Notas iniciais
Oi oi. Então, eu não sabia quem escolher para interpretar a Bonnie e foi realmente difícil escolher porque a personalidade dela nesse capítulo é meio duvidosa hehe. Se alguém quiser me dar sugestões, sabe, outras ruivas divas que não sejam a Holland Roden e Karen Gillan. Porque pra mim elas são as mais próximas de uma Bonnie, a Karen principalmente. Já digo que sou péssima com títulos, sorry. Espero que gostem!!!

Segundo Capítulo: Guilt

Bonnie McCullough.

Antes conhecida como a pequena ruiva que sempre se encontrava nos braços de Damon Salvatore em busca de proteção. Foi um choque para todos quando a garota resolveu viajar, conhecer o mundo. Damon queria ir com ela. Bonnie não deixou. Isso ela tinha que fazer sozinha. Um passo tão grande na sua vida que todos duvidavam que ela fosse capaz de dar sozinha. Amadurecer.

Mas Bonnie gostava de surpreender a todos.

***

A surpresa estava estampada na cara de Damon Salvatore.

Por anos ele fora o porto seguro de Bonnie, a única pessoa que ela sempre soube que estaria lá para ela, talvez porque ele fosse imortal, ou talvez porque quando ele lhe dava aquele sorriso que só era dirigido a ela, à garota se sentisse especial.

Não que ela tivesse deixado de se sentir assim, duvidava muito de que algum dia deixasse de se sentir como se sentia em relação a ele.

Ela apenas passara um bom tempo fora, em busca de independência e liberdade, mas no fim voltara para ele, para os braços daquele que sempre pertencera.

Ela sabia que tinha mudado, só esperava que o que ele nutria por ela fosse o suficiente para atravessar qualquer barreira que pudesse impedi-los de ficarem juntos.

— Você voltou. — foi à primeira coisa que ele lhe disse, meio abobado e apreensivo.

— Acho que não poderia fazê-lo esperar por muito tempo. — ela tentou descontrair.

— Então, achou o que estava procurando?

— Não sei. Você sempre foi à única coisa da qual eu precisava. — ela se segurou muito, porém não conseguiu, teve que desabafar.

— Foi por isso que voltou? — ele riu meio incrédulo.

— Acho que percebi que diferente de você, eu não tinha a eternidade inteira. Então percebi que não quero desperdiçar nem um momento, quero passar todos eles ao seu lado.

Ele riu, ela sempre fora muito decidida.

— Nós podemos mudar isso. — ele brincou, passando as presas pelo pescoço dela.

A garota riu e o empurrou imediatamente.

— Estou falando sério.

— Calma, mal chegou e já está me pedindo em casamento. — brincou novamente.

Ela lhe deu um soco nas costas quando ele lhe puxou para um abraço.

— Eu estou de volta.

— Eu sei. — ele afundou o rosto nos cabelos dela, eles ainda cheiravam a morango.

Ela se soltou.

— Onde está Meredith, Elena e Caroline?

— Te esperando na mansão Salvatore.

Ela sorriu, e entrou no carro dele.

Apesar de ter lhe dito que não, Bonnie tinha mudado sim.

Não achava que precisava lhe dizer, afinal, ele a conhecia tão bem que perceberia, não?

***

—Droga, Bonnie.

Ele tacou o copo de vidro na parede.

— Não foi minha culpa. — ela disse.

Ele riu em escárnio, ela odiava quando ele fazia isso.

— Você fica com um cara por aí, e depois some, que surpresa ele ter te seguido até aqui, não é?

— Damon. — ela tentou.

— Não acredito que deu o meu endereço a ele.

— Eu não dei endereço algum, eu não lhe passei nem o meu número.

— Jura Bonnie? — ele falou sarcástico.

— Ele pode ser um stalker. — ela sugeriu.

— Ele passou um ano lá te fodendo, enquanto eu estava aqui na merda. POR SUA CAUSA. — ele berrou.

E mais um copo foi quebrado.

— Me desculpa. Eu não queria me envolver com ninguém, Matt simplesmente apareceu.

— Porque você voltou, mesmo? — ele lhe perguntou como se não tivesse ouvido nada do que ela tinha dito anteriormente.

— Porque eu amo você.

Ele gargalhou.

— Por favor. Diga-me algo que seja verdadeiro antes que eu enfie os meus dentes na sua garganta e saboreie o gosto do seu sangue imundo.

E por mais que tentasse Bonnie não conseguia colocar na sua cabeça que ele nunca faria isso. Estava realmente difícil se tranquilizar quando ele parecia tão sincero e revoltado.

— Eu cansei dele, ok?

— Do mesmo jeito que você fez com todos os outros não é mesmo? Como você fez comigo.

Ela negou, sua garganta estava fechada, sua cabeça doía e seu corpo parecia que tinha sido atropelado por um caminhão. Ela se sentia horrível e isso não tinha nada a ver com o fato do seu corpo parecer prestes a desabar.

Jogada em cima dos cacos de vidro, Damon quase teve pena dela, com o rosto todo manchado de maquiagem. Mas então ele pensou naquilo como a máscara dela caindo, então parou de se importar.

— Eu voltei para você, nunca me cansaria de ti. Voltei porque sentia a sua falta. — tentou mais uma vez.

Precisava tentar, sabia que precisava dele. E ela não queria dizer materialmente, era como se todas as partes não só do seu corpo, mas também da sua alma lhe dissessem que precisava dele.

— Pare de mentir. — ele rosnou.

— A verdade é que eu fui embora porque eu estava com medo. Medo do que eu sentia por você, eu nunca tinha me sentido desse jeito e apesar de ser maravilhoso, eu queria a minha liberdade, queria poder dizer a mim mesma que poderia viver sem você. Então eu tentei, e não deu certo. — Bonnie costumava se abrir e sempre falar dos seus sentimentos, mas agora cada palavra saia engasgada da sua boca.

No momento em que disse aquilo soube que ele não acreditou, era como se ela estivesse falando com uma parede, ele já tinha uma opinião sobre ela formada na cabeça e não mudaria isso por nada.

Ele a encarou como se ela fosse a pior pessoa do mundo.

— Sabe por que eu gostava de você? — ele se abaixou, ficando de frente para a garota sentada no chão. — Porque você era diferente. Diferente de Katherine, Elena, Caroline, Meredith e de todas as outras mulheres a quem conheci. Mas agora, você não é só igual a elas, é muito pior.

Ele estava enganado. Tudo o que ele gostava nela ainda estava ali. Ela ainda era Bonnie, um pouco mais fria, irresponsável e talvez até mais parecida com ele. Damon não poderia reclamar.

— Damon. — ela o chamou.

— Saia da minha casa. Quando eu voltar, não te quero mais aqui.

Ele pegou a jaqueta de couro que estava em cima da mesa e saiu dali, sem lhe dar mais nem um minuto para se explicar.

Bonnie não queria sair, aquele lugar era praticamente a casa dela, ela adorava andar pelo lugar só de calcinha e moletom, com uma garrafa de bebida na mão e o som ligado no máximo. Ela adorava quando ele se juntava a ela e então era só diversão. Bonnie queria tanto voltar a aquela época. Sabia que não podia, mas não conseguia tirar as imagens dele junto dela da sua cabeça.

Gostaria de poder esquecê-lo, mas não conhecia feitiço nenhum que poderia fazer aquilo. Ela se sentia horrível, não poderia culpá-lo, a culpa era toda dela, achara que escondera todas as suas verdadeiras informações de Matt, mas ele a achara e agora ele estava ali.

Droga! Ele estava ali, e Damon sabia disso. Apesar de estar com raiva de Matt, temia pela sua segurança, ela correu até o primeiro lugar que achou que ele poderia estar.

O lugar onde todos se reuniam, fosse para beber ou conversar. Ele tinha que estar lá. E Bonnie rezava para que não estivesse morto.

Os policiais eram rápidos, todos que antes estavam no bar, já se encontravam fora dele, o lugar estava um tumulto, Bonnie não conseguia enxergar nada. Irritada, foi empurrando todos que estavam na sua frente, levando alguns empurrões de volta – não se importou — até chegar à faixa que impedia todos de se aproximar. Tentou ver a quem pertencia o corpo que estava na maca, ela o reconheceu. Matt Honeycutt.

Ele estava encharcado de sangue, e Bonnie sabia que era dele, o pescoço do homem estava destroçado e os seus belos olhos azuis estavam fechados, ela sabia que ele estava morto.

Era assim que Damon funcionava. Ambos sabiam que ele nunca seria capaz de machucá-la, então ele machucava os outros, os que ele achava que significavam algo para ela. Quem seria a sua próxima vitima? Bonnie correu até a casa de Elena, ela estava vazia. Onde suas amigas estavam? Bonnie nunca correra tanto na vida, e agradeceu a Deus por morar em uma cidade pequena. A casa de Meredith estava vazia, assim como a de Caroline. Onde elas estavam? Onde ele estava?

Bonnie estava desesperada, sabia disso, quando era mais nova tinha um sério problema de nervosismo e ansiedade, aprendera a lidar com ele. Mas o nervosismo era tanto que ela não conseguia pensar em se acalmar.

Estava cansada, suada, suas pernas estavam moles, e ela não sabia se conseguiria andar, mas mesmo assim as forçou a correr até a Mansão Salvatore. Bonnie demorou mais do que se fosse andando, mas o desespero a impedia de pensar e o cansaço a impedia de ir quão rápido ela precisava.

Elena foi quem a recebeu, feliz e animada. Estavam todos lá, inclusive Damon, que lhe deu um sorriso frio, que fez um calafrio passar pela sua espinha.

***

“Ele não vai machucar ninguém.”

“Ele não vai machucar ninguém.”

“Stefan está aqui, mas Damon é mais forte.”

Bonnie tentava se tranquilizar, mas no momento não dava certo. Quem costumava ajudá-la agora era o motivo de ela estar assim.

Quando o olhar de Bonnie se encontrou com o de Damon, ele indicou o andar de cima com a cabeça, e por mais que não quisesse ela sabia que tinha que segui-lo.

Ele sempre disse que nunca a machucaria inclusive já a salvara um trilhão de vezes, mas ainda assim ela tinha medo.

As escadas rangiam e a cada passo que a ruivinha dava, sentia mais vontade de descer correndo e pular nos braços de Stefan, pedindo para ele lhe proteger. Sabia que não estava certo, deveria arcar com as consequências do que fizera, mas Bonnie já estava cansada de ser altruísta. Talvez devesse ir embora novamente, entretanto não achava que conseguisse passar mais tempo longe das amigas.

O corredor estava escuro e Bonnie viu a porta do quarto do Damon aberta, quando entrou sentou se na cama de casal que estava ali, ela conhecia aquele lugar tão bem que poderia andar de olhos fechados.

Ouviu a porta se fechando e o barulho que a chave fazia quando a porta era trancada.

Bonnie se levantou e ficou de frente para Damon, se lembrando da frase que sua mãe lhe dizia “Nunca fique de costas para um inimigo”. Quase riu com a ironia de tudo que estava acontecendo. Se há dois anos ela dissesse a si mesma que um dia estaria chamando seu namorado de inimigo ela riria da própria cara e acharia que estava bêbada demais para conseguir ter sequer um pensamento decente.

— Eu não mandei você não voltar mais?

Ele estava mais perto do que ela se lembrava.

— Porque você o matou? — foi à única coisa que conseguiu lhe perguntar.

Bonnie se sentia tonta, quase como se pudesse cair em cima dele a qualquer momento. Ele se aproximou mais e então um sorriso macabro se abriu no seu belo rosto, Bonnie nunca tinha o visto tão frio ou assustador. Grotesco. Sentiu se maluca por ainda achá-lo a criatura mais bonita que ela já tinha visto.

— Achei que você não se importasse com ele.

— Eu não me importo. — afirmou rapidamente.

— Que bom, porque eu não acho que ele vai voltar.

Bonnie sentiu seus olhos queimarem e a sua garganta se fechar.

— Agora estamos quites não é? — se esforçou a perguntar.

— Por que você acha isso? — ele estava a provocando.

Bonnie conseguia ver a diversão nos seus olhos negros, ele falava tudo lentamente, às vezes roçando os lábios nos dela. Porque ela tinha que amá-lo tanto?

— Como você disso, eu o trouxe aqui e você o matou, agora é quase como se ele nunca tivesse existido, não?

Ele concordou.

— Então você não está magoada?

Ela negou.

— Ele não significava nada para mim. — mentiu. — Deveria ter me esperado para o show.

Ele riu.

— Você realmente mudou. — quando Bonnie estava para protestar, ele continuou. — Mas eu prefiro assim.

Entenda. Apesar de sempre se sentir segura e nunca exigir nada dele, Bonnie nunca apoiou o que Damon fazia, mas depois da viagem ela começou a ver o mundo de uma maneira completamente diferente, e talvez até errada. Antes, Bonnie costumava ignorá-lo por dias quando ele matava alguém a sangue frio, apesar de sempre perdoá-lo. Agora, ela não via mais essa necessidade de repreendê-lo, afinal não mudaria nada. Não faria nenhuma das pessoas reviverem. Então, por que não aproveitar todos os momentos ao lado daquele que ela amava?

Talvez eles tivessem dado certo do modo como estavam antes (nunca saberiam), porém nunca teriam sido completamente um do outro, porque sempre brigariam e se enxeriam de duvidas. Mas agora. Agora, eles se entregavam ao outro de olhos fechados.

Talvez as coisas que os fizeram mudar não tenha sido corretas. Mas quem se importava com o certo e com o errado quando nada poderia pará-los? Quando você estava ao lado daquele que amava e se sentia maravilhosamente bem com isso?

Eles eram Damon e Bonnie, e por mais que tudo e todos ao seu redor os desaprovassem, o amor que eles nutriam um pelo outro sempre pareceria ser a escolha correta.

As pessoas poderiam culpá-los por tudo que já tinham feito, mas jamais poderiam culpá-los por se amarem.

Notas finais
O que acharam? Está completamente diferente da primeira, me digam como preferem. Deem sugestões, críticas construtivas, comentem ou até mesmo favoritem. Como preferirem. ~.~ Beijos. M&M. Ps: Não estou conseguindo colocar a foto, então vou colocá-la como capa até eu conseguir colocá-la aqui.