Falso Amor
17 4ª Festa - Parte 2
Notas iniciais
A hora da valsa foi anunciada e Katie foi conduzida pelo pai na pista de dança.
-Não pensei que você fosse crescer tão rápido – disse Thomas fazendo a garota rir.
-Mas eu não cresci pai, ainda sou muito baixinha – disse ela tentando segurar as lágrimas.
-Cresceu sim, minha menininha agora não precisa mais de mim.
-Eu sempre vou precisar de você pai – respondeu ela deitando no peito de Thomas e derramando algumas lágrimas em seu terno.
Quando a garota levantou a cabeça ela encontrou o olhar de Travis sobre ela, mas só percebeu que ele estava indo em sua direção depois de algum tempo. Thomas largou sua mão e entregou a filha para Travis sorrindo. Os dois dançaram em silêncio durante todo o inicio da música , mas quando os olhos de Katie encontraram aquele paraíso azul nos olhos de Travis ela não resistiu e juntou seus lábios aos dele. Um beijo que não durou nem cinco segundos, mas foi suficiente para deixar Katie zonza. Quando a música acabou Katie abraçou o garoto.
-Obrigada – sussurrou ela
-Pelo que? – perguntou ele acariciando a cintura da garota.
-Por tudo, por fingir ser meu namorado, por aguentar minha fami...
-Shiu, já disse que não precisa agradecer. – disse ele a interrompendo.
Travis então a girou e ela sorriu. O DJ colocou uma música animada e logo todos estavam dançando animadamente. Katie estava usando seu último vestido, o que havia sido escolhido por sua tia Karen. Mariana estava dançando com as meninas na pista de dança e Caíque havia ficado amigo dos meninos logo de cara.
-Ele sabe cara? – perguntou Percy a Travis.
O garoto estava se referindo a Caíque e queria saber se ele sabia que o namoro era falso.
-Eu contei pra ele hoje– disse Travis.
Naquela manhã, depois que Travis falou com Katie no telefone, ele soltou um suspiro triste e Caíque logo desconfiou de alguma coisa. O garoto atormentou Travis o resto do dia e no fim ele acabou contando.
-Eu realmente achei estranho ser tudo uma farsa porque quando eu cheguei aqui só faltou ele me matar porque eu abracei a Kat – disse Caíque com um sorriso maroto fazendo todos os meninos gritarem.
Travis revirou os olhos e olhou mais atentamente para o lugar. A decoração em verde e branco era bem a cara de Katie. Mas o que mais chamou atenção foi a pequena menina que passava esfregando os braços e tremendo a boca.
-Que foi Carol? – perguntou ele a pegando no colo
-To com-m fri-io – disse ela se agarrando no pescoço do garoto.
Travis a olhou preocupado. Não estava nem um pouco frio lá dentro. Ele levou a mão até a testa da pequena e notou que ela estava ardendo em febre.
-Cadê a sua mãe? – perguntou ele acariciando de leve as costas da pequena
-Não sei – disse ela com algumas lágrimas nos olhos.
Jason e Caíque foram procurar a mãe da garota e Deméter enquanto Nico e Percy foram procurar algum termômetro para a menina. Já Leo fazia palhaçadas para melhorar o humor da pequena.
-Você sabe como faz pra um bis vira pão Carolzinha? – ela sorriu e balançou a cabeça negando – É só colocar o bis/na/aguinha (bisnaguinha)
A garota gargalhou deixando Travis menos tenso. Jason voltou com Katie e Deméter e disse que Caíque ainda estava procurando pela mãe da garota.
-Que foi minha linda? – perguntou Katie preocupada se ajoelhando para encarar a menina que estava sentada nas pernas de Travis.
-To com frio.
A garota logo constatou que ela estava com febre e colocou logo o termômetro que tinha sido trazido por Nico.
-38,7 de febre. Mãe o que ela pode tomar? – perguntou Katie preocupada.
-Melhor a gente esperar a mãe dela chegar – respondeu a mulher.
Travis tirou o paletó e cobriu a pequena. Ele olhou para Katie que estava encarando a menina com medo do pior. Ele entrelaçou sua mão a dela e deu um pequeno sorriso quando ela o encarou.
-Vai ficar tudo bem – sussurrou ele e Katie assentiu.
Karen chegou rapidamente segurando uma pequena bolsa com remédios. Ela tirou uma colher e um conta gotas pingando o remédio ali. Carol fechou acara.
-Esse remédio é muito ruim mamãe – protestou a garota.
-Mas é pro seu bem meu amor – disse ela suavemente.
A pequena olhou para Katie que a encorajava a tomar o remédio. Ela pegou e tomou todo o conteúdo da colher tossindo algumas vezes e logo em seguida tomou todo o copo de água que tinham levado pra ela.
-Vamos pro quarto pra você descansar um pouco minha filha – disse Karen estendendo a mão para Carol, mas a menina se virou e agarrou em Travis.
-Não, eu quero ficar aqui.
Travis sorriu triste e sussurrou no ouvido da garota que ela tinha que ir dormir se não poderia piorar e não iria poder sair com ele para a praça no dia seguinte. A pequena sorriu e seguiu a mãe até o quarto.
Katie sentou no colo de Travis e deitou a cabeça em seu peito enquanto ele acariciava de leve sua cintura.
-Espero que ela melhore logo – disse ela triste.
-Ela vai, pode ter certeza – respondeu Travis beijando o topo da cabeça da garota.
Katie levantou um pouco a cabeça para encarar o garoto. Ele ainda era o mesmo Stoll de um mês atrás com os lindos olhos azuis e um cabelo levemente espetado, mas Katie via uma pessoa completamente diferente. Katie nunca dera muita atenção a detalhes como a boca vermelha e chamativa que ele tinha, ou ao jeito que ele franzia a testa quando estava concentrado, mas agora ela reparava tudo e pior, desejava tudo. Em um súbito ato ela juntou seus lábios ao dele em um beijo calmo e caloroso. Seu conhecimento sobre o assunto amor era menor que dez, mas ela sabia que o que sentia por ele era algo que nunca tinha sentido antes. Depois de alguns segundos eles se separaram e Travis sorriu.
-Travis eu queria... – Katie tentou dizer mas foi interrompida pelas amigas.
- Eu odeio interromper o momento muito fofo de vocês, mas Katie é seu aniversário então levanta daí agora e venha dançar conosco – disse Piper em um tom autoritário – E você também senhor Travis.
Os dois riram e seguiram a menina até a pista de dança. Eles dançaram até as quatro da manhã quando os amigos anunciaram que tinham que ir embora. Katie fez um bico enorme e todos riram. Katie então notou que Mariana e Caíque tinham sumido e deu um enorme sorriso quando encontrou os dois se agarrando no canto.
-Aleluia hein Caíque? – gritou Travis provocando o garoto que corou levemente mas sorriu.
Katie puxou Travis pela escada levando –o para o quarto para deixar os dois sozinhos. Travis sorriu maliciosamente.
-Então Gadner, eu ganhei o jogo, quero minha recompensa agora.
Katie sorriu, foi até a estante e pegou um enorme urso de pelúcia e entregou para Travis.
-Parabéns! Aqui esta o seu premio – disse ela tentando segurar a risada.
Travis lançou um olhar reprovador para ela.
-É assim então? Tudo bem Gardner, você vai ver comigo – disse ele virando para o lado oposto da cama.
Katie gargalhou e deu a volta na cama para que o garoto pudesse vê-la então calmamente virou de costas e tirou seu vestido ficando apenas de roupas intimas. Travis mordeu o lábio inferior encarando todo o corpo da garota. Ela foi até o closet e pegou seu curto pijama vestindo o mesmo calmamente. Então ela virou novamente para encara Travis e sorriu.
-Eu também sei provocar Gardner – disse ela em um tom de deboche imitando a fala do garoto.
Travis sorriu e entrou no banheiro deixando Katie sozinha. Quando ele voltou a garota encarava o teto.
-Você tem ficado muito malvada ultimamente Gardner – disse ele agarrando a cintura da garota forçando ela a olhar pra ele.
-Aprendi com você Stoll – disse ela com um sorriso debochado fazendo Travis rir.
Ele acariciou seu cabelo e ela chegou mais perto do garoto fechando os olhos e colocando a mão em seu peito dando leves arranhões com sua unha.
-Gostei muito do seu discurso – disse ela sem olhar pra ele – principalmente do final.
Travis sorriu e beijou sua testa. E nenhum dos dois disse mais nada, mesmo querendo. Eles ainda estavam confusos com os próprios sentimentos e não queriam se precipitar. Por fim eles acabaram dormindo de conchinha, o que já dizia muita coisa por si só, e cada sonhou em um dia ter coragem suficiente para contar ao outro tudo que sentia.
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