Exilados

24 Capítulo 24: Como um quebra-cabeça


Notas iniciais
Ohayooo!!! É, lamento muuuuito pela espera grande que os fiz passar por este capítulo. Mas durantes as duas últimas semanas eu tive muitos problemas pessoais, um dos dos meus maiores ídolos faleceu, #VaiEmPazChorão. E também, estou meio doente hoje :/ Mas eu fiz questão de fazer um capítulo super caprichado e muito especial :) Porém, este cap. desta vez possui três músicas de início, que eu tive de colocar porque se encaixaram como uma luva na mensagem que eu quero que entendam nesse capítulo. Gostaria também de agradecer mais uma vez pelos reviews tooop´s que vocês sempre deixam, em especial para mais uma vez VitBusatto21 e para a Bechy que agora mudou de nome rsrsrs.
Boa leitura.

Você e eu pegamos pesado um com o outro como se estivéssemos indo para a guerra

Você e eu somos rudes, jogando coisas e batendo a porta

Você e eu ficamos tão disfuncionais e começamos a contar o placar

Você e eu ficamos enjoados, é, eu sei que nós não podemos mais fazer isso

Mas, baby, ai está você de novo, ai está você de novo, me fazendo te amar oh

Sim, eu parei de usar a minha cabeça, usar a minha cabeça, deixando tudo passar oh

Agora você está presa no meu corpo, no meu corpo, como uma tatuagem oh

E agora eu estou me sentindo estúpido, sentindo estúpido, voltando para você

Tentei te dizer que não, mas meu corpo continua te dizendo sim

Tentei dizer para você parar, mas seus lábios me tiram o fôlego


Vou acordar de manhã, provavelmente, me odiando



Eu acordarei satisfeito por dentro, mas culpado como o diabo


Mas, baby, ai está você de novo, ai está você de novo, me fazendo te amar oh

One More Night — Maroon 5


O que nos difere nos aproxima



Quando ela exerce teu poder é minha sina


Te contemplar até morrer

Ela aprecia um filme em boa companhia

Ser interessante é a arte que ela domina

Mantém a classe, o equilíbrio, é fiel onde for.

Sou um mero largado, que nunca se endireitou.

Discreta pra beber, mas sabe se portar.

E eu só dou vexame, saio sem pagar.

E ela me faz tão bem, quando cai à noite eu sou refém.

Fluxo Perfeito — Strike


Se não eu, quem vai fazer você feliz?



Se não eu, quem vai fazer você feliz? Guerra!


Se não eu, quem vai fazer você feliz?

Se não eu, quem vai fazer você feliz? Guerra!

Eu me flagrei pensando em você


Em tudo que eu queria te dizer



Numa noite especialmente boa


Não há nada mais que a gente possa fazer

Eu vou fazer de tudo que eu puder


Eu vou roubar essa mulher pra mim



Proibida Pra Mim — Charlie Brown Jr



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Gaara POV´s:

Não sei como chegamos a isso novamente. E novamente. Parece ser nossa válvula de escape. Tanto eu quanto ela descontamos toda nossa fúria um no outro, torturando um ao outro. Não consigo me livrar dessas correntes, quanto mais tento odiá-la, quanto mais tento me afastar, mais envolvo-me e mais sofro as terríveis conseqüências pós tudo isso. Mas não consigo me desprender, é algo muito forte para minha decadente força suportar. É uma excitação descomunal, que me devora a ponto de perder as noções de tempo e espaço, por mais e mais que isso se repita, caio na mesma armadilha sem opção de me desvencilhar dela. O desprender dos lábios dela originaram mais um gemido abafado, porém, totalmente claro aos meus ouvidos que só sabem ouvi-la. Entreabri meus olhos devagar, preferia não ver a onde cheguei outra vez, mas meus olhos estão agindo em contradição a minha racionalidade, se é que ainda resta em mim algum sinal de racionalidade agora. Só consigo vê-la abaixo de mim, de olhos fechados, forçando-me com suas pernas entrelaçadas a minha cintura a penetrá-la nesse rítimo voraz que nossos próprios corpos já nos cobram. Ela possui a mesma pressa que apossou-se de mim. Movi-me mais rápido, aaaarh!!! Novamente foi como se uma barreira fosse quebrada em mim. Assim como também vejo nela. Quero que ela deseje-me. Quero que pronuncie meu nome! Irei suportar até que implore. Quero que ela sinta o quanto meu coração bate. Bate de raiva! Bate por não ser reconhecido como parte de mim desde criança.

Não tive como deter a aceleração de minha respiração, no entanto, tratei de suportar todos os gemidos que chegavam-me a garganta. Hoje apenas quero ouvi-la, só a ela. Apertei sua cintura com nossa habitual violência, e enterrei-me mais fundo, trincando minha mandíbula.

_ Aaaaaaaaaaaah!!!! – ela gritou aparentando surpresa por minha pressa ultrapassar a dela. _ Aaaarh... Aaarh...! ... Gaa-ra... – perdi toda e qualquer noção que eu ainda detinha.

Ela deseja-me. Ao menos isso. Sinto como alegrasse-me um pouco, algo que há tempos não sei muito bem como é. Entretanto, ainda dói. Está doendo demais para mim, mas não tenho a opção de não reagir a este estímulo torturante, não tenho esta opção nem se quisesse tê-la. Arfei mais pesadamente e rangi meus dentes sentindo o orgasmo forte chegar-me pela sétima vez nesta madrugada. A senti contrair-se também, e mediante a isso, reuni minhas forças restantes penetrando-a mais rápido, por entre meus tremores.

O vazio instalou-se de novo. Deixei meu corpo semi-vivo cair ao lado do dela, e encarei o teto. Não sei como cheguei a isso outra vez, já sinto a culpa invadindo minhas veias e sobrepondo-se a emoção póstuma do sexo. Estou destroçado, mas a supremacia é emocional. Meu infeliz emocional. Estou pouco ligando para meu físico, para o fato de que não estou conseguindo mover um músculo se quer após invadi-la sete vezes. Ela é insaciável e totalmente dominante sob mim. Gostaria que não fosse dessa forma. Gostaria de poder conseguir controlar essa vontade animalesca de possuí-la, de tê-la sob mim movendo-se sedutoramente saciando meu olhar. De não sentir essa ânsia de almejar a língua úmida e habilidosa dela sobre meu membro sugando-o forte. Entretanto, ela consegue tornar-me como ela: insaciável e apressado.

Mas ela não tornaria-se como eu. Como o garoto que mais detesta e que assassinou seus sonhos junto do corpo anêmico daquele namorado patético dela. Ela jamais gostaria de ser como eu. Jamais gostaria de ter minha dor. Cerrei os punhos. É assim, ela não encara-me e nem eu chego a encará-la. Ficamos como duas estátuas, imóveis esperando os ventos nos matar aos poucos. Eu estava errado. Estava totalmente errado em ingenuamente acreditar que naquele dia, em que transamos pela primeira vez naquele banheiro minúsculo, que finalmente ela havia entendido a fúria que domina-me muito mais do que ela é capaz de dominar. Estava errado em pensar que a dor iria passar, que eu iria me acalmar, que teria alguém ali, para amparar minhas repugnantes lágrimas quando tudo a minha volta estava desmoronado. Sou ingênuo. Muito ingênuo quando trata-se dela. E isso apenas me faz odiar-me ainda mais... Não tenho caminho nenhum para seguir. Não há quem possa ajudar-me.

Ergui meu corpo sem dirigir meu olhar a ela. Sei que ela deve estar olhando-me, mas não há nada a ser dito. Nada. Senti meu peito doer novamente, porque eu sei que talvez eu seja para ela apenas isso: um cara que suporta transar com ela quantas vezes ela quiser. Eu deveria achar isto bom, qualquer um dos caras com quem estudei costumavam dizer que gostariam de encontrar uma garota como ela, entretanto, eu não acho nada bom. Pelo contrário, é como se estivesse viciado em uma droga. Uma droga que tenho a noite em toda a quantidade que eu desejar, mas que é tirada de mim na manhã seguinte com violência. Trazendo uma abstinência terrível.

Porque ela não diz nada caralho?!?! Claro, ontem quando finalmente fomos forçados a nos encarar outra vez aqui nesta barraca, ela tentou arriscar falar alguma coisa, mas acabamos discutindo feio, como aliás, sempre ocorre. Brigamos e o fim foi o mesmo como nos últimos dias. Não há realmente nada a ser dito.

_ Quantos anos tem, Gaara? – me petrifiquei ao ouvi-la dizendo algo. Quanto mais algo soando simples, suave dos lábios dela. Como assim? Porque diabos ela quer saber minha idade? Gaara? Ontem mesmo ela chamou-me novamente de “parasita insuportável” e acreditei que havíamos voltado a estaca zero, que tudo que ela disse naquele banheiro foi de fato por pena. O que para mim, é a real verdade.

Coloquei minha boxer vermelha sem importar-me com ela. Afinal, ela faz o mesmo comigo. Tentei manter meu olhar frio, como se não tivesse ocorrido nada, mas acho que devo estar falhando nessa tarefa. Estou me sentindo ainda mais corroído. É apavorante. É muito apavorante saber que ela está conseguindo provocar reações em mim. Reações que há muito eu já não tinha.

_ Dezessete. – disse dando as costas a ela enquanto colocava minha calça jeans.

_ Hum, pensei que tinha dezesseis. – ela afirmou e eu pude perceber que ela também estava vestindo-se.

_ Até ontem eu tinha. – falei baixo, para mim mesmo.

Hoje é meu aniversário, e por mais que muita gente aqui perca noção de tempo, eu não sou uma dessas pessoas. Alguma hora isso será útil, portanto, quando mais se souber, melhor. Mesmo que a gente não saiba quase nada.

Nunca comemoramos aniversário algum em nossa casa, exceto o de quinze anos de Temari, e isso, porque ela insistiu muito ao nosso pai. Nunca soubemos o porquê, mas ele detestava esses tipos de data. Eu particularmente também não gosto. Significa que minha morte está um ano mais próxima. Não tenho medo algum da morte, mas é burrice se comemorar mais um passo para sua cova.

_ Porque matou Sai? – ela indagou de pé bem atrás de mim.

Suspirei. Isso não é óbvio? Ela está mais do que farta de saber o motivo imbecil que levou-me a passar aquele carro por cima dele. Porque é que ela faz isso?!?!

_ Não acho que seja necessário eu responder algo que eu sei que lhe contaram. – falei abrindo o fecho da barraca. Tenho que sair de perto dela já!

_ Já lhe disse isso uma vez, não vou repetir. – afirmei não conseguindo não olhá-la.

Saí o mais depressa possível da barraca. Estou começando a sentir minha garganta arder. O que ela queria?! Que eu confessasse que passei as rodas do carro de meu pai por cima do corpo daquele anêmico por sentir-me traído?! Por ver ela amando outro que se não a mim?! Era isso que ela queria?!?! Que eu dissesse que ainda estou preso nessas grades enferrujadas que ela criou para mim?!

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Shikamaru POV´s:

Está mais do que nítido o clima mórbido que parece estar rondando essa mesa hoje. Naruto está mais do que estranho. Não falou muita coisa até agora e eu acho que estou ficando até meio preocupado. Ele não costuma calar a boca assim, está sempre falando alguma asneira. No entanto, jamais o vi tão calado; pensativo; meio envergonhado. O que será que houve com esse loiro ontem?

Surpreendentemente eu pareço o único razoavelmente de bom humor aqui. Não sei muito bem o que está havendo comigo hoje, mas o meu tão querido sono não está tomando minhas pálpebras hoje. Ou pelo menos não está tomando de uma maneira que eu não consigo batalhar, como diariamente acontece. O maior mal da humanidade é acordar cedo! Não tenho dúvida alguma quanto a essa desgraça.

Sasuke também não aprecia acordar cedo como eu, mas em algo eu discordo totalmente com ele. Não se precisa ficar com mal humor por um motivo tão pequeno, pois há uma solução bem simples: dormir. Dorme-se e pronto. Ficar estressado apenas consome a energia dos neurônios, nada se resolve.

Muito aprendi com as nuvens no céu, e um dos maiores conceitos que elas ensinaram-me é exatamente isto: para tudo se tem um caminho. Ninguém está totalmente fechado em uma rua sem saída. Porém, que estando aqui nesse presídio dos infernos, esse conceito não pode ser seguido literalmente. Mas a esperança jamais deve-se morrer, e os responsáveis por sua vida somos nós.

Problemática... Infelizmente não posso negar que ontem foi uma noite para lá de interessante. Devo admitir que para uma garota, e jogando comigo pela primeira vez, ela realmente esteve próxima de me vencer. Entretanto, ela ainda terá que aprender muito antes de conseguir a façanha de me derrotar.

Suspirei retirando meus braços por detrás de minha cabeça. É muito problemático... É para lá de problemático isso de alguém não descolar da mente. Mas o que é que um simples mortal como eu pode fazer? Não fico tentando lutar contra mim mesmo quando a luta é inútil. E nesse caso, a luta é 100% inútil. Gostaria que não fosse, mas é.

A real é que curti bastante ter jogado xadrez com ela ontem, assim como ela ter passado uma noite inteira sem me dirigir alguma agressão. Não pensei que ela pudesse ser tão inteligente, tão analítica. Acabei caindo feio do cavalo. Havia muito sobre ela que antes de ontem, eu nem mesmo supunha. Desviei meus olhos na direção dela, mas algo chamou-me atenção: na mesa delas também está esse mesmo silêncio anormal. Agora é oficial, um furacão passou e eu nem mesmo estremeci ou fiquei sabendo.

_ Okay, eu nunca começo nenhum assunto... Mas hoje, acho que só está restando eu mesmo para cumprir essa tarefa né? – indaguei recebendo o olhar dos caras. _ Que houve contigo Naruto? – perguntei controlando-me para não acabar sendo sarcástico pelo fato de que “Naruto” e “quieto” normalmente não são sinônimos.

Ele bufou em uma mistura de irritação e cansaço e desfez a expressão emburrada que ele estava.

_ Acho que estou ficando pirado, na moral, eu estou enlouquecendo. – ele falou finalmente abrindo a lata de coca cola que ele pegou e que tecnicamente já deveria estar aberta há muito tempo.

_ Todos nós estamos ficando loucos. Isso é fato. – Neji se manifestou tomando um gole de sua limonada. Não há ninguém que o conheça aqui tão bem quanto eu, e mesmo se não o conhecesse, sacaria que também parece ter algo de errado com ele. Acho que provavelmente deve estar mudando seus conceitos com relação a Tenten como eu estou sendo forçado pelos fatos a mudar com relação à problemática-mor, e na certa isto deve estar o confundindo.

É a única explicação. Aliás, nem precisaria de uma explicação. Neji anda um pouco diferente esses dias, eu, claro, notei.

_ Até que enfim teme... – Naruto saudou assim que Sasuke se aproximou e sentou-se na sua cadeira.

Tantas coisas estavam rodando por minha cabeça que nem mesmo dei por muita falta de Sasuke ou Gaara, que ainda não chegou também. Pelo que falaram, suas barracas são bem afastadas daqui do refeitório.

_ Tive a grande felicidade de ser escoltado pelo lunático do Hidan, por isso a demora. – Sasuke explicou e todos nós entendemos de cara. Afinal, o maior azar que se pode ter quando tem-se pressa é ser escoltado por aquela hiena do Hidan. Ele costuma dar voltas e voltas antes de chegar ao destino final apenas para irritar a gente. Dentre eles, Hidan é o que mais me causa aversão. Além de louco, também é totalmente imprevisível e muito irritante. Porém, é muito desatento. Algo que nas vezes em que saímos de nossos dormitórios para ir ao delas era muito útil.

_ Ta explicado. – Naruto afirmou sem muito ânimo e pude perceber que Sasuke detectou o baixo astral dele de imediato.

_ O que foi que você aprontou dessa vez Naruto? – Sasuke questionou olhando-o.

_ Eu sou um idiota teme, um avoado, eu sempre faço tudo errado... – Naruto falou suspirando e eu estreitei meu olhar. Mano, o que é que houve com ele? Não conheço pessoa mais determinada e positiva que o Naruto, no entanto, hoje ele está exatamente o oposto disso. O que foi que aconteceu com toda a crença dele no potencial dele mesmo?

_ Isso é verdade. – Neji disse em um tom meio que de brincadeira.

Olhei-o no mesmo segundo. Qual é a do Neji hein? Não está vendo que isso só pode piorar as coisas? Eu acho que é melhor darmos um tempo por hoje nas brincadeiras para o lado do Naruto, e pelo olhar de Sasuke, posso afirmar que concorda comigo em mente.

_ Você está falando sério? – Naruto perguntou dando ar até de preocupado com o que Neji falou.

Neji olhou-me de volta finalmente e parece que até que enfim a fixa caiu.

_ Óbvio que não Naruto, eu estava só tirando uma com a tua cara como aliás, eu sempre fiz e você nunca ligou, então pode ir dizendo logo aí, o que é que te deu hoje? – Neji indagou repetindo o que Sasuke e eu perguntamos.

_ Não sei velho... Eu só fiquei pensando assim ontem: cara, eu sou tão largado, não saco nada dessas paradas de gentilezas, etiquetas, e todos esses blá blá blás que as garotas gostam... – só podia ter mulher na parada. Como é que eu não pensei nisso antes? Ah sim, porque o Naruto nunca se interessou por nenhuma das garotas daqui!!!! E porque o Naruto nunca se deixou abater por qualquer coisa que fosse também!!!!

Não achei que uma mulher fosse tão capaz assim de virar um homem de ponta a cabeça. Porque se uma garota fez isso com o Naruto, elas são bem mais perigosas do que eu pensava. Porém, comigo isso jamais irá acontecer.

_ Como assim, Naruto? Bateu a cabeça? – Sasuke interrogou confuso.

Cara, foi só eu que saquei que tem mulher na parada ou está difícil?

_ Não teme! Não bati! Eu só... parei e reparei um pouco em mim. – Naruto respondeu meio irritadiço.

_ Reparou o quê, Naruto? Você é um cara com o coração do tamanho do mundo, bobagens impostas pela sociedade não são necessárias para alguém como você. Ainda mais nesse fosso que a gente está! – Neji argumentou de forma simples e direta que eu mesmo já pretendia fazer.

Peguei minha lata de fanta e tomei um longo gole. A sociedade... Minha mãe costumava falar bastante a respeito da “sociedade” e da reputação que deveríamos manter. Sempre achei besteira, e vou morrer achando. Aparências não trazem felicidades permanentes, é tudo momentâneo. Em uma festa de famílias ou em um evento importante da cidade, todos tentam manter a imagem falsa de seres totalmente realizados e perfeitos. Mas quando a perfeição existir por obséquio eu gostaria de ser avisado, já que ela não existe e nunca existirá cacete!!! Aliás, duvido que muita gente já não tenha tido a vontade de berrar um palavrão bem alto em uma dessas festas de araque, mas claro, nunca o fizeram exatamente para isso: manter a imagem utópica de felicidade.

_ Eu não me importo com sociedade nenhuma Neji... – Naruto disse tomando um gole de sua coca.

_ Então o que é que te importa? – Sasuke perguntou.

_ A Hinata. –arrisquei em alto e bom tom para que até as garotas escutem da mesa delas.

Claro que é a Hinata, ela é bem oposta a ele nesses sentidos, está mais do que na cara que ele só pode estar falando dela.

Encarei Naruto e tive a leve impressão dele perder a cor facial por alguns instantes.

_ Lógico que não cabeça de abacaxi!!! Não viaja ta legal? Não estou falando da Hinata. – ele defendeu-se como eu já esperava.

Sorri de canto. “Hinata” é? O que é que houve com o burguesinha? É, acho que ele pode mesmo estar falando dela. E mais: acho que ele pode estar se interessando justamente por ela, a quem sempre zombou e criticou desde a nossa chegada.

Sasuke e Neji olharam-me também. Meu caro Narutinho... Lamento mas acho que a percepção foi geral.

_ Então está falando de quem? – boa Sasuke! Vamos ver até onde ele vai levar isso.

_ De mim. Não sou como vocês... – Naruto bufou cruzando os braços e Neji finalmente desfez a expressão de espanto que tomava conta de sua face. Chega a ser até hilário, acho que nunca deve ter passado pela cabeça do Neji ver o Naruto chamar a prima dele pelo nome, e mais, demonstrar uma leve preocupação com o que ela acha ou não dele.

Sim, porque ele não está preocupado com os outros ou com a gente, está preocupado com o que ela pensa dele.

_ Ninguém é igual a ninguém Naruto, se não seria figurinha repetida. – afirmei ajeitando meu casaco acinzentado. Está meio frio hoje, uma total oposição a ontem, que tive vontade de chutar a barraca pelos ares devido ao calor infernal que fez.

Naruto sorriu de canto com minha tentativa horrível de fazer alguma piada e pareceu se animar um pouco:

_ Mano, você passaria fome se tentasse ser humorista um dia. – ele zombou da minha cara.

_ E você passaria fome se tentasse jogar xadrez japonês. – devolvi ajeitando-me melhor na cadeira. Agora sim estou começando a sentir um leve sinal do meu sono.

_ Passaria mesmo! Não tem base não, aquela joça é do demônio!! – Naruto se manifestou movendo a cabeça negativamente.

Neji e Sasuke riram rapidamente e eu também sorri. Realmente, Naruto jogando xadrez japonês não dá muito certo...

_ Fala cabeça... de pimenta.... – Naruto saudou deixando a frase morrer ao meio.

Ergui minha cabeça e quando vi a figura de Gaara a nossa frente entendi bem o porquê. Céus, o que é que aconteceu com ele? Está como se um trator tivesse passado por cima dele.

_ Ô Gaara, apanhou de quem? – Naruto perguntou até meio sério.

Todos olhamos esse ruivinho esquentado se sentar ao lado de Sasuke como se estivesse com todo o corpo dolorido. Será que um deles o atacou? Ou...? Ino. Claro, deve ter brigado com ela a madrugada toda.

_ Cala a boca Naruto. Não apanhei de ninguém. – ele respondeu gentil como um escorpião.

_ Mas está parecendo, você está um bagaço. – Naruto comentou passando a ele o suco de morango que pegamos para ele.

Gaara pegou o suco com seu olhar furioso de sempre, mas dessa vez não vai ter como deixarmos isso passar em branco. Ele vai ter que nos contar o que houve.

_ Se não apanhou então o que aconteceu contigo? – Neji fez a pergunta de uma vez.

Ele olhou-nos com aquele mesmo olhar opaco que nos lança quando parece esconder algo. Não entendo porque ele esconde tanto da gente. Okay, é meio da natureza dele ser fechado, mas ele aparenta ir muito além disso, parece se isolar.

_ Só estou com o corpo meio dolorido, não dormi bem. – Gaara contou, mas para mim, isso está resumido demais...

_ Você e a projeto de stripper quase se mataram não é? – a suposição de Naruto trouxe algo a minha mente: a última vez em que dormimos no quarto delas dias atrás.

Lembro-me da forma como ela estava no café da manhã. Bem semelhante a como ele está agora. Neji sorriu de canto de uma maneira meio estranha, o que será que ele desconfia que eu não estou sabendo? Bom, não interessa muito agora. É melhor perguntar para ele depois. Sou discreto, e também, não estou afim de deixar o Gaara ainda mais irritado.

Naruto já iria fazer a pergunta de novo para insistir que o Gaara desse uma resposta, mas logo que eu vi aquela silhueta atrás dele soube que isso não seria possível.

_ E aí, galera? – Suigetsu se pronunciou sorrindo de canto, tomando um gole da água que ele vive enchendo naquela garrafinha para lá e para cá. Nunca vi beber tanta água, é muita paranóia em limpar o sangue, só pode! Daqui a pouco ele acaba com a água desse lugar.

Sasuke trincou a mandíbula e suspirou baixo, para que somente nós a sua frente percebêssemos. Esse cara é mesmo um baita de um mala... Acho que vamos ter que desenhar para ele entender que NÃO queremos ele com a gente. Que não confiamos nele nenhum pouco e não pretendemos ser amigos dele.

_ O que você está fazendo aqui Suigetsu? – Sasuke indagou mesclando cansaço e irritação.

_ Qual foi agora? Só vim dar um alô, e ver se hoje estão com um humor um pouquinho melhor. – já saquei que a especialidade desse cara é justamente alfinetar. Desde a primeira vez que o avistei após Sasuke nos contar a respeito dele, tive essa impressão. Ele não perde uma. Está sempre muito mais do que atento em cada palavra e gesto que fazemos, como se realmente estivesse nos observando. Não consigo tirar da cabeça que ele isso de que ele provavelmente esconde algo muito importante... Porém, se ele está sempre atento, eu estou mais. Não sei muito bem qual é a dele realmente, mas não só eu, todos nós vamos descobrir.

_ Não. Hoje nosso humor não está melhor. Então cai fora daqui. – Gaara disse olhando-o com raiva. De fato, a pior coisa que esse garoto meio peixe fez foi provocar o Gaara semana passada...

_ Okay ruivinho, qual teu problema comigo “mermão”? Tudo bem, semana passada eu deixei para lá, fiquei na minha, mas agora eu quero saber. O que é que eu fiz? – Suigetsu deu um passo a frente encarando o Gaara e eu suspirei tenso. Lá vem outra briga...

_ Suigetsu né? Então, é melhor você não ficar cercando a gente. Estamos meio de cabeça cheia essa semana, principalmente o Gaara. É melhor você ir conversar com outras pessoas. – Neji tentou ponderar sem soar muito grosso.

_ Qual o nome daquelas gracinhas ali? Aquela loira e a de cabelo rosa são para lá de gatas... Sabem se elas estão com alguém? – agora sim esse cara declarou guerra...

_ Não é da sua conta. Se manda daqui Suigetsu!!! – Sasuke exclamou pondo-se de pé e apontando para longe da nossa mesa.

Não esperava uma reação dessas vinda do Sasuke. Mas, se bem que ultimamente ele anda apegado demais na rosada, e ainda tem o fato de que quase se beijaram no dia em que houve aquele apagão. Porém, Sasuke não tem esses tipos de descontroles por conta de uma garota, o que significa que o planinho dele de se divertir com ela está dando totalmente errado, e em está caindo na armadilha é ele próprio.

_ Uou!!! Uchiha Sasuke gamado em uma simples garota... Mas é muito triste, o apocalipse mundano está mesmo mais perto do que eu pensava. – será que ele não é capaz de parar de debochar nem por um segundo? Será que não pensa? Somos cinco contra um, não é possível que ele seja idiota o suficiente a ponto de continuar com isso.

Sasuke rangeu os dentes entregando-se a ira pela primeira vez na nossa frente.

_ Tudo bem... Tudo bem... Eu vou. Não estou afim de criar confusões nesse inferno de lugar. Mas fica a dica Sasuke: não deixe que uma garota seja responsável pela sua cova. Nós sempre brigamos, um nunca foi com a cara do outro, mas crescemos juntos, então sinto que é minha obrigação te dizer isso. – o modo como Suigetsu disse essas palavras confundiu-me ainda mais. Afinal, qual é a desse cara? A menos que a intenção dele seja exatamente essa: confundir a gente.

Ele deu as costas e Sasuke sentou-se de volta em seu lugar. Bendita hora em que esse garoto foi chegar...

Naruto levou o dedo à língua fazendo um gesto de vômito, de nojo, e todos nós rimos de canto.

_ Ai esse cara parece que surge do nada para irritar velho... – Naruto comentou terminando de tomar sua coca.

Sasuke suspirou e é óbvio: ele deve estar pensando nas palavras do Suigetsu.

_ Daria um bom par com a sem noção da Karin. – sabe que o Neji tem razão? Karin e ele são idênticos.

_ O peixe azul e a serpente vermelha. – falei e Neji afirmou de cabeça como sempre fazemos quando pensamos o mesmo ou concordamos com algo.

_ Mano, a Karin daria uma péssima mãe, coitada da pobre da criança se ela tiver um filho um dia. – taí, concordo com o Naruto. Karin não daria uma mãe descente. Novamente a problemática-mor veio a minha mente, será que ela daria uma boa mãe? Tenho certeza que o caso dela seria bem diferente. Ela certamente daria uma boa mãe. Mas seria como a minha mãe, que encarnava algumas entidades malignas de vez em quando. Arg, porque diabos estou pensando isso?!

_ Outra que também iria ficar perdidinha tendo que cuidar de uma criança seria a Ino. Era até mais fácil a criança cuidar dela. – Neji comentou rindo e eu também não tive como não rir.

Entretanto, meu riso se foi quando vi Gaara parar o copo do suco de morango que iria levar a boca, e posso jurar que por alguns instantes foi como se ele tivesse ficado assustado. Dando uma leve tremida no copo.

Os caras não perceberam, mas eu acho que vou tentar levar um papo com ele mais tarde. Tem horas que até pessoas como ele precisam de um amigo.

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Konan POV´s:

A força que Nagato está depositando em meu braço está fazendo-o doer. Mas para onde é que ele está pretendendo me levar?! Estou a cada dia mais assustada com as atitudes dele. Parece querer dominar-me. Acha que sou sua serva. Ele está cada vez pior... Já não estou mais sabendo até onde vai sua loucura.

_ Nagato... Por favor, vamos, solta-me! – pedi mais uma vez tentando não tropeçar em meus próprios pés em mais uma dobre de corredores.

Mais uma vez ele ignorou minhas palavras e grunhiu como se estivesse ardendo em cólera. O que está acontecendo? Será que sua condição física está afetando também sua mente?

Dobramos mais um corredor e finalmente ele parou seu andador. Não entendo porque está fazendo todo esse esforço, sabe que não pode se esforçar assim! Que vai vomitar e perder muito sangue depois, que está aproximando sua morte! O vi abrir uma porta estreita, girando a fechadura com dificuldade. O que ele quer nesse cômodo minúsculo? Tudo que precisa está no salão principal ou em sua instalação. Mas onde estamos? O que será que tem aí dentro?

_ Nagato... Onde estamos? – indaguei tentando soltar-me, mas ele dirigiu-me um olhar possesso, completamente fora de si que foi capaz de congelar-me. O que houve com ele?!?! Senti o medo invadir minhas veias pela primeira vez desde que adentrei esse lugar.

Ele aproveitou meu espanto e abriu a porta, empurrando-me para dentro desse quarto fétido e empoeirado. Rapidamente me ergui do chão e corri até a porta em desespero, ele está louco!!! Mas ele bateu a porta antes que minhas mãos conseguissem segurá-la a tempo.

_ Nagato!!!! Nagato o que está fazendo!?!?! – interroguei tentando girar a maçaneta, mas ele... não... ele trancou isso? _ Nagato abre essa porta!!!! Nagato!!!! – gritei esmurrando a porta na tentativa de conseguir abri-la.

_ Peça ao Pain para abrir a porta por você. – pude ouvir a voz rouca dele ir diminuindo, como se estivesse se afastando. Não!!!! Vai me deixar aqui?!?! Está completamente fora de si!!!

_ NAGATO!!!! NAGATO ABRE ESSA PORTA!!!! – gritei mais alto chutando e esmurrando a porta. Ele não pode me deixar aqui!!!! Não pode!!!

Continuei gritando e atingindo a porta na tentativa em vão de que alguém pudesse ouvir-me. Porém, acho melhor aguardar... Tenho que manter a calma. Uma hora alguém irá dar por minha falta e irá me tirar daqui.

Senti meus olhos começarem a ficar úmidos devido ao desespero. E se ninguém conseguir me achar? Nagato é um homem lunático. Totalmente fora de controle. Pedir ao Pain? O que será que ele quis dizer com isso? Não... Não é possível que ele saiba que Pain e eu... Mas o que isso iria afetá-lo? Não consigo compreender.

Olhei a minha volta. Esse lugar não tem nenhuma passagem de ar a não ser aquela minúscula janela gradeada no teto. Respirei fundo... Não posso acreditar que vou morrer aqui.

Voltei correndo a porta. Tenho que arrumar um jeito de sair daqui!!!!!

_ Socorro!!!! Alguém abra essa porta por favor!!!!

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Sakura POV´s:

Sinto cada fibra do meu corpo latejar depois das flexões absurdas que aquele Gai nos ordenou fazer. Cinquenta! Cinquenta flexões! Praticamente sucumbi em dificuldade de fazer aquilo, mas fiz, cumpri a tarefa e acho que consegui convencer de que fiz aquilo com uma certa persistência. Entretanto, quem realmente humilhou a todos entre nós, as meninas, foi a Tenten. Ela fechou a tarefa em menos de dez minutos, sem demonstrar esforço algum.

Realmente... O preparo físico dela é invejável, o que pode ser muito útil no plano. Todos parecem habitar um planeta diferente nos últimos dias, e isso está deixando-me muito aflita. Temos que nos focar no plano!!! Em sair desse inferno o mais rápido possível e conseguir a cabeça desses demônios em fora de humanos!!!! Arg!!! Suspirei mais uma vez. Tenho que manter minha lucidez, minha calma. Porque é que estou importando-me tanto com eles? Cheguei nesse inferno sozinha, qual a necessidade de sair dele acompanhada? Se ninguém está afim de sair daqui, bom, eu estou e vou planejar isso nos mínimos detalhes, com ou sem ajuda, para não haver falhas. Essa não era minha meta inicial? Sakura... Sakura... Porque é que está se preocupando tanto com pessoas que conhece há um mês?

Suspirei mais uma vez. Quem é que eu estou querendo enganar hein? Isso não poderia ter acontecido, mas aconteceu. Apeguei-me as garotas, apeguei-me aqueles garotos, e... Apeguei-me contra minha vontade ao Uchiha.

Não sairia daqui sem nenhum deles, isso já não parece ser uma escolha minha. Como eu gostaria de abandonar a face que eu tinha antes de ter acordado nesse lugar, mas essa sombra não abandonou-me, e é bem mais forte do que eu pensei. Está cravada a mim e a minha mente.

Levei uma de minhas mãos a cabeça... Outra vez, outra vez o Uchiha invadiu minhas memórias sem permissão. Não consigo retirar da minha mente o que senti com os lábios dele pressionados contra os meus... Não consigo retirar da minha mente o toque dele... As palavras dele... Sobretudo... “Você é a única exceção”... Droga!!! Droga!!! Porque é que essas palavras não saem da minha cabeça? Elas vieram-me a cabeça o dia todo. A cada vez que meus olhos cruzavam-se aos olhos nebulosos dele. Durante o café, durante a aula sem sentido daquela Anko ridícula, durante todas as horas em que ficamos correndo e fazendo flexões naquela quadra aos pedaços... O que será que ele quis dizer com essas palavras? Arg! Essa pergunta também não se descola da minha cabeça. Sei que queria muito saber sua resposta, mas prefiro não saber. Tenho receio. Não posso cair nos truques do Uchiha ainda mais!!!

E foi exatamente por isso que prestei toda atenção no que as garotas disseram durante o café, e agora, é exatamente por isso também que apenas entrei em nossa barraca para deixar uma garrafa de água feita de plástico que ganhamos para tomar durante a noite. Optei por não ficar lá junto dele. Vai ser melhor ficar aqui envolta dessa fogueira na companhia das garotas, exceto de Hinata, já que a barraca dela é bem distante daqui.

Mal tomamos banho no chuveiro recém-concertado de nosso quarto e já nos expulsaram de lá para voltar para esse acampamento improvisado aqui na área externa. Não consigo ver qual a finalidade disso. É muito estranho... Eu posso sentir... Já são três dias nessas situação. Há algo de errado acontecendo. Porque será que eles não querem nossa presença durante a noite no térreo? O que será que estão querendo esconder de nossos olhos para não se arriscarem?

_ Haruno Sakura... Bonito nome. – virei-me de imediato e pude encarar o tal novato do qual Sasuke havia contado-me mais cedo na barraca. Suigetsu...

Olhei-o sem qualquer expressão e ele exibiu um sorriso de canto soando meio cínico ao meu ver. O diabos ele quer comigo? Coitado, se estiver na esperança de ter algo comigo é melhor sair já daqui. Não vai ser elogiando meu nome que irá conseguir essa façanha, somente nascendo de novo. Ou melhor, nem mesmo nascendo de novo.

_ O que quer? – indaguei impaciente. A presença desse garoto está começando a me incomodar. Sasuke não confia nenhum pouco nele, pude percerber. Além disso, segundo o Uchiha ele faz o perfil de garoto metidinho a “playboy” achando que é superior a todos e sempre fazendo questão de acender uma fagulha para ver os outros explodirem entre si. E acho que posso mesmo concordar com ele... Esse tal Suigestu me cheira a inconfiança.

_ Hey! Hey! Uma bad girl... Taí, gostei de você. Tem atitude. Não tem nem um pouco cara de ser uma simples ovelha seguindo o rebanho... – o que será que ele pretende com essa enrolação toda? Porque não chega direto ao ponto que o fez falar comigo? Será que não está óbvio o suficiente que eu não pretendo nenhum pouco dar bola para ele?

_ O que quer? – elevei um pouco mais meu tom de voz sem expressão, mas agora quero que ele soe firme. Não estou nada afim de ficar de papinho com ninguém.

_ Calma... Só queria saber que parada é essa de que você lidera um plano de fuga. – petrifiquei-me da cabeça aos pés.

Oi??? Como foi que esse imbecil ficou sabendo do plano?!?! Merda. Mais isso agora!!! Que história é essa de boato?!?! Não... Não... Não!!!! Isso não é nada bom... Merda!!! Porra!!! Presico ser o mais natural possível agora, não interessa quem tenha espalhado ou inventando isso nesse segundo. Nesse momento, tenho que cumprir muito bem o papel de desentedida ou posso acabar colocando tudo a perder.

_ Que história é essa? Não tenho plano nenhum! Quem te disse esse absurdo? Aliás, não tem como se ter um plano de fuga. É impossível sair desse lugar. Você, que que acabou de chegar, é melhor que tenha consciência disso. – afirmei colocando todo meu sangue frio para ser o mais convincente que já fui em toda minha vida.

_ Relaxa! Estava só brincando contigo... Acabei de inventar essa gostou? – ele debochou e eu realmente vi tudo a minha frente se escurecer.

Idiota. Idiota!!!!!! É isso que esse garoto é: um idiota!!!! Quase tive um troço aqui e ele vem com essa de “acabei de inventar” ah mais que vontade de fatiar esse garoto!!!! E eu ainda tenho que manter a de boa moça desentendida depois dessa!!! Era só o que me faltava!!!

Controlei minha vontade anormal de dar um baita de um soco na cara dele e sorri de canto com toda minha capacidade de inexpressão e de atuar.

_ Gostei. Foi muito boa. – ironizei e ele sorriu ainda mais.

_ Ta envolvida com alguém aqui ou ainda não te flecharam? – ele perguntou se aproximando.

Virei-me na esperança de caminhar para mais perto da fogueira e das pessoas, e ele seguiu-me.

_ Não estou e nem pretendo me envolver com ninguém. – fiz toda questão de afirmar para ver se finalmente esse ser cala a boca.

Meus olhos acabaram desviando-se involuntariamente na direção da barraca que terei de dividir com o Uchiha por mais uma noite. Uma sensação horrível invadiu a boca de meu estômago, como se estivesse contando uma mentira muito grave. Não consigo entender o que está havendo comigo...

Acabei me distraindo feio e como consequência trombei sem intenção em alguém que por azar estava minha frente. E por falar em azar...

_ Olha por onde anda sua recalcada! – Karin disse tocando seus óculos e eu novamente tive que me segurar para manter minha inexpressão. De tantas pessoas que eu poderia trombar, céus, porque com essa garota superficial ridícula?

E outra, a recalcada aqui não sou eu de forma alguma...

_ E você tenha mais educação. Ah é! Eu me esqueci completamente que você não sabe o significado dessa palavra. – devolvi rangendo os dentes e vazando fora dali o mais rápido que meu andar pôde ir. Suportar essa garota é o que eu menos queria ter de aguentar por hoje!

Uma sensação ruim invadiu minha espinha. Eles estão quietos demais... Isso não é nada bom. Posso sentir.

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Hinata POV´s:

Não sou do tipo de pessoa que costuma comemorar o azar alheio, quanto mais desejar algo ruim a alguém, mesmo que esse alguém não seja de meu agrado. No entanto, não sei como escondo minha cara de felicidade por a Karin ter resolvido dar uma volta e ter saído daqui. Não importa-me se é por pouco tempo, mas somente esse pouco tempo longe das reclamações e críticas dela já basta.

Suspirei sentindo-me leve e finalmente consegui terminar de arrumar meu saco de dormir. Gostaria mesmo que meu sono desse uma mãozinha amiga por hoje e chegasse cedo, assim, quando a Karin voltar com o ar de sua graça, já estaria no sétimo sono. Ajeitei minha franja e suspirei novamente. Por mais que esteja momentaneamente para cima, nada consegue apagar o clima horrível que foi nosso café matutino hoje.

Ino está escondendo algo de mim. Posso sentir. E eu, como sempre, estou muito preocupada. Ela não costuma me inibir nada, e para estar o fazendo, só pode ser algo grave. Meu coração está aflito desde cedo, e por mais que eu tentasse questioná-la o que é que está acontecendo, ela disse não estar sabendo processar direito os últimos dias. Mas o que foi que aconteceu nesses últimos dias para deixá-la desse jeito? Claro, provavelmente deve haver com o irmão da Tema, mas para mim, ele parece normal. Não notei nada de errado com ele, já que o mau humor e aquela maneira meio depressiva de ser dele não são estranhas, e sim, normais tratando-se dele.

Em pura contradição a minha melhor amiga, a Tema e a Tenten estavam super felizes hoje. Inclusive, a maneira com a Tenten cumpriu aquela atividade do maluco do Gai deixou a todos boquiabertos, dentre essas pessoas, meu primo. Confesso que para mim foi até um pouco cômico ver a expressão que ele fez ao vê-la acabar a tarefa bem antes dele, e mais, levantando-se do chão daquele jeito. Os garotos só faltaram babar em cima dela! Sakura e eu nos divertimos bastante com isso, já que fomos completos desastres ambulantes naquilo. Mas pelo menos, depois de muito esforço, conseguimos terminar a tarefa. Definitivamente, exercícios físicos não combinam muito comigo, tenho muita dificuldade comigo mesma quando o assunto é meu corpo. E tenho essa consciência...

A Tema nos contou algo totalmente INÉDITO! Ela e o Nara passaram a madrugada jogando xadrez japonês e conversando sem que ela desferisse qualquer forma de agressão física nele. Sinceramente, até eu fiquei surpresa. Mas fico contente por ela, Shikamaru é um garoto muito inteligente, controlado, vai ser bom que ela aprenda a conviver melhor com ele. Fará bem a ela.

Mas... Acredito que hoje, eu esteja bem mais próxima da Ino ou da Sakura, que apesar de ter sido bem comunicativa comigo, estava muito pensativa. Não consigo retirar da minha mente a imagem dele sob mim, em decorrer do tombo que levamos. Já sinto minhas bochechas arderem outra vez, o brilho reluzente dos olhos azuis dele é realmente algo muito bonito, vívido. Jamais vi tamanha coragem e grandiosidade em um olhar antes. Porém, o que mais apavora-me é o fato de que ele quase beijou-me por inconsciência. Não soube nem o que fazer, fiquei espantada, muito nervosa e meu sangue se reuniu na minha cabeça.

Não iria conseguir beijar um garoto como ele, provavelmente eu estragaria tudo.

Aliás, esse meu jeito sempre estraga tudo. Queria tanto ser mais segura de mim como a Ino. Mas é sem querer, eu simplesmente não consigo fazer coisas desses tipo, e não posso nem culpar alguém por essa falha, já que ela é minha, não é algo de família. Neji é muito seguro de si, e por isso tantas vezes me senti inferior à ele. Não sou tão bonita como a Ino, tampouco tenho um corpo perfeito como o da Tenten, não entendo o que um garoto poderia querer comigo.

Bem, acho melhor esfriar a cabeça e ir respirar um pouco. Logo que abri o fecho da barraca tomei um leve susto. O que ele está fazendo aqui? Céus, o que houve com ele?! Acabei correndo na direção onde Naruto se encontra sentado, com a cabeça apoiada nos joelhos, envolvendo-os com os braços. Será que está chorando? Ele?

_ Naruto...? O que aconteceu? – indaguei ajoelhando-me no cimento frio.

_ Qual problema comigo hein, Hinata?... Porque eu não consigo fazer nada certo? – de imediato detectei o tom embargado de sua voz e senti uma grande preocupação me invadir. Como assim? Como um garoto detentor da coragem e persistência dele pode estar se entregando dessa forma? E que parada é essa agora? Ele sempre acreditou muito em si mesmo.

Um pouco receosa, respirei fundo e criei eu a coragem por nós nesse momento. Toquei um de seus joelhos e ele ergueu a cabeça, exibindo seus olhos azuis completamente molhados e avermelhados.

Nunca pensei em estar em uma situação como essa, vendo-me na obrigação de tentar ajudar o Naruto. Algo que para mim, ou melhor, para qualquer pessoa, é meio que imaginável.

_ Que isso Naruto... Você é tem uma coragem admirável, um coração justo, afetuoso, como é que pode dizer uma coisa dessas? – falei tentando ainda assimilar a cena que estou vendo.

_ Diz a verdade vai... Eu sempre atrapalho tudo, não sou como o resto dos caras, e você mesma sabe disso. Ninguém mais do que eu infernizou tanto a sua vida. Pode falar, para você eu sou um marginal, um idiota, ... – não o deixei completar a frase, o quê?! Que besteiras são essas que ele está dizendo? Esse é mesmo o Naruto? Okay, não somos grandes amigos e sim, eu o achava um marginal, mas como já disse a ele, meus conceitos mudaram.

_ Naruto... Já olhou para mim? Eu sou uma menina travada, muito mais do que tímida, então não venha me dizer essas coisas porque se não vamos ficar aqui eternamente tentando descobrir quem é o pior. – afirmei secando as lágrimas que correm por seu rosto com meus dedos trêmulos pela proximidade.

Ele permaneceu em silêncio, assim como eu. Por vários minutos. Porém, pareceu ir melhorando aos poucos, chegando a demonstrar um fraco sorriso de canto.

_ Sabe o que eu estou vendo? Uma situação que na minha cabeça nunca iria acontecer... – ele zombou rindo baixinho, e eu o acompanhei. Ele tem toda razão.

_ Não acha melhor se levantar daí? Deve estar cansado depois da aula de hoje do Gai, se fosse você iria tentar descansar. – aconselhei tentando ser útil.

Ele estendeu-me sua mão e eu a peguei, ajudando-o a se levantar.

_ Estou dividindo a barraca com o cachorro vermelho, aí descansar fica meio difícil já que eu me irrito em um nível altíssimo com ele lá. – Naruto falou enquanto começamos a caminhar. Nossas barracas são tecnicamente próximas uma da outra.

_ Cachorro vermelho? – perguntei confusa.

_ É, o Kiba. – ele respondeu e eu arqueei uma de minhas sobrancelhas. Então é mesmo verdade que ele anda implicando com o Kiba?

_ Não fala assim dele Naruto, o Kiba é muito gentil. – opinei.

Ele rangeu os dentes em tom de ironia e eu optei por não retrucar, afinal, ele não estava muito bem agora a pouco.

_ Com quem está dividindo a barraca? – ele perguntou apertando a faixa preta que vive colocando na testa.

_ Com Karin... – lamentei.

_ Nós somos tão sortudos né? – a ironia dele acabou fazendo-me rir. Realmente, tanto eu quanto ele estão bem com isso de companheiros de barraca. Nossa! Muito bem...

_ Boa noite. – despedi-me logo que cheguei a minha barraca.

_ Valeu, para você também Hinata. – ele afirmou e meus lábios automaticamente se desprenderam.

Ele me chamou de quê?! Inacreditável... Não sei muito bem o porquê, mas um sorriso discreto se formou em minha boca e eu não consegui desfazê-lo. E de repente, flagrei-me cogitando a possibilidade de descobrir como será o beijo dele.

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Ino POV´s:

Estou me sentindo o pior de todos os seres humanos hoje. Minha cabeça dá voltas e mais voltas e a cada segundo fico mais confusa. Não consegui me deter, não consegui colocar um ponto final nessa situação. E pior de tudo é ter essa consciência maldita de que para ele, tudo tenha algum vago significado. Aliás, meu coração está sangrando... Sangrando porque estou levando isso longe demais... Estou acreditando como ele. Então, a face de Sai me vem a mente e eu simplesmente não consigo retirar alguma palavra de minha garganta ou demonstrar qualquer reação. Sai deve estar me odiando... Achando-me uma vagabunda como aquele garoto acha. Talvez seja isso... Eu devo mesmo ser uma vagabunda. Onde quer que Sai esteja, nesse momento ele provavelmente está repudiando-me por ter transado tantas vezes com seu assassino. Quando dou-me conta disso, sinto nojo. Muito nojo. Porém, essa sensação é passageira, e eu pareço esquecer totalmente dela quando vejo aquele garoto a poucos centímetros de mim.

Estou chocada. Completamente espantada por ter ouvido diversas vezes o coração dele bater tão forte. Não achava que ele realmente carregasse um. Ou melhor, nunca quis achar que ele realmente carregava um. Essa negação não deixa meu sangue, e sinto-me cada vez pior por saber que devo estar machucando-o mais do que indiretamente já fiz no passado. Não consigo entregar-me à ele. Ainda é muito difícil para mim apagar as memórias de Sai deitado sobre o asfalto. Gélido, inerte em um sono que eu não era capaz de acordá-lo.

O ouvi dizer que hoje fez dezessete anos. Mas não consegui falar nada com relação a isso, e em oposição acabei o perguntando sobre seus motivos de ter tirado Sai dos meus braços. Eu sei quais são estes motivos, e são justamente eles que estão torturando-me durante todo esse dia. Não consigo simplesmente corresponder ao que ele acha que sente, isso é... se ele ainda sente algo por mim. A necessidade absurda de invadir seu mundo, de saber mais a respeito dele me tenta. Mas ela não passa pelos fatos. As palavras de Temari me vêm a mente e outra vez fico de barcos atados. Ele não é como eu, que pelo menos em algum instante de minha vida fui verdadeiramente feliz. Temari já cansou de me falar o quanto ele pode ser retraído. O quanto ele se sente sozinho e o que essa solidão foi capaz de fazer à ele, trazendo uma raiva muito maior que a minha, uma revolta não contra os outros, mas contra ele mesmo. Quando tudo isso me vem a cabeça, sinto-me culpada, mas nada posso fazer. Não sei se tenho mesmo a capacidade de me afeiçoar à ele.

_ Vou dormir. – a voz imponente dele invadiu meus ouvidos e finalmente me dei conta de que ele está aqui também.

Ele se levantou do chão da barraca, puxando seu saco de dormir e o cobertor que lhe foi entregue. Meus olhos se cruzaram com os dele, e algo assustou-me. Ele está preocupado? Com o que será? Ele não me parece nenhum pouco do tipo de cara que se preocupa com alguma coisa.

_ O que houve? – indaguei olhando-o retirar sua camisa vinho e sentar-se em seu saco de dormir. Por alguns míseros instantes, foquei-me nele. Não sem quem o é de verdade, mas sem dúvidas, sob alguma luz sua imagem desnuda é bem mais bonita. O que irrita-me e tenta-me da mesma maneira, ele é um belo ruivo. E somente agora estou reparando bem neste fato. Neste e na tatuagem que ele tem no alto do braço esquerdo. Jamais havia prestado alguma atenção nela antes. Uma adaga. Vermelha e preta, com algo escrito.

_ Como assim? – ele questionou tentando esquivar-se de mim.

_ Com o que está preocupado?! – aumentei meu tom de voz. Quero que fique bem nítido que qualquer medida evasiva típica dele não irá funcionar por hoje.

Ele ergueu os olhos na minha direção, demonstrando desconforto e irritação.

_ Não estou preocupado com merda nenhuma. – ele atacou.

_ Claro que está! Não me importa o que seja, mas estou com a impressão de que tem algo haver comigo e eu exijo saber. – argumentei.

Ele rangeu os dentes em raiva, mas suspirou na tentativa de se acalmar e outra vez direcionou seu olhar a mim.

_ Você não pode engravidar não é? – hã?! Que história é essa?! Ah... Claro... Então é com isso que ele está preocupado?

_ Relaxa, eu jamais correria o risco de acabar carregando um filho teu em mim. – respondi deitando-me sobre meu saco de dormir.

O encarei em seguida, no entanto, ele não aparentou estar feliz com isso. O que dessa vez, preocupou a mim. A qual é agora hein? Não era isso que ele queria saber? Que estamos seguros? Então!

Analisei a expressão dele com cuidado e acho que posso ter falado o que não devia. Droga... Não queria piorar mais ainda a situação. Não queria piorar mais ainda a culpa que sinto pelo que ele é.

O vi deitar-se em seu saco de dormir e dar as costas a mim, o que sabe-se lá porquê, me atingiu como um tiro.

_ Feliz aniversário. – desejei tentando amenizar as coisas. Mesmo que elas não possam ser amenizadas.

_ Como sabia? – ele perguntou em tom muito baixo, o que novamente me atingiu.

_ Eu te ouvi dizendo hoje cedo. Parabéns... A Tema com certeza deve ter preparado alguma coisa para você. – opinei.

_ Não, Temari não se lembrou que hoje é meu aniversário. Nunca comemoramos essas besteiras na nossa família. – o quê?!?! Ele não comemora aniversário?!?! Como assim?!?! O que mais surpreendeu-me foi o fato de que mesmo dando tudo de si agora para soar natural, ele não pareceu contente.

_ Não acho que aniversários sejam besteiras... – falei sentando-me no saco de dormir de novo. Não dá para ficar deitada depois dessa.

_ Isso já é problema seu. – ele afirmou puxando mais ainda o cobertor.

Levantei-me e fui até ele, sentando-me na ponta de seu saco de dormir.

_ Okay, nossa situação atualmente é a pior possível. Mas por mais que... Por mais que... Esquece. Não vou deixar você passar seu aniversário assim, sozinho. Anda! Me dá espaço que eu vou dormir aqui hoje.

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Tenten POV´s:

_ Tudo bem... Minha vez: qual foi a maior mentira que já disse? – perguntei à ele. Jamais imaginei uma coisa dessas, mas estou adorando conversar com ele: Hyuuga Neji.

É... Estamos perdendo nossas sanidades nesse lugar a cada dia.

_ Na quarta série eu menti para o meu tio dizendo que não estava em condições de ir na aula, que estava morrendo de dor de cabeça. Quando na verdade, o que eu queria mesmo era ficar em casa sem fazer nada para não ter que me preocupar em dar o fora em uma garota que gostava de mim na escola. – ele contou e mais uma vez não consegui conter meu riso. Céus!!! Ele é muito mais certinho do que eu pensava!!! Sempre o achei um garoto moralista, totalmente racional, porém, que já deveria ter aprontado muitas na vida. Mas pelo visto... Errei feio.

_ Nossa que menino educado gente! – zombei fazendo-o rir também.

_ Okay, minha vez: o que é que você faz para manter esse corpo assim? – puxei o cobertor e ele olhou-me em interrogativa. Posso jurar que está 100% sem graça de fazer-me esta pergunta. Mas então? Porque quer tanto saber?

Sorri maliciosa apenas para deixá-lo mais envergonhado. Afinal, não é todo dia que vemos uma cena como essa: Hyuuga Neji envergonhado com algo.

_ Não faço nada. Sou assim. – afirmei rindo e ele arqueou uma das sobrancelhas iniciando nossa competição particular.

_ Depois diz que não é convencida... – ele ironizou dando início ao jogo.

_ Ué? O que eu posso fazer se me amo? – defendi-me puxando o cobertor que nós estamos mais dividindo do que um usando o seu próprio. Está bem frio essa madrugada.

O vi sorrir de canto e virar-se olhando-me tão de perto que acho bem capaz de eu ter ficado tão rubra quanto a Hinata. Os cabelos lisos dele e esse olhar valente que ele lança a qualquer um, realmente pegaram-me nesse momento.

_ Está mais do que correta. Você é uma garota muito bonita, se não se amasse teria algo errado. – meus lábios se entreabriram em surpresa e meu sangue parou de fluir por milésimos de segundo. Nunca pensei em ouvir algo deste tipo da boca dele.

Notas finais
Gostaram?? O que acharam??? Viradas e mais viradas de 360 graus rsrsrsrs.
Estou indo JÁ responder os reviews que eu deveria ter respondido mas não o fiz pois quando iria fazer isso uma notícia muito triste passou na minha tv :(
Comenteeeeem *---* e pergunteeem *----*
Beijocas, Nane.