Exilados
12 Capítulo 12: Os dilemas de Olympia
Notas iniciais
Eu jamais te deixarei perceber
Como meu coração partido está me machucando
Eu tenho meu orgulho e sei como esconder
Toda a minha tristeza e sofrimento
Eu farei meu pranto na chuva
Se eu esperar por céus tempestuosos
Você não distinguirá a chuva das lágrimas em meus olhos
Você jamais saberá que ainda te amo tanto
Embora os desgostos permaneçam no coração
Eu farei meu pranto na chuva
Gotas de chuvas caindo do céu
Jamais poderiam lavar meu sofrimento
Mas, uma vez que não estamos juntos
Eu esperarei por um tempo chuvoso
Pra esconder as lágrimas que eu espero que você jamais perceba
Crying in the rain — A-ha
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Sakura POV´s:
Ainda estou tentando ajeitar-me dentre todos esses travesseiros. Ino e Hinata exageraram com isso, estou me sentindo um urso de pelúcia. Hinata contou-me a respeito da prova que tiveram mais cedo. Apavorante. Não sei se considero-me sortuda ou não por não ter participado, pois aquele funeral também é algo extremamente terrível. Mais terrível ainda é não ter conseguido descobrir nada nessa empreitada. Tudo que resta-nos agora é Sasuke, e eu espero muito que ele tenha descoberto algo. Mas por enquanto ainda continua apagado segundo Gaara. Por falar em Gaara, o ruivo esquentado apareceu lá na enfermaria para buscar Neji.
De fato admiro muito esse garoto. Nunca pensei que ele passaria por uma situação daquelas em nome de Hinata, e até mesmo de Tenten. Sem dúvidas, Neji demonstrou uma outra face sua hoje, e ainda não sei se ela é boa ou não para o plano. No entanto, ele conseguiu informações preciosas. E a mais surpreendente delas é: estamos em um ex-campo nazista provavelmente. Horrível. Que lugar é esse afinal?! A cada dia que amanheço aqui sinto mais pavor desse lugar. Entretanto, as informações de Neji serão muito úteis para tentarmos um próximo passo. Segundo ele, devemos provavelmente estar na Europa, o que nos facilita muito e nos poupa muito trabalho pois já que temos uma suposição consistente de onde devemos estar, não estaremos tão perdidos assim quando conseguirmos fugir.
_ Você tinha que ter visto meu primo, Sakura! Ele teve realmente uma atitude admirável! – manifestou-se Hinata sorridente.
_ É, mas lembre-se que seu primo ainda é Hyuuga Neji, Hina. – Ino deu um toque enquanto terminava de arrumar os cabelos no banheiro.
Ela iria a onde se arrumando daquela forma? Como ela iria em algum lugar?
Olhei confusa para Hinata, que compreendeu meu olhar.
_ Ino vai se encontrar com mais um cara que cai aos pés dela. – Hinata contou sentando-se em sua cama após terminar de trocar de roupa. Ela colocou uma camiseta branca e um short também branco, puxou o kit de primeiros socorros cedido por Shizune e tratou de fazer um curativo em seus ralados.
_ Como vai fazer isso? – permiti-me perguntar a Ino, que saiu do banheiro indo a procura de alguma coisa.
_ Ainda não sei, mas já que estão aqui, teremos que ir para o quarto dele. – Ino revelou calçando seu all star. Ela estava realmente muito bonita. Com uma blusa vermelha de mangas longas e uma de suas saias customizadas branca.
_ Alô gatinhas de plantão!!! – pronunciou-se Tenten adentrando o quarto acompanhada de Temari.
_ Gatinhas de plantão? – Hinata questionou.
_ Adaptamos o apelido do loiro avoado. – Temari explicou sentando-se na beira de minha cama. _ E aí? Como é que você está? – perguntou-me ela.
Olhei-a. Não estava muito para conversas hoje, mas no entanto, essa eu teria de responder.
_ Melhor... – falei.
_ Você não sabe pelo que passamos hoje... – Temari completou.
_ Neji já contou a ela e a gente também. – Hinata afirmou sorrindo.
_ Sinceramente não esperava que estivéssemos em lugar tão grande e tão cruel assim... – manifestou-se Tenten.
_ O que eu não esperava é estar em um ex-território nazista! Era isso que eu não esperava! O resto... Não me surpreendi nenhum pouquinho. – Ino falou.
_ Isso facilita tudo não sabem? Como também dificulta. Significa que há uma grande chance de estarmos em terras européias, mas também significa que o domínio deles é muito maior do que a gente imaginava... – Temari comentou.
Repentinamente nossa porta foi aberta com brusquidão dela entrou-se um Gaara furioso, totalmente fora de si.
_ Você vai mesmo se encontrar com aquele cara?!?! Não tem respeito por si mesma?!?! – indagou ele levantando Ino da cama onde estava sentada ao puxá-la pelo braço. Apenas observei a cena completamente confusa, e não sou a única pelo visto. Hinata e Tenten estão boquiabertas de susto.
_ O que é que você entende de respeito seu ordinário?!?! Nem menos respeito à vida você tem!!!! – rebateu Ino puxando seu braço para soltar-se dele.
_ Gente por favor, parem com isso! Gaara, vá embora! – Hinata pediu levantando-se de sua cama.
Gaara encarou-a e ignorou completamente seu pedido, voltando seus olhos a Ino novamente.
_ O que eu faço ou deixo de fazer não lhe interessa seu maldito!!! Você não tem nada a ver com minha vida!!! Agora vaza já daqui!!!! – irritou-se Ino acertando-lhe um tapa. Logicamente Gaara não deixou por isso mesmo, devolveu-lhe o tapa e mais uma vez eu via aquilo: Ino avançou em Gaara e os derrubou no chão.
Temari e Tenten ergueram-se de minha cama e já estavam prontas para separar a briga se Shizune não tivesse adentrado o quarto e retirado Ino de cima dele. Temari não perdeu tempo e logo segurou o irmão também para que ele não voltasse com a briga.
_ O que é isso?!?! Gaara pode me explicar o que está fazendo aqui?!?! – Shizune se manifestou. Gaara nada disse, soltou-se ofegante de Temari e continuou encarando Ino com aquele olhar possesso tantas vezes demonstrado por ele em relação a ela.
Ino tentou soltar-se de Shizune e avançar nele outra vez. Mas Shizune a deteu, e surpresa prosseguiu:
_ Sinceramente eu não sei mais o que faço com vocês dois. Deviam se envergonhar por deixar isso chegar a ponto de se agredirem fisicamente! Já pensaram que se fosse outra pessoa passando por esse corredor agora os dois estavam direto no funeral?! É a última vez que separo as brigas de vocês dois! Da próxima irei obrigar vocês a pedirem desculpas um ao outro.
Ino e Gaara se entreolharam. Particularmente eu acho muito difícil eles pedirem desculpas um ao outro, e assim como eu, era isso que o olhar de ambos estava dizendo.
_ Ino você vem comigo, vamos ter uma conversa na enfermaria. E Gaara, vai voltar agora para seu quarto! – finalizou Shizune saindo do quarto e levando Ino consigo.
Gaara olhou a irmã e também deixou o quarto batendo a porta. Todas nos entreolhamos e Hinata sentou-se cansada em sua cama.
_ Eu já não entendo mais nada... – suspirou ela.
Tenten voltou a sentar-se em minha cama, e Temari optou por sentar-se no chão.
_ Tema... Dessa vez você não tem como escapar amiga... Conta para gente o que houve entre eles. Não dá mais para continuar vendo isso de braços cruzados! – falou Tenten olhando a amiga de maneira confiante.
Temari bufou e olhou-nos em seguida.
_ Eu até poderia contar o que sei, mas é a versão da Ino. Você é a única que sabe a versão dele Tema. Quem sabe batendo as duas versões não conseguimos sei lá... Ajudar nisso. – Hinata disse preocupada com Ino.
Encarei Temari. Ela não estava nenhum pouco a fim de contar tudo. Notou meu olhar sob ela e manifestou-se:
_ Você não deve estar entendendo nada né? – ela perguntou.
Apenas afirmei levemente de cabeça que também não consigo entender nada do que passa com aqueles dois.
_ Tema por favor... A gente jura que não conta para ninguém não é? – Hinata insistiu olhando para Tenten e eu.
Tenten afirmou de cabeça e eu me vi tendo que fazer mesmo. Essas brigas entre Gaara e Ino estão nos desfocando do plano. Além disso, Tenten tem razão. Consigo ver em Hinata que é muito duro para ela ver Ino e Gaara se enfrentando desse modo e ela não poder ajudar a amiga.
Temari suspirou e levou as mãos a cabeça por um instante, mas acabou cedendo aos nossos pedidos.
_ Não acredito que estou fazendo isso... Mas bem, Gaara e eu somos de Olympia, Washington. Nascemos e crescemos lá. Nossos pais eram empresários digamos assim... bem sucedidos. Eles trabalhavam bastante, então crescemos sob os cuidados dos empregados de nossa casa. Nós temos outro irmão, mais velho, Kankuro. Sempre fui muito apegada a Kankuro, mas Gaara e ele não se davam muito bem. Há bastante tempo Kankuro foi fazer faculdade fora da cidade e ficamos só eu e Gaara. Diferente de hoje, naquela época nós éramos muito próximos. Já que não nos dávamos bem com nossos colegas de classe e não tínhamos muitos amigos, eu só tinha a ele e só tinha a mim ou mais ou menos isso... – começou Temari.
Eu apenas ouvia atentamente, Hinata e Tenten faziam o mesmo.
_ Eu terminei o último ano de colegial e também estava para ir fazer faculdade fora, em Seattle. Então nesse meio tempo de final de ano e preocupações em entrar na faculdade que nossa mãe acabou falecendo em um trágico acidente de carro quando voltava para Olympia de uma conferência. Todos nós ficamos arrasados claro, e em meio a tudo isso que nosso pai decidiu que Gaara teria de se casar. O Kankuro nunca teve interesse algum nas empresas da família e já estava construindo sua vida fora, e ele disse a mim que não pretendia voltar. Nosso pai sempre relutou em deixar a mim a responsabilidade de comandar as empresas... Ele... Nunca acreditou no meu potencial. Gaara tinha feito dezesseis anos a poucos dias e ele já queria lhe encarregar a presidência. Gaara não concordou como o esperado, e também não concordou nenhum pouco com a idéia do casamento. Ninguém namorava em Olympia. Era muito raro alguém ter algo fixo lá me entendem? Mas não foi por isso que Gaara recusou se casar. Foi porque o nosso pai já tinha estipulado uma noiva... Em acordo com outra família tão tradicional quanto a nossa, os Yamanaka. – revelou Temari.
Hinata e Tenten se entreolharam chocadas e disseram juntas:
_ O Quê?!?!
Eu também não consegui inibir toda minha surpresa. Não esperava por uma dessa com certeza.
_ Isso, a noiva do Gaara seria a Ino. Gaara detestou toda a idéia de forçá-lo a se casar, e nós dois estávamos tentando de tudo para que nosso pai tirasse aquela idéia da cabeça. Até... o Gaara constatar que a única garota que ele se interessava em toda cidade era a tal Yamanaka Ino. – continuou Temari observando cada reação nossa.
Hinata levou as mãos a boca em espanto. E eu também não nego que também não esperava por mais essa. Gaara gostava de Ino? Impossível isso.
_ Ele continuou não concordando com a idéia do casamento, mas ele começou a reclamar menos sabe? E eu até cheguei a pensar que ele estava animado com aquilo algumas vezes. Só que em um fatídico dia dezessete acho que ele viu Ino e o ex-namorado dela, o tal Sai, aos beijos na rua não sei... E parece que ele sabia algumas coisas a respeito do Sai também... O que eu sei é que ele chegou transtornado em casa e nós tivemos uma briga horrível. Ele pegou o carro de nosso pai na garagem e saiu atordoado de casa. Eu, claro, peguei um táxi e segui ele. Ino e Sai saíram de um hotel e quando estavam atravessando a rua Gaara foi com tudo com o carro para cima deles. Mas ele freou, não entendi bem o porque mas tive a impressão que foi para que desse tempo da Ino não estar na mira do carro, e então ele atropelou Sai. Eu... Eu fiquei totalmente sem ação... Nunca esperei uma coisa dessas vinda do Gaara... Eu não consegui fazer nada além de chamar a emergência. Eu não consegui descer daquele táxi... A Ino estava desesperada, apavorada... E eu nunca pensei em encontrar ela logo em um lugar como esse. Muito menos esperava me tornar amiga dela. Mas o fato foi que aquilo deu a maior confusão para nossa família. E como se não bastasse tudo aquilo, nosso pai também acabou falecendo e Kankuro foi obrigado a retornar de viagem. Eu e ele tentamos conversar com o Gaara sei lá... Nem sei o que é que a gente tentou fazer... Só sei que acabamos dizendo para ele que não era mais nosso irmão e o Gaara saiu de casa. Não sei para onde ele foi... O que fez, não sei... Só o reencontrei depois aqui. Mas não o reconheço mais. Aquele garoto que entrou por aquela porta agora a pouco não é o meu irmão. – finalizou Temari controlando as lágrimas para não chorar diante de nós.
Tenten e eu não dissemos uma palavra. Hinata pareceu ligar alguns pontos mentalmente, mas também não nos disse nada.
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Gaara POV´s:
Adentrei o quarto não importando-me com os interrogatórios de Naruto, Neji e Shikamaru, que também estavam ali. Tudo que vi foi que Sasuke já estava acordado. No entanto, isso não importa-me agora também. Passei por eles sem proferir nada e entrei no banheiro trancando a porta. Bati as mãos na pia. Quem ela pensa que é?! Porque finge que não sabe de nada droga?!?!!!!! É uma vagabunda. É isso que ela é. Fica se entregando a qualquer um que lhe dá na telha!!! E como se não bastasse ainda devota aquele imbecil daquele canalha do ex-amante dela!!! Não arrependo-me um só segundo de ter passado as rodas daquele carro por cima dele. Arrependo-me foi de não ter feito o mesmo com ela.
Eu não consegui. Não consegui... Freei o carro assim que a vi pela primeira vez tão perto de mim. Não tive sangue frio o suficiente para... Não consigo compreender o que fiz para minha vida ser essa desgraça. Não consigo compreender o que fiz para ser tão detestado. Não consigo compreender porque todos me deixam uma hora. Todos me deixam.
Não consigo ouvi-la dizendo que me odeia. Perco a cabeça. As palavras dela sempre me atingem. Eu suporto, suporto para não meter mais pessoas nisso. Suporto para não acabar dizendo a ela que também queria odiá-la tanto quanto ela odeia-me, mas que diferente dela, falho nessa tarefa. Ela sempre faz questão de lembrar-me de quem realmente sou para ela: um ordinário que assassinou seu grande amor. Alguém vazio, sem sentimentos. Se ela soubesse da metade do que aquele canalha fazia pelas costas dela... Mas não serei eu a acabar com o pedestal dela. Não vou acabar com a devoção dela por ele. É a razão dela odiar-me, e prefiro vê-la odiando-me do que sentindo pena por mim ou algo semelhante. A pena dói mais. Já estou novamente parecendo um garotinho de cinco anos. Detesto a forma como ela faz isso. Detesto a forma como ela provoca-me essas malditas lágrimas. Em pensar que um dia achei que pudesse fazê-la amar-me.
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Ino POV´s:
Não agüento mais esses discursos da Shizune. Não estou prestando a mínima atenção no que ela está falando a mim. O que sei é que jamais me livrarei daquele garoto. Não suporto vê-lo chamar-me de vagabunda. Quem ele pensa que é para me chamar assim?! Ele acabou com minha vida. Despertou em mim um ódio que eu nunca pensei em sentir por alguém antes. Ordinário. Desgraçado. Não há uma só noite em que Sai não me vem a mente. Não entendo porque ele fez aquilo!!! Não entendo porque quis matá-lo!!! Eles nem se conheciam!!! Ele é um louco!!! Um garoto perturbado, vazio, sem sentimento algum!!! Não adianta o quanto Temari possa me dizer que ele não era assim quando mais novo. Eu não ligo para o que foi, o que é ou será. Ligo pelo que ele fez!!! Ligo pelo que ele faz!!!! Não consigo entender porque é que ele me odeia tanto para ficar para lá e para cá chamando-me de vagabunda, não entendo o que é que eu fiz para que ele me odiasse tanto!!!! Para que ele tirasse de mim o único cara que tratava-me diferente. Que não sentia algo por mim devido ao dinheiro dos meus pais. O único cara que não olhava-me como se eu fosse um pedaço de carne.
Sai me amava. Eu sei disso. Eu também o amava, e talvez ainda ame. Quando sair daqui não hesitarei em ir visitar seu túmulo no cemitério principal de Olympia. Ah Olympia... Éramos estranhos para nossos amigos. Os únicos que assumidamente namoravam. Todos sabíamos quem ficava com quem, mas mesmo que se gostassem muito, era raro aqueles que falavam “somos namorados”. Quanto mais noivos! Sai havia me pedido em noivado naquele dia. Tínhamos combinado de nos distrairmos em um bom hotel da cidade, passar um tempo juntos.
Meus pais não concordavam com meu namoro com Sai, e antes de sair de casa naquela tarde minha mãe tentou deter-me dizendo que tinha algo muito importante para me contar. Algo que era essencial para o futuro da nossa família. Eu não quis ouvir, saí de casa e fui ao encontro de Sai. Jamais soube o que era aquilo que minha mãe queria dizer-me, pois com a morte de Sai esqueci-me completamente daquilo e minha mãe também não voltou a falar no assunto. Meses depois acabei encontrando o assassino de Sai aqui. Nesse lugar pavoroso. É exatamente por isso que acho que nunca irei me livrar desse ruivo. Tudo que eu menos imaginava era topar com ele aqui.
Diversas vezes estive por um fio de ir ao encontro dele e tentar matá-lo. Mas sempre acabo hesitando temendo tornar-me algo tão repugnante como ele. Também não entendo porque ele se intromete tanto em minha vida. Nunca me intrometi na dele, porque ele acha que tem o direito de fazer isso?!?! A única coisa que sei é estou enganada em achar que ele sofre por alguma coisa. Sinto isso, mas sei que não é verdade.
_ Ino você está me ouvindo?! – ouvi Shizune chamar-me.
Encarei-a e ela olhou-me de volta.
_ Você não ouviu uma palavra do que eu disse não é? – perguntou ela suspirando frustrada.
_ Não. – respondi.
Tudo que quero é sair daqui.
_ Okay... Desisto. Vai, volta para o teu quarto. – permitiu ela. Desci daquela cama e caminhei em direção a porta. _ Ino... Acho que deviam conversar. – insistiu Shizune.
_ Shizune, o dia em que eu e ele conversarmos sem trocar um soco pode saber que eu fiquei louca. – falei dando uma piscadela simpática a ela e deixando a enfermaria.
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Naruto POV´s:
Eu vou arrombar aquela porta. To dizendo, se o Gaara não sair de lá em dez minutos não quero nem saber, vou meter o pé naquela porta.
_ Calma Naruto... Você sabe que ele é assim. – Neji falou colocando uma almofada para apoiar melhor sua perna enfaixada.
_ É, estou cansado de saber!!! Mas daqui a pouco dá o toque de recolher e eu preciso de luzes acesas para escovar meus dentes!! Não consigo escovar os dentes no escuro!! – argumentei.
Olhei mais uma vez para Sasuke. Ele havia acordado mais cedo, mas disse que ainda estava sentindo-se um pouco zonzo e acabou dormindo outra vez. Folgado. Está praticamente dormindo o dia inteiro! Entretanto, ele nos contou que infelizmente não conseguiu descobrir nada com o funeral. Que conseguiu escapar dos caras que o surraram mas não foi muito longe no tal corredor que ele nos relatou. Porque assim que dobrou o corredor deram-lhe um choque, e em seguida o apagaram.
Esses caras realmente não estão nada para brincadeira. Câmara de gás?! Quase não consigo acreditar nisso. Se não estivesse estado lá, e visto o que o Neji fez não acreditaria jamais.
Neji e Shikamaru nos contaram que chegaram a conclusão de que estamos em um ex território nazista ou algo assim. De fato, se isto não é a entrada para o inferno não sei mais o que é.
O que passamos hoje mais cedo foi bem pior que o tanque. A agonia de ver um companheiro seu indo em direção a morte... Quase pirei quando vi Neji voltando correndo para aquela rampa. Jamais tive amigos como eles. Pelo menos, vou poder carregar alguma coisa de bom quando sair daqui. Mas nada supera o fato de ser enganado, de acreditar que realmente teríamos a chance de escapar. Não devia ter acreditado naquilo tão fácil assim! Não consigo ao menos imaginar a possibilidade de termos chegado naquela cúpula. Do jeito que estávamos correndo, certamente chegaríamos lá. Se não fosse por Neji... Ele nos salvou.
O mais impressionante de tudo isso é que também temi pela burguesinha quando Shikamaru constatou que ele só poderia estar indo atrás da prima. Temi que Neji não conseguisse alcançá-la. Temi que ela entrasse naquela cúpula. É por isso que acho que essas provas viram a cabeça da gente. Nunca me imaginei tão preocupado justo com ela. Tenho total certeza de que essas provas viram a cabeça da gente!!!
Tudo que quero agora é que o teme acorde. Estou contente por ele não ter se machucado tanto quanto eu imaginei que ele estivesse.
_ O que vamos fazer agora? Sim porque... Nem a rosada nem o Sasuke conseguiram descobrir nada. – lembrou Shikamaru puxando assunto.
_ Eles não descobriram nada mas temos agora algumas suposições que podem ajudar. Sem falar que a descrição deles a respeito do segundo andar disso aqui pode talvez ajudar em alguma coisa. Temos que nos reunir. – Neji argumentou.
Agora que o Shikamaru falou... O teme e a rosada fizeram tudo isso em vão. Não consigo nem acreditar. Eles estão acabando com a gente. Tudo que fazemos parece não ter resultado! Tudo que tentamos é sempre em vão! Todas as hipóteses que tentamos averiguar até agora não surtiram efeito! Estamos sempre tentando bolar outro plano. É realmente desanimador. Frustrante. Vai acabar atormentando a todos nós. Novamente temos que bolar outra estratégia, perder outra noite de sono com isso.
Parece que estamos nos dissolvendo aos poucos. Neji está com a perna quebrada. Gaara tem fraturas nas costelas. A burguesinha levou uma mordida de raspão no braço. Sasuke e a rosada estão arrebentados por conta do funeral. Fora os ferimentos superficiais que todos nós temos. Será que essa tortura nunca vai acabar? Mas eu jamais perco minha determinação. Eu sei que uma hora nossos esforços vão ter de ser compensados.
Amanhã já temos aquela porcaria de “aula” outra vez. Como se não bastasse estarmos em um exílio, ainda temos que fingir que estamos em uma escola! Faça-me o favor! Como se aqueles ditadores fossem mesmo professores. Arg! Detesto tanto esse lugar que às vezes me seguro para não sair por aí quebrando a cara de alguns.
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Ino POV´s:
Cheguei no quarto e estranhei todo aquele silêncio. Temari e Tenten estavam lá. E todas olhavam-me de modo estranho. O que diabos está acontecendo?
_ Ino... – manifestou-se Hinata sorrindo como se estivesse tentando amenizar o clima.
_ O que houve? Anda gente!!! O que aconteceu? Porque estão com essas caras?! – indaguei sentando-me em minha cama.
Sakura olhou-me e Tenten e Temari se entreolharam. Porque ninguém queria me falar o que estavam fazendo antes da minha chegada?
_ Temari estava nos contando o que houve entre você e Gaara. – manifestou-se quem eu menos esperava: Sakura.
Vi Temari olhá-la de maneira repreensiva, assim como Hinata e Tenten também a olharam surpresas.
_ E é por isso que estão com essas caras? – perguntei incrédula. Não acredito que elas estão com essas caras fúnebres por conta disso. Como se elas não soubessem que o ruivo é um assassino, elas estão cansadas de saber!
Elas olharam-me e entendi isso como um “sim”.
_ Francamente! Vocês estão cansadas de saber porque odeio aquele garoto! Estão cansadas de saber o que ele fez!!! – exclamei.
_ É... Mas tem uma coisa que você parece não saber Ino. Tem uma coisa que eu sempre achei que soubesse mas cheguei a conclusão de que não sabe após ouvir a Hinata. – Temari afirmou.
O que ela quer dizer com isso? Como assim uma coisa que eu não sei?
Hinata olhou-me como se pedisse desculpas por contar a elas o que eu havia lhe dito.
_ Como assim?! O que quer dizer com isso?! – questionei completamente confusa.
Novamente elas se entreolharam e eu me irritei. Odeio ser a última a saber das coisas.
_ Você iria se casar com meu irmão Ino. – afirmou ela.
Olhei para todas elas e não segurei o riso. Que merda é essa agora?! Elas ficaram doidas por acaso?!
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Sasuke POV´s:
Minha cabeça dói tanto que eu não consigo distinguir o Naruto do Neji a minha frente. Mas nada sem dúvidas supera minha frustração. Não acredito que suportei tudo aquilo para retornar de mãos abanando... Aqueles malditos deram-me um choque do qual eu nunca mais irei me esquecer. Este sem dúvidas foi muito pior que o funeral que tive de agüentar devido a minha primeira fuga... Ai... Tentei dormir novamente para ver se essa vertigem dos diabos melhorava, mas não, ainda continuo sentindo-me tonto. Ergui-me com dificuldade na cama. Já consigo sentir minha visão se normalizando. É, esse que está me olhando sem dúvidas é o Naruto.
_ Nossa velho até que enfim!!! Já estava pensando em chamar um príncipe para te beijar ô bela adormecida! – É, com certeza este é o Naruto.
A única coisa do qual me preocupo agora é Sakura. Como será que ela está? Será que descobriu alguma coisa? Não devia tê-la deixado embarcar nisso. Ela não deve ter suportado uma surra daquelas. Se bem, que tratando-se dela, acho que achar isso é até um insulto. Jamais vi garota tão determinada. Há também outra coisa que perturba minha mente: tudo que Neji disse. Não acredito ainda que ele arriscou-se pela prima e pela Tenten. O que importa é que mais uma vez ele saiu inteiro dessa, ou mais ou menos isso. Ex-campo nazista? Não acredito que Shikamaru e ele chegaram a essa conclusão. Apesar que faz todo sentido. Daqueles lá nunca se deve duvidar.
_ Cadê a Sakura...? – perguntei levando uma de minhas mãos a cabeça.
_ Relaxa mano, ela está bem melhor que você e apanhou mais... – zombou Naruto.
Neji e Shikamaru se entreolharam como se segurassem o riso. Idiotas. Preferia ter levado uma surra bem maior a estar com essa maldita vertigem. Não sei o que foi que eles me injetaram, mas isso deixa uma pessoa completamente atordoada.
_ Ela...? – indaguei com o intuito de perguntar se ela havia descoberto algo. Mas Neji foi mais rápido:
_ Não, ela não conseguiu descobrir nada. Hidan a pegou antes que ela fosse muito longe.
Não consigo acreditar. Então... Tudo foi em vão? Inacreditável. Esse lugar está acabando conosco. Um a um.
Olhei a minha volta sentindo falta de alguém. Onde é que está o Gaara?
_ GAARA ABRE ESSA PORTA CARALHO!!!! VOCÊ TEM TRÊS SEGUNDOS!!! – Naruto berrou esmurrando a porta do banheiro.
A não... Ele brigou com a loirinha outra vez e se trancou lá? Maravilha...
_ Como ela está? – questionei referindo-me a Sakura.
_ Calma cara, ela está bem. Está toda esfolada, mas está viva. – falou Shikamaru.
_ Iremos fazer outra reunião. Amanhã à noite. – Neji comunicou suspirando cansado.
Já esperava por isso. Mas uma vez... Vamos ter de analisar o que sabemos e tentar outro plano.
_... TRÊS... DOIS... UM!!!! – Naruto já iria chutar a porta, quando repentinamente Gaara a abriu e ele chutou o ar.
Começamos a rir. Se não fosse as trapalhadas do dobe esse quarto estaria bem pior que um enterro hoje.
Notas finais
Beijocas, Nane.
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