Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS!!!
LEIAM AS NOTAS FINAIS!!!
LEIAM AS NOTAS FINAIS!!!

Eu estava nas ruínas de Pompeia, tirando fotos e fazendo anotações no meu caderno de história, destacando a técnica que os arqueólogos utilizavam para ver a posição exata dos habitantes de Pompeia estavam nos seus últimos instantes de vida, durante a erupção do vulcão Vesúvio, do qual nenhuma vítima escapou viva. Era bem melhor ir no lugar mesmo do que pegar um resumo na internet.

Terminei de escrever, e abaixei o caderno, me concentrando. A sensação do meu estômago estar sendo puxado com força me atingiu, e eu caí no chão do meu quarto, em Jacksonville. Me levantei, esfregando a minha cabeça, e deixei a câmera fotográfica em cima da minha cama, como o caderno. Eu tinha que começar a aprender a cair de pé sempre que eu usava o meu poder. Ele era muito útil na verdade, vivia indo comer comida chinesa na China, tacos no México e, principalmente, comprava muitos jogos de videogame e de computador no Japão. A qualidade e a diversidade são enormes!

–Andy, o jantar está pronto! -Minha irmã adotiva, Mariana, gritou da cozinha. Sim, uma menina de quatorze anos cozinha o jantar na casa dos Moon. Mas, nossa mãe estava comprando maquiagens, enquanto nosso pai, um jogador de americano aposentado, estava muito ocupado cuidando dos negócios da famosa Pizzaria Moon. Eu tinha mais chance de incendiar a cozinha do que fazer algo comestível. Assim sobrava Mari, que, embora sua comida não fosse espetacular, era melhor do que passar fome ou comer comida empacotada todos os dias, em todas as refeições.

Fui para a cozinha, e vi que Mari servia nos nossos pratos uma gororoba vermelha e grudenta. Me sentei, e encarei por um momento a massa bolonhenta antes de me virar para minha irmã, que tirava calmamente a Coca Cola da geladeira.

–O que exatamente deveria ser isso? -Perguntei, levantando as minhas sobrancelhas um pouco desgrenhadas. Ela me deu língua, mostrando a sua incrível maturidade antes de me responder.

–É macarrão com molho de tomate, idiota. -Ela revirou os olhos, e pegou um copo no armário.

–Não tínhamos combinado que só ficaríamos na lasanha, Mari? -Voltei a perguntar, agora já sorrindo um pouco. Toda a semana ela inventava de fazer algo diferente, e nunca dava certo.

–Eu quis inovar. Sabe, nem todo mundo é tão mónoto e chato que nem você, irmãozinho. -Ela se sentou na minha frente, e começou a comer a coisa que ela chamava de macarrão como se fosse o doce mais saboroso do mundo.

–Caso não se lembre, eu sou o mais velho. -Lembrei-a, e ela fez uma careta, colocando a língua para fora.

–Vá para o inferno. E você não vai comer? -Ela apontou para o meu prato, que eu remexia desanimado com o garfo.

–Não, perdi a fome. -Falei, e já estava saindo da cozinha quando uma bola daquela gosma vermelha passou por cima do meu ombro e caiu no chão.

–Ingrato! Passei horas e horas cozinhando desesperadamente, e você joga o meu esforço fora desse jeito?! -Mariana começou a berrar, exagerada como sempre. Ignorei-a, e bati a porta do meu quarto. Olhei do caderno e da câmara para o computador. Me sentei na cadeira em frente ao computador, e abri no RPG. O trabalho poderia esperar um pouquinho.

Vi os nomes de tela de Harry e Larry, os gêmeos indênticos até o último fio de cabelo que moravam na casa em frente á minha online, e rapidamente abri na tela de Bate Papo enquanto eu conferia todas as minhas armas e comida.

LagartoDragãoDemais: Hei, cara, por quê demorou tanto? Eu e o Harry estamos á um tempão online!

MagoFeiticeiro: Desculpe, trabalho de história, Pompeia. Um saco.

PégasoVampiro: É, eu tenho que te mostrar uma coisa que acabei de ver pela janela!

LagartoDragãoDemais: Uh! Acabei de ver também! Veja aí da sua janela!

Sai do computador, e olhei pela janela. Na rua tinha alguns carros estacionados no meio fio e três homens de terno, usando óculos escuros. Estranho, geralmente tudo o que tinha nessa hora da noite naquela rua eram alguns casais se agarrando ou alguma coisa do gênero. Voltei a teclar.

MagoFeiticeiro: Aqueles homens de terno?

PégasoVampiro: Daã. Você acha que eles são ladrões?

LagartoDragãoDemais: Ou quem sabe assassinos profissionais? Eles não tem cara de ladrões não.

MagoFeiticeiro: Que cara você acha que ladrões tem então?

LagartoDragãoDemais: Ah, sei lá... Dentes de ouro, essas coisas.

PégasoVampiro: Eu ainda defendo a hipótese deles serem ladrões. Aposto que os ternos são só um disfarce.

​LagartoDragãoDemais: Não olhe pela janela agora! Os caras tão encarando ela, acabei de ver!

MagoFeiticeiro: E eu vou cair nessa na sua cabeça! Você só está tentando me assustar!

PégasoVampiro: É sério, sem brincadeira! Espera aí, vou descer lá embaixo e ouvir o que eles estão falando. Pegue o seu walkie tolk, assim você não vai poder dizer que estamos mentindo.

Fiz o que ele mandou, e alguns minutos depois eu já podia ouvir vozes fracas, que eu tinha que me esforçar para conseguir escutar.

–...Vamos nos colocar na formação triângulo em volta da casa, assim o cercamos. -Disse a primeira voz. Isso não me soou muito bem.

–Que poderes você acha que o alíenigena pode ter? Quer dizer, nenhum membro da equipe voltou com um deles. O grupo D estava desmemoriado, a dupla E foi morta por incêndio e o agente H foi encontrado inconsciente, pedrada. E se algo parecido acontecer conosco? -O medo carregava a voz dele.

–Bobagem. Vamos esperar até as luzes da casa dele se apagarem para atacarmos. Por enquanto, vamos ver se as armas estão carregadas. -O terceiro disse, e ouvi somente um bzzz depois. Olhei para a tela novamente.

LagartoDragãoDemais: Você é um E.T? Porquê nunca nos contou?

MagoFeiticeiro: Isso também é novidade para mim, mas eu tenho poderes sim. Olha, liguem para a polícia, digam que tem homens armados por aqui. Protejam a Mari, digam para ela que fui eu quem pedi isso, porfavor. Vou conseguir fugir sozinho. Confiem em mim.

PégasoVampiro: Quando vamos te ver de novo?

MagoFeiticeiro: Não sei amigos. Adeus.

Saí jogo, e coloquei uns chocolates em uma mochila, afinal, eu ficaria melhor sem roupas do que sem comida. Enquanto eu despejava todo o dinheiro do meu cofrinho na mão, pensei na conversa que tinha ouvido.

Se tinha outros grupos, também tinham outros como eu. Isso significava que eu não era o único. Eu iria achá-los. Mas antes precisava ir embora. Me concentrei, sem saber direito aonde ir, e acabei no último lugar em que eu esperava.

Eu estava no banheiro masculino do cinema.

Notas finais
Todos os personagens tem que ser dos Estados Unidos, tinha me esquecido de dizer (sou muito cabeça de vento), portanto, se mais alguém quiser mandar uma ficha (garotos, eu imploro!), a informação está dada.
PS: Gente, eu nunca joguei RPG, portanto, qualquer erro, desculpem.