Fall Down
2 Chapter 2 - Prólogo
Notas iniciais
Miley POV's
Estava caminhando sem rumo, minha cabeça latejava, parecia que a qualquer momento iria explodir. Eu estava quase chegando na praia, quando um corpo luminoso desceu num raio dos céus, em um barulho ensurdecedor, me fez cair sentada na areia macia. O corpo brilhante caminhava até mim, mas eu não estava assustada, aquela presença estava me trazendo paz.
Quando estava á alguns passos de mim, pude ver o que era exatamente. Era uma mulher, loira, com perfeitos olhos azuis e o cabelo dourado caía em cachos até um pouco depois dos ombros. Vestia um vestilo estilo mullet ( curto na frente e com uma cauda branca esvoaçante). Ela estava descalça e com um sorriso angelical e confiante no rosto. Nas suas costas seguiam duas, duas protuberâncias de plumas e penas, até pareciam asas, eram enormes. Estavam encolhidas, mas era perceptível nas suas costas e era comprida até os seus pés. As asas se abriram, mas no mesmo instante viraram pó, fumaça. Pequenas partículas reluzentes que pairavam no ar caíram delicadamente na areia e segundos depois se misturaram, desapareceram.
Ela se curvou sobre mim e me estendeu a mão sorrindo. Estiquei a minha mão e tocando-a senti algo dentro de mim, parecia mais claro. Eu estava confusa, minha dor de cabeça tinha parado e meus pés estavam firmes. A mulher me olhou sorrindo e balbuciou numa voz límpida:
– Sou Taylor.
– Sou Miley ... — Falei meio confusa.
– Eu sei. — Falou segura
– Sabe? — Perguntei e ela sorriu novamente do meu tom totalmente surpreso.
– Venha! Vamos conversar pequena, e te conto tudo. — E me puxou levemente pelo pulso.
A tal de Taylor das asas brilhosas me levou até a beirada da água, com as ondas geladas batendo em nossos pés.
Fechei os olhos sentindo a brisa leve com um delicado cheiro de sal. O vento fez meus cabelos dançarem numa coreografia que misturava as ondas dos fios umas nas outras.
– Sabe Miley, há muito mais do que estrelas no céu. — Olhei para ela que encarava as estrelas acima de nossas cabeças.
– Desculpe a indelicadeza, mas de onde você me conhece?
– Miley, há muito que você não sabe sobre si mesma. Muitas coisas que aconteceram antes e estão acontecendo no tempo em que você está viva.
– E no que isso se encaixa na minha pergunta?
– Miley, há muitas pessoas aqui que cuidam de você desde o seu primeiro suspiro de vida. Pessoas que conhecem você, que te vigiam e você nunca nem conheceu.
– E porque fazem isso? — falei com um pouco de medo.
– É o nosso dever. Anjos protegem humanos, certo? — Ela me encarou.
– Anjos?
– Anjos. — Ela confirmou
– Como assim? Com asas, auréolas, puros, que falam com Nicha e tocam arpas? — Perguntei e ela riu da minha comparação.
– Com asas, sem auréolas, puros só se for de pecados, você irá entender isso mais tarde, não falamos com Nicha, conversamos com ela, como vocês, por oração. Já sobre a arpa, se você quiser você aprende!. Ela deu de ombros na última frase.
– Então ... quer dizer que existe um céu? Onde anjos vivem?
– Sim, um lugar muito sagrado.
– Você é um anjo? — Perguntei.
Parecia óbvio naquela situação, mas minha cabeça estava tão confusa que nada mais era óbvio.
– Na verdade sou meio a meio. Meu pai era um arcanjo, e quando em uma das missões protetoras conheceu a minha mãe, eles se apaixonaram e ele decidiu depois de conversar muito com Nicha, que ele desceria pra terra e viveria com uma humana.
– Desceu?
– É, descer. Para morar aqui.
– Linda história de amor. — Eu disse suspirando.
– Seria, se não tivesse provocado uma guerra. — Falou meio triste.
– Guerra? Porque?
– Sim, uma guerra entre meio-anjos e arcanjos. Os meio anjos queriam livre acesso a terra, queriam a forma humana quando quisessem e os arcanjos queriam que continuasse como antes, só os arcanjos podendo assumir a forma humana e os meio-anjos não.
– Que merda. — Falei pasma.
Óh céus, tanta coisa para a minha cabecinha.
– Miley, preciso que você entenda uma coisa séria.
– E o que é? — a encarei.
– Você é a chave para acabar com a guerra!
– Chave? Como assim chave?
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