Exilados

2 Capítulo 2: Que as batalhas começem


Notas iniciais
Oiiii, espero que gostem do cap.!!! P.s.: Ainda não respondi os comentários mas porque não tive tempo, mas amanhã responderei a todos!!! E como não queria deixá-los esperando decidi postar de uma vez.
Boa leitura!!!

A noite me encontrou bem a tempo de me ajudar a fechar os olhos mais uma vez

Vivendo uma história de aventura para meninos

De tantas maneiras

Vivendo uma história de aventura para meninos

Por tantos dias

Vivendo uma história de aventura para meninos.

Eu não posso escapar, nem se eu quisesse

Living a boy´s adventure tale — A-ha


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Sakura POV´s:


Outra sirene tocou e vi Hinata se levantar ainda preocupada da mesa onde estávamos. Ficamos em silêncio por cerca de uns dez ou quinze minutos. Não sabia o que dizer a ela, e ela pelo jeito também não estava muito afim de conversar. Ouvi os amigos do ruivo que fora com Ino para o tal funeral também se levantarem e passarem por nós.

_ Da próxima vez vê se consegue ensinar a sua amiga histérica qual o lugar dela burguesinha. – disse o loiro dando uma piscadela de forma cínica para Hinata, que puxou-me pela mão para sairmos o mais depressa dali. Não sabia qual a da Ino e a da Hinata em relação aqueles garotos, mas algo era bem claro para mim: em ambos os lados havia implicância, e no caso de Ino e do ruivo, talvez uma dose de ódio. Causada pelo o que eu não sabia, mas o olhar dos dois quando se cruzavam assemelhava a dois barris de pólvora, prestes a explodir com apenas um estímulo do outro.

Pelo que eu notava, Hinata aturava todas as provocações do loiro para não meter-se em confusão como a amiga, e eu deveria agir da mesma maneira. Ser praticamente invisível aos olhos “deles” a menos suspeitável para criar uma estratégia no qual eu fugiria daquele lugar horrendo. O loiro e seus amigos seguiram na direção oposta a que Hinata me conduzia. Porém, assim que o Uchiha passou por mim tive a mesma sensação de antes. Era como se o olhar dele tentasse me prender, como se ele estivesse tentando sacar quem eu era por conta própria. Não iria me aproximar de nenhum deles, aliás, não queria me aproximar de mais ninguém exceto Ino e Hinata do qual eu não tinha escolha pois dividíamos o quarto e porque Ino havia me dito que era proibido andar sem mais duas pessoas ao lado. Entretanto, muito quanto a ele me intrigava, desde aquele olhar nebuloso em minha direção ao fato de que ele havia fugido daquele lugar. Se ele havia fugido, sabia de uma passagem que dava para fora desse lugar, e isso era o me deixava em conflito. Precisava das informações dele para traçar minha própria trilha de fuga dali e dar um jeito de voltar para Tóquio e saber onde e o que havia ocorrido com meus pais.

Seguimos pelo corredor junto a uma legião de garotas, até que o mesmo cara que havia nos aberto à porta anteriormente, Hidan, a trancou. Hinata parou em frente do quarto 599 e tirou uma chave de um dos bolsos da calça cinza que ela usava, aliás, todos ali usavam pelo menos uma peça cinza de roupa. Eu era a única exceção. 599. Tinha de guardar aquele número, era o número do nosso quarto.

Hinata entrou e eu a segui, ela sentou-se em uma das camas e levou as mãos a cabeça.

_ Sakura... Estou rezando aos céus que a Ino não saia muito machucada dessa vez, e tudo por conta daquele garoto idiota!!! Já disse a ela para ignorar!! Mas todos os dias eles discutem!!! Sinceramente eu não entendo como aquele idiota pode ser irmão da Temari... – lamentou Hinata.

Olhei para ela já demonstrando que não sabia quem era Temari e ela prontamente me respondeu:

_ A Temari, ou Tema, como as meninas a chamam, é uma amiga nossa. O quarto dela é o daqui da frente, ela divide o quarto com a Tenten, logo te apresentamos elas! A Temari é irmã mais velha do Gaara, mas eles são totalmente opostos. – Hinata esclareceu levantando-se da cama e abrindo o armário branco do quarto.

_ Acho melhor você ir tomar um banho, deve estar muito confusa e cansada ainda, é melhor relaxar um pouco, ou pelo menos tentar... – aconselhou-me Hinata me entregando uma toalha também branca.

_ Obrigada. – agradeci mantendo meu tom de voz distante.

_ A porta do banheiro é essa aí atrás de você, ele é bem pequeno, mas a Ino e eu conseguimos nos virar, você com certeza também vai conseguir. – falou Hinata sorrindo de canto e abrindo a porta do banheiro.

De fato era muito pequeno, e como de praticamente tudo ali como eu pude notar, era branco e cinza. Havia uma ducha, um boxe de vidro, um sanitário, uma pia branca e um espelho médio. Quando já iria entrar, recordei-me de algo muito importante: não tinha malas ou alguma coisa parecida, não tinha minhas roupas. O que eu iria vestir? Olhei para Hinata e ela pareceu me compreender.

_ Ah é mesmo! Vou pegar umas roupas da Ino e você pode vesti-las, logo alguém deve vir entregar as suas. – explicou Hinata correndo para a cama de Ino e abrindo uma das gavetas que havia na cama da loira.

_ Minhas? – questionei.

_ Não são suas na verdade, são as roupas que todos usam. Branco, cinza, preto e vermelho. – Hinata disse me entregando uma blusa branca, uma bermuda cinza e uma calcinha branca. Eu as aceitei, afinal, estava em uma verdadeira situação crítica, onde nada do que era meu antes era meu agora. _ Mas não desanima não viu? Vamos lavar essas roupas que você está depois, e as meninas aqui são feras em customizar roupas! Inclusive, a Ino é a melhor! – completou Hinata na tentativa de me incentivar.

Não disse nada. Apenas adentrei o minúsculo banheiro, tranquei a porta e me olhei no espelho. Não era eu. Agora eu deveria ser uma outra pessoa. Alguém com somente uma meta, um sonho, se é que era possível se sonhar naquele lugar... o de fugir dali. Abri a primeira gaveta que havia em um armarinho a baixo da pia e retirei uma tesoura. Em cerca de trinta minutos eu seria uma nova e ardilosa Sakura.

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Ino POV´s:


Meus pés custavam a me obedecer. Já não tinham mais forças para continuar caminhando. Tudo por conta daquela praga ruiva. Meu segundo funeral. Já sabia pelo que deveria passar, mas confesso que me surpreendi desta vez, estava bem mais “esfolada” do que da primeira vez. Cerrava meus punhos molhados com meu próprio sangue para não desistir e persistir andando até o quarto, mas a cada segundo me sentia mais fraca. Nunca pensei que apanharia tanto em minha vida antes. Eu tinha uma vida perfeita. Um futuro que detinha tudo para também ser perfeito. Mas aqueles malditos desse lixo me tiraram tudo. Assim como aquele diabo em forma de garoto ruivo, que havia feito questão de me marcar para sempre. Ordinário. Se ele não fosse tão forte já teria o matado de tantas vezes em que brigamos desde que cheguei aqui e tive o maior azar de reencontrá-lo.

Eu não o suportava, e ele também não suportava-me. Somos como dois escorpiões famintos presos em um vidro a espera do primeiro vacilo do outro para que possamos cessar nossa fome com o sangue daquele pelo qual vemos a todo instante.

O meu único consolo naquele momento era saber que ele estava em estado bem pior que o meu. O diabo ruivo não gritava. Jamais o ouvi berrar ou demonstrar algum tipo de dor. Entretanto, ele havia gritado na câmara ao lado da que eu estava, e para ele ter gritado, certamente deveriam ter pegado pesado com ele. Mas eu não pretendo ter nenhum tipo de pena ou compaixão para com ele, pelo contrário, queria estar na mesma câmara que ele para ver seu rosto expressando dor, algo que ele havia despertado em mim um mês antes de me trazerem para essa merda de exílio.

Meu cabelo caía sob meu rosto, e eu optei por não tirá-lo. Estava com alguns arranhões nas bochechas e não estava afim de que as pessoas vissem. Dobrei mais um corredor, mas não tinha mais forças para continuar. Parei e sentei-me no chão. Precisava de forças para chegar o mais rápido possível no quarto. Mas já estava sem esperanças. Assim como já não tinha mais esperanças de sair daquela gaiola também, eu via algo nos olhos de Sakura que me fazia invejá-la levemente. Ela ainda parecia ter determinação por trás de todas aquelas muralhas que ela havia imposto para que não enxergássemos as fraquezas da Sakura interior. Eu já não tenho mais determinação suficiente. Tenho um longínquo raio de esperança, mas preciso de algo que a traga para perto novamente.

Levei as mãos ao rosto. Eu não queria chorar. Eu não iria chorar. Prometi isso a mim mesma, mas novamente descumpri uma promessa, sentia as lágrimas devido à dor dos ferimentos chegando.

_ Precisa de ajuda?

Não! Era a voz dele. Céus o que eu fiz de tão ruim?

_ Precisa de ajuda ou não?! – questionou Gaara mais uma vez.

Recusava-me a olhá-lo. Porém, me levantei e o encarei de frente. Ele tinha uma das mãos na região das costelas esquerdas, mas não estava tão ferido quanto eu. Então porque havia gritado? Um mísero ferimento nas costelas não derruba ninguém oras.

_ Não preciso, não quero e jamais vou querer nada que venha de você. – afirmei finalmente encontrando um poço de forças. Meu ódio por ele acabava por dar as forças de que eu necessitava para chegar de pé até o quarto. Virei-me e segui em frente, sob o provável olhar furioso dele.

_ Loira vagabunda. – ouvi ele praguejar enquanto me ultrapassava de propósito.

Logo ele sumiu de minhas vistas ao seguir uma direção oposta a minha pegando um outro caminho.

Suspirei, e enfim minhas preces pareciam ser atendidas. Quarto 599. A porta estava destrancada e eu a abri sem dificuldades.

_ Ino!!!! Oh meu Deus pegaram muito pesado dessa vez!!!! – exclamou Hinata demonstrando toda sua preocupação, levantando-se de sua cama e correndo até mim para ajudar-me.

_ Mas eu passo por cima Hina... pode escrever! – disse tentando manter meu antigo espírito otimista e persistente. Hinata me ajudou a deitar-me em minha cama, e todas as partes de meu corpo pareciam estar doendo mais.

_ Eu vou pegar nosso kit de primeiros socorros pode deixar!! – falou Hinata já abrindo sua parte do armário a procura do kit que Shizune havia lhe dado contrariando as regras. Shizune importava-se muito com Hinata, talvez porque de todas a nossa volta na ala onde dormíamos, ela fosse a mais ingênua.

Uma das únicas coisas boas que havia me ocorrido naquele lixo era Hinata. Encontrei uma verdadeira amiga.

_ E o Gaara como é que ele está? – Hinata perguntou enquanto cuidava carinhosamente de um dos meus ferimentos na testa.

_ Incrivelmente menos arrebentado que eu. – respondi sorrindo de canto tentando recuperar um pouco de meu humor.

_ Se ele não fosse irmão da Tema eu juro que estaria torcendo para aquele idiota ter se machucado mais que você. – opinou Hinata.

_ Uou!!! Hyuuga Hinata revelando seu lado maléfico da força?! – zombei.

Hinata apenas riu e continuou a cuidar do corte que eu tinha na testa.

_ Algumas pessoas tipo ele e outras pessoas merecem uma lição. – completou ela.

_ Outras pessoas tipo o Uzumaki? – perguntei.

_ É. – respondeu ela rindo.

_ Cadê a rosada? – questionei.

_ Tomando banho. Ino, emprestei umas roupas suas a ela tudo bem? Ela estava sem e as minhas são um pouco mais largas como eu gosto. – Hinata revelou.

_ Tudo bem. Só já te disse para parar com esse troço de vestir roupas mais largas, você tem um corpaço little Hyuuga! – opinei. Hinata tinha algumas paranóias que eu sinceramente não conseguia compreender.

_ Para Ino! Nem tenho. – disse ela.

Ouvimos a porta do banheiro se destrancar e Sakura saiu de dentro do local com minhas roupas, com o marcante e delicioso cheiro de morango do shampoo que Shizune havia nos fornecido e com os cabelos... Curtos? Hinata ficou boquiaberta com a façanha cometida por nossa mais nova colega de quarto, mas eu curti. Dava a ela um ar mais maduro, mas forte, e pelo visto Sakura já havia sacado que naquele lugar era preciso de forças a todo minuto. Nem que no meu caso, as forças venham até do meu ódio pelo diabo em forma de adolescente ruivo.

_ O que acharam? – perguntou ela pela primeira vez com um tom de voz mais descontraído, algo que até agora ainda não havíamos visto.

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Sakura POV´s:


Ino e Hinata olhavam-me surpresas. Hinata com um ar mais preocupado, espantado, como se não acreditasse que eu fui capaz de cortar meu cabelo, já Ino tinha um sorriso de canto, como se aprovasse o que eu fiz. Não poderia ficar desfilando por aquele lugar com meu cabelo róseo no tamanho que estava, todos pareciam me observar a onde quer que eu fosse, e eu tinha de ser invisível, imperceptível. Por outro lado, fiz algo que a muito já pretendia fazer, mudar radicalmente meu visual. Me sentia como uma pirralha, e a tempos já não era mais uma. Amo incondicionalmente minha mãe, entretanto, a única escrivã em meu destino sou eu.

_ O que acharam? – repeti já desfazendo o sorriso brando que eu tinha nos lábios.

_ Ficou bom... mas é loucura isso Sakura! – exclamou Hinata.

_ Estamos em um hospício Hinata, e nada melhor do que se parecer com os nossos colegas... – brinquei sem demonstrar algum tipo de expressão.

_ Eu adorei. Só não faço o mesmo porque não conseguiria viver sem meu cabelo amarrado. – manifestou-se Ino.

Ela estava bem machucada. Perguntei-me como estaria o ruivinho bad boy, mas certamente deveria ter suportado a barra. Ele não me pareceu nenhum pouco fraco. Me senti na obrigação de questionar como é que ela estava, mesmo já vendo-a naquele estado em minha frente.

_ Como você está? – questionei sentando-me em minha cama.

_ Quebrada. Mas logo estou pronta para o combate de novo. – brincou Ino.

_ Combate nenhum!!! Já chega de você ficar brigando com esse idiota, Ino ignore ele!!! – repreendeu Hinata terminando os curativos que fazia na testa dela e levantando-se do chão colocando as mãos na cintura em seguida.

Ino apenas sorriu cinicamente e comentou a amiga:

_ O dia em que eu e ele pararmos de brigar... Espera! Isso nunca vai acontecer! – zombou Ino sentando-se com dificuldade na beira da cama.

Hinata somente suspirou cansada e olhou na direção da minúscula janela repleta de grades de ferro que havia no quarto.

_ Já estamos a quatro dias sem ir tomar sol... Bem que eles podiam deixar nós irmos na área externa hoje... – Hinata disse fechando os olhos, como se almejasse o vento; o sol.

Repentinamente uma sirene tocou. Ino e Hinata assustaram-se, e eu somente pensava na hora de sair daquele maldito dormitório e conhecer o campo minado onde eu estava. Logo, ouvimos uma voz soar de algo que assemelhava-se a um alto-falante do lado de fora de nosso quarto.

_ TODOS PARA AS SUAS DETERMINADAS SALAS!!! JÁ!!!! OS RECRIADORES ASUMA E GAI OS AGUARDARÃO NAS PRÓXIMAS HORAS!!! – ordenou a voz, que logo eu reconheci. Era do tal Hidan.

_ Aulas... – Hinata suspirou desanimada.

_ Merda. – praguejou Ino.

_ Vamos Sakura... as “aulas” começaram... – falou Hinata pegando uma mochila em baixo de sua cama e sendo seguida por Ino, que pegou uma bolsa branca em baixo da sua. Eu apenas as segui novamente enquanto colocava meu casaco rosa. Quando saímos no corredor todas as portas também estavam sendo abertas e as garotas corriam em direção a uma outra porta de ferro, na direção oposta do qual havíamos ido para o almoço.

_ Como é que está meu irmão Ino? – perguntou uma loira com os cabelos presos em quatro rabos, que saía do quarto a frente do nosso, acompanhada de uma morena que usava dois coques. Uma delas pela descrição de Hinata só poderia ser a tal Temari do qual elas tanto falavam.

_ Poderia estar pior. – respondeu Ino.

_ Credo Ino! O ódio de vocês dois até me assusta sabia? – a morena se manifestou.

Ino somente riu divertida do comentário da morena e apoiou-se em Hinata para caminhar.

_ Puxa... você está mal mesmo... – comentou a morena.

_ Gente! Esta é a Sakura, nossa mais nova companheira de quarto. – apresentou-me Hinata sorridente.

_ De cela você quer dizer né? – cortou a loira.

_ Okay Tema... de cela, Sakura, estas são Temari e Tenten, nossas outras amigas. A Temari que é a irmã do Gaara. – Hinata explicou e as duas me olharam, optei por somente cumprimentar de volta.

_ Prazer. – limitei-me a dizer.

_ Prazer! – disseram as duas.

Olhei bem para ambas. Analisando-as. A morena era bem-humorada, um pouco mais descontraída que e a loira, que já aparentava ser alguém do tipo mais fechada. Entretanto, ela era inteligente, muito por sinal. Me olhava analisando-me da mesma forma.

Continuamos a caminhar, e assim que passamos pela grande porta dei-me conta de que realmente estava em uma prisão. Um campo de concentração ou algo muito parecido. O teto era praticamente inalcançável, e havia cercas elétricas em volta das pequenas janelas bem ao alto das paredes. Tinha muitos armários imundos, mal cuidados espalhados por todo o espaço quadricular onde estávamos e tudo detinha a cor cinza. Muitas das garotas passavam para pegar algo em um desses armários, entretanto, Ino, Hinata, as duas e eu, que as seguia, seguimos diretamente em direção a uma das muitas portas que havia por todos os lados. Entramos em algo que era praticamente uma sala de aula, o que me confundiu ainda mais. Se éramos mantidos prisioneiros, se estávamos isolados do mundo, em um exílio, porque diabos tínhamos aulas? Porque eles queriam nos fornecer conhecimentos? Estou a cada segundo mais confusa e confusa...

Já haviam garotos sentados nas carteiras, e de cara reconheci os cinco do refeitório sentados cada um em um lugar, como se tivessem sido obrigados a se separarem, exceto pelo moreno e o loiro, que estavam praticamente lado a lado. Olhei para o moreno. Ele persistia em me olhar da mesma forma que me olhara a pouco no refeitório, e isso me intrigava, o que ele queria comigo? Notei o ruivo a olhar fuzilantemente para Ino, que respondia o olhar. Ele não estava tão machucado quanto ela, a não ser pelo fato de que tocava a região do pulmão esquerdo como se tivesse doendo.

O moreno de cabelos longos observava Tenten, ao meu lado na porta, que também o observava. Aparentemente aquele ambiente era mesmo dominado pela implicância. Eu não poderia cair naquela emboscada caso isso não me deve algum tipo de vantagem ou algo precioso em troca, como informações. Nunca se sabe o dia de amanhã, e talvez eles soubessem de coisas que eu precisaria mais adiante. Entretanto, não pretendia dar papo a nenhum deles, principalmente para o moreno. Ele havia fugido daquele lugar. Não era alguém para se brincar. Era alguém do mesmo nível que eu, e na certa já deveria ter sacado que eu não pretendia ficar naquela masmorra para sempre.

_ Estão fazendo o que paradas aí?! Sentem-se!!!! – ordenou um homem que tragava um cigarro e estava de pé no centro da sala.

Imediatamente nos sentamos, e Tenten e eu acabamos por dar o azar de sentar-nos nas carteiras de frente para os dois morenos.

_ Quero que formem duplas!!! E resolvam todas as questões contidas nas folhas que eu entregarei!!! – começou o homem.

_ Você que vai escolher as duplas?! – perguntou Naruto debochado, parecendo um marginal sentado com os pés sob a mesa.

_ Sou eu quem manda nesse recinto senhor Uzumaki, e justamente por isso que senhor tem um milésimo de segundo para retirar suas patinhas da mesa ou irá dar oito voltas por todo o exílio!!! – ordenou o homem.

Naruto retirou os pés da mesa a contragosto e suspirou direcionando seu dedo médio ao homem que virava-se para pegar as folhas. Toda a turma caiu em risadas.

_ Calem-se!!!! – exclamou ele.

_ Palhaço... – ouvi o ruivo comentar.

_ Qual foi Gaara? Está com raivinha do mundo porque apanhou da histérica de novo? – provocou o loiro.

_ Cale essa sua maldita boca senhor Uzumaki!!! Não está em uma colônia de férias!!!! – exclamou o homem.

_ Claro que não, estou preso nessa porra de lugar senhor Asuma. – respondeu Naruto de modo irônico.

_ JÁ CHEGA!!! LOGO QUE ESSA AULA TERMINAR O SENHOR ESTÁ DIRETO NO FUNERAL UZUMAKI!!!! – decretou o homem calando toda a turma.

Naruto suspirou cansado e virou-se para encarar a janela.

_ Formem duplas!!! Nara e a senhorita Sabaku, Yamanaka e Haruno, Uzumaki e Uchiha, Sabaku e a senhorita Hyuuga, Mitsashi e o outro Hyuuga, ... – ele foi indicando e protestos surgiram. Agradeci mentalmente por sair com Ino, não iria saber o que fazer caso fosse com o moreno.

Ino sentou-se na carteira ao meu lado e unimos as mesas, porém, assim que olhei para trás lá estavam os dois: o loiro e o moreno. Droga! Quanto mais eu fujo mais ele se aproxima.

_ O que foi Sakura? – ouvi Ino perguntar.

_ Nada. – respondi tratando de me virar para frente.

_ Quem é o general? – questionei me referindo ao homem.

_ É o Asuma, um dos Hitlers que dá “aula” aqui. Espera até conhecer a Anko... – Ino disse estendendo a mim uma caneta para realizar o exercício. Eu apenas aceitei.

Começamos a tentar resolver algumas das questões de história da folha, entretanto, aquilo estava impossível!!! Quase não conseguia acreditar que eu estava tendo dificuldades em história, jamais tive!

_ Ai isso não tem resposta!! – praguejou Ino.

Vi um papel azul escuro chegar em minha mesa. O peguei aproveitando a distração de Ino e o abri:

“ Hey, qual teu nome?” era o que havia escrito no papel. Quem havia o mandado? Olhei para todos os cantos da sala, mas ninguém olhava-me. Então olhei para trás e vi o moreno me encarar. Ah não! Era dele. Peguei a caneta e respondi: “ Isso não é de seu interesse.” E joguei o papel na mesa dele.

Logo o papel veio a mim outra vez. “ Se não fosse do meu interesse não tinha lhe perguntado.” Peguei a caneta outra vez e respondi. “ Okay, se é do teu interesse, qual é esse interesse? “

O papel voltou a mim momentos depois. “ Perguntei antes. Qual teu nome?” Suspirei irritada e respondi: “ O que quer comigo? Porque quer saber meu nome? Cuida dos teus amiguinhos revoltados e me deixa. “ Joguei o papel na mesa dele outra vez, e a cada vez que eu me virava para respondê-lo, ele me encarava com seus olhos ônix nebulosos tentando prender-me a ele.

“ Apenas curiosidade. “ respondeu ele. Queria findar aquilo de uma vez. Estava parecendo uma menininha da quinta série que vivia trocando bilhetinhos pela sala. “ Sakura. Haruno Sakura. Satisfeito?” enviei. “ Por enquanto sim”. Respondeu ele.

Ino pegou o papel de minhas mãos e olhou-me boquiaberta.

_ Por enquanto sim? Por enquanto?! O que o Uchiha quer contigo?! – interrogou ela surpresa.

_ Se eu soubesse... – respondi sem dar muita corda a ela.

Ouvimos outra sirene forte.

_ PARA A ÁREA EXTERNA!!!! O RECRIADOR GAI OS AGUARDA!!! Vocês irão jogar queimado hoje!!! – informou Asuma.

Queimado? Ah que ótimo!!! Odeio queimado. Todos se levantaram das carteiras e logo grupinhos foram se formando na área quadricular. Quando passamos por eles, Temari disse ao garoto sonolento pelo qual havia feito o exercício:

_ Espero que tenha almoçado Nara, pois vai precisar de energia. – ameaçou Temari o empurrando levemente.

_ Problemática... – comentou ele com uma cara de “ já sei que estou ferrado”, como Ino me sussurrou divertida.

Quando já estávamos perto de mais uma porta de ferro pelo qual o tal Hidan nos conduzia, ouvimos Naruto dizer ao passar por Hinata:

_ Aí burguesinha, cuidado para não quebrar todas as unhas hoje... – zombou ele.

A maioria dos garotos começou a rir, e Hinata irritou-se, mas não disse uma palavra.

_ Detesto esses moleques... – Tenten comentou a mim.

Somente a ouvi, não queria me manifestar quanto a todas aquelas briguinhas. Mas confesso que o Uchiha já está me cansando. A onde olho tenho a impressão de estar sendo observada por ele. E talvez eu esteja...

Notas finais
Espero que tenham gostado!!!!
Beijocas, até mais!!! Nane.
Obs.: Perguntem muuuito *-*