Falling in Real
41 What are we going to do?
Notas iniciais
Continuação P.O.V Ally
Esperava em um dos bancos do parque. Iríamos nos encontrar no meu lugar e Austin não perdia a mania de chegar atrasado. Estava com o meu celular agarrado, ansiosa. Quero saber o que está acontecendo, já!
–Ally, cuidado com a tela do celular. Desse jeito, vai quebrar. – Fala Austin finalmente chegando. Reparei na alça da capa do violão que transpassava seu corpo.
–Ei, para quê o violão? Vai contar a história cantando? – Provoco.
–Engraçadinha. Só quis trazê-lo. Problema? – Fala sentando-se ao meu lado.
–Tá Austin, esquece. Fala logo.
–Aqui não, precisamos sair da cidade. Onde realmente ninguém pode nos achar.
–Austin! Se não podemos conversar aqui, por que você pediu para nos encontrarmos aqui?! – Digo indignada.
–Por quê eu não poderia passar na sua casa para te buscar, né Ally! Além disso... – Ele para e olha para as coisas no parque. – Senti falta desse lugar.
–Então por que não veio aqui antes?
Ele volta seus brilhantes olhos castanhos para mim e diz como se fosse óbvio, mas de forma suave:
–É o seu lugar Ally, não o meu. Eu respeitei isso. – Sorri fraco para ele:
–Obrigada, Austin. – Ele sorri em troca e se levanta, estendendo a mão:
–Vamos?
Olho para sua mão, depois seu rosto:
–Sim. – Pego em sua mão, mas logo a solto.
Caminhamos até seu carro e entramos, mas Austin não liga o carro.
–Austin...? O carro... – Falo.
–Bem Ally, esse é um dos problemas... não sei onde podemos ir...
–Sério Austin?! – Ele se encolhe no banco. – Eu também não sei onde podemos ir... – Paro por um momento e sorrio. – Na verdade, eu sei sim. Ligue o carro. – Ele sorri e faz o que eu peço. –Temos estrada pela frente.
–Tá, me deixa só por... – Ele coloca um par de óculos escuros e um boné horroroso.
–Você tá brincando, né? – Reclamo.
–Segurança, Ally.
–Não é isso, esse boné é horrível!
–Custaram 300 dólares!
–Você gastou dinheiro atoa. Cadê a sua toca? Você fica melhor nela. – Falo.
Ele sorri:
–Tá no porta-luvas. Fico?
–Fica. E quê nojo Austin! – Falo enquanto procurava no lugar. – Há quanto tempo não limpa isso? Achei!
P.O.V Austin
–Você gastou dinheiro atoa. Cadê a sua toca? Você fica melhor nela. – Fala.
Sorrio com seu comentário:
–Tá no porta-luvas. Fico?
–Fica. E quê nojo Austin! – Fala enrugando o rosto enquanto procurava no lugar. – Há quanto tempo não limpa isso? Achei!
Ela pega minha toca e me entrega enquanto eu não conseguia parar de sorrir.
–O que foi? – Pergunta desconfiada.
–Nada. – Rio e ponho a toca normalmente.
Ela me olha por um segundo e suspira:
–Nem por mais sua toca, você consegue agora? – Ela chega perto de mim e começa a ajeita-la. Eu conseguia sentir seu hálito, sabor chiclete de menta. Seus lábios carnudos, pintados de gloss, me prendiam atenção. Só precisava de alguns centímetros a menos. Só alguns...
–Pronto! – Ela diz e se afasta repentinamente. – Vamos?
Dou a primeira marcha decepcionado e vamos.
P.O.V Ally
–Onde estamos indo exatamente, Ally? – Pergunta Austin depois de um tempo na estrada. – Não está me sequestrando, né?
Ignoro o comentário e apenas digo:
–Vire à esquerda na próxima, ok Austin?
–Certo madame.
Ligo o rádio e a primeira música que é tocada é See you Again, trilha sonora de Velozes e Furiosos.
–O filme é muito bom. – Comenta Austin.
–Ainda não assisti. O que basicamente acontece? – Pergunto curiosa.
–Isso. – Austin acelera, muito.
–Diminui Austin! – Grito.
Ele faz o que peço e ri.
–Não faça mais isso! – Grito brava.
–Relaxa Ally! – Fala.
–Não vou relaxar até me contar o que está acontecendo Austin!
Ele não diz nada.
...
Tempo depois chegamos a uma cidadezinha onde depois de adentrarmos por algumas ruas, falei para ele parar em um café — loja de música. Austin ficou boquiaberto assim que viu todos aqueles vinis que ficavam espalhados pelo lugar.
–Sabia que ia gostar do lugar Austin... – Falo. –Mas agora, por favor, podemos conversar?
Ele se volta a si e concorda com a cabeça.
Sentamos em uma mesa ao fundo. Ele retira os óculos e fala:
–Kira. Ela sabe sobre tudo Ally. Tudo.
–Tudo o que Austin? – Falo preocupada.
–Desde a nossa amizade até... a sua mãe. – Fala em dúvida.
–Minha mãe?! – Grito. Ele se encolhe no banco. – Foi mal... Como?!
–Lembra de quando fomos naquele café mais afastado? – afirmo com a cabeça. – Ela estava lá. Ouviu tudo. E o único jeito de ela ficar quieta era se eu fosse seu namorado e... me afastasse totalmente de você.
–Austin? Não! Tudo menos sobre a Penny! Não é justo! -Ele pega minha mão tentando me confortar. — Austin? O que vamos fazer?!
Ele me olha e abaixa a cabeça.
–Vamos ter que ser fortes. E ficarmos juntos. Agirmos juntos.
Vou até o seu lado e o abraço.
–Eu sinto muito por te culpar. Sinto muito. – Digo, chorando.
–Tudo bem Ally, tudo bem. Ainda somos amigos, certo? – Pergunta enquanto afagava meus cabelos.
–Sim... – Respondo enquanto ouvia do rádio uma letra conhecida:
The stone thrown at your window
It's telling you to get up and get up and go
And to climb down the shakers of your house
To the back of my Chevy and no one will ever know
We drive around November with one light out
They try to pull us over go right ahead
We'll still drive around to find a place to sleep at
And if can't find one backseats gonna be our bed
Oh Melony I don't believe
when you tell me that your seventeen and proud
Cause it says so loud
It's not right to hold you through the night
You put up no fight when I put words in your mouth oh yea
We drive around November with one light out
They try to pull us over go right ahead
We'll still drive around to find a place to sleep at
And if can't find one backseats gonna be our bed
She ripped off the grass and threw it on my face
I pushed her over laughing right away
She said the moonlight makes the windows in your eyes
Kiss her inside out with no goodbye bye
I remember waking up in the middle of the night
On the brick shear highway
It's not right but oh I can't fight it anymore
Do you remember waking up in the middle of the night
On the brick shear highway
Ohh it's not right yeah I can't fight it anymore
I can't fight
I can't fight it anymore
–Austin?! –Falo baixo. – O que é isso?
Ele sorri e fala:
–Sua música. Eu soltei essa música hoje. Fiz para você.
–É linda...- Digo.
–Eu tento. – Fala sem graça.
Ficamos em silêncio por um tempo. Ele continua a fazer carinhos em meu cabelo enquanto estou com a cabeça em seu ombro.
–Austin?
–Sim?
–Ainda precisamos decidir o que vamos fazer.
–Ok... – Ele pega o cardápio ao canto – Então o que você prefere: café ou capuccino?
Sorrio.
–Capuccino de chocolate. Com chantilly extra, por favor. – Ele olha de canto pra mim. Sorrimos.
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