Fairy Tail: Vida Noturna
2 O Ínicio da Noite
Notas iniciais
Pov. Gajeel
Cheguei na Fairy Tail três horas antes da festa começar. Tinha que deixar prontas as bebidas e tudo o mais.
Entrei pela porta dos fundos e Cana e Gildarts estavam na cozinha comendo.
– E aí, galera. – cumprimentei.
– Foi, Gajeu. – falou Gildarts enquanto mastigava um sanduiche.
– Oi. – cumprimentou Cana lavando uns pratos na pia. – seu amigo Lucas esteve aí. – falou. – Os engarrafados estão lá no bar, depois você dá uma checada em tudo, eu não sei muito dessas coisas.
– Ah ta, sereno. Vou lá ver meus bebês, então. Falou galera.
– Falou. – respondeu Cana.
Segui até o final do corredor depois dobrei à direita e fui reto, passando pela porta de fitas e chegando ao salão principal. O ambiente era um retângulo bem grande e na ponta em que eu me encontrava ficava a mesa da nossa DJ, Levy McGarden. Levy era baixinha, tinha cabelos azuis e era bem irritadinha. Pelo menos comigo era, porque eu a chamava de MC Garden (eme-ci-garden, como cantor de funk, sabe?).
Levy era bem na dela, na real. Botava aqueles fones gigantes e ficava lá na mega mesa dela remixando as músicas e planejando as playlists que iam tocar na balada. Mas ela sabia se divertir também. Ela sempre pegava uns caras que vinham. Eles subiam lá em cima com ela e rolava. Porém, ela não passava disso porque precisava tomar conta das músicas da festa.
Ás vezes eu levava umas minas para trás do balcão, mas raramente a gente passava da segunda base, porque o pessoal bebia pra caralho e eu não podia perder meu emprego.
Por outro lado, eu ficava no outro canto da sala principal fazendo drinks numa correria desgraçada, devido ao meu parceiro irresponsável, Bacchus, que ao invés de ficar atrás do balcão comigo ia dançar e se divertir. Teve um dia que ele me deixou no maior sufoco, porque foi se divertir e acabou pegando a azulada. A Levy. Ah, meu, fiquei muito puto nesse dia. Nem foi tanto pelo sufoco, mas... Bem, você entendeu.
Pensei em dar oi para ela, mas como ela estava concentrada nos fones passei reto e fui me concentrar no que eu era especialista: as bebidas.
Comecei a abrir os engarrafados e as caixas e a organizar os sucos na geladeira, as Natashas, os energéticos e as Marulas nas estantes. Peguei os morangos e outras frutas que eu colocava nos drinks e comecei a cortá-las para já deixa-las prontas no refrigerador. Arrumei em cima do balcão o liquidificador e outros aparelhos especiais que a Cana me deixou comprar, como espremedor, batedor e uns dez daqueles copos de alumínio.
Eu adorava a hora em que as luzes normais eram trocadas pelas luzes roxas, verdes e vermelhas, quando a música ficava alta e vinha toda aquela gente comprar álcool. Cara, como eu gostava daquela vida.
Fim Pov. Gajeel
Pov. Levy
Eu tinha chegado umas quatro horas antes da festa começar, fiz um lanchinho com Cana e Gildarts e corri para o meu canto, que ficava acima do chão. Lá, sim, era o meu lugar.
Eu tinha que ajustar as playlists quase sempre para os baladeiros não enjoarem. Então, eu própria fazia uns remix de algumas músicas que estavam no topo das paradas ou, então ficava catando nos sites de músicas sons que eu penso que o pessoal pode gostar.
Fiquei muito feliz quando consegui comprar um fone da Beats com cancelamento de ruído. Nossa, que maravilha. Nenhum, absolutamente nenhum ruído atrapalhava a batida. O ruim é que eu não ouvia se me chamavam, aí a Cana tinha que subir lá em cima para comunicar alguma coisa.
Uma ideia muito legal que eu tive, foi de deixar uma prancheta na ponta da escada para as pessoas escrever qual musica gostariam de pedir. Se eu tivesse eu botava na hora, se não, daí eu pesquisava e fazia uns ajustes.
Quando eu via que tinha bastantes amigos meus, eu deixava uma playlist bem grande tocando e descia para curtir junto com eles, desde que nada desse errado com o som, o Gildarts permitia. No geral ele era bem liberal. E, de vez enquanto eu puxava algum cara bonito lá pra cima comigo, mas nada passava dos beijos e dos amassos, porque eu estava em serviço, né.
Eu mal vi Gajeel chegar uma hora depois que eu tinha chegado. Estranhei que ele nem tinha pegado no meu pé me chamando de MC Garden, que era como ele me chamava quase sempre.
Eu não era muito chegada nele porque eu o achava maneiro demais. O tipo de pessoal que se relaciona com todo mundo, conhece todo mundo. Sei lá, não gosto muito disso, sou mais de ficar junto dos meus amigos em que sei que posso confiar. Acho que, por não gostar desse jeito dele acabo não falando muito com ele.
Mas, voltando ao assunto da festa, estou doida para botar para quebrar.
Fim Pov. Levy
Pov. Natsu
Hoje a gente marcou com a galera de ir para a Fairy Tail curtir.
Íamos eu, Lisanna e a irmã dela, Mirajane, Bickslow, Alzack, Bisca, a princípio. Eu sabia que Leo e Gray iriam também, mas não com a gente. Dos outros eu não sabia dos planos.
Eu estava sentado no sofá vendo Velosos e Furiosos sei lá qual número quando escutei uma buzinada. Eram Mira e Lis num carro azul escuro que na verdade era da sua mãe.
– Pai! Estou indo! – gritei para avisar e saí porta afora colocando as chaves de casa no bolso e o celular junto com um maço de dinheiro para a bebida.
– Oi. – falei ofegante ao entrar no banco de trás do carro. Cumprimentei Lisanna com um beijo no rosto, mas não pude fazer o mesmo com Mirajane porque ela estava no banco da frente. – Laxus! – espantei-me ao vê-lo. – Fala aí, cara. – cumprimentei-o com um aperto de mão.
– Oi. Então vai se embebedar hoje, Natsu? – ele riu.
– Ôôô. – respondi rindo.
Levava mais ou menos dez, quinze minutos até chegar à Fairy Tail e percorremos o caminho rindo e contando piadas, fazendo apostas de quantos cada um pegaria hoje.
– Ih, Natsu! Você vai pegar umas dezesseis! – chutou Mira fazendo a gente rir com esse exagero dela.
– Ah! Nada a ver, Mira! – gritei.
– Capaz que não! – respondeu o Laxus.
Laxus é quem pegava todas na verdade. Teve uma vez, se eu não me engano, que ele foi para a cama com a Cana, a filha do dono da Fairy Tail, mas tem gente que diz que ele gosta mesmo é da Mirajane. Vai saber.
A gente chegou lá e Bick, Alzack e Bisca já estavam na entrada nos esperando.
– Até que enfim! – gritou Bickslow ao nos ver. – Vamos! Vamos entrar logo.
Compramos nossos ingressos e, então entramos.
Fim Pov. Natsu
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