Fallout: Estados Unidos do Sul
3 Fallout: Estados Unidos dos Sul - 3º capítulo
Notas iniciais
A vida neste novo mundo criado pelas bombas era seco e perigoso; mas mesmo com esses aspectos havia pessoas que viviam e criaram comunidades nessa nova terra, já acostumados com as criaturas criadas pelo FEV e pela radiação, a falta de comida e de água, o sol que queimava e a noite que congelava.
#23 de março de 2210
(auto) “09:32 – Combustível a níveis perigosamente baixos, ligando filtração de ar.”
(auto) “09:52 – Instalações com ar adequado, retirando técnicos da criogenia.”
(auto) “10:03 – técnicos acordados”
Rick acorda assustado, tenta olhar através do vidro embaçado, em seguida a cápsula se abre e as trancas que o seguravam o soltam, retoma a força nas pernas e sai se apoiando nas cápsulas.
–Nina! Você está ai?
–Sim... Estou bem – Responde Nina um pouco atordoada.
–Ainda bem, Ricardo? Carlos? – Chamou Rick pelos nomes.
–Sim estamos bem – Fala o supervisor Carlos enquanto ajuda Ricardo e os outros técnicos a saírem das câmaras – Nina dê uma olhada no Físico James ele ainda não descongelou.
Nina e Rick vão para frente da câmara; ele limpa a tela de controle, procura os exames do paciente, em seguida vê: “paciente James em estado crítico é necessário assistência médica para retirá-lo da câmara, caso contrário pode morrer”
–Nina, está dizendo que ele precisa de assistência médica. – Comenta Rick.
–Ele é bem velho, temia que acontecesse isso, deixe me ver – Responde Nina, enquanto rouba o lugar em que Rick estava para procurar o diagnóstico.
–O coração dele, já está muito fraco devido à um infarto que teve meses antes de entrar na cápsula. Temos que trazer uma maca e um Kit Tec-Life.
Eles foram para a enfermaria enquanto dois médicos da seção ao lado analisavam mais de detalhadamente o problema.
Chegaram à enfermaria, Nina pegou o kit, Rick a maca e se dirigiam o mais rápido possível para sala, mas avistam um Sega-tron(robô servo, produzido pela Tectoy em parceria com a New Sega).
Rick larga um pouco a maca e vai na direção dele – Robô quero que revise todos as câmaras à procura de problemas de saúde com os pacientes, entendeu? E quero isso como prioridade protocolo 735, quero os relatórios em tempo real em meu Pit Boy.
As luzes do robô mudam de para um tom mais vivido e reponde – protocolo 735, prioridade máxima, ordem recebida! – em seguida vários robôs do salão principal começam a se mover em uma velocidade anormal, Rick e Nina podem ouvir o som da máquinas nos andares abaixo.
Os dois chegam na sala onde James estava congelado e arrumam a maca, enquanto Nina regulava ajustava o Kit, Rick preparava o código para liberar a câmara.
–É o seguinte, talvez o coração dele não consiga voltar a funcionar apenas com os sistemas do aparelho, então teremos que mandar descongela-lo e em seguida remove-lo da câmara manualmente caso o coração não volte a bater.
Diana e Paulo(médicos) reponde afirmativamente.
–Ok, Rick inicia a etapa final do descongelamento.
–Entendido – Rick digita umas coisas e uma contagem de 2 minutos se inicia – Só nos resta esperar.
Carlos se aproxima – Rick você ativou o protocolo 735, nos robôs e deu a ordem de fazer análise das câmaras?
–Sim, achei que precisávamos saber quem mais vai precisar de ajuda. – Respondeu Rick.
–Foi uma boa ideia, mas envie o relatório aos outros técnicos, ok? – Continuou Carlos.
–Ok – Rick se afastou um pouco e tocou a tela do Pit boy algumas vezes, enviando assim os relatórios que recebia para os outros. Logo em seguida a contagem acabou e a câmara abriu e começou a apitar alertando mal funcionamento, Porém as trancas não se abriram, e James ficou preso a câmara.
–Droga porque não abre – Rosnava Nina enquanto tentava soltar com ajuda de Paulo e Diana as trancas que prendiam o homem.
Rick se movimenta rápido, pega um alicate e corta uma mangueira na parte direita da câmara, despressurizando os sistemas hidráulicos e soltando as trancas.
Nina puxa o homem pra fora da câmara e com ajuda dos dois médicos o coloca na maca, em seguida ajusta verifica que está sem pulso, porém ainda havia espasmos.
Diana prepara o desfibrilador e grita – afasta! afasta! – e aplica um choque em James. Mesmo assim os batimentos não voltaram, ela repete com uma potência maior, o coração volta a bater mas em seguida para.
–Espere, mantenha na mesma potência, vou aplicar adrenalina, ela aplica o mais próximo possível do órgão e manda Diana dar outro choque. Ela carrega o desfibrilador e da mais uma choque, dessa vez o mostrador informa 170 batimentos por segundo, James quase pula da cama assustado e ofegante, e grita com todo o ar que tinha nos pulmões.
–Ok, se acalme James – Fala Diana que já conhecia o velho homem.
Em seguida Diana e Paulo o levam a enfermaria. Ricardo volta para a sala de criogenia para falar com o supervisor – Supervisor, o reator está quase sem combustível, os cilindros que abastecem o reator já estão vazios, ele está funcionando com a reserva interna para se manter ligado.
–Por quanto tempo essa reservar deve manter o reator? – pergunta Carlos.
–Não tenho certeza, mas não deve ter combustível para mais do que 3 meses no consumo atual, vamos precisar ir à outro vault ou à uma usina nuclear para conseguir mais combustível!
–Droga! Vamos ter que fazer uma excursão para o exterior? – continua Carlos.
–Sim, urgente! – exclama Ricardo.
–Rick e Nina vão verificar se alguém mais está com problemas, Ricardo chame os outros especialistas que estiverem bem e os mande para minha sala de reuniões! – Ordena Carlos.
Rick olha para o Pit boy e vê as análises que os robôs fizeram do primeiro andar 43 dos 235 técnicos não saíram das câmaras de criogenia, sendo que apenas 7 necessitavam de assistência médica, ou seja o restante estavam mortos.
–Droga, Nina olhe o relatório no seu Pit boy – Pediu Rick enquanto se iam para outra sala de criogenia em busca dos outros médicos e pessoal que pudessem ajuda-los.
–Sabia que isso poderia acontecer, esses sistemas de criogenia não foram feitos para que durassem 150 anos sem assistência técnica, qualquer brecha na câmara, pode fazer com que perca o gás refrigerante – continua Nina enquanto entrava na segundo sala de técnicos.
–Por quantos anos dormimos? – Pergunta Rick.
–Entorno de 133 anos, agora é umas 10:30 da manhã. – Responde Nina. Os dois vão ajudar as outras pessoas na segunda sala.
Na sala de reuniões já havia algumas pessoas que Ricardo havia convocado, o supervisor Carlos declara – Vou ser direto, o reator está funcionando com a reserva de emergência, precisamos urgentemente arranjar mais combustível.
–Teremos que fazer uma excursão, mas antes precisamos saber aonde encontrar o combustível. – Continua Ricardo.
–Por que não olhamos nos registros, lá deve ter algo relacionado à outros vault’s e talvez a localização de alguma fábrica que produzia o combustível – Sugere a técnica Monica.
–Boa ideia, você poderia procurar nos registros. – Fala Carlos e lhe entrega um cartão que lhe dá acesso aos registros completos.
–ok, vou conferir. – Responde Monica e em seguida chama mais três pessoas para ajudá-la e vão para a sala com os terminais de acesso.
Alguns minutos depois Monica traz uns foto-visualizadores com os registros selecionados e mostra à todos, após algumas discussões, se veem com poucas opções, o reator que foi colocado no vault 327 era raro pois era de fusão, e apenas a Tectoy produzia esse tipo de tecnologia, ainda eram pouco produzidos devido ao alto preço e a complexidade de se produzir um.
Os registros mostravam que apenas os últimos 26 vault’s tinham o reator, o problema era “como abrir uma que foi feito para suportar bombas nucleares e que os moradores foram ordenados a mantê-lo fechado até 2227 ou seja só seria aberto dali 17 anos, era tempo demais, então só restou buscar o combustível no reator experimental no centro do estado, ficava cerca de 150 Km dali. Isso era rápido se você tivesse um carro e pistas em bom estado, mas sem nenhuma dessas luxurias do mundo pré-guerra demoraria mais de 2 semanas à pé.
Ricardo estava organizando um grupo, que iria ajuda-lo a buscar o combustível, já era quase 6 da tarde quando Rick e Nina entram na sala e ficam ouvindo de canto. Nina chega mais perto e entra na conversa – Vocês vão sair do vault? – Pergunta Nina.
–Sim temos que buscar o combustível em uma usina próxima, por isso estamos formando uma equipe para buscar fazer isso. – Responde Ricardo
–Precisam de mais alguém? – pergunta Nina.
–Na verdade falta-nos pessoas que tenham experiência em combate. – Fala Ricardo.
–Por que não usamos os robos, podemos colocar umas armas neles e instalar as diretrizes das máquinas Sentrybot? – Pergunta Rick enquanto se aproxima.
–É uma boa ideia – Responde Ricardo.
–Vou lá dar uma olhada neles, talvez consiga colocar eles pra funcionar. – Responde Rick.
–Eu poderia dar uma ajuda, sou médica. – continua Nina
–Eu sei, mas já temos um médico. – Responde Ricardo.
–Não gosto daqui, por favor deixa eu ir junto com vocês – Insiste Nina.
–Você sabe como está lá fora, viu pelas câmeras de segurança da parte de fora do vault? – Perguntou Ricardo.
–Sim eu cheguei a ver as criaturas e o deserto lá de fora. – Responde Nina.
Ricardo tenta -E ainda assim quer ir?
–Sim, quero! – termina Nina.
–Ok, eu sei que mesmo que diga não, você daria um jeito de sair. Vá preparar suas coisas e de uma ajuda ao Rick. – Conclui Ricardo.
Nina agradece e até à seção de robôs onde Rick está.
Rick está desmontando um dos robôs e colocando uma pistola laser no topo, Nina chega e fala – consegui minha passe pra fora.
–Você precisa de passe? Você iria sair daqui de uma maneira ou de outra. – Comenta Rick.
–É, mas de qualquer maneira, vim ajudar – Fala Nina.
–Tá, faz um kit ai de primeiros socorros e uns suprimentos para prender no robô, vamos precisar de bastante comida. – Fala Rick.
–Porque não coloca um sintetizador de alimentos o robô? – Sugere Nina.
–Seria uma boa ideia, mas ele gasta muita energia, e o único que temos é o do refeitório e aquele é gigante.
–Então façamos um, se consegui fazer um impressor de órgão lá na faculdade vou conseguir fazer um que imprime carne. – Fala Nina, logo depois se levanta e vai pegar umas peças.
–Como acha que vamos manter um troço desses funcionando, eles gastam muita energia! – opõe Rick.
–Então me ajuda a construir um mais eficiente – Fala Nina com sorriso.
Rick dá um suspiro e vai ajudar.
Eles jogam correm pra um lado e pro outro dentro do vault em busca de peças, mal eles sabem os problemas que vão enfrentar naquela nova terra criada pelas bombas, que agora era habitada por criaturas mutantes, animais famintos e por malucos psicopatas que talvez fossem mais perigosos que os próprios mutantes.
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