Férias na Austrália
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Acordei inspirada nesse dia, então resolvi convidar as meninas para ir à lanchonete do Cody. Elas aceitaram, pois desde quando nós havíamos chegado lá, elas não tinham ido à praia.
Chegando lá, sentamos numa mesinha que ficava virada de frente para a areia do mar, e, confesso que não fiquei muito surpresa, mas quem veio nos atender foi o Cody.
Como a Beatriz e a Mariana não falavam inglês, eu tinha que pedir tudo por elas, então eu disse ao Cody (tudo em inglês, claro):
– Olá, Cody, como vai?
Ele ficou tão surpreso por eu tê-lo cumprimentado na frente das minhas amigas e, logo em seguida, ele me respondeu:
– Tudo bem, e você?
– Bem também — disse.
– Já sabem o que vão pedir?
Combinei com elas e pedi.
– Queremos três limonadas, por favor.
Ele saiu, e nós três começamos a conversar, quando, eu percebi que, numa mesa uns dez metros longe da nossa, um menino não parava de olhar para o meu lado. Olhei para o lado e, de novo, não havia nada de legal atrás de mim. Comentei com as minhas amigas e, nesse momento, o Cody chegou com o nosso suco. Perguntei se ele conhecia e ele me disse que não.
Nessa mesma hora, aquele menino veio para a minha mesa e disse:
– Oi, tudo bem, quer dar um mergulho comigo?
O Cody ficou assustado, mas não mais do que eu. Traduzi para as minhas amigas que, não sabiam que eu conhecia o Cody e elas me mandaram ir nadar com o garoto. — nessa hora o Cody fez uma cara tão feia que eu achei que ele tinha provado nossa limonada sem açúcar.
No caminho para a água, o garoto se apresentou:
– Prazer, sou Nathan. — ele também falava inglês.
– Angélica.
– Vamos nadar lá no fundo?
Eu nunca gostei muito de nadar no fundo, mas, por fim, acabei concordando.
– Você é a menina mais linda que eu vi nessa praia, sabia? — ai, que cara falso.
Tentei disfarçar a minha vergonha olhando para cima, mas acho que não deu muito certo. Nesse momento, ele pegou na minha mão e me puxou.
– Vamos, eu vou te ensinar a nadar lá no fundo. Percebi que você não gosta muito, não é?
– É sim. — respondi, sem muitos detalhes.
Ele parecia muito gentil, me ensinando o que fazer lá fundão, porque eu nem conseguia alcançar meus pés no chão.
– E... Quando vir uma onda, você tem que prender a respiração e mergulhar, entendeu? Se você quiser, pode segurar na minha mão.
– Tudo bem. — na verdade eu ainda não sabia muito bem o que fazer lá.
Segurei na mão dele, e enfim, veio uma onda, mas antes de eu pensar em fazer alguma coisa, já estava debaixo d'água, e o Nathan, tinha soltado da minha mão e simplesmente desaparecido. Tentei voltar para a superfície, mas foi em vão.
(...)
Acordei nos braços do Nathan, já na areia. Ele disse que eu havia me afogado. Então, me levou de volta para a lanchonete, e, chegando lá, eu o convenci a me deixar ir andando. Dei alguns paços, quando vi o Cody do meu lado, que perguntou se eu estava bem, e acabei caindo, mas dessa vez em cima do Cody, que me segurou.
Nathan sussurrou alguma coisa no ouvido de Cody que, rapidamente me entregou a Nathan. Foi um pouco estranho.
Depois desse episódio, as meninas acharam melhor voltarmos para o hotel, mas de tarde, novamente, eu voltei para a praia e esperei pelo Cody para podermos conversar.
De novo, perguntou se eu estava bem e eu afirmei que sim. Ele me perguntou também o que eu tinha achado daquele cara, e eu disse:
– Sei lá, eu o achei meio falso, mas ele foi legal comigo quando me ajudou a sair da água, afinal, eu estava me afogando.
A cara do Cody nessa hora estava tão estranha que eu resolvi ignorar.
– Angélica... — disse ele, agora com a cabeça baixa.
– Pode falar, Cody.
– Eu comprei isso pra você. — e me deu uma caixinha.
Eu abri, curiosa, e era uma pulseirinha com uma pedra em formato de coração.
Naquela hora, fiquei mais contente do que quando eu ganhei a viagem, mas não quis demonstrar tanta felicidade.
– Que linda Cody, obrigada! — agradeci com um abraço.
Ele parecia eu, quando estava com vergonha. Então, ele me colocou a pulseira. Continuamos conversando até a hora que o pai dele foi fechar a lanchonete, daí eu achei melhor ir embora, e combinamos de nos encontrar ali no outro dia.
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