Experiencia (serie nostalgia)

1 Wuuuu! Pra que serve este botão?


Notas iniciais
(Oie. Sou uma destruidora de infâncias mesmo... Pode olhar todas as minhas historias. Sempre são em base de alguma zueira terrível com algum personagem e esta tbm foi. Tudo começo quando vi o ep com um amigo, depois passou Jonny teste e zuei de como o carinha do surf parecia o gill e foi feita a trama kkkkkk Bjs de luz!)

Meus pais me encheram a paciência para ir para esta faculdade inútil.

Não que eu odeie estudar, mas não era minha atenção no momento; e alem disso lá não podia usar skate ou nada do gênero. Ficaria preso, preso por um ano inteiro neste inferno longe de casa ou de todos que eu conhecia.

Se eu soubesse que esta seria a parte boa...

Aquele dia ele me deixam na porta do campus, deram algumas instruções e zarparam assim que virei de costas; me senti um cachorro sendo abandonado para não seguir o carro. Mesmo assim respirei fundo, peguei a folha a onde estava o endereço que seria meu por um ano inteiro e segui com minha mala.

Ao ver no papel que era regra ter um colega de quarto, já comecei a especular todo tipo de pessoa que eu poderia encontrar:

*Um gordo nojento que espalharia suas porcarias para o meu lado

*Um nerde esquisito que ficaria ate altas horas da noite fazendo coisas bizarras,

* Aqueles caras assustadores que você não quer nem papo ou saber o que fala no telefone,

* Algum tipo de hipster cheio das maconhas.

Mas por incrível que pareça meu colega era a fusão de todos eles.

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Minhas capacitações eram obvias.

Iria passar apenas um ano nesta faculdade e conseguir fechar todas as matérias possíveis e assim concluir um currículo escolar impecável.

O único problema era que eu teria de dividir meu espaço com um colega de quarto...

Por conta deste fato... Na verdade não variei minha rotina perfeita por este fato esdrúxulo; apenas cheguei sedo para organizar coisas a onde seria minha morada apelos próximos meses, seguindo para conhecer o campus e os arredores no restante do dia, e com isso só retornei para conhecer meu parceiro ao anoitecer.

oOoOoOoOoOoOoOoOoOo

Abro a porta daquele quarto enorme já notando que meu ano seria um inferno.

As coisas dele estavam perfeitamente organizadas em seus devidos lugares. Isto é: metódico, organizado e muito mais muuuiiito chato.

Fico ali algumas horas a desfazer as malas e socializar com os outros moradores do corredor e do prédio em si. Ate pergunto, mas ninguém fazia a mínima idéia de como seria o meu colega, ninguém ao menos o viu. O cara era um completo fantasma.

Mas deixei isso de lado quando conheci Eduardo e ficamos a jogar game em seu quarto por horas a fio. Ate que o colega dele chega e eu tenho de vazar.

Arrasto meu corpo ate o outro lado do corredor a onde seria meu quarto. Estava escuro e imaginava que “ele” já estaria ali. E estava certo.

Magro, alto e de cabelos negros e brilhosos, me encarava por sobre ombros ainda de costas ajeitando seus grossos óculos.

oOoOoOoOoOoOoOoOoOo

Fiz o cartão da biblioteca e me inscrevi em vários clubes, organizei muito bem meu dia a dia, não tinha vindo para brincar.

Chego ao anoitecer já me esquecendo completamente do fator “colega” indo guardar o cartão da biblioteca junto dos demais, e ele abre a porta como um foragido buscando por um abrigo.

Tinha cabelos louros cortados em um tom marcante, a pele morena e olhos azuis. Me encarava como se eu fosse a pior coisa que havia visto na vida, e sinto que o sentimento era recíproco.

—--- Bem... Boa noite. Sou Gill ...

—--- Já sei seu nome esta na porta. ---- respondo antes que a conversa se alastrasse mais, logo retomando meus afazeres. ---- Vamos ter regras simples de convivência. Eu não mexo em suas coisas e você nunca mexe nas minhas, respeite a hora de ir dormir e não faça barulho. E realmente não me importo com o que você faça fora daqui, mas neste quarto não entra mulheres.

—--- Oook... Então vai ser assim?

—--- Limite as perturbações também, tenho de trabalhar em meu itinerário que não será nada fácil.

oOoOoOoOoOoOoOoOoOo

Você já sentiu vontade de voar no pescoço de uma pessoa? Não. Não como eu senti no momento em que ele abriu aquela boca.

Resumindo... fomos separados pelos outros moradores do corredor, e logo a segurança do campus estava ali; e ele me encarava como se fosse me matar.

—--- Primeiro dia. ---- um dos caras nos encaram esperando uma boa resposta que eu não podia dar.

—--- Sinto muito senhor. Foi uma péssima escolha de parceiros de quarto; eu e Gill temos um “passado”. ---- ele simplesmente se impõe e começa a falar, em um tom calmo. ---- Sei que não tem como trocar. Então tentaremos dar um jeito nós mesmos. Mas a primeira instancia é difícil.

—--- Unh... Certo. Mas se ouvirmos mais alguma coisa...

—--- Pode confiar senhor.

—--- Certo. ---- e então o homem se vai, e ele o acompanha ate a porta, mas eu sentia que isso não iria acabar assim.

oOoOoOoOoOoOoOoOoOo

O louro simplesmente havia me agredido sem motivo algum. E eu não era a pessoa mais ofensiva do mundo, entretanto sabia muito bem ser agressivo.

—--- Muito bem. O que foi isso? ---- pontuo com timbre didático esperando que o desgraçado me respondesse a altura, mas não. Ele fica ali parado me encarando como se eu devesse algo a ele. ---- Eu mereço...

Volto a minha escrivaninha para organizar minhas coisas e ver se nada tinha sido danificado com seu ataque insano.

—--- Foi uma boa desculpa esta que você inventou. ---- ele se joga sobre sua cama e fica a me encara de um modo muito desconfortável.

—--- Uma boa mentira tem que ter um fundo de verdade.

—--- Mas é a primeira vez que nos vimos. ---- ele afiram ao fitar preguiçosamente o teto branco. Na verdade tudo ali era branco, dava agonia parecia que estávamos internados em um hospital. ---- Não é?

—--- Sim, sim. Claro.

—--- Esta bem.... ---- então ele logo se ergue afim de ter algo que ele nunca conseguiria. A minha atenção. ---- Quando nos conhecemos então e o que eu fiz?

—--- Imaginei que fosse você a ficar... irritado. ---- o cara claramente era o maior dos idiotas, nem ao menos se lembrava de mim e estava ali a me agredir. Ridículo. ---- Verão de... Você não vai lembrar. Uma competição de Surf você me salvou de me aforar...

Ele fica a me encarar por alguns segundos e logo cora da cabeça aos pés. Finalmente tinha se lembrado de mim.

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Meu deus era ele.

Não podia ser ele, mas era ele.

O meu primeiro beijo.

—--- Man-mandark? ---- gaguejo, por que diabos eu tinha que gaguejar?

Ele volta a me olhar por sobre ombros entretido com suas coisas apenas acenando que sim com a cabeça e eu congelo. Não tenho como fingir que não estava surpreso.

Me lembrava bem dele, mas nunca desta forma.

—--- Pode me chamar de Astronomof. É o meu nome. ---- ele pontua com aquela voz grasnada e eu não tenho como não o reconhecer.

Seu cabelos negros com aquela franja, aquela bendita franja com um corte peculiar do lado direito da face.

—--- V-você mudou muito, desde aquela época. ---- por que continuo a gaguejar?

—--- Você não. ---- ele parecia tão serio, frio. Como se não se lembrasse de nada do que havia acontecido. ---- Na verdade eu ainda sou exatamente a mesma pessoa.

—--- É que... nós não nos conhecemos muito bem daquela vez.

—--- Isto é verdade...

Não tenho mais o que dizer.

Nem como dizer.

Apenas me retiro e vou ate o banheiro imaginando poder me acalmar de baixo do chuveiro gelado. Por que entre todos os seres do mundo tinha de ser justo... meu primeiro amor?

oOoOoOoOoOoOoOoOoOo

Eu não necessitava ser um gênio para notar que aquilo seria um grande problema.

Foi só ele saber quem eu era que mudou completamente de postura, perdeu ate a cor da pele.

Só sei que isso se tornou desconfortável para mim.

Então peguei alguns documentos e sai. Desta vez não queria conhecer o campus e sim o reitor; não poderia ficar no mesmo quarto dele, não nestas condições.

—--- Boa noite senhor. Atrapalho?

—--- Não meu jovem Astronomof. Entre por favor. ---- ele parecia um homem afobado e cansado, mas me estende a mão em cortesia. ---- Na verdade fiquei ate agora por culpa sua.

Para um reitor achei a sala muito pequena, entretanto a densa quantidade de livos me agradou muito; alem dos títulos e abordagens que se compunham; uma sala de pintura clara em um tom beje e moveis rusticos de madeira muito bem ornados com estofados macios dando um ótimo ar acolhedor. Clássico.

—--- Não compreendo.

—--- Sua ficha escolar é simplesmente... transcendental! É um orgulho o termos conosco. ---- ele exclama com um largo sorriso, saindo de sua mesa para vir me cumprimentar. ---- Espero que não se ofenda; por que estava ate há alguns minutos checando se tudo era mesmo real.

—--- Então por que não se foi há alguns minutos? ---- questiono ao olhar sua mesa. Foto de família, confere; bichinhos bobos pra chamar a atenção com uma desculpa psicológica fajuta qualquer confere. Era mesmo tudo muito clixe e cansativo.

—--- Tive de pegar um ar para compreender que era mesmo verdade. ---- ele ajeita as fixas na mesa, logo as guardando educadamente para me dar toda a atenção, voltando a se sentar e me convidando a sentar-me a sua frente.---- Você é tão incrível que...

—--- Sim, sim, sim eu compreendo. ----- o interrompi já me sentando, não tinha tempo muito menos paciência para estas formalidades. ----- Mas vim ate aqui por uma intempérie. Meu colega de quarto... ---- respiro pensado se diria “toda a historia” ou se apenas resumiria. ---- Temos um passado, não muito bom. Será que poderia troca-lo? Ou a mim. Honestamente não me importo em ter de sair, ou com que tipo de pessoa seja.

—--- Bem... Isto é inusitado. E não costumamos fazer isto. ---- ele passa a mão sobre os poucos cabelos, demonstrando preocupação com o que eu havia dito. ---- Mas para alguém com uma ficha como a tua... Digamos que posso tentar algumas regalias. Mas pode demorar.

—--- Quanto?

—--- Entre três semanas a três meses. ---- ele parecia temeroso ao me revelar tal coisa.

Alguém como eu podia escolher a onde estudar com muita facilidade e por estar no inicio de tudo não perderia nada. Uma intempérie destas... Bem acho que deu para entender certo?

—--- Esta certo. Grato por ter compreendido minha situação senhor. ---- o cumprimento formalmente e nos despedimos, enquanto ele trancava sua sala.

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Mandak o dono dos meus olhos mais... Era agora meu novo colega de quarto.

Eu estava em meio a um colapso nervoso.

E assumo que demorei mais do que deveria para sair do banho.

Estava mergulhado em pensamentos antigos, como nos conhecemos e tudo o que imaginei estes anos; parecia um presente divino, eu finalmente estaria junto dele mal podia acreditar.

E isso graças a este curso que fui forçado a fazer.

Notas finais
(e ai? Já sabem qm é uke e qm é seme?)
http://www.dailymotion.com/video/x29bj9w_el-laboratorio-de-dexter-latino-sol-surf-y-ciencia_webcam
n consegui achar em português... mas da pra ter uma boa noção.