Faltou Dizer Eu Te Amo
2 Capítulo 2: Reencontro.
Notas iniciais

Segunda-feira de manhã. Escritório da Promotoria. Três meses depois...
—Cadê os arquivos sobre o caso Wakabayashi? -pediu um impaciente Shuuichi Minamino a sua secretária. -Era para estarem em minha mesa essa manhã, senhora Takahaci.
A jovem senhora desligou o telefone e levantou-se encaminhando até a sala do promotor e pegando uma pasta sobre a mesa dele.
—Aqui estão. Desde que cheguei trinta minutos antes do senhor. -ela entregou o arquivo para ele. -Quer mais alguma coisa? Chá? Chocolate quente? Valium?
Outro dia teria achado engraçado o sarcasmo de sua secretária. Desde que começou a trabalhar como promotor alguns anos atrás, a senhora Takahaci estava ao seu lado, e já havia se acostumado com a personalidade forte dela. Mas essa manhã, não estava de bom humor, há semanas não tinha muita paciência e isso foi percebido por ela.
—Não tenho tempo para seus comentários, senhora Takahaci. -respondeu sentando em sua poltrona. -Preciso estudar isso e preparar minha apresentação. Amanhã será um julgamento muito importante e finalmente tenho provas contra esse político corrupto. Agora saia, feche a porta e anote os meus recados.
—Nunca o vi impaciente por causa de um caso. –comentou a secretária, abrindo as cortinas para que a luz entrasse na sala.
—Não estou impaciente por causa do caso. –resmungou passando os olhos pelo arquivo.
—Uma garota? –ela arriscou sorrindo, e o olhar mordaz do promotor foi sua resposta. –Eu tinha que chutar.
—Acha que eu ficaria assim por causa de uma garota?
—Um garoto? Não tenho preconceitos, continuaria trabalhando para o senhor, pois me paga muito bem.
—Senhora Takahaci! –apontando a saída.
—Se eu não o conhecesse diria que esse mau humor é porque terminou com a namorada. -ela disse ignorando o olhar dele. -Mas você nunca teve uma namorada... ou namorado para te dispensar então...
—Adoraria um chá agora. -disse cortando as suposições da sua secretária.
—Vou buscar.
Assim que ela saiu, Kurama jogou a pasta sobre a mesa sem incentivo algum para ler o seu conteúdo. Seu mau humor e ansiedade nada tinham a ver com aquele caso complicado que se arrastava há mais de um ano. E sim a indignação e a tensão que o consumiu há semanas desde que Botan sumiu.
Por que ela fez isso?
Procurou por ela, foi na casa dos amigos e nada. Com certeza voltou para Nagoya. Se tornou um hábito olhar demoradamente para o telefone, pensando se devia ou não ligar para seus contatos e encontrá-la. Mas diversas vezes desistiu, achando que ela queria sua privacidade preservada.
Botan havia dito que era professora do primário, mas não havia falado nada sobre a escola que lecionava e já havia ligado para todas as escolas daquela cidade e ninguém conhecia nenhuma Botan. Achando que ela poderia usar outro nome, foi pessoalmente até lá e nada.
Não conseguia parar de pensar nela. Desde que acordou na manhã seguinte daquela noite em que se reencontraram, Botan estava em seus pensamentos, sufocando sua mente. Será que ele a magoou de algum modo quando passaram a noite juntos?
Não, não era isso. A noite havia sido única, intensa...ele se lembrava muito bem do brilho de prazer nos olhos dela.
Descobriu que sentia algo especial por ela no momento em que a tomou nos braços e dançaram. Teve certeza que a amava no momento em que a beijou...
—Botan...onde você está? -murmurou passando a mão pelos cabelos. -Você quer é me enlouquecer!
Uma batida na porta e Kurama levantou o olhar para ela. Yusuke apareceu colocando a cabeça primeiro.
—E aí? Sua secretária falou que eu podia entrar por minha própria conta e risco.
Logo de trás do ex-detetive sobrenatural aparecem dois meninos, muito parecidos com Yusuke, com idades entre oito e seis anos.
—Oi, tio Shuuichi! -cumprimentou o mais velho.
—Yutaro...Koji. -Kurama se aproximou dos meninos e passou a mão por seus cabelos castanhos escuros. -Quer prazer em ver os dois. Estão crescidos!
—Cumprimento seu tio, Koji. -incentivou Yusuke, empurrando o menor que segurava em sua mão.
—Oi. -falou timidamente.
—Oi. -Kurama sorriu, sempre gostou das visitas daqueles dois, agachou e apontou para uma cômoda. -Adivinhem o que tem naquela gaveta? Se acertarem é de vocês.
—CHOCOLATE! -gritaram ao mesmo tempo, correndo para o móvel.
—Yusuke? -estranhou ele aparecer ali. -Algum problema?
—Ih, qualé? -ele entrou colocando as mãos nos bolsos da calça. -E precisa o mundo ser ameaçado por um youkai pirado para que eu possa visitar um amigo? E trazer os meninos? Essas férias escolares estão acabando comigo. Esses moleques não param quieto! Vivem aprontando e brigando.
—Parecem com alguém que eu conheço. -Kurama o encarou e levantou uma sobrancelha. -O que veio realmente fazer aqui?
—Não te convenci, não é? -ele sem graça. -Ah, moleque...difícil esconder algo de você.
—Fala logo, Yusuke.
—Bom...é que... -Yusuke para de falar e aponta para a janela. -Olha só!
Kurama olha por sobre o ombro e vê uma jovem de quimono negro, cabelos também negros sentada em um remo, flutuando em frente à janela. Ela tinha um pequeno pacote na mão.
—Uma mensageira do Mundo Espiritual? -Kurama espantou-se.
—Pai, a moça está voando? -perguntou Yutaro. –É uma bruxa?
—Bruxas voam em vassouras. –disse o menor com a boca lambuzada de chocolate. -Aquilo não é vassoura!
—Desde quando eles conseguem ver os seres do Mundo Espiritual? –Kurama espantou-se.
—Já tem um tempinho... hehehehe... não conta pra Keiko!
—Ah, bem...é que... -sem graça Yusuke se vira para o amigo. -E agora?
—Yusuke Urameshi, Kurama Youko. -disse a Guia. -Trago uma importante mensagem do senhor Koenma para os dois...
—Ah, era só o que faltava. -Yusuke abra a janela com brusquidão. -Ô, minha filha! Dê meia volta e fala pro pintor de rodapé do Koenma que tamos aposentados! Eu não sou mais Detetive e o Zé Ruela sabe muito bem disso!
—Acreditem...a situação é delicada. E sei das condições de sua aposentadoria. -ela estende o pacote. -Mas o Senhor Koenma nomeou esse caso de suma importância. Posso adiantar uma coisa. As pessoas que vocês prezam podem estar em perigo agora.
—O que disse? -Yusuke estava nervoso, depois olhou para os filhos que fitavam a Guia espantados. -Dá logo esse recado então. Mas que cara...
—Papai vai falar aquele nome feio de novo, Yutaro ni-san? –o pequeno perguntou.
—E não vou falar! Eu ia falar caramelo! CARAMELO! –Yusuke disfarça.
Kurama estende a mão e pega o pacote, no instante seguinte a Guia alça voo e desaparece. Então o Youko resolve abrir o pacote e dentro dele estava um DVD.
—Um DVD? -Yusuke espantou-se. -Estão foram da modernidade, hein. Não ouviram falar de pendrive? Mas melhorou, antes era fita de vídeo cassete. Tem DVD aqui?
—Sim...mas...e os meninos? -Kurama apontou para as crianças.
—Ih, é mesmo! -Yusuke chama os garotos e tira algumas moedas do bolso. — Vão naquela máquina de refrigerantes perto do elevador e comprem algo para vocês beberem.
—Mas a mamãe disse que não devemos beber refrigerante durante a semana. -falou Yutaro.
—Ah, mas a mamãe não tá aqui! -falou Yusuke ficando nervoso. -Agora vão! E não falem nada para a mãe de vocês!
—Você realmente tem jeito com as crianças, Yusuke. -Kurama riu.
—Ah, eu quero ver só como você se sairia se tivesse os seus filhos!
—Filhos? -Kurama ficou pensativo. -Nunca pensei nisso antes.
—Liga logo isso. Tô curioso para saber o que o baixinho tem pra gente agora!
Kurama foi até um armário e o abriu, lá dentro havia uma televisão com um aparelho de DVD. Enquanto ligava o aparelho ficou pensando no que Yusuke disse sobre filhos. Nunca pensara nisso antes, então veio a imagem de Botan e refletiu em como ela ficaria linda tendo um filho seu. Balançou a cabeça, não sabia onde ela estava e ficava fantasiando!
Então começou a aparecer as imagens na TV. Com trilha sonora e abertura digna de produção Hollywoodiana. Ambos ficaram boquiabertos.
—Ai, meu Deus...-Yusuke lamentou. -O Koenma não perdeu a mania de grandeza dele! Olha aí...-ele apontava para os créditos. –Olha aí! Acha que é o Hayao Miyazaki.
—Respeito é bom e eu gosto, tá sabendo! -falou o senhor Koenma em sua forma infantil na tela da TV. -Me ouçam, por favor! Eu não estaria aqui, atrapalhando a aposentadoria de vocês se o assunto não fosse sério, meu filho! A situação não tá nada tranquila e nem favorável!
Ele mostra a imagem de um homem de aparência jovem, cabelos e olhos negros. Com uma expressão que beirava a loucura.
—Essa figura aí é Kuroi. Olha a cara do infeliz! -falou Koenma. -Esse sujeito é muito perigoso, estava causando problemas no Mundo das Trevas, tava preso o Filho de Coisa ruim aí. Mas conseguiu fugir e vir para o Mundo dos Homens. É um monstro de Classe S e conseguiu passar pela Barreira usando métodos sujos. Além disso o sujeito é um sociopata! Mais ruim que sopa de jiló!
—Ele me é familiar. -comentou Kurama.
—É por que o infeliz é o irmão mais novo de Karasu. Por isso a semelhança. -Koenma confirma. -O atual regente do Mundo das Trevas disse que enviaria alguém para pegar Kuroi. E o Mundo Espiritual aceitou a ajuda. Sabe como é, estamos com contenção de despesa, a crise tá brava! Toda ajuda é bem-vinda!
—Loucura é de família então? -falou Yusuke. — O Salva vidas de Aquário! Por que os moleques que estão em nossos lugares como detetives não cuidam disso!
Enquanto conversavam, Yutaro e Koji entravam na sala e ficaram olhando a TV.
—Eles estão cuidando disso! Os garotos são competentes, não se preocupe. E Salva vidas de Aquário é seu passado! -Koenma suspira. -Eu queria avisá-los...A intenção de Kuroi é se vingar do Kurama, por que ele matou o irmão dele.
—E o Senhor Enma Daioh não pode saber que esse sujeito escapou! — disse o ogro George aparecendo na gravação.
—Só podia ser.... –Yusuke resmunga.
—OW, seu Desgraça! –Koenma chuta ele. –Aqui quem brilha sou eu! Sai da tela!
—Vingar-se de mim? -Kurama não pareceu surpreso.
—Sim. O cara é doidinho de pedra! Maluquinho mesmo! Ficava falando que ia te fazer sofrer! E como todo cuidado é pouco com esses malucos... -ele disse. -Familiares, amigos, pessoas próximas a você são prováveis alvos.
—Ei, papai. Eu vi esse cara perto de casa ontem. -comentou Yutaro.
—Hã! O que disse Yutaro?
—Estava levando o Koji ao parque perto de casa e vi esse cara olhando para nós. -o menino comentou. -Depois ele sumiu. Ele me deu arrepios! Aí peguei o Koji e voltei pra casa.
—É. -comentou Koji, bebendo seu refrigerante.
—Não falei que não era para ir no parque sozinhos?
—Mas a gente tava com a tia Botan. -explicou Koji.
—Ele olhou esquisito pra tia Botan.
—BOTAN! -Kurama olha para Yusuke. -Ela voltou e você não diz nada! Você sabia que estou procurando por ela há meses!
—Ah, sobre a Botan... Bem lembrado. Tem algo que quero falar com você, Yoko! –Koenma e George pareciam ter ficado nervosos ao se referirem a jovem. –Escuta aqui, seu Filho da...
—Tchau, Koenma! –Yusuke desliga o aparelho e olha para Kurama sem graça, coçando a cabeça -Bem...era por isso que eu vim aqui. Ela quer conversar com você.
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No restaurante da família Urameshi.
Keiko Urameshi perdeu a conta do número de vezes em que Botan olhava ansiosa para a porta do restaurante, esperando pela volta de Yusuke.
Diante dos fatos, a ex-guia espiritual foi procurar os velhos amigos, principalmente porque considerava Yusuke mais que um amigo, um irmão que a apoiou desde que ela lhe contara os motivos de sua volta.
—Fique tranquila Botan. -disse-lhe Keiko oferecendo uma xícara de chá a amiga. -Tudo vai dar certo.
—Eu sei que vai. -ela suspirou e pegou a xícara. -Só acho que ele tem o direito de saber, não é?
—E depois, o que fará?
—Eu não sei. -Botan bebeu um gole do chá. –Isso nunca aconteceu antes com nenhuma das outras guias espirituais.
—Mas e se ele quiser...-parou de falar quando a porta da frente foi aberta.
Olharam ansiosas, pensando serem Yusuke e Kurama, mas era apenas um cliente. Um homem de cabelos negros, presos em um rabo de cavalo, usava roupas e um sobretudo também negro. Ele sentou-se em uma mesa no canto. Keiko pediu licença a Botan e foi atende-lo.
—Desculpe-me, mas ainda não abrimos o restaurante. -Keiko disse ao freguês.
—Tudo bem, senhora. -ele sorri e Keiko arrepia-se com um mal pressentimento. -Desejava falar com o senhor Urameshi.
—É meu marido. -respondeu imediatamente. -Deve estar chegando.
—Então, voltarei mais tarde. -ele se levanta e antes de sair olha demoradamente para Botan.
—Brrrrrrrrrr! Esse cara deu arrepios em meus arrepios! -falou Botan.
—Eu não gostei nada dele.
—Ele tinha uma energia estranha...ai, como queria ainda ser uma Guia do Mundo Espiritual! Aí eu saberia ao menos se ele era humano!
—Você acha que ele era... -Keiko parou de falar ao perceber que a amiga ficou pálida.
Caminhando até o restaurante, sendo facilmente visto pela enorme vidraça, estavam Yusuke, os garotos e Kurama. Instintivamente, Botan levou a mão ao pescoço, como se estivesse lhe faltando ar.
Kurama entrou no restaurante e caminhou até ela com passos firmes. Botan teve ímpetos de sair correndo de lá. Sentiu um frio no estômago. Sua expressão era séria, determinada, implacável, lembrando-a muito do seu outro eu, a Raposa Youko.
—Olá, Botan.
—Oi. -respondeu Botan, com uma calma que estava longe de sentir.
Depois, ficaram em silêncio apenas se encarando.
—Ai, molecada! -falou Yusuke quebrando o clima. -Já pra cima os dois e façam o dever de casa!
—Mas, pai...-reclamaram os pequenos. –Que dever? Estamos de férias!
—Vão arrumar o quarto!
—Mas...
—Agora mesmo! -completou Keiko. — E vamos também, Yusuke. Os dois precisam de privacidade para conversarem.
Minutos depois, ambos estavam a sós. Kurama puxou uma cadeira e sentou-se em frente a ela. Ele a fitava em silêncio. Havia algo no olhar dele que Botan não soube definir o que era. Mágoa? Ressentimento? Desejo?
Não suportando mais o silêncio pesado e constrangedor, Botan foi a primeira a falar:
—Como você está?
—Ainda confuso por ter saído daquela maneira antes que eu acordasse. -ele disse frio. -Como se estivéssemos cometendo algum crime.
—Quando acordei...você ainda estava dormindo. -ela começou a falar mexendo as mãos nervosa. -Andei pela casa para conhecê-la melhor. Vi em suas coisas, objetos que pertenceram a outras mulheres...Então, pensei que aquela noite era mais uma entre muitas que você teve...
—Você tirou conclusões precipitadas! -ele cortou ríspido. -Não lhe passou pela cabeça nem por um minuto que poderia ser diferente?
—O que me passou pela cabeça foi o dia em que decidi viver entre os homens para ficar perto de você. -ela não tinha coragem de encará-lo depois de dizer isso. — Pedi ao senhor Koenma que me fizesse humana. Ele me avisou que haveria implicações, mas mesmo assim me atendeu. Fui correndo para te encontrar, foi no dia em que você foi aprovado na Universidade. Primeiro lugar em todos os vestibulares, eu me lembro.
—E o que aconteceu?
—Você estava aos beijos com outra garota. -ela disse encarando-o.
Kurama se lembrou daquele dia, todos os estudantes aprovados comemoravam. Uma colega do ginásio, que também foi aprovada, aproveitou-se do momento de euforia e havia confessado que sempre gostou dele e arriscou dar-lhe um beijo. Depois disso, ele a desencorajou dizendo que não poderiam ser mais do que amigos.
—Sei que pode parecer bobagem, mas...eu achei que nunca teria chances com você, Kurama.
—E resolveu ir embora?
—Preferia ir embora a ficar sofrendo em vê-lo com outra garota. Mas acho que talvez tenha me precipitado. –sorri triste.
—Não foi só desejo que senti aquela noite, Botan. –ele suspirou.
—Como pode ter certeza?
—Vivi muitos séculos como Yoko para saber a diferença. Foi muito mais que isso. Apenas decidiu sozinha sobre isso. –ele parecia nervoso. –Agora reaparece, faz novos julgamentos sobre o que sinto. Enfim... só queria saber porque sumiu daquele jeito. Era isso o que queria me contar?
—Não.
—Então, o que é?
Novamente o silêncio.
—Preciso lhe dizer uma coisa. O motivo de ter retornado. -ela disse.
—Não foi para me ver. Percebi isso. -ele falou resignado. -Então, diga.
—Estou grávida. -falou finalmente. -Vamos ter um bebê.
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Ele observava a uma certa distância quando a Raposa e o detetive entraram. Ele sorriu sarcasticamente. Pensava em entrar, matar a humana companheira de Urameshi e esperá-lo chegar para matá-lo e a sua linhagem, quando estivessem abalados pelo o que aconteceu.
Mas assim que entrou naquele lugar, teve um estranho pressentimento ao ver a outra humana. Sentiu que havia uma energia diferente nela, algo que seus instintos avisavam que lhe seria útil. Decidiu esperar.
Agora, esperava seu pequeno espião retornar. A pequena criatura com a forma de um olho com asas de morcego se aproximou e lhe revelou o que escutara.
Kuroi ao ouvir começou a gargalhar. Isso era melhor que ele esperava. Muito melhor do que matar a mãe humana dele ou seus amigos.
Mataria a companheira e a cria do Youko diante dos olhos dele. E Kurama não poderia fazer nada.
Continua...
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