Exchanged Sex 2.

7 Capítulo 6 - Leilão.


Notas iniciais
Yoooo!
Eu sei que demorei, me desculpem! Dessa vez eu não tenho alguma razão suficiente, só meu estúpido bloqueio criativo. Por isso, por favor, me xinguem o quanto quiserem!
Agradeço a todos que entenderam meu ponto de vista sobre o bebê do Zoro e do Sanji! Obrigada pelas opiniões de vocês! ^.^
Vamos aos agradecimentos! Muito obrigada à Portgas D Taylor, Sawako Chan (Por favor leiam as fica dela, são ótimas), Kahzinhaaa, Swan-kun, Marcella Alexandrin, JkUchiha, EroCook, Titania, Mokomo, Wendy C, Panda, Indignação, Rafachwan, Natyy, victoria e Lady vê, por ter comentado no capítulo anterior! Obrigada mesmo!
E Ã emi chan e Lady Roronoa: sejam bem vindas!

Bom, o que eu tenho a dizer é que neste capítulo, Zoro continua se sentindo culpado pelo sequestro do Sanji, e ele vai guardando toda aquela culpa para si mesmo, até duas belas mulheres abrirem seus olhos.

E... O Zoro está realmente com raiva.
Boa leitura!

Capítulo 6

POV Zoro

O navio se move rapidamente. Enquanto aproveito o conforto da grama do convés, Luffy e Usopp jogam cartas perto da árvore, que já está quase crescida novamente.

Eu já tinha quase me esquecido, mas quando Bon Clay esteve no navio, Sanji ficou tão irritado que, quando já não aguentava mais, saiu para o convés e quebrou a árvore ao meio. Usopp ficou com dó da árvore na época, e usou um de seus fertilizantes para fazê-la crescer novamente.

O vento bate no meu rosto suado do treinamento. Não consigo fazer nada além de treinar, treinar e treinar. E como estou sem minhas katanas, faço isso três vezes mais que antes.

– Franky, o Sunny está muito devagar! – fala Nami. – Não tem um jeito de ir mais rápido?

– Mais é claro que tem! – responde ele, e eu engasgo com a própria saliva.

– ENTÃO PORQUE DIABOS A GENTE TÁ INDO DEVAGAR DESSE JEITO!? – grita ela, com raiva.

– Mas... Foi você que disse para usar o Paddle Sunny! – responde ele, confuso.

– NÃO INTERESSA O QUE EU DISSE! ANDA LOGO E PÕE ESSE NAVIO PARA CORRER! – grita ela.

– Aw! Vou usar a Supeeeeeeeer Turbina Especial Tirada do Navio Mais Rápido do Mundo! – exclama ele. Precisava de um nome tão grande? Típico de Franky.

Ouço ele apertando alguns botões e o navio faz alguns barulhos, como se estivesse abrindo algo pesado.

– Se segurem! – grita ele, e eu me seguro em um dos balaústres, me pondo em pé.

De repente, o navio dá um solavanco e começa a deslizar pelo mar com uma velocidade incrível. Tão rápido que a proa fica um pouco inclinada para cima.

– Eu não sabia que o Lion-chan tinha motores, Franky-san! — grita Brook, se segurando no mastro do convés.

– Gasta muito combustível! Por isso, eu nunca uso! – grita ele de volta. – Zoro, Sanji! Vão abastecer com mais Cola!

Me solto e ando com cuidado até a popa. Sanji, né? Franky nem percebeu que chamou Sanji, por costume. Bom, eu vou sozinho.

Abro a porta e desço as escadas, já pegando um dos barris de cola vazios e trocando pelo novo. Faço o mesmo com os outros dois, porém o primeiro já está quase acabando. Quando termina, troco novamente. E assim eu acabo ficando trocando os barris toda vez que acaba.

Alguém abre a porta com força e me dá um susto.

– Ah, Robin. – falo, suspirando. – Você me assustou. O que houve?

Ela parece preocupada. Seus olhos denunciam isso.

– Eu vim avisar que não precisa mais trocar os barris. Franky vai dar uma pausa, usando o Paddle Sunny. – fala ela, andando até mim com cuidado.

– Mais alguma coisa? – pergunto. Ela nega com a cabeça. Parece... Frágil. Como se voltasse a ter 22 anos. Ela hesita. – Pode falar, Robin. Estou escutando.

– Zoro... Você está bem? – pergunta. Bem... Como se eu pudesse estar bem em uma horas dessas...

– Sim. Na medida do possível. – minto.

– Você não dorme há quantos dias? – pergunta, cruzando os braços em frente aos seios.

– Como assim, Robin? Eu durmo todos os dias. Todos sabem disso. – minto, novamente.

– Você não tem dormido no convés, e fica treinando a noite inteira. – responde. Droga. Ela é muito esperta. Não é possível enganar a Robin.

– Você só não vê a hora que eu durmo... – falo, desviando o olhar do seu.

– Suas olheiras estão profundas e muito escuras. – argumenta.

– Eu pintei.

– É mentira. – responde.

– Está bem! Eu confesso! – falo – Não durmo há... Algumas horas.

– Quatro dias, para ser mais exato. – suspira ela. – Todos nós sabemos como você se sente, mas você não pode ser tão descuidado. Já é o quinto dia que nós estamos no mar.

– Eu não consigo dormir, Robin. É simples. – confesso. – Se eu começo a cochilar, imagino Sanji sendo chicoteado pelos caras da máfia, fico com muita raiva de mim mesmo e vou treinar. Não quero dormir. Não posso.

– Entendo... Mas... Você acha que o Sanji-kun gostaria de te ver do jeito que está agora? – pergunta. Não sei o que responder.

De repente, sinto um tapa forte no rosto.

– Todos estão se sentindo muito mal ao te verem assim, Zoro. – fala, se arrumando.

Suspiro e vou em direção à porta.

– Obrigado, Robin. – murmuro. – Mas na minha posição, não quero melhorar. Ele está lá por minha culpa, e eu mereço o que estou sentindo. Não se incomode em tentar me animar, pois não vai dar certo. Por isso, o que eu tenho que fazer é treinar e... Acabar com a vida de quem o machucou. Pode escrever o que estou dizendo, se quiser.

Abro e fecho a porta atrás de mim, subindo as escadas novamente.

Subo para a cabine de observação e me coloco à treinar novamente.

Está muito devagar. Muito devagar. Muito devagar.

Passados alguns minutos, perco a paciência e desço novamente, indo até o leme.

– Franky, o Luffy está te chamando lá na cozinha. – falo.

– Okay! Cuide do leme para mim, Zorosuke! – responde, já correndo na direção do convés.

Ei, que merda foi essa de “suke”?

Sem nem pensar, agarro o leme e ativo o Soldier Dock System. Franky ouve o barulho e vira estátua, no meio do convés. Já se vira em vem correndo na minha direção. Não adianta. Não ouço nada além da minha ideia maluca. Agora a gente vai mais rápido, nem que eu tenha que chutar esse navio.

– Se segurem! – grito, e todos parecem confusos – Mandei segurar! Nós vamos... Voar!

Ativo o Channel Zero e, exatamente um segundo depois, o Coup de Burst é acionado. Nós voamos por um quilômetro, e quando batemos de volta no mar, eu quase desmaio. Chopper é o primeiro à chegar em mim.

– Zoro! – fala, assustado. – O que aconteceu?

– Foi só uma tontura. Não se preocupe. – respondo, me levantando.

– Nada disso! – exclama, e me ajuda a levantar, com seu Heavy Point. De repente, ele para. – Zoro, você está fedendo. Há quantos dias não toma um banho?

– Por quê isso interessa tanto? – pergunto.

– Você tem comido direito?

– C-Claro que sim... – respondo, desviando os olhos novamente.

– Mentiroso! Vou enfiar comida em você, goela abaixo! – grita, me agarrando. Me leva para a cozinha e pega um pacote de bolachas, enfiando várias na minha boca de uma vez. – Come logo! Virou criança!?

IDIOTA! Eu não consigo respirar!!

Você... Está ficando meio roxo... Ah, água! – fala e pega um copo com água, entregando-o para mim.

Bebo.

– Melhor? – pergunta. Eu assinto. – Foi mal. Coma.

– Vai me obrigar? – pergunto. Uma aura estranhamente maligna vem dele.

– Minhas habilidades médicas me permitem acabar com o seu corpo e você nem perceber. – ameaça. – Agora, coma.

Eu suspiro, mas continuo comendo os biscoitos do pacote. Quando termino, ele me agarra de novo.

– O que foi agora? – pergunto, confuso.

– Você vai tomar banho! Não aguento mais esse seu cheiro de suor! – fala, e abre a porta do banheiro masculino. O chuveiro é aberto, e ele me enfia embaixo da água gelada.

– Isso eu posso fazer sozinho. Dá licença. – falo, e ele sai do banheiro. Tiro minhas roupas, já encharcadas, e começo a tomar meu banho.

Consegui fazê-lo comer e tomar banho, Nami. – ouço, por fora do som do chuveiro.

Ótimo. Arigatou, Chopper. Sei eu ele não quer ajuda nessas coisas, mas daquele jeito, ele ia perecer. – responde ela.

Quando termino meu banho, faço a barba na pia e saio para o quarto.

Começo a colocar minhas roupas e observo a parede onde está encostada a cama de Sanji. Cheia de pôsteres de mulheres, principalmente da Nami e da Robin. Solto um riso.

De repente, a porta do quarto é aberta.

– Zoro! – grita Nami.

– Estou aqui. – falo, da parte de baixo do beliche.

– Vim te dar uma ótima notícia. – fala, sorrindo.

– Desembucha, mulher. – respondo, suspirando.

– Graças à você, que gastou quase todos os barris de Cola... Nós chegaremos à Ilha Tulipian amanhã, na parte da tarde.

– Amanhã à tarde? – pergunto. Uma luz se acende em minha mente, e eu me lembro da conversa que o Chef teve com o Shimada, da máfia.

“- E vocês vão leiloá-la quando? – perguntou o Chef.

– Daqui seis dias. Bom, se você chegar a tempo...”

– Ou seja, chegaremos em cima da hora. – falo, enquanto me levanto e coloco meu haramaki.

– Exatamente. E eu já tenho um plano perfeito. – responde.

– Os outros já sabem? – pergunto. Ela sorri e acena com a cabeça. — Então pode falar.

– É simples. – começa, entrando no quarto se sentando na cama da frente. – Enquanto o Usopp, eu, Luffy, você e o Brook nos fingimos de compradores, Chopper ficará de vigia, para que ninguém suspeite de nós. Claro, nós usaremos disfarces.

– Hm. – resmungo, me sentando também.

– Quanto terminar, Robin vai pegar as chaves das celas e abri-las. – continua.

– E o Franky? – pergunto.

– Ele ficará com o navio. – responde. – Quando Robin abrir as celas, Usopp vai ter colocado todos os funcionários para dormir com aqueles gases fedidos para plantas. E aí... Você entra lá e pega o Sanji. Chopper vai com você, pegar o resto das garotas.

– Espera... Deixa eu ver se entendi. – falo – Eu, você, Robin, Luffy, Brook e Usopp seremos distrações, no início. Em algum momento, Usopp vai sair e colocar todos os funcionários para dormir. Assim, a Robin pode roubar as chaves.

– Exatamente. – fala ela. Parece surpresa – Você tomou algum tipo de suco da inteligência, ou alguma coisa assim?

– Tem certeza que nós chegaremos amanhã à tarde? – pergunto, ignorando o comentário anterior.

– Certeza absoluta. – responde. Eu suspiro e me levanto. – Resumindo tudo, nós seremos silenciosos.

Imediatamente, olho para seu rosto.

– Você está brincando, não está? – pergunto, incrédulo. Ela me encara, confusa.

– O que eu disse de errado? – pergunta. Ponho a mão em sua testa. Estranho. Ela não está com febre.

– Nami... Está mais do que claro para mim que esse plano é tudo, menos silencioso. – falo.

– Do que você está falando, Zoro? – pergunta, entediada.

– Raciocina comigo. – peço. Ela assente. – Nós estamos indo para o covil da máfia, onde acontecem leilões de mulheres. A Marinha deve saber disso há muito tempo, por se tratar da máfia. Ou seja: com certeza tem alguém relacionado à Marinha no comando daquilo tudo. Você é besta?

– Eu já pensei nisso tudo, idiota. E já considerei tudo isso, também. Mas o que tem a ver com o que eu disse sobre o plano ser silencioso? – pergunta. Eu seguro seus ombros e olho dentro de seus olhos, ainda incrédulo por ela não ter pensado direito.

– Nami, o Luffy não disse que quer arrebentar a cara do chefe da Máfia? – pergunto. – Caso você não tenha pensado nisso ainda, há uma grande chance de o chefe ser um Tenryuubito!

– Ah! É verdade! Eu não tinha pensado nisso! – exclama.

– Se o Luffy disse que vai bater no cara, então nós vamos encarar um Almirante! Entendeu porque eu disse que o plano é tudo, menos silencioso? Qual é! Eu pensei que você tinha ligado os pontos! – continuo, nervoso.

– Acalme-se, Zoro. Nós estamos construindo tudo na base da suposição. – fala, tentando me tranquilizar.

– Sim, é uma suposição. Mas é uma suposição quase óbvia! – exclamo. Ela suspira.

– Ei, Zoro. Eu já pedi para se acalmar... – fala, e coloca a mão em meu ombro.

– Me acalmar? Nami! Presta atenção no que está acontecendo! – grito, e em seguida, me contenho. – O navio é lento, e quando é um pouquinho mais rápido, acaba com o combustível. Você está há quase cinco dias rondando pelo navio e estudando mapas, enquanto o Luffy quase morre de fome, porque não pode cozinhar nada. O Usopp fica cuidando das plantas dele e da sua laranjeira, e de vez quando, fica jogando cartas no convés. A Robin estuda os livros dela, e até agora, é a que parece mais preocupada com o Sanji. O Franky guia o navio, e o Chopper aproveita o tempo livre para criar mais remédios.

– Calma, Zoro. Nós entendemos como você se sente...

– Não, não entendem! – grito, novamente. – Vocês todos têm alguma função para a tripulação, enquanto eu não posso fazer nada! Eu gostaria de poder andar sobre a água ou virar uma turbina gigante para fazer o navio ir cada vez mais rápido, mas eu não posso, porque a única coisa que sei fazer é lutar! No momento, eu sou o mais inútil! Minhas katanas foram roubadas, e nosso companheiro, sequestrado. E se nem você consegue mais seguir uma linha de raciocínio correta, quem me garante que nós vamos ter sucesso nisso tudo?

– Já chega! – grita. Eu me assusto. – Zoro, tenha um pouco mais de confiança no nosso bando! Olha o tanto de coisas que nós já enfrentamos! Nós já enfrentamos um Almirante antes, e saímos vivos! A Marinha tem medo de nós! Você é forte o bastante para ter a segunda maior recompensa entre nós! Pare de ficar carregando tanto peso nas costas, pare de ser tão duro consigo mesmo!

– Isso não muda o fato de que eu, mesmo tendo a segunda maior recompensa, não consegui protege-lo. – falo, um pouco mais tranquilo. – Em Sabaody foi a mesma coisa.

– Só que daquele dia pra cá, você treinou mais do que qualquer um dentro deste navio. Nenhum de nós é o mesmo de dois anos atrás, Zoro. Pegue essa culpa que você sente, e transforme em mais raiva contra a máfia. E então... Quando aparecer o Almirante... A gente foge.

Seguro um riso.

– Você não muda, né? Tá certo. Eu vou acabar com a raça deles.

POV Sanji

Ele me olha de um jeito totalmente desejoso.

– Tá bom... – murmuro. – Já chega disso. Me desamarra daqui.

– E perder essa linda visão? Não mesmo, Sanji-chan. – responde ele, com sua voz suave.

Ele me amarrou numa cadeira de madeira normal. Meus pés estão amarrados juntos, com a parte de baixo encostada uma na outra, o que faz minhas coxas ficarem totalmente abertas. Meus braços foram amarrados na parte de trás da cadeira, e sinto meus pulsos latejarem.

Estou sem roupa alguma, completamente nu, e não vejo minhas roupas desde que vim para a cela especial. Minhas costas e a frente do meu tronco ardem pelas chicotadas que levei antes, por não me comportar. Já não coloco comida na boca há cinco dias, muito menos água. No momento, a fraqueza que sinto está em nível máximo. Já não me lembro de quantas vezes desmaiei.

Ele muda de posição no poltrona dourada, colocando um pouco de seu cabelo liso e escuro atrás da orelha. Seu terno branco continua impecável enquanto ele leva uma taça de vinho aos lábios.

– Você é rara. Escolhi certo, desta vez. – murmura ele, e sorri em seguida, mostrando impecáveis dentes brancos e alinhados. – Vai lutar até o último momento, certo?

– Mas... É c-claro que sim... – respondo, na tentativa falha de fazer uma voz mais forte e confiante. – Meus companheiros vão me achar.

– Está tão fraca que está apostando toda a sua confiança em seus companheiros... – fala ele – Bom, acho melhor já ir desistindo. O chefe é um Tenryuubito, sabe?

– G-Grande bosta... – murmuro, e solto uma tosse. Ai... Minhas costas ardem... – E eu não ligo se você também é um Tenryuubito... Porque... Quando você levar uma surra, vai ficar irreconhecível.

– E ainda consegue fazer essas ameaças... – suspira. Ele se levanta e vem na minha direção. Sorrindo para mim, coloca um dedo dentro da minha intimidade. – A droga que eu te dei está fazendo efeito novamente... Como você consegue falar, sendo que está tão excitada?

– Isso é porque você me dopou... Jovem Mestre de merda. – respondo, mais uma vez mordendo o lábio inferior, tentando conter um gemido.

– Bom... Nós fizemos bastante ontem e antes de ontem... Você deve estar cansada. – murmura, na minha orelha.

– Não... N-Nem um pouco. – minto. Ele segura meus cabelos e puxa minha cabeça para trás, esticando um pouco meu pescoço para o lado.

– Você está com fome, não está? – pergunta, mordendo meu pescoço pela milésima vez. – Por que não pede comida?

– Foda-se a comida, sádico filho da puta. – respondo.

– Você também não gemeu nenhuma única vez enquanto nós estávamos fazendo...

– Nós? Eu não fiz nada. O único que me fodeu foi você. Quando eu sair daqui, vou te dar uma lição por tratar uma mulher deste jeito. – ameaço, novamente.

– Não se anime com a ideia, Sanji-chan. Você não vai sair. – afirma, e enfia um de seus vibradores em mim. – Hm... Seu rosto corado é tão lindo... É impossível que você seja um homem.

– P-Pois é... Eu... Já disse que sou... Nnn... – falo, contendo outro gemido.

– E você tem um companheiro, certo? – pergunta.

– Não te interessa. – falo.

Ele parece surpreso.

– E cada vez eu fico mais impressionado com você. – murmura. – Além de ter um enorme controle, não gozou nenhuma vez, desde que veio para a cela especial...

– Não tem como eu gozar fazendo sexo com alguém que eu não amo. Não neste corpo. – falo.

Ele mexe o vibrador dentro de mim.

Meu Deus... Eu preciso sair daqui. Preciso tomar um banho e tirar de mim tudo o que esse homem colocou.

– Por que você não me põe no leilão, logo? – pergunto. Ele solta um risinho irônico.

– Não mesmo. Você é minha.

– Nem pensar. Não importa quantas vezes você estuprar, ou quantas vezes meter aquele chicote nas minhas costas. Não importa que eu fique cinco dias sem beber água, ou sem comer. Não importa que você me dê aquela droga esquisita que faz eu me excitar, porque eu sei que não estou excitado por sua causa, e sim por causa da droga. E mais importante... Nunca vou ser seu, porque não é você quem eu amo. – falo.

– Entendo... Bom, vamos ver quem ganha.

POV Zoro

Nami me obrigou a colocar barba e bigode, assim como em todos os outros homens da tripulação. Nós chegamos à ilha de tarde, como ela tinha prometido.

A Ilha Tulipian é quase idêntica à Loguetown. A aparência das lojas é muito parecida, e tem vários cartazes de procurados colados nas paredes. Em quase todas, há algum do Luffy, meu ou da Robin.

Junto comigo, Nami e Robin conversam sobre o plano, enquanto Luffy, Chopper, Usopp e Brook ficam fascinados com a cidade grande.

– Né, Comerciante-san... – ouço, e olho para trás. Nami joga todo seu charme em cima de um vendedor de lembranças da cidade. Ao olhar seus peitos saliente, o homem cora completamente. – Poderia nos dizer onde fica o auditório dos leilões?

– C-Claro! – responde, afobado. – É só seguir em frente e entrar na primeira rua à direita. Siga até o final e verá a entrada.

– Awn, como você é fofo... – murmura ela. – Muito obrigada pela informação.

– Não precisa agradecer... – ele responde novamente, completamente hipnotizado.

Nami dá as costas para ele e nos chama com a cabeça. Usopp, sem ao menos me perguntar, prende um cinto em minha cintura.

– Ei! O que você está fazendo, Usopp? – pergunto, confuso. – Por que você prendeu um cinto em mim?

– Isso não é um cinto, é uma coleira. – explica. Da parte da frente do meu cinto, ele estica uma tira de couro de um metro e prende ela em um cinto que está em sua cintura. – Para você não se perder no caminho.

– Você só pode estar zoando com a minha cara. – resmungo. – Eu tenho cara de cachorro, por acaso?

– Bem... Você quer que eu seja simpático ou sincero? – pergunta Luffy. Chopper cai na risada. Eu não acredito que esse cara é um dos capitães mais famosos da Era dos Piratas...

– Chega de enrolar aí atrás! – grita Nami, um pouco mais a frente. Luffy toma um susto.

– Sim, senhora! – grita de volta. Nós seguimos as duas. Por três vezes, Usopp teve que me puxar, porque eu estava indo pelo caminho errado. Não me pergunte o motivo.

Sanji.... Estamos quase... Falta pouco...

Por fim, chegamos ao lugar. Por fora, parece a entrada de um teatro. Ao entrarmos, me assusto. Está quase lotado. Duvido que tenha lugar para nós.

– Pessoal! Aqui! – grita Nami, no meio de várias pessoas. – Consegui sete lugares!!

Usopp me puxa novamente, e nós passamos por vário homens e mulheres interessados no leilão. Trombei em várias mulheres safadas que, por algum motivo, estavam ali à procura de homens, não interessadas no leilão.

Depois de muito sufoco, sentamos nas cadeiras.

– Nami-san, como conseguiu esses lugares? São ótimos! – pergunta Brook. Nami sorri.

– Esses homens são uns fracos. É só jogar um pouquinho da minha sensualidade. Não é, Robin? – pergunta ela. Eu suspiro.

– Claro que é. – responde Robin, rindo em seguida.

Senhoras e senhores! – ouço, pelos alto-falantes. Olho bem para o lugar. O teto é tão alto como um prédio de três andares, e as luzes são baixas. Lá embaixo, há um palco espaçoso. Por nós estarmos num lugar mais alto, é fácil de enxergar.

Ao ouvir a voz nos alto-falantes, as pessoas se sentam.

– Chegou o momento mais feliz do dia! O momento em que conheceremos as mercadorias leiloadas de hoje! – fala a voz. Mercadorias? Como esse cara consegue chamar um ser humano de “mercadoria”? Simplesmente repugnante.

As luzes do palco são acesas, e um homem de terno caminha em direção ao meio. Todos aplaudem, assim como Nami e os outros. Ah, é. Nós somos distrações. Mesmo assim, não vou aplaudir um verme desses.

Hoje nós teremos uma seção se 10 mulheres, então... Se preparem! – fala ele, no microfone. – A primeira veio do West Blue. Uma mulher de 25 anos, pele branca e cabelos negros! Por favor, tragam a Kaoru-chan!

As cortinas vermelhas atrás dele são abertas, e um homem forte entra, segurando uma mulher de lingerie com uma espécie de coleira. Ela está amordaçada e com uma espécie de vibrador estranho no meio das pernas. Seu rosto está corado, e ela parece sentir uma repulsa gigante contra o homem grande que a arrasta pela chão. Ele abre suas pernas, e ela não resiste em nenhum momento.

Entendi. Elas foram drogadas.

– Comecemos com 50 milhões. – fala o homem.

– 55 MILHÕES! – grita alguém, do outro lado.

– 60 MILHÕES! – grita outra pessoa, lá na frente.

– Nami... Eu vou chutar a bunda desses caras... – fala Luffy, do meu lado. Está completamente sério, e sinto seu Haoushoku querendo se libertar.

– Acalme-se, Luffy. Vamos colocar o plano em prática. – fala ela, tocando seu braço. Seu Haoushoku* diminui, até voltar completamente. – Chopper, Usopp e Robin. Vamos começar.

– Vamos. – dizem os três. Robin, que está mais distante, se levanta primeiro, carregando Chopper no colo. Usopp vai atrás, e com a distração das outras pessoas, eles entram por trás do palco.

Vendida por 100 milhões de berries! – fala o cara, no microfone. – Por favor, leve-a de volta.

O tempo passa, e mais quatro mulheres são leiloadas.

– A Robin está demorando... – murmura Nami. Luffy está notavelmente nervoso, e eu já estou totalmente desesperado para entrar lá e acabar com isso tudo.

– Agora, vamos à quinta moça! – diz o cara de terno. – Ela nasceu no North Blue, mas cresceu no East Blue. Segundo suas companheiras de cela, ela tem maravilhosos dotes culinários e ama as mulheres!

É o quê?

– Uma linda moça de 21 anos! Por favor, tragam a Sanji-chan! – anuncia ele, e minhas mãos se mexem sozinha, agarrando a cadeira da frente. O encosto se quebra na minha mão, mas eu não me importo.

Um homem completamente arrumado entra no palco. Este tem cabelos compridos e escuros, e suas roupas são totalmente limpas. As mulheres da plateia dão gritinhos, e ele sorri.

Ao contrário dos outros, ele não vem com uma coleira, ou qualquer outra coisa. Ele vem puxando Sanji pela mão.

Sanji está... Não sei como descrever. Usa somente uma calcinha pequena, e o resto de seu corpo está totalmente descoberto. Sua pele tem manchas vermelhas, como se tivesse sido estapeado com força. Também há hematomas em todo seu corpo, e... Cortes de chicote recentes, na parte da frente do tronco e nas costas. Alguns já começaram a inflamar, e seu corpo está totalmente fraco. Um de seus braços está amarrado na cintura, e várias cordas prendem seu tronco. Ele arrasta os pés para andar e também está amordaçado. Em momento algum ele desvia o olhar do chão.

Ah, mas que surpresa! – fala o homem do microfone. – Minha querida plateia, este é o Jovem Mestre. É o único filho do nosso Chefe!

O Jovem Mestre sorri e dá um aceno simples. Em seguida, pede o microfone.

Boa noite, senhoras e senhores. – fala o Jovem Mestre. Sua voz é estranhamente suave. – Apesar de essa mulher ser linda, eu não trouxe-a pala leiloar.

Alguns protestam, querendo compra-lo. Neste momento, Sanji cai de joelhos, e o cara o coloca novamente de pé. Aperto os punhos com força.

Me desculpem, mas eu só vim chamar por uma pessoa. – continua ele.

Sanji levanta a cabeça, e olha para a plateia. Seus olhos estão totalmente opacos, como se estivesse em transe. Ele não nos enxerga.

– Roronoa Zoro! – fala. Eu me levanto imediatamente. – Eu não achei que você realmente viria.

Luffy se levanta ao meu lado.

Mugiwara no Luffy... Vejo que Sanji-chan realmente estava falando a verdade... – continua ele. Em seguida, abraça Sanji.

Me devolva. – fala Luffy.

Devolver? – pergunta o Jovem Mestre. – Não mesmo.

Sua mão segura a nuca de Sanji, e ele junta seus lábios.

Sanji-chan é minha, agora. – responde. – E vocês dois não vão toma-la de mim.

Sinto um sorriso completamente maligno nascer em meu rosto.

– Eu vou ter um prazer imenso em acabar com a sua vida, Jovem Mestre. – falo. O Jovem Mestre se vira e dá alguns passos. Antes de entrar, olha no fundo de meus olhos, e consigo captar uma singela mensagem.

“Venha, se puder.”

Notas finais
*Haoushoku no Haki - Haki do Rei.
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Então? Gostaram? Eu, particularmente, fiquei com muita raiva do Jovem Mestre (apesar de ele ser lindo e gostosão).
Enfim, é isso. E não sei quando vem o próximo, e peço desculpas por isso.

à isso. Vou ali dar uns amassos no meu Rivaille Heichou (Quem assiste Shingeki no Kyojin entendeu, kkkk).

Um beijo da bochecha de cada um de vocês! *3*