Fairy Tales

1 I Don\'t Believe In Fairy Tales


Notas iniciais
Não resisti em escrever, gente *-*

Olhando a mesa vazia dele me quebra o coração.

Dói saber que ele não vai voltar. Nunca fiquei assim por conta de ninguém, nem com David, nem com Dean, nem com ninguém.

Só com ele. Ele me fazia sentir bem, e por algum motivo, eu me sentia no dever de contá-lo como me sentia.

Ele vai me achar uma idiota, tenho certeza absoluta disto.

Fin e Amanda finalmente assumiram que estão juntos, o que é um alívio. Melinda saiu com o marido. Nick resolveu passar na casa de Cynthia com Maria, para que ela conhecesse o irmão. Cragen está numa das reuniões dos AA.

E, eu, bem, eu estou aqui na delegacia, sozinha.

Acho que eu deveria sair, sei lá. Ter uma vida! Meu celular vibrou no bolso, repetidamente, e tirei-o com alguma dificuldade.

- Benson. — atendi de prontidão.

- Liv! — era a voz animada que eu tanto conhecia. — Que tal sairmos hoje? Sabe, uma noite de irmãos!

- E seus filhos, Simon? Onde vai deixá-los? — indaguei, preocupada.

- Eu vou deixá-los com os pais de minha esposa. Posso ir até sua casa? — indagou.

Olhei no relógio.

- Err, em uma hora e meia estarei pronta.

- Uma hora e meia? Onde você está?!

- Na delegacia. — respondi o óbvio.

Ele gaguejou.

- Er, certo. Vejo-te mais tarde. — e desligou.

E agora?

O que eu faço?

Acho que Cragen não notará se eu levar alguns relatórios para preencher no final de semana.

••

Cheguei em casa em menos de meia hora, estacionei o carro, e subi.

Jim, o porteiro, estava dormindo, como sempre faz depois das oito. Devia haver algum motivo para meu irmão decidir me encontrar do nada. Subi as escadas, até porque os dois únicos elevadores nunca eram consertados.

Cheguei no apartamento suando como uma condenada.

Aquilo, um dia, ainda matava alguém.

••

Havia acabado de terminar de me vestir, e prendi os cabelos num rabo de cavalo.

Andei até a cozinha, e bebi um gole d'água.

Assim que deixei o copo na pia, a campainha soou.

Abri a porta com um sorriso, imaginando que Simon estivesse sozinho, mas ele tinha companhia.

- Liv! — disse ele, abrindo os braços, para abraçar-me. Retribui o abraço e olhei para o ser em minha frente.

- Simon, quem é? — indaguei, num sussurro.

Simon virou-se para o homem, e puxou-o pela manga do casaco. Fitei meu irmão enquanto ele entrava com o homem.

- Simon, ainda não vejo nada. — disse ele. Eu estremeci.

- Espere aí, rapaz. — disse Simon, rindo.

Eu calei-o com minhas mãos, e puxei-o até meu quarto.

- Por que ele está aqui? — indaguei, pondo as mãos na cintura.

Ele gaguejou.

- Ele me ligou desesperado, Liv. Vou deixá-lo aqui, para que se resolvam. — e saiu correndo.

Eu pensei em gritar, para que meu irmão não fugisse, mas traria a atenção de Elliot para mim, então deixei-o ir.

••

Elliot estava apoiado na bancada, ainda com a venda, o que não me apavorou tanto.

- Simon? — chamou ele. — Simon, onde você está? Eu pigarreei, e ele suspirou, aliviado. — Achei que tinha me deixado sozinho, e, ainda por cima, sem ver nada.

Eu sorri.

Continuava com o mesmo senso de humor de antes.

Aproximei-me dele e toquei seu rosto.

- Ei, Simon? Onde estamos? — indagou ele, afastando-se de minha mão. — Err, desculpe-me, senhorita.

Eu sorri mais amplamente. Aproximei minhas mãos de sua venda, e comecei a retirar o nó que havia ali.

Ele pigarreou.

- Obrigado, Simon. — disse ele, suspirando.

Eu terminei, e respirei fundo, antes de retirá-la. Ele viu minhas mãos, e virou-se para mim, assustado.

Quando me viu, seu rosto tornou-se pálido.

- Oi, El. — disse eu, olhando-o envergonhada. Sua expressão era séria, mas seus olhos sorriam.

- Oi... Liv... — sussurrou ele, com a voz falhando.

Eu sorri timidamente, e coloquei a venda no balcão.

- Simon disse que me faria uma surpresa, eu achei estranho ele me ligar, mas...

- Ele também me ligou, falando que seria uma noite de irmãos, por isso eu vim pra casa. — rebati. Ele assentiu.

- Estava na delegacia. — ele disse.

- Uh-hum. — assenti. — Quer um drink?

Ele assentiu, sorrindo.

Toda a nossa timidez havia ido embora. Já havíamos nos reencontrado duas vezes, desta vez, só havia mais tempo entre os encontros.

Preparei uma de nossas bebidas prediletas, e levei-a até ele.

Ele pegou o copo de minhas mãos, roçando os dedos nas costas de minha mão, e de propósito!

- Bem típico, Stabler. — provoquei, indo pegar minha bebida.

Ele riu baixinho.

Peguei meu copo e sentei-me ao lado dele.

- Senti sua falta. — disse ele.

- Eu estava ao seu alcance. — respondi. — Aqui, ou na delegacia. Você ainda poderia ter me ligado, e...

Não acreditei quando ele me calou. E, ainda mais, com um beijo.

Afastei-me assustada.

- Elliot, pirou? — indaguei, levantando-me. Ele negou.

- Liv, eu sinto muito... — disse ele. Eu gaguejei.

- El, preciso lhe contar uma coisa... — gaguejei. Ele assentiu. — Eu... Eu não acredito em contos de fada, mas... Mas eu acredito em nós dois.

Pude ver sua expressão iluminar-se. Corei furiosamente.

Ele deixou o copo no criado-mudo e veio até mim. Envolveu minha cintura com seus braços e eu gaguejei.

- Me too. — e selou nossos lábios mais uma vez.

Quando nos separamos, eu sorri, e aproximei-nos novamente. Ele me abraçou fortemente, para, então, beijar-me novamente.

Notas finais
*-* mereço reviews pela coisa fofinha, não é? *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!