Falling in Real
34 I'll Be There For You
Notas iniciais
Continuação P.O. V Ally
"Já se fazia um mês desde que fomos ao hospital, e, duas semanas desde que meu pai foi liberado, mas ele não voltou para casa. Por quê? Por que ele não quer deixar a Penny sozinha! E de acordo com ele, não importa o quanto tiver que pagar para que fique no hospital, ele só sai se ela for com ele. E adivinha? Esse dia é hoje! Meu pai e sua nova namoradinha (ou ex-mulher) vão vir para casa! E a partir de hoje dividirei o mesmo teto com a mulher que, antes das partes que ela não tem culpa, deixou nossa família, largando apenas um recado. Sim, estou nervosa, Irritada e principalmente preocupada.
Por mais que fiquei extremamente chocada e emocionada com o meu “meio-encontro” com ela, não estou pronta para aceita-la e perdoa-la. Ela errou em nos deixar. E por causa disso, nunca tive uma mãe de verdade.
Definitivamente não estou pronta para encontra-la, diário.
Com amor, Ally.”
–Eles chegaram meninos! – Grita minha avó do andar de baixo.
Largo meu diário, relutante, e vou até a porta do meu quarto. Jake, assim como eu, estava parado na porta de seu quarto, assustado. Ele me encara e vem até mim.
–Chegou a hora. – Digo, cansada.
–Olha Ally, vamos ser maduros. Eu também não estou acreditando que isso está acontecendo, mas essa é a realidade.
–Eu não estou pronta. – Digo com voz de choro.
–Ah, Ally. – Diz Jake me abraçando.
Uma lágrima sai de meu olho, me deixando vulnerável.
Separamo-nos e descemos as escadas, em uma perfeita sincronia.
Vi Penny e meu pai conversando com meus avós. Eles estavam de mãos dadas, e ela ria constantemente. Quando chegamos ao fim da escada, eles nos viram e vieram nos cumprimentar. Enquanto meu pai me abraçava, Penny agarrou meu irmão em um abraço.
–Ah, filho! – Disse ela feliz. Meu irmão ficou em choque, não a respondendo.
Ela veio até mim então, e ficou em minha frente. Começou a passar a mão em meus cachos e disse:
–Minha querida Allycia! Está tão grande! – Ela se aproximou de mim, provavelmente querendo me abraçar, mas estiquei meu braço, em sinal de um aperto de mão.
–Olá Penny.
Ela riu novamente e disse alegre, aproximando-se de novo.
–Filha, que isso! Pode me chamar de mãe! – Balancei meu braço de novo. Não iria abraça-la.
–Penny. – Digo decidida. Ela encara meu braço por um tempo e finalmente cede. Aperta minha mão e sorri tímida:
–Senti sua falta. – Diz em dúvida.
–Obrigada. – Respondo.
Meu pai me olha incrédulo, mas ignoro.
–Bom, vamos comer? – Diz minha avó, quebrando o clima tenso.
Fomos todos a cozinha em um profundo silêncio.
O almoço estava delicioso, como de costume. Algumas risadas ocasionais surgiram. Era reconfortante não falar muito para mim, mas pelo jeito não para Penny. E isso já estava me irritando. Ela não parava de tentar puxar assunto, fazendo perguntas que uma mãe normal já deveria saber. "Em que série está?" "O que quer fazer quando se formar?" Cansativo. Simplesmente.
Quando ela finalmente se tocou que estava cansada de perguntas, ela as finalizou com apenas mais uma:
–Allycia, que tal irmos tomar sorvete daqui a pouco?
Sério? Eu não acredito que um sorvete irá resolver os últimos anos.
–Eu vou sair com minha amiga Trish.- Digo olhando diretamente em seus grandes olhos, idênticos aos meus.
–Bom, nesse caso, podemos remarcar? — Diz, implorando através de seus olhos.
–Claro... — Respondo, fazendo a apreensão no local desaparecer.
Meia hora depois, Austin me mandava uma mensagem pedindo para que descesse. Na verdade eu sairia com Austin, mas encontraríamos com Trish, Annie, Dez logo depois.
Ao falar "tchau" para meus avós, vovó antes de soltar do nosso abraço, diz alegre, como uma criança:
–Fale para ele que eu disse "oi". — Nos separamos e ela sorri para mim. Como ela poderia saber que sairia com ele?
Finalmente depois de me despedir de todos, encontro com a cabeleira loira sorridente. Nos cumprimentamos, abraçando e com um beijo na bochecha.
–E ai? Pronta? — Pergunta alisando a jaqueta de couro.
–Sim, mas antes de irmos à sua casa, será que podemos ir para algum lugar para conversar?
–Claro. — Fala ele compreendendo na hora.
Vamos até um café mais afastado, com poucas pessoas. Peço um capuccino de chocolate para mim e um de creme para ele com chantilly extra, por favor.
Logo começo a contar sobre minha mãe e suas falhas tentativas de se aproximar.
–Aus... eu não estou pronta para aceitá-la ainda. Ela não teve culpa por ter ficado inconsciente, mas de ir embora, sim. E eu não consigo perdoa-la. Não hoje, não agora.
–Eu te entendo Ally, mas não seja tão fechada. Deixe ela saber mais de você. Ela precisa disso. E você também.
Olho para ele. Como ele pode sempre ter a coisa certa a dizer?
–Obrigada. — Suspiro. — Por tudo. Você sabe sempre o que dizer.
–Por nada. — Diz sorrindo. — E olha... — Diz, pegando um guardanapo do suporte e rabiscando com a caneta deixada pela garçonete em nossa mesa.
Ele me entrega seus garranchos estilosos, que rapidamente me fazem sorrir
"I'll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I wanna be the air for you
I'll be there for you
I'd live and I'd die for you
I´ll steal the sun from the sky for you
Words can't say what love can do
I'll be there for you" — Bon Jovi
Sorrio em agradecimento, e ele faz o mesmo.
–Agora... podemos ir? — Pergunta.
–Sim! — Falo animada.
Ele joga algumas notas em cima da mesa e estica a mão para mim.
Saímos de lá, sorridentes e de mãos dadas. E a única coisa que conseguia pensar era se aquelas palavras borradas que estavam em meu bolso eram mais do que apenas sentimentos amigáveis.
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