Falling in Real
29 "Our Desire...."
Notas iniciais
“-Só é impossível, se você acreditar que é."
– É uma garota! – Diz o médico.
–Nossa princesinha! – Diz o homem, apertando-lhe mais a mão.
–É, nossa princesa. – Diz a mulher, seca.
Rodando... Rodando... Luz... Muito forte.
“Onde estou?”
Continuação P.O.V Ally
Incrível como pela primeira vez desde sempre, acordei sorrindo no meu aniversário. Eu consigo sentir, hoje, este ano, ele será diferente.
Fiz minha rotina diária mais rapidamente do que o comum. Estava ansiosa? Esperançosa? Não sei. Tudo parecia tão novo. Essas sensações, tão inesperadas. Peguei meu diário e escrevi:
“Feliz aniversário, para mim! O que posso esperar de hoje?”
Fecho meu caderno e sinto um cheiro delicioso da cozinha... Eu conheço esse cheiro! Eu não acredito nisso... São os biscoitos da minha avó.
Desço as escadas correndo, e, minhas suspeitas são confirmadas: um prato dos biscoitos caseiros secretos da vovó.
–Ummm! Sinto cheiro de biscoitos caseiros. – Digo entrando na cozinha.
–Pode ter certeza, querida! – Diz minha avó. Ela me abraça fortemente e deseja coisas pelo meu aniversário. Maria vem em seguida, cobrindo-me de beijos e abraços, ela me solta e diz:
–Minha garotinha está crescida! – Ela limpa uma lágrima no canto do olho e começa a rir. – Tão emocional...
–Vamos amor, coma! – Vovó incentiva.
Sem hesitar pego um de seus biscoitos e sinto a maciez do alimento.
–Delicioso... – Digo.
Após um tempo meu irmão chega e me abraça, levantando-me do chão, diz:
–Posso ser protetor, mas te amo baixinha! Feliz aniversário!
Abraço meu irmão com força, agradeço por tudo. Ele é um bom irmão apesar de tudo. Meu pai, por último, seco em ações, mas amorosos com palavras, diz o quanto me ama, dando-me um abraço leve, mas sincero.
Depois de saciarmos nosso desejo por biscoitos de chocolate, subo para meu quarto e ligo a televisão. Adivinha quem estava nela? Austin Moon, claro.
A notícia começa com a falta de músicas desde os últimos tempos e como os hits do garoto fazem falta. Falam de como ele está se dedicando a escola, família e amigos durante esse tempo. E por último: garotas.
“Quem é a garota que conquistou o coração do loiro?”
A frase inicia um debate entre três adolescentes convidadas. Uma acreditava que seria alguém muito poderosa e popular. A do meio estava entre a mais popular ou a “Bad Girl”. Já a última acreditava que o cantor, já não tão superficial, iria ficar com quem gostasse, e não com alguém por conta de poder ou popularidade.
Uma votação feita, mais tarde, mostrou o que eu temia: superficialidade. A maioria optou pela suposição da primeira/segunda garota, fazendo a terceira ficar com uma porcentagem muito baixa.
Mas Austin melhorou. Ele já não é tão superficial. Ele mudou. Eu sei que mudou.
Perdida em pensamentos, assusto-me quando Trish adentra meu quarto e pula em cima de mim. Desejou-me milhões de parabéns e me deu o abraço mais apertado desde sempre.
Ela olha a televisão e me olha convidativa. Retruco seu olhar e mudo de canal. Ela retorna ao canal e continuamos a ver o programa. Era incrível ver a quantidade de ideias que as revistas de fofocas tinham, e a quantidade de fotos. Muitas, nem sabia que tinham. Por sorte, nenhuma era reveladora o suficiente, mas isso me assustou.
Trish percebe meu medo e coloca em um filme qualquer. Mas não sem antes perguntar se eu tinha notícias de Austin. Se ele me mandou algo de presente ou algum recado de parabéns.
–Não Trish. Ele não sabe do meu aniversário. Preferi não falar nada á falar e não puder chama-lo hoje.
Ela assente, e começamos a prestar atenção no filme até ela gritar dizendo que não começamos a seção beleza, que incluía máscaras faciais e hidratações no cabelo. Assim, a latina e eu começamos nosso processo ao lado de baldes de pipoca e chocolates.
Infelizmente, a tarde passou rápido de mais e logo tivemos que nos aprontar. Quando percebi, a última coisa a fazer era colocar meus brincos.
Meu cabelo foi preso em uma trança lateral, deixando apenas minha franja solta e um fiapo de cabelo do outro lado, que foi enrolado. Minha maquiagem, leve, seguia os mesmos tons do vestido.
Trish estava deslumbrante em seu vestido roxo escuro. Os cabelos foram cacheados, mas não naturalmente. Os sapatos de salto, eram pretos opacos.
Assim que ouvimos a companhia, descemos para receber os convidados, que foram divididos em dois grupos: os meus e os do meu pai.
Um casal sério me cumprimentou vagamente. E entregou-me uma caixinha, do que pareciam ser brincos. Meu pai adquiriu sua postura mais descontraída, mas que mantinha um objetivo.
A partir daí, cerca de mais dois casais chegaram, entre um deles, muito educado e simpático.
Com tempo passando e fui desanimando. Annie estava atrasada, e Trish e eu, por conta da longa tarde juntas, já estávamos ficando quase sem assunto. E assim ficamos: eu, Trish, Jake e sua namorada, calados olhando para o nada, enquanto meu pai se divertia com seus convidados. Minha avó e avô estavam na cozinha ajudando Maria com a comida, não podendo assim, nos animar.
A campainha tocou e finalmente Annie chegou. Ela estava linda, não havia mais o que dizer. Com ela finalmente tivemos mais assuntos, o que me fez não perder um pouco a noção do tempo.
Campainha de novo. Dessa vez, me convidei a atender, porém meu pai interviu:
–Deve ser o senhor e a senhora Petterrs.
A porta foi aberta e só consegui ver fios loiros.
–Quem é você? – Perguntou meu pai sério.
Chego mais perto e uma figura me surpreende.
–Austin! Meu amigo! Você veio. – Diz Jake indo até a porta e cumprimentando o garoto. –Pai, — diz Jake se voltando para nosso pai. – Esse é meu amigo Austin, o convidei, espero que não se importe.
–Não, não me importo. – Diz rígido.
Finalmente o garoto entra e posso ver sua imagem completa:
Camisa azul em baixo de um belo terno preto brilhante. Cabelos penteados, mas sem perder a sua essência. Lindo, basicamente.
Ele caminha até mim e me cumprimenta dando-me um leve abraço rápido.
–Parabéns Ally! Tudo de bom! É um prazer revê-la. – Ele pisca para mim e abre um sorriso maroto. – Desculpe-me por não ter trazido presente.
–Ah... Sem problemas Austin... – Digo gaguejando, ainda surpresa.
Sentamos-nos, — longe um do outro – e começamos começar uma conversa que não envolvesse o que o loiro fazia ali.
Era impossível não perceber os olhares desconfiados de meu pai para Austin, a cada risada que ele dava, ou eu. Quando finalmente meu pai resolveu levar seus convidados para a sala de jantar, deixando apenas os adolescentes na sala, questionei:
–Austin! Como você soube do meu aniversário?
Ele sorriu travesso e diz:
–Agradeça seu irmão. Ele teve essa ideia.
Olhei surpresa para meu irmão que deu ombros e disse:
–Sabia que queria ele aqui. Mas não pense que serei cúmplice nessa amizade secreta de vocês, viu?
–Ah Jake, você já é. – Diz Trish como se fosse óbvio.
Austin levanta-se do sofá e abre os braços.
–Feliz aniversário morena!
Corri e abracei fortemente o pescoço de Austin sem me importar com ninguém mais naquela sala. Ele me abraça de mesma forma e sussurra o quão bonita estou.
–Obrigada por ter vindo Austin. –Digo
–Não precisa agradecer, eu viria em seu aniversário mesmo que Jake não tivesse tido essa ideia, eu só precisaria saber que ele é hoje.
Rio e o solto. Ele coloca os braços por cima de meus ombros e me puxa para perto.
–Obrigada Jake! Muito obrigada! – Digo. Ele resmunga algo baixo, com os olhos cravados nos de Austin, que ri e me abraça mais.
Maria aparece avisando que o jantar já será servido. Meus avós vão até a sala e veem Austin. Minha avó sorri e vai cumprimentar o garoto:
–Você veio loirinho! – Austin sorri sem graça em resposta.
Meu avô, totalmente diferente de meu pai e meu irmão, aperta a mão de Austin e diz:
–Eu sei guardar segredos também, não se preocupe.
Sorrio em agradecimento e todos fomos até a sala de jantar.
Os pratos deliciosos, já dispostos sobre a mesa, chamaram a atenção de todos, que rapidamente sentaram-se e começaram a comer, conversando animadamente, mas de forma civilizada.
P.O.V Austin
Depois do jantar e do parabéns, sem o tão famoso “com quem será?”, Jake olha-me e acena positivamente. Pedimos licença e saímos do local.
Pego meu violão e ele um pequeno banco para que pudesse cantar. Ainda de fora da sala, o ouço anunciando o seu presente para a irmã. Entro e sento em frente à mesa, com visão para todos, digo:
–Boa noite senhores e senhoras, colegas e Ally. Bem, seu irmão tem um presente para você: a sua música preferida. Ele pediu-me para canta-la esta noite, espero que apreciem.
Abaixo minha cabeça para ajustar o violão e as luzes, com a exceção da central, são apagadas, dando a ideia de um holofote sobre mim.
Começo a melodia suave, a qual Ally começa a sorrir imediatamente.
“Oh her eyes, her eyes
Make the stars look like they're not shining
Her hair, her hair
Falls perfectly without her trying
She's so beautiful
And I tell her every Day”
“Oh os olhos dela, os olhos dela
Fazem as estrelas parecerem que não têm brilho
O cabelo dela, o cabelo dela
Recai perfeitamente sem ela precisar fazer nada
Ela é tão linda
E eu digo isso pra ela todo dia”
Meus olhos estavam tentando não se fixar apenas nos de Ally, mas essa ideia parecia tão maluca quanto parar de cantar naquele momento.
“Yeah I know, I know
When I compliment her
She won't believe me
And it's so, it's so
Sad to think that she don't see what I see
But every time she asks me do I look okay
I say”
“Sim eu sei, sei
Quando eu a elogio
Ela não acredita
E é tão, é tão
Triste saber que ela não vê o que eu vejo
Mas sempre que ela me pergunta se está bonita
Eu digo:”
Alternando entre o violão, Ally e uma rápida olhada no público, a música ia seguindo.
Com o refrão, levantei-me e continuei a cantar a música rodando pela a sala, parando em cada mulher, cantando-lhe um pedaço, como se fosse uma serenata.
“When I see your face
There's not a thing that I would change
'Cause you're amazing
Just the way you are
And when you smile
The whole world stops and stares for a while
'Cause girl you're amazing
Just the way you are”
“Quando eu vejo o seu rosto...
Não há nada que eu mudaria
Pois você é incrível
Exatamente como você é
E quando você sorri
O mundo inteiro para e fica olhando por um tempo
Pois, garota, você é incrível
Exatamente como você é”
Paro em frente à Ally e canto piscando para a garota, que cora:
"Her lips, her lips
I could kiss them all day if she'd let me
Her laugh, her laugh
She hates but I think it's so sexy
She's so beautiful
And I tell her every Day
“Os lábios dela, os lábios dela
Eu poderia beijá-los o dia todo se ela me permitisse
A risada dela, a risada dela
Ela odeia, mas eu acho tão sexy"
Ela é tão linda
E eu digo isso pra ela todo dia”
Volto a me sentar no banco.
"Oh you know, you know, you know
I'd never ask you to change
If perfect is what you're searching for
Then just stay the same
So don't even bother asking
If you look okay
You know I'll say"
“Oh você sabe, você sabe, você sabe
Eu jamais pediria para você mudar alguma coisa
Se a perfeição é o que você busca
Então continue assim
Então nem se preocupe em perguntar
Se você está bonita
Você sabe que eu vou dizer”
A troca de olhares entre Ally e eu, era tão intensa a ponto de queimar por dentro. Chamas de algo queimando meu coração, meu corpo, minha alma. Não duvidaria que qualquer um que quebrasse essa ligação, queimaria conosco.
When I see your face
There's not a thing that I would change
'Cause you're amazing
Just the way you are
And when you smile
The whole world stops and stares for a while
'Cause girl you're amazing
Just the way you are
The way you are
The way you are
Girl you're amazing
Just the way you are
When I see your face
There's not a thing that I would change
'Cause you're amazing
Just the way you are
And when you smile
The whole world stops and stares for a while
'Cause girl you're amazing
Just the way you are
“Quando eu vejo o seu rosto
Não há nada que eu mudaria
Pois você é incrível
Exatamente como você é
E quando você sorri
O mundo inteiro para e fica olhando por um tempo
Pois, garota, você é incrível
Exatamente como você é
Como você é
Como você é
Garota, você é incrível
Exatamente como você é
Quando eu vejo o seu rosto
Não há nada que eu mudaria
Pois você é incrível
Exatamente como você é
E quando você sorri
O mundo inteiro para e fica olhando por um tempo
Pois, garota, você é incrível
Exatamente como você é”
Encerro lentamente a música, deixando as últimas notas se prolongarem o máximo possível. A sala enche-se se aplausos e gritos vindos das garotas. Finalmente olho para o público e agradeço.
Arrisco-me a olhar Lester, o pai da Ally, coisa que evitei durante toda música. O homem me encarava sem expressão, porém com os pulsos cerrados com tanta força a deixar suas mãos vermelhas. Desviei meu olhar, para a fim de receber os cumprimentos dos casais.
Lester se levanta, vai até Jake o diz ao seu ouvido, palavras curtas. O garoto me olha preocupado, e logo vem até mim. Puxa-me para um canto e sussurra assustado:
–Você tem que ir embora. Agora.
Volto a olhar Lester que sorri superior. Antes de concordar levemente com Jake, percebo que Ally me encarava. Sorrio triste e abaixo a cabeça. Eu estraguei tudo.
Pego meu violão ao canto e começo a sair da sala discretamente, aproveitando a situação de distração. Porém, a pergunta alta de Ally chama a atenção de todos.
P.O.V Ally
Assim que Jake falou ao canto com Austin, e, o mesmo olhou em direção ao meu pai, sabia, algo estava muito errado.
O loiro pega suas coisas e começa a sair da sala, porém, o interrompo:
–Onde você está indo Austin?
Ele vira-se lentamente e responde baixo:
–Eu tenho que ir.
–Você sabe que pode ficar aqui, não sabe? – Pergunto.
–Eu sei, mas... – Ele começa.
–Filha, esse jovem precisa ir, não vê? Não insista. – Meu pai diz sorrindo sarcasticamente, vindo até mim e abraçando minha cintura, como Austin costuma fazer.
O olho por alguns segundo e digo:
–Ok. Não irei insistir. – Faço uma pausa. — Mas, eu te acompanho até a porta Austin.
–Não! – Diz meu pai, gritando, para depois abaixar o tom de voz – Quer dizer, ele sabe onde fica a porta... E... E você vai deixar seus convidados?
Olho para as garotas e digo:
–Elas não se importam como pode ver. – Elas concordam com a cabeça. – Mas não diria o mesmo dos seus covidados, papai. – Digo irritada antes de sair dos braços de meu pai, que ainda tenta me segurar.
Vou saindo da sala com o loiro a minha cola.
P.O.V Austin
Saímos da casa e paramos em frente ao meu carro quando Ally e eu dizemos juntos:
–Me desculpe. – Rimos. – Não há nada para você desculpar. – Rimos novamente, antes de voltarmos a nos encarar em silêncio.
– Ally, tenho que te dizer algo. Na verdade, hoje, eu queria cantar outra música. – Digo, quebrando-o.
–E qual seria? – Pergunta ela, sorridente.
Sento-me no capo de meu carro e ajeito meu violão.
“When I look into your eyes
It's like watching the night sky
Or a beautiful sunrise
There's so much they hold
And just like them old stars
I see that you've come so far
To be right where you are
How old is your soul?
I won't give up on us
Even if the skies get rough
I'm giving you all my love
I'm still looking up
And when you're needing your space
To do some navigating
I'll be here patiently waiting
To see what you find
Cause even the stars, they burn
Some even fall to the earth
We got a lot to learn
God knows we're worth it
No I won't give up
I don't wanna be someone who walks away so easily
I'm here to stay and make the difference that I can make
Our differences they do a lot to teach us how to use
The tools and gifts we've got yeah we got a lot at stake
And in the end, you're still my friend
At least we didn't intend
For us to work we didn't break, we didn't burn
We had to learn how to bend without the world caving in
I had to learn what I've got, and what I'm not
And who I am
I won't give up on us
Even if the skies get rough
I'm giving you all my love
I'm still looking up
I'm still looking up
I won't give up on us
God knows I'm tough, he knows
We got a lot to learn
God knows we're worth it
I won't give up on us
Even if the skies get rough
I'm giving you all my love
I'm still looking up”
“Quando olho em seus olhos
É como observar o céu de noite
Ou um belo amanhecer
Eles carregam tanta coisa
E como as estrelas antigas
Vejo que você evoluiu muito
Para estar bem aonde está
Qual a idade da sua alma?
Não desistirei de nós
Mesmo que os céus fiquem violentos
Estou lhe dando todo meu amor
Ainda olho para cima
E quando precisar de seu espaço
Para navegar um pouco
Esperarei pacientemente
Para ver o que você descobrirá
Porque até as estrelas queimam
Algumas também caem sobre a terra
Temos muito a aprender
Deus sabe que somos dignos
Não, eu não desistirei
Não quero ser alguém que vai embora facilmente
Estou aqui para ficar e fazer a diferença que posso fazer
Nossas diferenças, elas fazem muito nos ensinando a usar
As ferramentas e os dons que temos, sim, há muito em jogo
E no fim, você ainda é minha amiga
Pelo menos não tivemos a intenção
Para funcionarmos, não quebramos, não queimamos
Tivemos de aprender a ceder sem ceder à pressão do mundo
Tive que aprender o que tenho e o que não sou
E quem sou
Não desistirei de nós
Mesmo que os céus fiquem violentos
Estou lhe dando todo meu amor
Ainda olho para cima
Ainda olho para cima
Não desistirei de nós
Deus sabe que sou forte, ele sabe
Temos muito a aprender
Deus sabe que somos dignos
Não desistirei de nós
Mesmo que os céus fiquem violentos
Estou lhe dando todo meu amor
Ainda olho para cima”
Ally ficou inquieta durante toda a música, sentou-se ao meu lado. Em pé. Cantando. Sorrindo. Tudo.
Levanto-me e fico á sua frente.
–Eu acho que a música faz sentido. – Digo.
–Eu também acho Austin. Muito sentido. Mais do que imagina. – Responde sorrindo.
...
Pego a pequena caixa no bolso de meu paletó e estico em direção a Ally.
–Eu esperava entregar para você depois da música lá dentro, mas... Mudança de planos. Feliz aniversário Ally. Espero que goste.
A garota, sem fala sorri e pega a pequena caixa de veludo roxo escuro.
–Ah Austin! – Diz a garota estendendo no ar a pequena corrente dourada. – É linda.
A corrente, dourada, era fina e de cumprimento normal. Ao meio, possuía um pingente de um pequeno pássaro.
–Certa vez, você disse que se sentia presa ao um mundo que não queria estar. Este pássaro representará sua liberdade. – Digo.
–Você é o meu pássaro Austin. – Responde.
–Você gostou? – Pergunto ansioso.
–Eu amei Austin. Amei. – Sorrio. – Mas não posso aceitar. Isso deve ter sido muito caro. – Responde séria.
–Você só não deve, como vai aceitar. O preço não importa, Ally. – Digo contrariado.
Ela se vira e levanta a trança. Pego e encosto a corrente gelada em seu corpo. Prendo-a e ela se vira. Abraçamos-nos.
Uma súbita coragem me atinge.
–Ally, eu sei que esse não é o meu aniversário, mas eu tenho um desejo que eu não consigo mais esperar para realiza-lo. – Digo baixo.
–E qual é? – Pergunta ela separando-nos um pouco do abraço.
–Você.
Ela sorri, assim como eu. Põe as mãos em volta de meu pescoço e se aproxima.
–Então realize nosso desejo Austin.
Lentamente, encosto meu lábios no da garota. Agarro sua cintura. Seu gosto doce me atinge novamente. Era viciante. Uma chama ardente queimava-me novamente. Ally tentava se aproximar de mim, mas infelizmente, dois corpos não ocupam o mesmo lugar. Nossa sincronia era perfeita. Respirar já não era importante. Ela ali, junto a mim, era o ar, as estrelas, a paz, o amor.
Separamo-nos ofegantes e voltamos a nos abraçar.
Tempo depois Ally prende a atenção em algo ao nosso lado.
P.O.V Ally
Estava em êxtase. Não havia algo no mundo que podia me deixar assim. Nem mesmo a mais poderosa das drogas. Eu tinha um vício. Seu nome? Austin Moon.
Separamo-nos ofegantes e voltamos a nos abraçar. Porém algo chama minha atenção. Uma mulher, com cabelos castanhos bagunçados e cumpridos, vestida em uma camisola branca leve, tentava entrar em minha casa.
–Ei! – Digo.- Você não pode entrar aí!
A mulher se vira, posso ver seus grandes olhos castanhos. Ela diz:
–Essa é a minha casa!
–Não, essa é a minha casa. – Digo.
–Isso é impossível. – Diz vindo até a minha frente. – Eu, meu marido Lester, meu filho, Jake, e minha bebê Ally, moramos aqui.
Meu coração acelera.
–Quem é você? – Pergunto sombria e lentamente.
–Eu sou Penny Dawson, oras! – Diz irritada.
Meus olhos se arregalam.
E antes de tudo ficar preto, só tive tempo de ver a minha pulseirinha de desejo caindo lentamente ao encontro do chão.
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