Fall Down
15 Chapter 15 – Violet Hill
Notas iniciais
Lucas POV’s
Estávamos á dias procurando a Miley e nada, nenhum sinal de vida, nenhum sinal que ela estava bem, nada! Eu estava ficando louco da vida, e eu não sei o porquê eu não conseguia mais voar.
- Cara, o que você está fazendo? – Perguntei olhando para o Mathew parado e olhando fixo pra frente, ele ficou em silêncio até ele me olhar e depois pareceu que ele tinha saído de um transe ferrado, foi até mim e disse.
- Ela ta em um prédio, eles estão á torturando. – Ele disse com a voz em um tom de dor.
- Como você sabe? – O perguntei, cara, como ele sabe? Eu não entendo, eu que tenho a porra da ligação com ela não ele.
- Eu só consigo ouvir ela gritando de dor. – Disse ele me olhando sério.
- Então vamos. – Eu disse e depois saímos correndo, entramos no carro e fomos indo em direção dos gritos que pelo Mathew, vinham do leste, ficamos quatro dias viajando até chegarmos em uma praia e avistarmos meio que uma ilha no meio da praia, era longe para ir nadando, então alugamos um barco e fomos, chegamos lá só no dia seguinte, entramos na ilha e andamos nela por horas até os nossos pés gritarem de dor, no fim vimos uma casa, parecia abandonada, pisos de madeira velha e cheio de lama, janelas quebradas e manchadas de sangue, os degraus da frente da casa estavam quebrados e não tinha mais metade do telhado, fomos andando devagar e silenciosamente para não fazer nenhum barulho, chegamos na porta e á empurramos devagar, quando entramos vimos que era apenas uma casa, móveis sujos e podres, um cheiro horrível de podre, fomos de quarto em quarto, em um quarto tinha um corpo de uma ruiva já meio que em decomposição, então fomos andando pelo corredor até chegarmos na ultima porta, ela estava trancada, ficamos tentando abrir até o gênio do Mathew bater em um vaso e ele cair mas não quebrar, então a porta se abriu, na real a porta era um elevador, e era perfeitamente branco e limpo, entramos meio desconfiados e apertamos no último andar, o menos quarenta e três. O Elevador começou a descer rápido, até ele parar do nada, fazer um barulho e abrir a porta com um barulhinho irritante, saímos e escutávamos gritos, vinham do corredor, gritos de mulheres, de homems, de crianças.
Eu olhei assustado para o Mathew, parece que ele entendeu o que eu quis dizer, não podemos deixar essas pessoas aqui, na volta iremos soltá-las.
Fomos andando pelo corredor, ficamos andando por horas, aquele andar era enorme, até escutarmos ela gritando, corremos para tentar seguir os seus gritos mas ela parou e ficamos desnorteados, de onde vinha? Fomos andando até escutarmos os gritos de novo, vinha da ultima porta do corredor, na porta tinha um buraco com vidro era na parte de cima e era pequeno, mas o suficiente para ver o que tinha dentro do quarto, e pelo buraco vimos luzes fortes aparecendo, fomos olhar de perto, era a Miley, estava amarrada em uma grade de calcinha e sutiã e um filho da puta ficava dando choques nela, ela estava de cabeça baixa, o cabelo sobre seu rosto, ela tremia e pelo seu corpo tinham vários cortes e marcas de queimado, não podíamos deixar ela assim.
- Você bate na porta e na hora que ele sair eu pego ele. – Eu sussurrei baixinho para o Mathew, calma Miley, estou indo te salvar meu amor. Eu me encostei na parede enquanto o Mathew bateu na porta, ele teve que bater umas cinco vezes para o cara abrir a porta, o homem começou a reclamar e quando ele saiu do quarto eu peguei a cabeça dele e bati com força na parede, ele caiu na hora e seu corpo caiu no chão com um baque surdo, e da sua cabeça saia tanto sangue, estava formando uma poça, eu entrei na sala, quando eu á olhei, ela estava me olhando, seu rosto estava com marcas roxas e sai sangue de sua boca, eu corri e á desamarrei, quando terminei ela caiu em meus braços sem força de ficar em pé, eu á peguei no colo.
- Demi. – Ela sussurrou no meu ouvido.
- Quem? – Eu perguntei sobressaltado.
- Demi, a minha amiga. – Ela disse com a voz tão baixa e rouca, então ela levantou a mão e apontou para outra porta, na frente não tinha nenhum buraco com vidro, só tinha uma listra azul que descia da cabeça da porta ao pé da porta, colocamos a Miley de pé um pouco longe da porta, e batemos, o cara que estava ali dentro saiu e o Mathew colocou as mãos dele na cabeça do bandido e eu soube o que ele iria fazer, ele virou a cabeça para a esquerda, quebrando seu pescoço e o corpo dele caindo, só ouvimos choros, uma menina chorando ali dentro, eu entrei e tinha uma morena dentro de um tanque cheio de água com enguias, tinha um cadeado e ela estava quase sem oxigênio, eu chamei o Mathew, ele apertou um botões fazendo com que a água diminuísse e ela pudesse respirar, eu peguei uma chave que estava em cima do balcão e consegui abrir, eu e o Math abrimos a tampa e seguramos a morena pelos braços á puxando para fora, ela tinha mais força, conseguiria andar.
- M-meu nome é D-demi – Disse ela tremendo e olhando frenéticamente para os lados.
- Meu nome é Lucas e o nome dele é Mathew. – Quando terminamos de falar ela saiu correndo, fomos atrás e vimos ela abraçando a Miley.
Miley’s POV
-Demi. – Eu falei baixinho, minha voz não saia de jeito nenhum.
- Miley, meu deus, você ta tão mal! – Disse ela me abraçando e me segurando em seus braços gelados, eu sentia sua respiração rápida.
- Obrigada pelo apoio moral. – Eu disse meio rouca me segurando nela, nos viramos e os dois olhavam para a gente.
- Podemos ir ou vocês querem conhecer o local? Tem uma sala de trituração, tem outra para lavar os cadáveres e tem uma muito divertida que você é amarrado e ficam te dando choques. – Ela disse sarcástica.
- Preciso fazer algo antes. – Disse o Mathew, era tão bom vê-lo, ele estava mal da ultima vez que o vi, ele com aquele jeito lindo de jogar o cabelo e ficava tão perfeito quando estava sério. O som de um alarme estridente me acordou do meu transe mental e eu só vi que o Lucas me carregava no colo e a Demi corria do meu lado, cadê o Math? Olhei para trás do Lucas e ele vinha correndo, até eu ouvir um barulho de tiro, ele caiu de joelhos e gritou o meu nome.
- NÃÃÃÃÃÃÃO! – Eu gritei e tentei pular do colo do Lucas mas ele me segurava forte, eu comecei a chorar loucamente, chegamos no elevador e eu vi ele, no chão, sem vida, eu me soltei do Lucas mas não consegui ir porque a porta estava se fechando e não tinha como passar, eu cai no chão e a Demi sentou do meu lado me abraçando, eu chorava e o Lucas só olhava para mim, chegamos no andar principal, ele me levantou e eu fui mancando com ele e com a Demi, entramos no carro e fomos embora, aquela cena do Mathew caído não saia da minha cabeça, ficava passando várias e várias vezes, eu chorava tanto, por favor Nicha, por favor, ele não merece isso, ELE NÃO MERECE, quero o meu Mathew de volta! Encostei a minha cabeça na janela do carro e deixei o cansaço e o sono me fazerem dormir.
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