Notas iniciais
Yoo! Aqui está o segundo e último capítulo, e vai para a Gabi-chan(que faz hoje) e a Bea-chan, que é a próxima ^,^

Crocus, Grandes Jogos Mágicos, X791

Baelfyre Corvo Insano bebia uma taça de vinho enquanto observava a arena de Crocus pela janela de seu “camarim” de preparo quando ele ouviu o som de alguém batendo em sua porta.

- Corvinho? — chamou Flare colocando a cabeça pela fresta da porta(N/J: Isso é um péssimo trocadilho com “Raven-haired” um termo usado em inglês para definir alguém de cabelo muito escuro. E como a Flare chama as pessoas pelo diminutivo da cor de seus cabelos...) — Tem umas pessoas aqui querendo te ver.

- Fãs? — perguntou ele com um suspiro de cansaço.

- Não, três encapuzados — disse ela, o olhando com aquele seu eterno olhar assustado.

- Amigos, então — disse ele inclinando a cabeça — Deixe-os entrar, e depois vá tomar um suco ou coisa do tipo, eu não perderei o horário da minha luta.

Mesmo com mantos com capuzes, Jereffer pode reconhecer os três, coisa que o deixou furioso.

- De quem foi a idéia genial de entrar em um EVENTO DO CONSELHO MÁGICO? — perguntou ele brandamente, sem alterar o timbre de voz até o final.

- Estamos caçando a pessoa que tem a assinatura mágica semelhante á do Zeref — disse Ultear mal-humorada — Mas essa pessoa misteriosa conseguiu escapar, e precisávamos de uma desculpa sobre o que estávamos fazendo aqui, então...

- Isso explica esses dois pedaços de pano enfiados dentro da camisa do Jelly-chan? — riu ele — Sim, muito esperto, se aproveitar do meu bem conhecido gosto por acompanhantes para escaparem de ter que responder perguntas complicadas.

- Genial, não é? — disse Jellal, indicando a idéia fora dele.

- Sim, apesar que eu não sei como acreditaram em você — disse ele para Jellal — Sua voz passiva deve ter contribuído, mas esses lenços aí... os guardas sabem que eu só aceito peitudas, então, isso abre maus precedentes, e assim que eles forem conhecidos, logo uma turba estará acampada na minha porta.

Aquilo causou um revirar de olhos coletivo.

- Como sua vida se tornará algo triste — ironizou Ultear — Você não tem uma luta com os Dragões Gêmeos em alguns minutos? Você deveria estar meio pelado? — perguntou ela, gesticulando para o fato de ele estar usando apenas calças.

- Estou esperando até que se vestir seja uma necessidade, minha armadura é infernalmente quente — disse ele, enquanto esvaziava a taça com um longo gole — E você não pode esperar que eu enfrente aqueles dois completamente sóbrio!

- Que estranho, eu achei que você diria algo sobre “acabar em alguns segundos”... — disse Jellal surpreso

- E eu poderia, obviamente — disse Jereffer como se fosse óbvio — Mas existe um limite a ser cruzado de quanta atenção você pode chamar enquanto vive um disfarce, digamos que eu terei que maneirar.

- Então você é um homem morto — disse Ultear alegremente — Posso ficar com sua moto?

- Você é tão engraçada que caso precisasse viver das suas piadas, seria mais magra — disse ele acidamente — Agora dêem o fora daqui, já papeamos por tempo o suficiente para que o disfarce da ocasião fosse mantido. Primeiro dois, depois mais um, não queremos fofocas sobre velocidade.

- Seu desejo é uma ordem — disse Jellal com uma mensura zombeteira e puxando o capuz sobre o rosto. Ultear também puxou o dela — Meredy, fique por último, caso algum guarda ou cavaleiro das runas resolverem fazer perguntas, você é fofa o suficiente para parecer uma stalker apaixonada.

- Ei! — protestou Meredy corando, mas ela já estava saindo.

- Ignore, pequena, ela só diz isso porque já está muito velha para... — ele não conseguiu completar pois ela apanhou a o vaso decorativo ao lado da porta contra ele. Ele fez um movimento evasivo que apenas uma pessoa semi-alcoolizada é capaz de fazer. O vaso passou zunindo sob sua cabeça e saiu voando através da janela.

- Quanto agressividade — resmungou ele piscando, enquanto ia apanhar sua armadura, que estava montada sob um apoio de madeira. Ele notou que Meredy estava constrangida — Não precisa ficar encarando a parede, pequena, eu não preciso me despir mais do que isso para colocar a armadura.

Meredy levantou os olhos, ainda com um traço vermelho no rosto, enquanto Jereffer escorregava uma larga camisa através do pescoço.

- Geralmente não é necessário alguém para ajudar uma pessoa colocar a armadura, caso ele não use magia de reequipagem?

- Sim, mas essa coisa de escudeiros e pajens é muito afeminada pelo meu gosto, apalpadelas demais para uma coisa simples — disse ele, enquanto se esforçava em prender a placa de peito no lugar, sendo que para colocá-la no lugar ele devia manter os braços estendidos.

- Então você deveria arranjar uma garota para fazer isso para você — sugeriu Meredy — Quem sabe uma dessas que acaba na frente da sua torre esteja disposta a fazer esse e outros serviços.

— Magnífica idéia, mas você já serve- disse ele, enquanto ela ruborizava, e então ele riu — Pela bondade divina, me ajudar a vestir a armadura, sua pequena criatura maliciosa! Aquilo fez ela soltar vapor por diversos pontos do rosto.

- Eu não interpretei isso de forma maliciosa! — afirmou ela de forma zangada, enquanto o ajudava a colocar a placa no lugar., deslizando os dedos por seu peito á procura de espaços incomodos entre o tecido da camisa e a armadura.

- Sim, e eu sou celibatário — disse ele assentindo com diversão — Agora a placa de costas, por favor?

Ela bufou e pegou o pedaço maciço de aço.

- É pesada — comentou ela, enquanto prendia a peça em seu lugar.

-É aprova de dragões — disse ele com simplicidade — É praticamente possível se esquivar de dois ao mesmo tempo. Então o jeito e agüentá-los.

- Mas você não estará sozinho, não é? — disse Meredy gesticulava para ele ficar preparado e lhe colocava o gorjal — Tem aquela garota da sua guilda...

- Flare? — disse ele com diversão, enquanto ela deslizava os dedos pelo pescoço dele em busca de algum elo quebrado que pudesse o furar — Sim, eu terei a ajuda dos cabelos mágicos dela, então essa luta está praticamente ganha.

- E de qualquer maneira, é apenas um festival, não é? Não são lutas realmente a sério — disse ela em voz baixa, terminado o serviço e apanhando a espécie de meio saiote de aço que permitia se movimentar e protegia relativamente as pernas.

- Você está tentando me convencer ou se convencer? — brincou ele — Você se preocupa demais, pequena.

- Não enche — resmungou ela vermelha. Ela se aproximou para prender a peça de armadura no sinto, mas ele sacudiu a cabeça.

- Deixa que eu faço essa parte — disse ele com delicadeza. Só então ela notou que para uma pessoa vestir aquilo em outra, teria que ficar praticamente ajoelhada na frente do outro e de forma bem... sugestiva.

- Err... vai preferir quais armas? -perguntou ela atrapalhadamente, tentando tirar certas idéias da cabeça.

- O escudo em forma de pipa e o machado longo — pediu ele — Eu estou mais inclinado a quebrar ossos hoje do que fazer delgadas disputas de espadachim.

- Bom, no final você vai acabar lutando com ilusões e explosões mesmo — disse Meredy dando os ombros, apesar que isso vai decepcionar suas fãs, elas adoram te ver segurando uma espada.

- Eu realmente prefiro não imaginar o porquê — disse ele ajeitando o cinto e vestindo suas manoplas — Já estou lindamente couraçado, eu tenho que ir chutar alguns traseiros. Deseje-me sorte.

Ela balançou a cabeça, e ele deu uma piscadela antes de sair.

____________________________________________________________________________

A cabeça de Jereffer girava quando ele abriu os olhos, e tudo que ele viu foi um teto branco e uma lâmpada que brilhavam de forma pálida, e o cheiro de ambiente de desinfecção pairava no ar.

- A enfermaria — disse ele, sentindo a garganta áspera — Eu cheguei até aqui com as minhas próprias pernas?

- Com a sua perna, você quer dizer — disse uma voz familiar em tom de repreensão — O sistema de leitura de nervo no seu joelho esquerdo deve ter quebrado durante a luta, então você estava com um andar semelhante ao de uma lesma aleijada.

Ele piscou os olhos para clarear a visão. Não funcionou muito bem.

- E eu ganhei, pequena? — perguntou ele com um meio sorriso.

- Empate técnico devido a todos os competidores ficarem fora de combate simultaneamente — disse Meredy puxando a cortina que rodeava a maca dele — Que idéia foi aquela?

- Destruição dimensional — disse ele enquanto se esticava preguiçosamente — Eu descobri que é possível usar a magia de encarnação para separar a área alvo em camadas “carnais” e destruir essa área explodindo o ar. Mas a formula da minha magia a parte, qual é a do cosplay de enfermeira?

Aquilo a fez bufar, enquanto ajeitava o chapeuzinho no lugar.

- Você está apenas em recuperação, não é permitido acompanhantes, então...

- Sim, o velho truque de nocautear um funcionário, o esconder amarrado dentro de algum armário e se passar por ele com seu uniforme, muito esperto — disse ele com aprovação.

- Na verdade eu simplesmente peguei isso do almoxarifado deles — disse ela inclinando a cabeça e sorrindo.

- Droga, você faz a nobre arte da falsidade ideológica parecer inútil — disse ele brincando — Eu quebrei alguma coisa além do meu circuito?

- Nada, só zerou sua magia, mas provavelmente vão fazer você ficar aqui até anoite, não parecerá natural você sair andando daqui tão rápido.

- Eu não sou muito fã de coisas naturais — disse ele piscando. Ele se sentou na maca e esticou os músculos, que estralaram sonoramente por baixo da fina camisa de hospital em que o tinham vestido. O que sobrara de sua armadura estava empilhado na beirada da cama, assim como o monstruoso machado que ele usara como arma — Você pode abrir a janela? Esse cheiro de ar desinfetado me deixa doente.

Foi uma péssima idéia. Bastou a visão dele desperto para as pessoas que se aglomeravam na janela saírem em uma corrida louca para dar a volta e entrar no edifício.

- Oh não, aí vem a horda — disse ele em um tom resignado — Eu recomendaria você sair da frente da porta, elas vão entrar atropelando tudo.

As fangirls entraram como uma manada em debanda, e as outras enfermeiras,

encarregadas dos outros pacientes, apenas deram olhares irritados para todo o barulho.

- Para onde foram os tempos onde as pessoas ligavam para a segurança? — resmungou ele, e colocou um sorriso falso no rosto enquanto era assediado por perguntas.

Ele respondia tudo lentamente, o olho posto na mudança de cor que ocorria em Meredy. Quando algumas das garotas mais atrevidas sugeriram que o abafamento das roupas podiam prejudicar os ferimentos dele, ela finalmente explodiu.

- Ele precisa descansar, dêem o fora! — esbravejou ela, apanhando o machado pousado ao lado da cama e pondo as fangirls em debanda ao persegui-las.

Uma gota de suor escorreu na parte traseira da cabeça dele. Com estalar de dedos, a monstruosidade de metal que era a cabeça da arma se transformou em um cotonete gigante.

Uma das enfermeiras notou aquilo, e deu um sorriso apaziguador, enquanto se aproximava com uma tigela daquela água acastanhada que se passava por sopa naquele lugar.

- A novata tem problemas em controlar o temperamento — comentou ela, enquanto via a garota expulsar as fãs invasoras agitando a arma, sem notar a transformação que ocorrera nela.

- Alguns culpariam a má influência — disse ele de forma inocente, enquanto ela depositava a bandeja — Essas coisa repugnante aí tem remédios, certo?

- Exato, senhor, beba tudo para se recuperar — pediu ela — Isso é... — ela pareceu tentar lembrar-se de algum nome

- Extrato de aceleração delta-C? — sugeriu ele — Ouvi dizer que voltou a ser produzido a alguns anos...

- Isso! Depois de um sono, sua magia e estará novinha em folha!

- Certo, acho que vou ter que confiar na inteligência do desenvolvedor — disse ele de forma divertida enquanto emborcava a sopa com uma careta.

_________________________________________________________________

Jereffer acordou bocejando. A janela ainda estava aberta, revelando o céu já escuro. Ele mudou levemente de posição para tentar ficar mais confortável, quando sentiu algo lhe fazer cócegas na barriga.

Era a cabeça de Meredy, adormecida sentada na cadeira ao lado da maca, e que provavelmente, quando começou a cabecear de sono, se apoiara no estofado da maca.

- Ei, acorde, pequena — sussurrou ele se inclinando ele afagando os cabelos dela com sua mal de carne-e-osso. Ela resmungou algo — Toda essa sua dedicação vai te deixar com torcicolo.

Ele abriu os olhos e bocejou.

- Bom, alguém tinha que vigiar que aquelas retardadas no cio não voltassem — disse ela com ferocidade, antes de sorrir simpaticamente — E ah, não é nada demais, eu me lembro de você ficar me fazendo compania uma vez que eu estava doente.

- Sim, mas eu saí quando você dormiu — lembrou ele sabiamente — Você se preocupa demais, pequena.

- Então não me de motivos para ficar preocupada! — protestou ela — Eu só me preocupo tanto porque... — ela ficou vermelha e se calou.

Jereffer levantou o rosto dela apoiando a mão em seu queixo.

- Por que você gosta de mim? — perguntou ele suavemente. O vapor que escapava do rosto dela aumentou em intensidade — Pequena,a ausência de sinais exagerados como esse não querem dizer que eu também não gosto muito de você.

- Mas você ainda me trata como criança!

- Oras, eu realmente gosto de você, da única maneira que eu sei gostar de pessoas — disse ele dando os ombros — E isso pode ser um pouco diferente da definição coloquial de “romanticamente”.

Aquilo a fez soltar um ganido tristonho, mesmo que ela estivesse radiante de ouvir aquilo, e que o assunto tenha surgido tão espontaneamente. Aquilo fez com que uma súbita desconfiança lhe ocorresse.

- Você soube o tempo todo, não é? — perguntou ela, e ele riu, acariciando a bochecha dela.

- Não todo o tempo, apenas parte do tempo — disse ele de forma defensiva — E de qualquer maneira, eu não podia atropelar o seu amadurecimento revelando isso....

Ela o calou com um beijo. Quando eles se separam, ela estava corada e sem fôlego, ele, sem nenhuma grande reação.

- Isso é maduro o suficiente para suas definições não coloquiais?

- É algo a ser tentado — admitiu ele, com um meio sorriso, acariciando o rosto dela.

Notas finais
The End
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.