Exchanged Sex 2.
17 Epílogo.
Notas iniciais
Epílogo
POV Zoro
O som das ondas batendo no casco do navio e o sol da manhã vindo da janela me acordam lentamente, fazendo-me bocejar. Coço os olhos e abro-os devagar, identificando Sanji virado de frente pra mim, com a cabeça no travesseiro.
Os raios solares batem em seu cabelo, fazendo seus fios brilharem. O sol também atinge seu rosto, refletindo em seus cílios louros.
Levo minha mão até seu rosto e acaricio sua pele macia com cuidado. Passo o polegar em seus lábios, sentindo sua maciez, e tiro sua franja do caminho e coloco-a para cima, observando seu rosto por inteiro.
Com a ponta dos dedos faço o caminho de suas sobrancelhas engraçadas e em seguida, passo os dedos sobre as pálpebras.
Ainda dormindo, ele pega minha mão e segura entre as suas.
— Zo... Ro... – murmura, sonhando. Sorrio e passo meus braços por seu corpo, abraçando-o junto a mim.
Ele se aconchega, encostando a cabeça em meu peito.
É por isso que ele me encanta. Suas ações inconscientes são tão fofas...
Aproveito seu momentâneo carinho e cheiro seu cabelo, sentindo o perfume de seu shampoo.
— Sanji... Você cheira tão bem... – murmuro, me inebriando. – E seu cabelo é tão macio...
Arrumo-me na cama e fico de frente para seu rosto novamente.
Beijo sua testa e logo em seguida sua bochecha. Então observo seus lábios e não resisto: pressiono os meus contra os dele.
— Fique aqui que eu vou fazer uma coisa legal para você. – peço, num sussurro. Sanji solta algo parecido com um resmungo e eu me levanto, saindo do quarto rapidamente. – Afinal, hoje é um dia especial.
Chego ao convés e vejo o sol nascendo. Alongo-me, bocejando outra vez.
Subo as escadas para a cozinha.
De longe, vejo Luffy quase caindo pela janela da cabine de observação, dormindo.
Observo-o cair na grama, acordar, bocejar, e ainda grogue, ir para o quarto masculino, dormir outra vez.
Abro a porta da cozinha e acendo a luz.
Antes de começar, não deixo de admirar a limpeza impecável da cozinha.
— Nossa, tem cheiro de produto de limpeza... – murmuro. – Ele deveria ser faxineiro também.
Então, começo meu trabalho.
Quando termino, coloco tudo numa bandeja e volto para o quarto.
Empurro a porta com o pé e fecho-a, deixando a bandeja sobre a cômoda.
— Sanji, acor... – começo, mas me interrompo. Uma ideia brota na minha cabeça.
Sorrio e subo na cama, passando uma perna de cada lado de seu corpo. Me abaixo e beijo seus lábios, saboreando-os. Sinto-os com a língua e sorrio ao vê-lo corar, mesmo dormindo. Passo meus beijos por seu pescoço e peitoral, descendo-os por sua barriga.
Então subo novamente e encosto minha boca em sua orelha.
— Eu sei que você está acordado, Ero-Cook. – sussurro, o que causa um arrepio em seu corpo. – Bom, pelo menos a parte de baixo do seu corpo está.
Ele não abre os olhos, e eu infiltro minha mão por baixo de sua calça de moletom.
— Interessante... Sem cueca. – observo, tocando sua pele desnuda sob a calça. – Você não acorda... Por acaso está me dando mole, Sanji?
Então ele abre os olhos, sonolento, e boceja.
— Não. Eu só queria saber até onde você iria com uma pessoa, sendo que ela está dormindo. – esclarece, se sentando na cama. – Pelo jeito, até o fim, certo?
— Se for com você, certíssimo. – confesso, beijando-lhe rapidamente. – Por que você é meu.
— Quem te disse? – pergunta.
— Eu disse.
— Você é muito folgado! – responde ele, e suspira. – Sinto cheiro de comida.
— É. Eu fiz o seu café da manhã. – falo, e ele se assusta.
— O quê? Você cozinhou? — pergunta, desconfiado. – Não colocou nenhum comprimido estranho na bebida, certo?
— Não, Ero-Cook. Só quis ser gentil. – falo. – Mas se você não quiser, eu posso comer, sabe...
— Espera! – pede, segurando meu braço. – Eu vou comer. Só espero que não esteja envenenado.
— Não envenenei e nem coloquei comprimido para dormir. – alfineto. – Também não dissolvi Viagra no seu suco.
— Se dissolveu, eu vou perceber. – avisa, e eu me levanto e pego a bandeja, colocando-a em seu colo.
— Aqui.
Ele observa a bandeja.
— Até que está bonitinha... – elogia. Ele levanta o copo e cheira o líquido. – Isso é suco de melancia?
— É.
— Hm... Parece bom. – fala, e em seguida, prova o suco. – Surpreendentemente bom. Meus parabéns.
— Você achou que o negócio ia ter gosto de bosta, é? – pergunto.
— Mais ou menos.
Em alguns minutos, ele come tudo que eu preparei: as torradas, o pão, o suco e até mesmo a maçã que eu lavei.
— Muito bom. Mas porque tudo isso? – pergunta ele, sorrindo de um jeito contido.
— Porque hoje é um dia especial para nós dois. – respondo, olhando-o nos olhos. – Poder ver seus dois olhos é bem melhor do que ver só um deles.
— O quê... Ei! Cadê minha franja? – pergunta ele, enquanto eu rio.
— Prendi. – explico, soltando o grampo de seu cabelo. A franja cai em seu rosto, lisa.
— Certo. – murmura, se levantando da cama. Observo seu corpo, coberto somente pela calça de moletom cinza. – Você disse que hoje é um dia especial... Por quê?
Levanto-me também e seguro seu queixo.
— É surpresa, meu Ero-Cook. – sussurro, e ao vê-lo corar, deixo um sorriso malicioso tomar conta de meu rosto. – Sabe, ainda são sete horas da manhã.
— E daí? – pergunta ele, focando meus lábios.
— Estão todos dormindo. – continuo, e ponho minha mão em suas costas. – E sinceramente... Você está uma tentação com essa calça de moletom.
— O que tem demais nessa calça? – pergunta, quase fechando os olhos para receber meu beijo.
— O fato de que você está nu embaixo dela. — e tomo sua boca, ainda sentindo o gosto do suco de melancia.
Empurro-o para cama novamente, sem separar nos lábios.
— Hm... Sanji com gosto melancia... – murmuro, infiltrando minha mão por dentro de sua calça. Já sinto sua ereção. – Nada mal.
— O gosto?
— O gosto também. – respondo, e antes de beijá-lo novamente, ouço sua risada.
— Boa noite, pessoal! Espero que tenham uma supeeeer noite de sono pesado! – deseja Franky, soltando o leme depois de travá-lo.
— Zoro, soltar âncora! – grita Luffy, entusiasmado.
Solto a âncora, e quando vejo que não está mais descendo, travo a corrente.
— A âncora está no fundo, Nami! – grito.
— Certo! Hoje é sexta feira, então... A guarda é sua, Chopper! – grita ela de volta, e Chopper bate continência.
— Hai! – responde.
— Sabe, eu não gosto desse negócio de você e a Robin não ficarem de guarda nunca... – fala Usopp.
— Nós não temos culpa. Nós duas somos mais frágeis do que vocês, bando de monstros. – responde ela, o que faz uma veia saltar na minha testa. Mulher folgada, essa Navegadora.
— Eu não gostei nada desse seu elogio... Sua idiota! – diz Chopper, fazendo sua dancinha de felicidade.
— Olha, não é por nada, mas... Chopper-san, eu acho que isso não foi um elogio. – fala Brook, guardando seu violino. – Mas eu vou ignorar, porque ver a Nami-san tão bonita me faz suspirar... Ah, é mesmo. Eu não tenho olhos e nem pulmões, yohohohohohoho!
— Sanji-kun, já está guardando tudo? – pergunta Robin, abrindo a porta da cozinha. – Ah, está trancando a geladeira. Boa noite.
— Boa noite, Robin-chwaan! Tenha bons sonhos! – responde ele, saindo da cozinha com corações saindo dos olhos.
— Chopper, boa sorte. Se ver qualquer coisa estranha, acione o alarme, ok? – pede Nami, e Chopper assente. – Pessoal, durmam bem!
Luffy é o primeiro a chegar no quarto.
— Yahoo, cama! – grita ele.
— Ei, Luffy! Essa é a minha cama! A sua é em cima! – grita Usopp, e ouço as risadas do Luffy. Em seguida, entram Brook e Franky, que fecha a porta atrás de si.
— Zoro, você apaga as luzes? Precisamos ficar o menos visíveis que pudermos, você sabe. – pede Nami, e eu concordo com a cabeça.
— Chopper, toma cuidado com as baratas! – grito, brincando.
— Não tenho medo de baratas, Zoro! – responde ele, mostrando-me a língua.
— Boa noite, Zoro-san. Boa noite novamente, Sanji-kun. – diz Robin, antes de entrar para o quarto. Sanji acena com a mão, enquanto eu apenas faço um movimento curto com a cabeça.
A porta é fechada e Chopper sobe para a cabine de observação.
— Durma bem, Zoro e Sanji! – grita ele, da janela.
— Boa sorte com a vigia, Chopper! – deseja Sanji, recebendo com resposta o sorriso alegre da rena. – Zoro. Eu vou descer primeiro.
— Sim. Espere-me acordado! – murmuro, mas ele ouve.
— Só porque você disse isso, vou dormir. – provoca, com um sorriso malicioso no rosto.
— Você sabe que eu posso fazer mesmo com você dormindo, certo? – pergunto.
— Ero-Marimo. – xinga, e eu sorrio. Vejo-o descer as escadas, enquanto eu atravesso o convés. Aperto o interruptor e desligo todas as luzes.
Fico impressionado com a beleza da lua e as estrelas a sua volta, brilhando e iluminando o navio com a luz branca.
Atravesso o convés numa corrida e desço as escadas, passando pela oficina e entrando no corredor. Passo o quarto sem querer, mas volto e consigo entrar.
Opa. Aqui é um depósito.
Volto pelo mesmo caminho e então, entro em meu quarto.
Encontro Sanji saindo do banho, com a toalha amarrada na cintura.
— Cheguei na hora, hein? – pergunto, sorrindo.
— Sai de perto! – manda ele, ficando na defensiva. Passo rapidamente por ele e abro a porta do banheiro.
— Ponha uma roupa. Quando eu terminar de tomar banho, tenho uma coisa legal para você. – falo, sorrindo. Ele desconfia. – Só... Faça o que eu estou pedindo.
— Você não manda em mim. – responde.
— Quer que eu te vista? Faço com o maior prazer. – sugiro.
— Não, pode deixar que eu faço.
— Bom garoto. – respondo, e ele fica irritado. Não faz diferença. Gosto de irritá-lo.
Tomo um banho rápido e me seco. Quando saio, Sanji me espera sentado na ponta da cama, com aquela calça de moletom e uma camiseta.
— Droga. Eu queria ter te trocado. – falo, ele me olha de baixo para cima.
— Estou curioso. – confessa, ignorando meu comentário.
— Deixe-me trocar de roupa. Então, você poderá matar a curiosidade. – falo, já colocando uma cueca e uma calça.
Coloco também uma camiseta e seco o cabelo.
— Sanji, por favor, me espere no convés. – peço, pendurando a toalha. Ele assente, ainda desconfiado, mas sai do quarto. Aproveito para, rapidamente, pegar a caixa dentro da minha gaveta.
Certo, Zoro. Não fique nervoso. Lembre-se do discurso que você preparou. Ah, droga. Eu não me lembro. Vou com a cara e a coragem mesmo.
Guardo a caixa no bolso e saio do quarto, minutos depois. Encontro Sanji no convés, observando as estrelas.
Ando lentamente até ele.
— O céu tem belas estrelas, não é? – admira. A luz branca da lua banha se corpo, o que o faz parecer ainda mais... Único.
— Não quer saber da sua surpresa? — pergunto, e ele me olha.
— Quero. Cadê? – pergunta.
— Mas antes, quero dizer algumas coisas.
— Certo. Diga. – pede.
— Hm... Ok. – começo, e olho para o chão, e depois foco em seu rosto. – Sanji... Você se lembra que, há um tempo, eu fiz uma grande cagada e adquiri uma maldição, certo?
— Mas é claro. – responde.
— Desde então, nós não nos soltamos mais, né? Eu sempre fui muito duro e mesmo em forma de mulher... Tinha você na palma da minha mão.
— Ei! – protesta, rindo.
— Mas então, Sanji... – continuo. Pego em sua mão e entrelaço nossos dedos. – Eu descobri que estava apaixonado por você. Não só apaixonado, como já te amava incondicionalmente.
Encosto minha testa na sua.
— Desde então, este sentimento tão primitivo tem crescido dentro de mim, de uma forma que eu não consigo explicar. E ele é tão poderoso e grande, que se eu te perdesse, realmente ficaria à míngua. Não conseguiria nem ao menos treinar, de tanto sentir a sua falta. – continuo. – Comparado ao amor que eu sentia por você quando você quase morreu por causa da máfia... Hm... Como posso colocar...
Penso por alguns segundos.
— Zoro?
— Sanji, tente comparar o Sol com a Lua. – peço. – A Lua brilha, mas não te sua luz própria. Comparada ao Sol, a Lua é minúscula. E o Sol... O Sol é majestoso, gigante, brilhante, quente, aconchegante... Ninguém consegue viver sem o Sol. E enquanto a Lua é só um satélite... O Sol é uma estrela.
Sanji não diz nada, mas seu sorriso demostra seu estado de espírito.
— E eu sou tipo a Lua, sabe? Frio, seco e sem brilho próprio. – continuo – Enquanto que você, Sanji... É como o Sol. Tão brilhante, tão belo e aconchegante, além de quente. Então, Sanji... Se eu sou a Lua... Por favor, seja o meu Sol. Não me deixe, porque se você fizer isso, eu realmente vou escurecer e deixar de significar qualquer coisa, por menor que seja.
Algumas lágrimas escapam de meu rosto. Olho para Sanji, que me encara de volta. Suas lágrimas também escapam.
— Então, Sanji... Hoje faz um ano que nós nos entrelaçamos. – falo, limpando algumas das lágrimas de seu rosto. – E eu quero te dar meu presente.
Pego a caixinha de veludo dentro do bolso e mostro para ele.
Diante de seu espanto, abro a caixinha e mostro-lhe o par de alianças de ouro.
— Sua mão esquerda, Ero-Cook. – peço, e ele estende a mão, tampando a boca com a outra.
Coloco a aliança em seu anelar e beijo o dedo.
— Meu nome está gravado nela. – completo. – Eu, Roronoa Zoro, te recebo por meu Ero-Cook, e prometo ser fiel, te amar e te respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. O que me diz?
— Seu idiota! – solta, e de repente, me abraça. Sua boca encosta na minha orelha. – Aceito.
— Ero-Cook, não me deixe. – peço, abraçando-o de volta. Então ele me solta e pega a aliança dentro da caixinha.
— Eu, Sanji, te recebo por meu Marimo, e prometo ser fiel, te amar e te respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. – repete ele, sorrindo e chorando ao mesmo tempo.
Ele põe a aliança em meu dedo.
— Agora nós somos um do outro. – concluo, sorrindo. – Eu sou seu, e você é meu.
— Como se já não fosse assim. – murmura ele.
Levanto seu queixo com os dedos e beijo-o, sentindo sua língua ávida na minha. O beijo fica salgado por causa de suas lágrimas, e eu sorrio, dando-lhe um selinho.
Abraço-o, beijando seu pescoço delicadamente.
— Né, Sanji... – murmuro, com a testa encostada na sua novamente. – Você vai ser meu Sol? Não vai me deixar ser uma Lua sem brilho?
— Sim. Eu serei seu Sol, Zoro. – diz ele, sorrindo – Eu prometo. Por isso, não me deixe também. Não seria capaz de aguentar uma vida sem você.
Sua declaração me faz soluçar e começar a chorar outra vez.
— Eu te amo. – solto, beijando seus lábios. – Tanto, tanto... Sanji, Eu te amo. Te amo.
Meu peito arde de tanto amor.
— Eu também, seu grande Marimo cheio de músculos. – brinca. – Eu te amo, e jamais deixarei de amar. Por que você é meu.
— E você é meu. – respondo, sorrindo também.
— Sim. Inteiramente seu. – responde, me beijando desta vez.
Sim, dele. E ele, meu. Agradeço à maldição por ter nos unido, e ao destino... Que não nos separará.
Ero-Cook. Seu corpo. E principalmente, aquele sentimento tão lindo que entrou em mim se que eu ao menos percebesse... Seu amor é só meu.
Meu Sanji.
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Fim.
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