Férias?
1 Capítulo Único
Notas iniciais
– Bom dia detetive. – Castle colocou um copo de café em cima da mesa de Beckett percebendo na hora que os elefantes costumeiros não estavam ali. – Onde estão seus bichinhos feios?
— Não são bichinhos feios Castle, e eles estão aqui dentro. – Ela deu batidinhas com a mão na caixa que estava na cadeira.
— Decidiu reformar sua mesa? – Ele fez graça.
— Beckett, os papeis estão prontos, pode vir assinar. – O capitão gritou da porta de sua sala.
— Papeis? Que papeis Beckett? – Castle franziu as sobrancelhas.
— Das minhas férias. – Ela respondeu andando até a sala do Capitão.
— Férias? – Castle perguntou baixinho para si mesmo.
...
— Mas para onde você vai?
— Isso interessa?
— É claro que sim, afinal você vai me deixar aqui sozinho.
— Ora, não seja tão dramático Castle, são apenas duas semanas.
— Que seja. Para onde vai? – Ele repetiu a pergunta.
— Londres.
— Tão longe? O que vai fazer em Londres?
— Como você esta curioso hoje Castle. – Ela levantou vestindo o sobretudo. – Vamos tomar um café lá embaixo.
Os dois saíram da delegacia indo até um pequeno café que havia ali perto.
— Então... – Castle a incitou a continuar.
— Minha irmã mora em Londres. – Ela disse bebendo um gole de café.
— Irmã? Eu não sabia que você tinha uma irmã. Por que não me contou que tinha uma irmã? – Ele perguntou histérico.
— Você nunca perguntou. – Ela deu de ombros.
— Engraçadinha. – Ele zombou. – Como é o nome dela? Por que ela mora tão longe daqui? Quantos anos ela tem?
-Quantas perguntas! – Ela torceu as mãos. – O nome dela e Katrina, pode rir é irônico eu sei, ela tem 23 anos e ela mora longe porque o marido dela mora lá.
— Katherina e Katrina, é bonito sim. Mas... – ele ponderou – vocês não se falam muito certo? — Ele perguntou percendo a expressão triste dela.
— Não – ela suspirou – ela acha que eu devo deixar o caso da mamãe de lado, diz que não quer que eu me meta mais com isso e ela não gosta muito do meu emprego.
— Eu consigo entender o lado dela, ela não quer te perder. – Ele falou. – Você tem sobrinhos?
— É justamente por isso que eu estou indo lá, ela esta grávida. Cinco meses já. – Beckett sorriu discretamente.
— Oh, meus parabéns, você vai ser titia.
— Vou, obrigada.
— Então, quando você vai? — Ele mexeu no pãozinho que estava no prato em seu frente.
— Amanhã cedo, eu não vou passar muito tempo lá então quero aproveitar. — Ela respondeu.
— Quanto tempo?
— Duas semanas apenas. — Ela deu de ombros. — Eu tenho que arrumar a mala então vou indo. — Ela se levantou.
— Vai pra casa? Posso ir com você? — Ele pediu.
— Se prometer que não vai me atrapalhar tudo bem.
-Promessa! — Ele bateu continência.
...
— Você prometeu não me atrapalhar Castle. — Ela o repreendeu quando viu ele mexendo nas suas gavetas.
— Eu não estou atrapalhando, estou bisbilhotando. — Ele falou abrindo a segunda gaveta da comoda.
Beckett revirou os olhos e continuou arrumando a mala. Colocou mais algumas peças de roupas e a fechou. Partiu então para a mala de mão, onde colocou as pequenas coisas. Ela viu Castle sentar na cama.
– Então, eu estava pensando... Quer uma carona amanhã até o aeroporto? Quer dizer, você vai ter que chegar lá e não vai deixar o carro no estacionamento não é?
Ela sorriu. — Aceito a carona Castle, é muito gentil.
— Bom, nesse caso. Até amanhã cedo Beckett.
— Até Castle. — Ela o levou até a porta e ele foi embora.
Na manhã seguinte as sete horas Castle batia na porta de Beckett. Ela correu para abrir. — Bom dia Castle.
— Bom dia, está pronta? — Ele entrou.
— Quase, preciso apenas arrumar umas coisas no quarto. Senta, em dez minutos eu venho.
-Ok — ele sentou no sofá — que horas é seu voo?
-As nove. — Ela respondeu do quarto.
Exatos dez minutos depois Beckett voltou para a sala. — Podemos ir.
— Vamos lá então.
Eles chegaram no aeroporto as oito e dez, Beckett fez o o check-in, despachou as malas e os dois sentaram nas cadeiras esperando o voo dela ser anunciado.
-Eu tenho uma coisa para você. — Castle disse estendendo uma caixinha para Beckett. — Para sua irmã e seu sobrinho na verdade.
— O que é? — Ela pegou a caixinha sorrindo.
— Abra. — Ele incentivou. — Você não disse se era menino ou menina então eu comprei uma cor neutra.
Beckett ao abrir a caixa viu um sapatinho de trico branco pequenininho. — Ah Castle, isso foi muito fofo. Obrigada.
— Não é nada demais. Espero que sua irmã goste. — Ele deu de ombros sorrindo.
— Ela vai adorar. — Ela sorriu guardando a caixinha. — E a propósito, é uma menina.
— Espero ansioso para saber qual nome sua irmã vai dar a pequena.
Beckett riu. — Vamos esperar para ver.
Eles escutaram o voo ser anunciado e eles levantaram.
— Bom, até a volta. — Ela disse colocando a bolsa no ombro.
— Ligue, eu venho te buscar. — Ele sugeriu.
— Vou ligar. — Ela sorriu balançando a cabeça.
Beckett se inclinou para ele e depositou um beijo em sua bochecha, quase no canto da boca. — Até logo Castle.
E ela deu as costas caminhando para longe dele.
Castle suspirou colocando a mão no local que ela tinha beijado e sorriu. Ele não via a hora dela voltar e ele poder retribuir o beijo.
Fale com o autor