Explosivo amor
23 Capitulo 23
Notas iniciais
Capitulo 23
MINENE'S POV ON
Cheguei em casa, e fiquei sabendo que Masumi havia saído com as crianças. Fiquei pensando onde poderiam estar e peguei a moto, indo até a casa de Masumi. Dito e feito. Vi o carro dele ali. Desci da moto e toquei a campainha, Masumi atendeu, pedindo silêncio. Pelo visto as crianças haviam dormido, fomos direto até a cozinha e Masumi me serviu café.
–Porque você foi embora hoje, Minene?
–Masumi...-eu suspirei. — eu tava apavorada. Sinceramente, fiquei com medo de me entregar de novo..e sofrer novamente. O Hiyama me fez enxergar que eu tava sendo egoísta. — tapei meus olhos e chorei. Masumi me abraçou
–Oe...Uryuu..não fique assim. Eu te amo...-ele se ajoelha a minha frente e alisa meu rosto.
–Masumi...preciso da sua ajuda. Amanha, quero que vá a um local comigo. E apenas me deixe falar com a pessoa e não interfira.
–E o que seria?
–Amanhã você vai saber.
No dia seguinte, fomos apenas eu e Nishijima até o escritório de Hiyama.
– Roxinha? Eu não te mandei voltar só na quinta?
–Sim Takao, mas precisava conversar com você.
–Ah não...-ele fez uma cara meio triste. — vai dizer que se acertaram e você vai sair do escritório?
–Bom..é tipo isso, até porque o que vou contar agora, tenho certeza que irá me querer fora. — percebi Takao gelar.
–M-mas...Roxinha?
–Posso contar? — agarrei a mão de Masumi. Nem mesmo ele sabia o que ia contar ali.
Ele concordava com a cabeça e eu comecei:
–Takao...eu sei quem matou seu pai.
–Como? E porque nunca me contou? — ele parecia assustado.
–Lembra qual era o lema do nosso chefe, em relação a testemunhas?
–Que deviam ser eliminadas.
–Um dia, eu estava fazendo um serviço pra ele. Fui matar alguém. O teu pai viu. Como você bem sabe, ele me conhecia, já que eu vivia na sua casa praticamente. Pronto. Ele ficou louco, me xingou, me bateu...e ameaçou contar a você, achando que você não soubesse...a primeira coisa que me veio a cabeça, o primeiro impulso, o medo de ficar sozinha...ou de acabar na cadeia...meti o tiro no teu pai e atirei mais vezes, pra matar. Em seguida sai correndo, sem olhar pra trás
Takao me olhava, transtornado. Em seguida vi as lágrimas em seus olhos.
–COMO VOCÊ PÔDE? Minene...você...você não tem coração! Era meu pai, porra!
–Mas era testemunha! Alem do mais...
–Você sendo egoísta como sempre!! Você não sabe o que eu e minha mãe tivemos que passar!
–E eu , Hiyama? E meu medo de ficar sozinha? De ir parar na cadeia?
–Minene! Você poderia ter fugido! E depois contado pra mim! Eu daria um jeito!
–Não era tão fácil quanto parecia! — eu soltei as mãos de Masumi e levantei, encarando Hiyama. Masumi apenas nos olhava. Como prometido não ia interferir.
–Você como sempre sendo egoísta, Minene! — Takao me olhava, com ganas de me matar. Ficamos longos momentos nos encarando. Até que ele me acertou um tapa e eu revidei, indo pra cima dele, ficamos rolando no chão, trocando chutes, socos e acusações. Foi naquela hora que senti Nishijima me puxar.
–vocês dois, se acalmem! Uryuu...você tá bem? — ele alisava meu rosto, que estava vermelho. Eu ofegava e o encarava.
–Mandei você não se meter, Masumi. Eu e Takao resolvemos do nosso jeito. Mesmo que doa. — Takao se levantou e disse:
–Eu sinceramente tô muito magoado com você, Minene.
–Por isso fiz aquele juramento com você, eu te devia isso!
– Agora eu não preciso! Eu não vou te mandar embora. Mas vou te trocar de lugar, não dá pra ficar com minha assistente e eu te encarar sabendo o que fez. Era meu pai, Minene! Se você perdeu os seus, os meus não tem culpa! — senti a dor daquelas palavras. Baixei a cabeça e comecei a chorar, percebi que Hiyama também chorava. Vi que não adiantava mais falar. Puxei Masumi e disse, trêmula.
–Vamo embora. Takao...espero que um dia, consigamos pelo menos ser amigos novamente. — baixei a cabeça e sai. Eu tinha escolhido aquilo. E pra mudar de vida totalmente e recomeçar, só me faltava enterrar aquele fantasma do passado. Masumi me amparou. Durante o trajeto até em casa não conversamos. Assim que cheguei em casa, pedi a Megumi que fizesse café e subi as escadas, entrei no meu quarto e sentei na cama, chorando. Masumi foi do outro lado da cama e veio engatinhando, me abraçando por trás.
–Uryuu...-ele recostou a cabeça no meu ombro. Eu baixei minha cabeça e fiquei longos minutos em silêncio. — bota pra fora, desabafa...estou aqui. — e eu chorei, botei toda a frustração e dor pra fora. Logo em seguida, Nishijima me virou pra si e iniciou um beijo lento, doce, pedindo passagem com a língua, a qual cedi, sem resistência. Ele retirou a camiseta que eu usava e eu abri os botões da camisa dele, num gesto instintivo. Assim que eu estava sem a camiseta, ele desceu os beijos pelo meu pescoço e depositou um beijo em cada seio meu, fazendo com que eu soltasse um suspiro. Ele abriu meu sutiã e libertou meus seios, deitando-se sobre mim , tomando um deles na boca. Senti um arrepio por todo o corpo e gemi, percebendo que minha intimidade se umedecia. Nishijima foi tirando minha calça, me deixando só de calcinha. Enfiou a mão gentilmente ali , enquanto chupava cada seio meu e descia beijos por meu abdome. Senti seus dedos penetrarem na minha intimidade. Me retorci de prazer, ofegava, meu corpo parecia implorar por mais. Vi que rapidamente, Nishijima se livrou da calça e da cueca, seu membro implorava por alivio. Mas ele estava ali, me dando prazer. Penetrou outro dedo e começou a fazer um vai e vem alucinante, já tendo retirado minha calcinha. Agarrei os lençóis e me contorci, gemendo cada vez mais extasiada com aquilo. Não dava pra aguentar, acabei tendo um orgasmo, me contorcendo toda. Nishijima olhou pra mim e sorriu, me beijou com paixão e eu senti que ele me penetrava, devagar. Começou a se remexer de forma torturante. Eu agarrei a cintura dele com as pernas e acompanhei o ritmo dele. Ele intensificava os movimentos, o único barulho que se ouvia ali, eram as nossas respirações e gemidos, Nishijima me chamava, dizendo várias palavras carinhosas, dizia o quanto me amava. Eu também disse o mesmo. Eu realmente o amava, e havia sentido falta dele. Nos agarramos e nos beijamos, até que senti Nishijima derramar seu gozo em meu intimo, eu acabei indo junto com ele, ofegante e suada. Ele me beijou e se deitou ao meu lado, me trazendo pra perto dele e alisando meus cabelos, dizendo
–Eu te amo, Uryuu... quero que se esqueça de tudo agora, e vamos recomeçar uma nova vida, juntos, nós 5.
–Nós 5?
–É...eu, você, as crianças e o Algodão...- eu ri. Eu achei que ele não tivesse gostado do bichinho.
Alguns dias depois....
Eu estava nervosa. Definitivamente, NERVOSISSIMA! Afinal, era meu casamento com Nishijima! Finalmente, depois de um ano separados, nós íamos nos casar. Estavam acabando de me arrumar, tinham feito minhas unhas, cabelo, me vestido. Eu já tava quase metendo o pé naquelas idiotas. Finalmente, me livrei delas e entrei no carro, pude respirar. Akemi e Takeshi já estavam lá com a Megumi, eles iam entrar com as alianças. Pensei no que acontecera nas últimas semanas. Nunca mais cruzei com Takao. Estava em outro departamento da empresa. Mas mesmo assim, fiz questão de avisar a todos que ia casar. Torci para que ele soubesse e pelo menos aparecesse, mesmo que eu não o visse. Naquele momento, algo me veio a cabeça. Ia entrar sozinha na igreja. Assim que cheguei, desci do carro, segurando as bordas do vestido. Parei na porta e o rapaz já ia dar sinal para que abrissem as portas quando eu ouvi.
–Esperem! -me virei em direção a voz, e vi Takao, subindo a escadaria, usando um lindo terno, os cabelos ruivos amarrados.
–T-takao?
–Achou mesmo que ia entrar sozinha, roxinha? — ele me perguntou sorrindo. — o passado já foi. Infelizmente aconteceu e não da pra mudar. E eu gosto muito de você, não podia simplesmente deixar nossa relação de amizade acabar assim. — ele deu os braços e eu passei os meus em torno dele. Era uma surpresa e tanto para mim. Quando entrei Nishijima me esperava, sorrindo. Estava de branco numa espécie de sobretudo, já que ele era da polícia. Takao quando me entregou a ele, disse:
–Cuide bem dela, ou te quebro a cara, policial …
–Pode deixar. — o casamento foi lindo, todos choraram ao ver Akemi e Takeshi entrando com as alianças, no colo da Megumi. Assim que acabou, fomos pra festa. No meio dela, Nishijima me puxou e disse:
–Vamos deixar todos ai..agora vamos pra nossa lua de mel, Minene.
–L-lua de mel? Mas e as...
–Megumi vai cuidar delas – Takao se aproximava. — aproveita o presente que eu dei pra vocês, suas mulas
–como assim, pra onde vamos?
–Takao nos deu uma viagem pra uma ilha paradisíaca. -Nishijima sorriu e piscou ao Hiyama. Ainda bem que estavam se dando bem, afinal de contas.
Fomos nos trocar e nos despedimos de todos. A festa ainda ia continuar, mesmo sem nós. No caminho até o aeroporto, apertei a mão de Nishijima e sorri. Finalmente podia dizer que estava recomeçando...uma nova vida ao lado do homem que eu verdadeiramente amava e dos meus dois lindos filhos...
FIM
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