Fall Down
8 Chapter 8 – Over The Hills And Far Away
Notas iniciais
Miley's POV
Quando eu estava seguindo ela eu ouvi uma voz, uma voz masculina sussurrando algo na minha cabeça, eu não entendi, só algumas palavras, eu parei de andar e focalizei em tentar descobrir o que era, depois de um tempinho eu descobri:
‘não confie em ninguém!’
Vish, deixei ela ir um pouco mais adiante, quando eu vi eu já estava correndo morro acima, atrás do motel tinha um morro, só corri, não sabia o que estava fazendo, mas eu não vou morrer, eu não posso agora. Eu corria loucamente, pulava sobre os galhos e pegava impulso em árvores ao meu redor, quando eu ouvi outros passos correndo atrás de mim, eu subi uma árvore, me segurei nela e fiquei olhando, vi um grupo de pessoas correndo, uma menina parou e olhou para cima, na hora que ela olhou eu grudei na árvore e fiquei olhando para frente rezando para que ela não tivesse me visto. Ela depois saiu correndo atrás dos outros, suspirei, mas eu percebi como se eu estivesse sendo vigiada, olhei para o lado e vi uma menina, ela estava exatamente como eu em uma árvore, e estava me olhando também, me olhava assustada e tremia de frio, as roupas dela estavam rasgadas e ela estava toda cortada. Fiz um sinal para ela, depois fomos correndo na direção contrária do grupo, entramos no carro, eu liguei o mesmo, e acelerei o máximo possível, quando eu vi que era suficiente a distância, parei o carro e fiquei olhando para ela.
- Qual é o seu nome? O que estava fazendo lá? Qual a sua idade? Á quando tempo você está assim? – Fiz tantas perguntas que ela me olhava assustada.
- Meu nome é Mary, tenho 17 anos, eu estava fugindo do mesmo grupo que você, eu estou assim á 1 semana. – Disse ela numa voz cansada.
— Porque eles estão atrás de você também? – Perguntei para ela.
- Você não sabe não é? – Ela me olhou nos olhos, — Você é o sacrifício preciso para todos nós podermos ser livres para viver exatamente como os arcanjos, eles me deram uma foto sua e disseram que se eu te encontrasse era para eu avisar eles, porque você estava sendo procurada, e na hora eu neguei, disse que não concordava com isso e que eu não ia fazer nada que eles pedissem, daí eles estão atrás de mim para me matar.
- Minha Nicha, porque você se recusou? – Perguntei confusa, eu liguei o carro e comecei a andar de novo.
- Porque eu não acho justo você ser morta por um bando de carniceiros malditos só para eles serem livres, isso é ridículo! – Disse ela com um pouco de ódio na voz. Acreditei nela.
- Então vai, durma que de manhã iremos fazer umas coisas. – Eu disse olhando para a estrada e acelerando o carro.
<...> No dia seguinte
Miley’s POV
Eu estava morta de cansaço e a Mary não podia dirigir ainda, então eu tinha que continuar, estávamos muito longe de casa, eu pelo menos sim, paramos em uma cidadesinha, e fomos fazer compras, as duas estavam com sangue nas roupas e etc.
Ela ficou esperando no carro, eu tinha uma roupa limpa dentro do carro que eu dei pra ela, e eu comprei uma nova pra mim, fomos para um motel próximo, nós duas entramos, eu tomei banho, troquei de roupa,
pagamos a conta, fomos de carro até um posto, abastecemos, mandamos lavar o carro e fomos para outro motel, eles sentiam o nosso cheiro, então eles logo vão nos encontrar. Entramos no quarto do outro motel e ela ficou vigiando, eu não queria dormir, mas eu acabei fechando os olhos e dormindo.
<...> 4 horas depois.
Eu acordei e vi, a Mary estava dormindo com a cabeça apoiada na parede, tadinha, faz tempo que ela não dorme também. Fui até o posto, o carro já estava pronto, paguei e voltei, cheguei no motel e estava cheio de pessoas, e outras então no quarto, MEU DEUS, A MARY, COMO EU FAÇO PRA PEGAR ELA?
Eu vi ela acenando de trás de uma cabana, eu virei e fui em alta velocidade, freei, ela entrou, dei a ré, e nesses meus movimentos, todos gritavam e vinham correndo atrás de mim! Dei a ré e fui para a estrada, não sei para onde vou, só sei que aqui eu não fico, mas que porra eles não param de seguir!
Estava dirigindo e deixei umas lágrimas escaparem.
- O que foi Miley? – Perguntou a Mary em um tom doce.
- Um amigo meu, eles pegaram ele, eu não sei se ele esta vivo, estou preocupada com ele.
- Ah Miley, não fica assim poxa, eles não vão matá-lo ta bom? Não vão! – Ela disse pensativa olhando para frente.
- Como você tem tanta certeza? Tem um plano? – Perguntei segurando o sorriso e tentando ficar séria.
- Sim, eu tenho um plano, mas vai ser muito difícil! – Ela disse olhando para mim.
- Foda-se se é difícil, a gente vai fazer, eu não posso deixá-lo morrer.
- Então ta, a gente vai lá, eu vou me entregar e vou dizer que você está no porta malas, e quando eles saírem você dá um jeito de entrar lá, e depois vou ficar ocupando eles enquanto você acha o Mathew, que tal? – Disse ela meio animada.
- Olha, pode ser, pelo menos temos um plano, mas você sabe onde é? – Perguntei olhando de soslaio para ela.
- Sei sim, é na cidade onde você nasceu. – Ela falou.
A cidade onde eu nasci? Porque tinha que ser justo lá, droga. Girei o volante do carro, ele derrapou e estávamos voltando para Riverstown.
Quando chegamos lá estava de dia, era 12:00 dia em ponto, deixamos o carro na frente da minha casa, e fomos andando até uma casa aparentemente vazia, a Mary foi andando e eu me escondi nos arbustos, ela bateu na porta, eles abriram e puxaram ela para dentro, depois de 1 hora, ela estava sangrando quando saiu, pela cabeça, eles á levaram junto com ela, e eu vi uma sala, a janela estava aberta, eu abri devagar para não fazer barulho, entrei na sala, fui olhar para o corredor mas estava vindo gente então colei na parede para que ninguém me visse.
Depois que as pessoas passaram eu andei pelo corredor olhando dentro de todas as salas, até que eu achei uma sala com uma porta que não abria, devia ser lá, peguei o meu brinco, e fiquei tentando abrir a porta, depois de uns segundos de tensão eu consegui e a porta destravou fazendo “clec”. Eu entrei e vi várias celas, pessoas mortas, pessoas vivas me olhando dos pés as cabeças sussurrando um “me ajude”, mas eu não podia, eu não conseguiria, eu fui até uma das últimas que tinha pouca luz, eu vi, ele estava ali no chão, de mãos juntas rezando, eu peguei o meu brinco de novo, destravei e ele ouviu e se virou contudo para mim, ele deu um sorriso tão perfeito, eu amei vê-lo bem, o abracei forte, quando de repente eu ouvi passos fortes e rápidos vindo, eu peguei na mão dele e nós dois saímos correndo, quando avistamos 4 brutamontes vindo em nossa direção, e entre eles havia uma mulher morena, ela deu um sorriso nojento, jogou álcool no chão e depois tacou foco, parecia que tudo estava já com álcool, porque do nada a sala inteira, os sofás, camas, as pessoas, tudo começou a pegar fogo, tentei achar algo para apagar mas nada funcionava! Eu fui procurando lugares para sair, estava acabando o oxigênio, eu avistei um tubo de ventilação, eu abri a tampa, ele me olhou.
- Entra logo. – Eu disse entre as vezes que eu tossia.
- Não, vai você primeiro! – disse ele apontando.
- Não, só vai Mathew, se você morrer eu vou me culpar para o resto da minha vida! – Eu disse tossindo demais no final. Ele acabou entrando no tubo que ia para o subterrâneo, eu olhei para a janela e vi o corpo da Mary todo ensangüentado no chão, eu não agüentei, eu sai voltei até a beirada do fogo e depois eu corri em disparada para a janela, senti pedaços de vidro penetrando a minha pele, CÉUS, como aquilo doía, eu sai correndo, peguei o corpo da Mary e empurrei até o arbusto e me escondi ali dentro com ela e fui puxando ela mato á dentro, até chegarmos em um lugar mais afastado e com uma luz, eu me deitei sobre o corpo dela e comecei a chorar, rezando para que Nicha não deixasse ela ir agora, ainda, ela era tão nova, só 17 anos. Não era justo!
Fiquei rezando, até eu ouvir alguém chegando perto de mim, ouvi passos na mata, nem me virei, quando senti o perfume, percebi, era o Mathew, ele me abraçou e ficou fazendo carinho em mim e me ajudando, depois enterramos o corpo de Mary e fomos embora, não sei para onde, mas para longe de lá com certeza.
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