Às 6h da manhã, Clover e Sam já estão dentro do táxi a caminho do aeroporto. Sam lê um panfleto sobre o Princeville Palace e checa os documentos e passaporte enquanto Clover observa o caminho, impaciente.

— Bem que a Whoop podia emprestar um jato pra gente ir, sabe? – ela fala alto na esperança de o Jerry quem sabe estar ouvindo e atender a esse pedido também.

— Seria generosidade demais até para o Jerry, e aliás ele não quer que fiquemos muito mimadas. – ri Sam.

O telefone de Sam então começa a tocar e o nome de Alex aparece na tela.

— É a Alex! – diz Sam, atendendo a chamada de vídeo.

— Ei bebê!!! – diz Clover, fazendo um tchauzinho para a tela do celular de Sam, onde está o rosto de Alex.

— Oi gente, desculpa a demora pra ligar, quando eu cheguei aqui era madrugada aí e eu não queria atrapalhar o sono de vocês... – ela diz.

— Aw, você não ia atrapalhar, como foi o voo? – diz Clover.

— Foi bem, tinha um moleque que queria roubar o Ollie, mas eu falei tudo pra mãe dele, fora isso foi tudo bem.

— Que bom, aproveita bem a estadia aí, manda um abraço pros seus pais. – diz Sam.

— Pode deixar... ei, vocês estão em um carro?

— Ah é, Alex você não acredita, o Jerry deu férias pra gente e nós vamos passar o final de semana em hotel novo no Havaí!!!!! – diz Clover animada.

— Havaí??? Não acredito!!

— Sério, e a Whoop vai pagar tudooo!!!

— Ahh, queria ir com vocês!!!

— A gente queria que você estivesse aqui pra ir com a gente também!

— É, ia ser tão legal... – diz Clover.

— Ah mas aproveitem aí vocês duas, vocês merecem umas férias também, depois me contem tudo sobre o novo hotel, qual o nome dele?

Princeville Palace, tem spa e tudo. — diz Sam.

— Nossa que tudo!

— Pois é, nem acredito que estamos saindo de férias de verdade, e nem acredito que a Sam concordou em ir, achei que iria querer passar as férias enterrada nos livros dentro do quarto!! – diz Clover rindo.

Sam rola os olhos.

— E perder um hotel novo no Havaí? Vai sonhando! – diz Sam e Clover olha para ela sorrindo. Sam olha para ela e sorri também.

— Ei gente, tenho que desligar, aqui são 3h da tarde e a gente está indo em uma apresentação no teatro e não pode celular.

— Tudo bem, a gente se fala mais tarde. – diz Sam.

— Tá bom, se cuidem vocês duas hein, eu amo vocês, me liguem quando chegarem.

— Pode deixar a gente te ama muito também e já estamos morrendo de saudades!! – diz Clover e Sam concorda.

— Eu também!! Muita saudade! – diz Alex e elas então se despedem.

Ao chegarem no aeroporto, Clover tem um caso de paixonite com um comandante jovem e bonitão que passava por lá.

— Ai ele é muito lindo, muito lindo!!! – ela diz enquanto olha para o rapaz de olhos azuis. Sam rola os olhos rindo.

— Já estava demorando né Clover.

Elas embarcam no avião. A poltrona de Sam estava marcada como sendo a do lado da janela e a de Clover a do corredor. Apesar de sempre gostar de ir na janela Clover não diz nada, provavelmente Sam iria dizer que cada uma tinha que ficar na poltrona que estava na passagem.

— Você quer ir do lado da janela? – pergunta Sam gentilmente quando elas vão se sentar, para a surpresa de Clover.

— Mas... você não é na janela? – ela pergunta.

— Sim, mas pra mim não faz diferença, eu vou ler um livro mesmo.

— Hum, então tá. – diz Clover animada, se sentando na poltrona da janela. Elas se arrumam e logo a aeromoça anuncia a decolagem e reforça que todos devem estar de cinto e todos os celulares desligados.

Na decolagem, Clover olha pela janela e então aperta a mão de Sam forte, encostando na poltrona, tensa. Sam olha para suas mãos e então olha para Clover com um olhar divertido e confuso.

— Clover?

— Eu odeio esses aviões de passageiros. – diz a loira.

— Você lembra que dirige jatos a uma velocidade muito maior, e já pulou de aviões caindo, certo? – pergunta Sam.

— É eu sei... mesmo assim, é diferente. – ela diz. Sam sorri balançando a cabeça e quando o avião estabiliza, Clover suspira aliviada e Sam abre um livro para ler.

— Você nunca se cansa de ler? – pergunta Clover a ela, pegando o fone de ouvido.

— Não. E aliás o que mais eu vou ficar fazendo nas próximas cinco horas de voo?

— Ouvindo a última sensação da Rogers Mountain? – diz Clover colocando o fone – Eu vou dormir um pouco, me acorda quando chegarmos. – ela diz, fechando os olhos enquanto relaxa.

Cinco minutos depois ela mexe na poltrona e então espia Sam com um dos olhos.

— O que está lendo? – ela pergunta à ruiva, se inclinando perto dela e tirando um dos fones do ouvido.

— Os Lusíadas.

— O que é isso?

Sam olha para Clover, apertando as sobrancelhas como se a pergunta fosse uma afronta.

— Você andou faltando nas aulas de literatura?

Clover rola os olhos.

— Ah qual é, você sabe que não é minha matéria favorita.

— É uma obra de poesia épica portuguesa, escrita pelo português Luís Vaz de Camões no século 16. – diz Sam, mostrando a capa do livro para Clover. – É um clássico da literatura portuguesa.

— Hum... e é legal?

— Eu gosto... olha essa parte: “As asas ao sereno e sossegado Vento, e do porto amado nos partimos. E, como é já no mar costume usado, A vela desfraldando, o céu ferimos, Dizendo:- «Boa viagem!»; logo o vento Nos troncos fez ousado movimento. “

Clover observa Sam enquanto a ruiva lê. Sam então olha para ela e Clover sorri levemente.

— É bonito. – ela diz.

— É. – diz Sam.

Clover então coloca o fone de volta e deita a cabeça no ombro de Sam, fechando os olhos. Sam sorri levemente e então continua a leitura.

Clover dorme como um anjo durante duas horas seguidas.

— Ei, dorminhoca... – diz Sam rindo quando Clover se espreguiça.

— Quanto tempo eu dormi? – diz a loira bocejando e coçando os olhos.

— Umas duas horas. Eu peguei limonada com gelo pra você.

— Valeu Sammy. – sorri a loira, pegando a limonada.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.