Notas iniciais
Oizinho! Desculpem-me pela demora para postar, eu esqueci totalmente e ainda mais que estou bolando outras fics tbm :3 Espero que gostem, e talvez no próximo tenha Nali e Gruvia pra quem gosta. Não se preocupem pq o Nali é bem pouquinho e o Natsu já deixou bem claro o que ele pensa da Lisanna nos capítulos anteriores, então tenham fé e não se revoltem hhauhushaus Boa leitura o/

Pov. Bisca

Consegui correr para o banheiro, e fiquei lá, na pia, encarando a mim mesma no espelho.

– Você está bem? – perguntou uma garota morena de olhos azuis e batom vermelho.

– Sim, estou. Obrigada. – falei segurando o choro que resolveu aparecer.

Lavei as mãos enquanto tentava controlar a respiração e segurar o choro. A única pessoa que eu queria abraçar era Alzack, mas eu não podia voltar para ele. Eu estava justamente fugindo dele.

– Dá pra dar licença, E.T.? – falou alguém do meu lado.

– O que? — murmurei pega de surpresa.

– Você tá atrapalhando o acesso às camisinhas femininas e pilulas, querida. – explicou a garota com um sorriso de deboche.

– Ah, me desculpe. – falei dando um passo mais para o lado.

– Ai, eu odeio gente idiota... – reclamou uma de suas amigas.

– Escrota... – riram.

Continuei na pia, porém mais para o lado, longe daquelas putas. A garota que antes tinha perguntado se eu estava bem veio falar comigo de novo.

– Bem fez você. O melhor é não arranjar confusão nesses lugares. – disse solidária.

– Obrigada. – respondi cabisbaixa. – Vou indo.

– Você não parece muito bem, por que não vai tomar um ar? Eu posso ir com você. – ofereceu.

– Na verdade... Acho que eu vou embora.

– Melhoras para você. — falou sorridente.

– Obrigada, de novo. – agradeci e sai do banheiro.

Quando estava saindo avistei Mirajane no corredor, a principio pensei em ir ao encontro dela, mas depois notei que Laxus estava com ela. Eles andavam na direção quartos-salão e antes de se afastarem o loiro puxou a pela cintura, eles se beijaram e Mira sumiu na multidão.

Esperei Laxus sumir também, então saí do banheiro. Fui andando rente as paredes do salão principal até a saída. Isso durou mais ou menos uns cinco minutos, quando finalmente consegui sair.

Lá fora várias pessoas fumavam, bebiam e conversavam debaixo da noite estrelada que fazia.

Respirei fundo e lembrei-me de todas as garotas que davam mole para o Alzack. Na faculdade, no serviço, nas baladas. Era como se eu não existisse, elas nem me notavam. E quando me notavam, faziam pouco caso como se ser a namorada dele não fosse grande coisa.

Fim Pov. Bisca

Pov. Alzack

Cheguei correndo no bar e perguntei para Gajeel se ele tinha visto Bisca em algum lugar.

– Não, cara. Eu não sai daqui ainda, hoje, e nem ela veio aqui. Por que?

– Ela sumiu, Gajeel! – gritei desesperado.

– Calma, Alzack. Ela deve ter ido ao banheiro. Ela deve ter te avisado, mas você nem notou, de certo. Ela não ter desaparecido assim! – tentou me acalmar, porém eu não conseguia. Eu sei que era bobagem, só que eu ficava imaginando um monte de coisas horríveis.

– Cara, ela não pode ter sumido assim, do nada!

– Fica calmo, Zack. A Bisca sabe se defender. Você perguntou para a Mira ou o Bickslow? Vocês não vieram com ele? – sugeriu.

– É verdade, eu ainda não perguntei para ele. Obrigado, Gajeel! – e sai em meio a multidão atrás de Bick.

Depois do que pareceu uma eternidade encontrei-o com uma garota de cabelos rosa numa parede. Ele estava com uma mão no rosto dela e a outra nos peitos dela e eu me perguntei porque eles não iam para um quarto.

Pensei em “Foda-se os dois” e corri até eles.

– Bickslow! Bickslow! Cara! – chamei-o desvencilhando-o da garota.

– Uou! Uou! Alzack, calma aí. Não tá vendo que eu tô ocupado?

– Cara, a Bisca sumiu! Você não viu ela? Eu não a acho em lugar nenhum, você tem que me ajudar, Bick! – implorei.

Ele suspirou e afastou a garota alguns centímetros.

– Como assim?

– A gente estava dançando e ela estava bem séria, aí desviei o olhar e quando fui me virar para beijá-la ela tinha sumido! Só consegui ver os cabelos verdes dela sumindo na multidão.

– Isso parece filme de terror, cara. Essa sua história tá muito estranha. Você não tá chapado? – perguntou chegando bem perto do meu rosto.

– Não, meu! Você me conhece! – gritei.

– Bickslow, quem é ele? – perguntou a garota chegando perto dele novamente.

– É meu amigo, Marcy. – explicou Bick.

– Vai demorar muito? – perguntou impaciente.

Bickslow deu um suspiro e por fim falou à garota:

– Olha, eu vou ter que ajudar ele agora. Mas depois a gente se vê de novo.

Marcy ficou me observando um pouco emburrada, mas por fim concordou dando um último beijo em Bick.

Fim Pov. Alzack

Pov. Bickslow

Enquanto procurávamos Bisca na multidão, cheguei mais perto de Al e lhe agradeci.

– Pelo que? – ele perguntou, confuso.

– Por tirar a garota de perto de mim. Cara, ela era horrível. Beijava mal e ainda não me deixava levar ela para a cama. – falei. O que era verdade.

Tipo, no começo eu achei ela bonita, começou a chamar a minha atenção. Até que eu curti o cabelo dela. Mas ela tinha um piercing na boca e aquilo tava arrebentando a minha boca. Achei que eu ia terminar a noite mutilado, por que ela não me largou mais com aquele ferro dela. Sem contar que ela morria de ciúmes, caralho! Ela me via olhando para outra menina e já tascava outro beijo horrível em mim, e ficava me tocando, me deixando excitado como se eu fosse seu cachorrinho. Mas ir pra cama comigo nem pensar né?

Fim Pov. Bickslow

Pov. Lisanna

Fiquei dançando sozinha depois que Loke roubou o Gray para falar com ele. Me senti um pouco insegura, por que eu nunca tinha ficado sozinha na multidão, acho. Mas tentei levar como uma experiência... hum... positiva.

Então lembrei que nem tinha ido ver a Levy, que trabalhava de DJ na Fairy Tail.

Comecei a abrir caminho para passar quando flagrei o olhar de um cara moreno de olhos verdes pra cima de mim. Aquilo me deixou muito nervosa. O que eu fazia? Eu nem conhecia ele!

Continuei caminhando por entre as pessoas até chegar ao patamar do DJ e, graças a Deus, não houveram mais interrupções. Falei ao segurança que eu era amiga da Levy e que meu nome era Lisanna.

– Sobrenome, por favor? – questionou olhando uma prancheta.

– Strauss. – respondi. – Lisanna Strauss.

Ele conferiu a lista que tinha nas mãos e me deixou subir.

Quando cheguei ao topo da escada caracol, encontrei Levy de costas com os fones de ouvido laranja se destacando entre seus cabelos azuis. Ela se balançava a cabeça freneticamente ao embalo da música e, de vez em quando, mexia algum botão na mesa à sua frente.

Fui até ela e toquei de leve um seu ombro, o que a fez saltar da cadeira.

– Lisanna!

– Oi! – falei.

– Que bom que você veio! Eu já ia descer, pegar uma bebida.

– Quer que busque uma para você? – ofereci.

– Não, imagina. Eu tô louca pra descer um pouco. Falando nisso, você viu a Cana?

– Eu não a vi, mas Mirajane disse que tinha falado com ela.

– Acho que ela não vai se importar que eu saia um pouquinho. – falou fazendo careta e nós rimos. – Espere um pouco, vou botar uma playlist para rodar sozinha.

– Como você consegue controlar tudo isso? – perguntei impressionada, o que deixou Levy um pouco vermelha, mas ela riu. Ela sempre ficava vermelha quando elogiavam sua inteligência musical.

– Vamos descer. – chamou puxando a minha mão.

Enquanto nos afastávamos do patamar preto, o garoto de olhos verdes apareceu do meu lado e me deu oi.

– O-oi. – gaguejei, um pouco assustada com o repentino aparecimento dele.

– Ah... Você vem sempre aqui? – perguntou.

Caramba! Mas que trovada tosca, pensei. Mas quando olhei seu rosto, vi que ele falava a sério. Não estava trovando, estava puxando assunto.

– Hum.. Sim. – respondi, sincera. – E você?

– Acho que posso dizer que sim também. – disse sorrindo.

Ele parecia ser uma pessoa legal, mas quando lembrei de Levy, ela já tinha sumido. Puts, sozinha, de novo. Exceto pela companhia do...

– Qual é o seu nome? – perguntei.

– Mattheus. E o seu?

– Lisanna.

– Nome bonito.

– Obrigada. – agradeci. Bom, talvez Mattheus fosse um pouco diferente dos trovadores convencionais.

– Quer dançar, ou beber alguma coisa? – ofereceu.

– Dançar. – respondi. Eu até estava com um pouco de sede, mas eu tinha vergonha de aparecer para o pessoal com alguém novo.

Começamos a dançar e Mattheus não desgrudava os olhos de mim. Nem sequer olhava as garotas com mini shorts ao seu redor.

Fim Pov. Lisanna

Pov. Gajeel

O bar estava todo animado, eu e Bacchus fazíamos malabarismos com as garrafas enquanto íamos enchendo os copos no balcão. Ainda bem que ele não me deixou sozinho essa noite, porque o pessoal tava enxugando mais que toalha de banho.

Eu estava fazendo um coquetel de morango, quando bem na hora que eu tava girando uma garrafa de Vodka, eu vi um cabelo azul sair da multidão e acabei botando mais Vodka do que devia.

Levy chegou e pegou o último banco vago do balcão.

– Bacchus me dá outra taça de plástico. – pedi.

– Pediram outro coquetel? – questionou com uma lata de cerveja na mão.

– Não, eu errei esse aqui. Vamo logo, cara.

– Tá, tá, Gajeel. Só não vai ficar errando as bebidas, Gildarts tá aí. – brincou alcançando uma tacinha. Eu ri.

– E você acha que ele liga pra isso? – eu dei uma gargalhada e Bacchus me acompanhou.

Fiz rápido outro coquetel e em seguida tomei num gole só, o que eu tinha feito errado.

– Olha quem tá ali. – falou meu parceiro apontando para a azulada.

– Cara, não vai me deixar sozinho aqui de novo, né? – joguei a isca. Se ele dissesse “sim”, é porque ele iria pegar a Levy. Se dissesse “não”, talvez houvesse a chance de não estar rolando nada.

Ele chegou mais perto de mim e comentou:

– Ela é muito baixinha, — respirei aliviado ao ouvir isso. — mas tem uma pegada...

Quase errei outro drink ao escutar o final da frase. Tudo bem, eu sabia que o Bacchus e a Levy já tinham se pegado, mas eu realmente não esperava ouvir aquilo.

– Porra, você tá que tá com essa Vodka aí, hein. Deixa que eu faço. – falou arrancando a garrafa da minha mão.

Demorou uns segundos até eu fazer a última pergunta.

– Bacchus. — chamei.

– Que foi?

– Vocês...?

Ele ficou me encarando até que entendeu o que eu queria dizer.

– Não, cara! – ele riu. – Claro que não! Olha o tamanho dela!

Fim Pov. Gajeel

Notas finais
Quem sentiu cheiro de Gale?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.