar isso dele.
-Acho que não filho. Podem ir, mas voltem logo, está bem? Amanhã vocês tem que ir pro colégio cedo, não quero ninguém cansado demais pra levantar.
-OK.
Eu guardei minhas coisas no quarto e quando desci novamente Percy estava guardando as fichas do jogo e fechando o tabuleiro. As crianças estavam se trocando para saírem com Jake.
-Ei! Não guarde ainda. Podemos jogar um pouco. – eu disse.
-Sério? — ele perguntou meio descrente.
-Ahaam. Podemos estar quase quarentões, mas não estamos tão velhos para não conseguirmos jogar isso. – eu sorri.
Ele assentiu e começou a remontar o tabuleiro e eu me sentei ao seu lado no tapete da sala.
-Silena, só vamos dar uma volta criatura! Anda logo! – Charles gritava do pé da escada. Estava com uma bermuda, tênis, uma camiseta branca e um boné verde, que ficou muito bonito nos seus cabelos loiros.
-Calma! Só estou procurando um elástico pra prender meu cabelo! – Silena respondeu do seu quarto.
Logo ela desceu de shorts jeans, All Star azul e uma regatinha branca. Estava com as ondas negras do cabelo presas em um rabo de cavalo.
-Pronto seu chato! Jake vai passar aqui?
-Acho que vai, já mandei SMS.
-Huum. – ela resmungou e sentou no sofá.
-Aonde vocês vão? – Percy perguntou.
-Não sei. Por aí. – Charles respondeu e Percy revirou os olhos.
O celular de Charles tocou e ele respondeu rapidamente o SMS.
-Vamos Silena, Jake já está na esquina.
-OK. Tchau Família! – Silena cantarolou fechando a porta.
Notas finais
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