Fallen Walls
23 25 - Preso à você.
Notas iniciais
Música: Bound To You - Christina Aguilera.
Boa Leitura!
“O amor é, na verdade, tudo que é mudado até se tornar o amor.
Por ele realmente vale a pena lutar, ser corajoso, arriscar tudo.
E o problema é, se você não arrisca nada, arrisca-se ainda mais.”
– Você é um maluco, idiota, inconseqüente e... Já falei que você é maluco? – Matt riu e eu o acompanhei. Estávamos na casa de Alfred, no meio da festa de casamento. Na verdade, a nossa festa – Como Alfred conseguiu preparar tudo tão rápido?
– Sabe, a casa dele é um paraíso infantil. Qualquer criança que passasse um mês com ele teria obesidade mórbida e diabetes. Poderíamos ter problema na festa com qualquer coisa, menos com comida e música.
– Agora que você falou, é verdade. Hey, vamos dançar? – Matt se levantou e saiu me puxando para a pista de dança (também podemos chamar de “centro da suposta sala de estudos”).
-X-
– Não está tudo bem, Iggy, não vou achar alguém como Katya – Alfred reclamou com Arthur – Nós parecíamos estar bem, mas o nosso namoro estava em crise. E agora que ela terminou comigo...
– Stupid Alfred, não vá ficar deprimido na festa de casamento do seu irmão – Arthur falou, começando a tomar um drink que Francis havia o entregado.
– Não seja tão frio com ele, Angleterre! – O francês se sentou ao lado de Alfred – Olhe, eu sei que vocês terminaram ontem, ainda é muito recente... Mas a Thi Wang¹ não está dançando com ninguém. Porque não vai chamá-la para uma conversa?
Alfred pensou por um minuto, até que se levantou e foi falar com a vietnamita. Francis olhou para Peter e Wy. A garota poderia arranjar um faca a qualquer momento pelo jeito que ela olhava para Peter. Isso o lembrou algo no passado...
– Você não acha que Wy e Peter se parecem conosco?
Arthur sorriu, deixando o semblante emburrado de lado por alguns momentos.
– Você seria Peter no caso, correto? – Francis riu – Está quente aqui – Arthur falou, afrouxando um pouco a gravata. Dava para perceber que estava começando a ficar bêbado, e estava apenas no primeiro copo.
-X-
Feliciano e Ludwig dançavam no meio da pista. O italiano arriscava passos diferentes enquanto o alemão limitava-se ao básico. Feli estava tão animado que acabou esbarrando na pessoa que estava atrás dele, então viu que era Kiku e Heracles.
– Feliciano, Ludwig. – Kiku os cumprimentou formalmente. Heracles fez o mesmo, mas de uma forma mais animada. Era raro ver o grego animado, em clima de, bem, festa.
– Heracles, Kiku – O alemão cumprimentou, ainda sério. Feliciano percebeu o clima sério e resolver descontraí-los.
– Hey, vamos fazer troca de pares! Lud, você dança com Kiku e eu danço com Heracles, vee~ – Antes qe pudessem protestar, Feliciano já havia começado a dançar com Heracles.
Kiku olhou para Ludwig, sem graça, que correspondeu o olhar da mesma forma. Mas, no final das contas, o japonês acabou sorrindo, fazendo o alemão sorrir também. Então os dois começaram a dançar.
-X-
– Eles são tão fofinhos juntos! – Elizaveta deu um gritinho histérico. Roderich apenas balançou a cabeça.
– Desde quando você se tornou fã de homossexualismo, Elli? – Ele cruzou os braços e a húngara o olho, como se ele tivesse feito a pergunta mais idiota do mundo.
– Desde sempre? – Roderich revirou os olhos, então Elizaveta resolveu tirar uma com ele – Porque, está com ciúmes que eu foque demais em dois homens juntos e me esqueça de você?
– Não fale besteiras! – O austríaco ficou vermelho. A garota riu e beijou-lhe a bochecha, o abraçando em seguida.
– Eu te amo.
-X-
Num ponto da festa, Ludwig, Feliciano, Kiku e Heracles já haviam trocado de par várias vezes; Roderich e Elizaveta já haviam ido embora; Gilbert e Matt conversavam animados com alguns outros países. Uma turma de “adolescentes” jogava verdade ou conseqüência – Feliks fazia perguntas obscenas para todos, Alfred entrou na brincadeira e fazia perguntas relacionadas à ele, Thi Wang o acompanhava na brincadeira, Antonio e Lovino começaram a participar assim que o italiano ficou bêbado.
O romance estava no ar: rolava um clima entre Emil e Leon, Natasha e Anita também estavam amiguinhas demais (mesmo que fosse apenas pela parte de Anita), Francis e Arthur estavam trancados no quarto de Alfred há mais de uma hora... Tudo estava muito amoroso, digno de uma festa de casamento.
– Hora do buquê! – Foi tudo rápido demais, todos se reuniram na frente da escada. Matt pegou flores de plástico de um vaso e subiu mais um degrau. – Eu vou jogar! – Ele movimentou os braços pra trás, voltando com eles em seguida. Riu, achando graça da expectativa de todos – Agora eu jogo! – Movimentou os braços para trás de novo e jogou o buquê.
Por incrível que pareça, quem pegou foi Feliciano. Ele se jogou nos braços de Ludwig e os dois começaram a rir.
– Está pronto para ir? – Gilbert segurou na mão de Matt, subindo para o andar de cima e pegando as malas – Antes que pergunte, pedi para que Alfred e Francis arrumassem nossas coisas.
– Ah, tudo bem. Vamos!
Do lado de fora, a chuva de arroz neles. Mais risadas e barulho. O motorista de Francis os levaria até o aeroporto, onde iriam para a lua-de-mel.
– Agora você pode me dizer para onde vamos? – Matt perguntou.
– Como eu lhe disse há alguns meses atrás, viajaremos toda a Europa. A primeira parada é na Suécia. Começaremos pelos países nórdicos, aí vamos para os ibéricos. O que acha? – Matthew apenas sorriu e o abraçou.
– Você chegou a pensar, algum dia, que estaríamos casados agora?
– Nunca. Mas posso lhe falar uma coisa? – Gilbert falou em seu ouvido – Aprendi a acreditar no inesperado. Eu te amo, Matthew Williams. Estou preso em você mais do que quando tudo começou, e fico feliz de saber que é para sempre.
Eles, então, se beijaram. Aquele era apenas o começo de uma longa vida juntos.
"Você percebe que estou preso em correntes?
Eu finalmente me encontrei,
Estou preso em você."
Notas finais
Então chegamos ao final, não é? Senhoras e senhores, essa foi a Fallen Walls (sempre quis falar isso *u*).
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