Não os segui, fiquei encarando o nada. Mais logo fui tirada do meu transe por uma voz familiar. Me virei para trás e vi ele. Aquele garoto que me tirou do meio da multidão.

- Oi – quando virei nossos olhos azuis se encontraram.

Eu falei uma coisa muito educada e inteligente do tipo.

- Ha.

- Você está bem?

- Aram.

Fiquei paralisada, ele era mais lindo de quando eu tinha olhado a primeira vez. Vestia uma regata branca e uma calça jeans.

- Eu ainda não te agradeci daquele dia.

- Imagina – ele pegou meu braço sem me machucar – vem vamos sair desse tumulto – e meu puxou para perto do banheiro.

- Desculpe não me apresentar. Prazer meu nome é Vitor.

- Prazer meu nome é... — não eu não iria falar o meu nome apenas apelido – Malu.

Silêncio.

- Está bem movimentado, acho que é porque é o ultimo fim de semana das férias.

- Você não é daqui né? – parabéns, com tanta perguntas você vem logo perguntando sobre o seu sotaque.

- Não na verdade eu nasci aqui e Porto Alegre mais eu estava morando nos Estados Unidos. Porque percebeu meu sotaque?

- É, você é maior de idade né, eu vi você estava com uma moto.

- Não, tenho 17 mais lá é permitido dirigir com 16. Você também deve ter essa idade, estuda aonde?

Perguntas bestas rolavam. Ele me contou que iria estudar na mesma escola que eu e iriamos ser colegas.

- Malu. – o Leo me chamou lá de dentro vindo à minha direção.

- Oi Leo, esse aqui é o Vitor ele vai ser nosso colega.

- Bem eu vou indo, vai rolar uma festa hoje de noite espero que você vá.

Eu não disse mais nada só o vi desaparecer na multidão.

- Cadê a Mari?

- Ela já está vindo, só foi lavar o rosto.

- Vocês conversaram?

- Sim

- E o que aconteceu?

- Malu, não se desespera mais rolou um beijo, mais fingi que nada aconteceu.

- Aleluia – eu dei uma espécie de grito de vitória.

- Ela ficou um pimentão depois dele, então pediu licença e foi no banheiro. Ela tem que ir embora o pai dela está esperando no estacionamento.

- Espera um pouco vou lá ver como ela está.

Sai correndo em direção ao banheiro quando entrei vi a Mari ajeitando o batom na frente do espelho, quando me viu deu um sorriso de orelha a orelha e me abraçou.

- Eu nem acredito.

- Vocês voltaram?

- Não, mais eu quero esperar mais um pouco.

- Pena que você tem que ir embora.

- É

- Para de se arrumar e vem logo.

Ela botou o batom na bolsa ligeiro enquanto eu a puxava.

- Eu vou ter que ir tá?

Ela me abraçou e deu um beijo na minha bochecha, e no Leo bem praticamente um “Celinho”.

- Vem Leo para com essa cara de bocó e vamos almoçar.

- Eu estou com cara de bobo?

- Não, só de apaixonado mesmo.

Depois que fomos almoçar contei mais detalhes sobre o Vitor. Quando já eram umas 07h30min resolvemos ir para minha casa assistir o filme que ele tinha me dado. Coitado do Leo estava cheio de coisas que eu fiz ele comprar e coisas que eu comprei.

Cheguei em casa e já botei o filme, começamos assistir, quando já eram 8:30 ele disse que era para min me arrumar que nós iriamos na festa que o Vitor tinha falado. Eu comecei a pular de alegria.

- Vem me ajudar a escolher a roupa.

Escolhi uma saia rosa e uma blusa preta.

- Não — o Leo disse com a maior cara de pau!

- Leo já é a 10° roupa que eu experimento hoje.

- Bota um vestido, fica mais bonito vestido do que saia.

- Você é um gay sabia!

Coloquei um vestido preto de saia rodada que eu amava e um salto preto também.

Quando sai o Leo fez apenas um “Ok” e disse que era para min passar a tal da “maquiagem” logo.

Saímos de casa e o Leo me levou para uma casa onde se dava para escutar o som lá de fora.

- Espera! – eu disse parando perto da calçada – tem certeza que essa é a “balada”?

- Querida eu conheço quase todos os lugres que rolam festa, você acha que eu não ouvi falar dessa?

- Mas e se não for? – protestei.

- Simples a gente procura, as outras 100 que faltam.

- 100?

- É agora deixa de drama e vamos entrar.

Estávamos entrando quando um homem parou a gente na porta.

- Vocês têm convites?

- Não, mais somos amigos do Vitor.

- Como é o nome de vocês?

- Malu e Leo.

- Ah claro, sejam bem vindos, é subindo as escadas.

Quando subimos vimos um salão enorme. Havia tanta gente lá dentro dançando que não dava nem para ver o chão. Mais logo vi o Vitor, que quando me notou veio em nossa direção.

- Oi – ele disse.

- Oi Vitor — eu disse meia envergonhada.

- E ai Vitor.

- Vocês querem beber alguma coisa?

- Eu vou ali pegar um guaraná. Quer alguma coisa Malu?

- Ha um agua por favor.

O Leo saiu andando em direção a mesa me deixando sozinha com ele.

- Você que fez essa festa?

- Não, foi meu irmão, ele veio também dos Estados Unidos e queria comemorar um pouco.

Olhei pros lados tentando reconhecer alguém.

- Você quer dançar? – ele disse já me puxando para a pista.

- Não, eu não sei dançar.

- Vem eu te ensino.

Bem na verdade eu sabia dançar, mais não era em casa e nem com meus amigos era com ele, era com o Vitor.

Notas finais
Vitor ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.