Exchanged Sex 2.
3 Capítulo 3 - Irresistível. (Parte Um)
Notas iniciais
O primeiro motivo é que minha amiga arrumou um namorado. Pois é, isso não acontecia há muito tempo. O problema é que o cara (meu melhor amigo (Thalisman16, aqui no Nyah!)) é muito tímido, e ela ficava muito triste por causa disso. Então eu comecei a mexer uns pauzinhos e fiquei sem tempo para vocês, porque fiquei preocupada com ela (JkUchiha, aqui no Nyah!). Por fim, deu tudo certo. Só que aí vem o problema número dois.
EU TAMBÉM ARRANJEI UM NAMORADO! o/ Sim, milagre, eu sei. Mas enfim...
Espero que vocês entendam! Além desses probleminhas, tem coisas acontecendo em casa (meu irmão, aquela peste). Vou fazer de tudo para o próximo capítulo sair mais rápido!
Quero agradecer: à TheDifferentGirl(*3*), GothDoll, Aysawa Misaki Love Takumi Usui, Kahzinhaaa, Wendy C (Obg pela preocupação, linda!), EroCook, Mya chan, Amai Miho, JkUchiha, Mokomo, Natyy, Niviachan, Titania, Yuki Date, GhostPrincess, Panda, Roxell, AndreaChan, Norachan, winter, e como sempre, muito obrigada à AhoBaka e à Fionna The Human.
E à Marcella Alexandrin (eu não me lembro se eu já te dei as boas vindas), Anime Yaoi Love(me apaixonei pelo seu nome), Chimney e suzume sama, sejam bem vindas!
Ah, sim! Mais alguns agradecimentos: SUZUME SAMA, OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO! EU AMEI CADA LETRA, CADA LINHA! MUITO OBRIGADA MESMO! ♥
E CLARO, LADY ISABELLE, AMEI SUA RECOMENDAÇÃO À EXCHANGED SEX 1! A sua atitude de ter recomendado a fic, mesmo ela estando terminada, foi magnífica! Amei, amei, amei e amei!
E bom...
Depois de tudo isso, tenho alguns avisos:
Este capítulo ficou realmente grande (9.592 palavras), por isso, decidi dividi-lo em parte um e dois.
E um último aviso: a parte um tem cenas médias de safadeza. Se não te agrada, não leia, fazendo o favor!
Boa leitura! :)
Capítulo 3
POV Sanji
Qual é o problema comigo?
Sentado na ponta da escada, observo Zoro levantando peso e flexionando os joelhos. Sem camiseta ou calçados, ele faz um movimento lateral, jogando um pouco de vento na minha direção.
De novo, qual é o problema comigo? Eu estou sentado aqui faz quase uma hora, vendo ele levantar um haltere gigantesco com um braço só. Meu novo corpo de mulher quer ficar aqui, ao invés de ir cozinhar ou fazer alguma coisa útil. Meu corpo de mulher gosta de ver como seus músculos são perfeitos e como sua pele morena é bonita, mesmo com as várias cicatrizes que ele insiste em mostrar. E meu corpo de mulher se sente atraído ao ver sua barriga se contraindo para sustentar o peso.
O mais estranho é que... Minha mente de homem não rejeita isso.
Zoro apoia o instrumento no chão e limpa a testa com a mão, soltando um suspiro em seguida. Parece entediado. Sua cara de tédio é linda, também. Hm... Espera... Me recuso a acreditar que este pensamento foi meu.
Ele olha para cima, na minha direção. É a primeira vez em quase uma hora que temos contato visual.
– Vai ficar aí até quando, Ero-Cook? – pergunta. Eu viro o rosto para a esquerda. – Fazer nada o dia inteiro deve ser ótimo, mesmo.
– É mesmo? – pergunto. Olho para ele. – Hunf. Grande coisa, vindo de um cara que só serve para ficar modelando o próprio corpo o dia inteiro.
Com um piscar de olhos, ele está a centímetros do meu rosto.
– Como...? – pergunto, assustado. Que rápido!
– Vai dizer que não gosta do meu corpo, Kuro Ashi no Sanji? – pergunta. Eu cerro os dentes.
– Não faça perguntas difíceis, Marimo. – respondo, com o rosto quente. Ele sorri e olha para o mar, ficando reto.
– Eu estou com sede... – murmura. Olha para mim e se curva novamente. Sinto seus lábios em minha orelha. – Quer vir tomar banho comigo?
Ele dá uma mordida leve e passa a língua pelo meu lóbulo. Meu corpo inteiro se arrepia.
– Recuso a oferta. – falo, me levantando. Ele sabe me provocar. Meu corpo está quente.
Mostra um sorriso sacana e vai em direção ao quarto masculino, descendo as escadas.
Ando até a cozinha e separo os ingredientes para o jantar.
Começo a cortar os legumes, e quando termino, lavo-os novamente. Jogo tudo na frigideira grande, com um pouco de óleo.
Deixo fritando e pego o peixe na geladeira, começado a limpá-lo. Quando termino, tempero e coloco no forno.
Em alguns minutos, ouço a porta ser aberta. Olho e vejo Zoro entrando.
– Ah, é você. – falo.
– Bela reação. — responde. Vejo seu cabelo úmido. Usa uma camiseta preta e uma calça.
Ele anda até a geladeira e para na frente, com o dedo estendido. Depois de alguns segundos, põe a senha e pega um jarro de água, enchendo um copo. Assim que fecha a porta da geladeira, leva o copo até o lábios.
Começo a fatiar a carne, mas não consigo tirar meus olhos dele. Inclina um pouco a cabeça para cima, sorvendo todo o líquido do copo. Isso é... Estranhamente sensual.
Sinto minha pele se machucar e largo a faca. Merda. Olho para a mão esquerda, e vejo que sangue escorre do meu polegar. Ligo a torneira e coloco a mão sob a água, sentindo o dedo arder.
– Porcaria. Isso dói. – falo. Zoro me olha, preocupado.
– Quer que eu chame o Chopper? – pergunta. Eu nego.
– Não precisa.
– Deixa de ser teimoso. Vamos lá. – fala. Eu suspiro e assinto, amarrando meu dedo com um pano de prato.
– Mas primeiro eu tenho que terminar de fazer o que comecei. – falo. Eles assente.
– Eu ajudo. – responde. Eu coro.
Com Zoro me ajudando, o jantar ficou pronto bem mais rápido do que normalmente, e enquanto todos estavam comendo, desci para a enfermaria.
– Chopper! – chamo. Abro a porta, segurando a mão.
– Sanji? Ah, eu vou jantar daqui a pouco, então... – ele fala, olhando um livro. De repente, vira a cabeça na minha direção. – Sangue?
– É, eu cortei meu dedo... – respondo.
– Que estranho. Você estava distraído com alguma coisa? — pergunta, me encaminhando até uma cadeira e mexendo numa das gavetas.
– D-Do que você está falando? L-Lógico que não! – falo, sentindo o rosto quente. É, eu estava observando os movimentos que ele faia enquanto bebia água e acabei me cortando! Que vergonha! Zoro me observa com um olhar estranho. – Só faça logo esse curativo, por favor.
Ele assente e limpa meu dedo com cuidado. Dá uma injeção de anestésico, e começa a dar pontos. Quando termina, passa uma pomada e faz um curativo.
– Pronto. – fala. Levanto o dedo na altura dos olhos.
– Uau... Eu não sinto mais dor! – exclamo. – O que você fez?
– É a pomada que eu acabei de fazer. Legal, né? – pergunta.
– Com certeza! Mas... Como eu faço para tomar banho? – pergunto. Ele sorri.
– Vai ter que pedir a ajuda de alguém... Se tentar se lavar sozinho, seus pontos vão abrir... – murmura.
– Eu me candidato. – diz Zoro, sério.
– É lógico que não, idiota! – grito. – A Nami-san ou a Robin-chan podem me ajudar...
– É... Sanji... – murmura o médico. Eu o olho. – Sinto um forte cheiro de álcool vindo da cozinha...
E o que isso tem a ver com a conversa, meu filho?
– Vou voltar. Obrigado pelo curativo, Chopper. Ficou muito bom. – elogio. Ele sorri para mim – Talvez eu faça algodão doce, depois.
– Faça, por favor! – fala. Seus olhos brilham, e ele escala minha perna e para no meu ombro. Eu rio e saio dali, com Zoro em meu encalço. Subimos até a cozinha, e quando abro a porta... Vejo uma cena nada agradável.
Por que todo mundo resolver enfiar o pé na jaca hoje? Tá todo mundo bêbado!
– Pessoal... Eu fiquei fora por 30 minutos... Como isso foi acontecer? – pergunto. – Até você, Robin-chan?
– É, parece que você não tem escolha, Ero-Cook... – ouço em meu ouvido.
– Você pode me ajudar a tomar banho... Não pode, Chopper? – pergunto.
– Me desculpa, mas não dá... Eu tomei banho ontem, com a Robin. Se eu tomar mais um hoje, vou acabar ficando doente. – responde.
Puta que pariu! Não acredito!
– E então... – murmura Zoro – Como vai ser?
– Já entendi, você venceu! – falo – Mas nada de assédio!
– Do que você está falando, Sanji? – pergunta. – Eu sou um santo.
Ah, tá. Firmeza.
Reviro os olhos e suspiro, observando toda aquela bagunça. Brook canta, e os outros dançam. Luffy come, como sempre. Chopper desce de meu ombro e vai dançar também. Merda. O problema é que eu vou ter que limpar tudo isso depois.
– Vamos logo, Ero-Marimo. – falo. Ele sorri um pouco e me segue.
Desço as escadas e chego no convés, olhando para o céu noturno.
– Belo céu. – murmuro, tirando meu isqueiro do bolso. Eu não posso fumar e nem tenho necessidade disso, mas... Tenho vontade. – Merda. Eu quero fumar.
– Que ser humano no mundo quer fumar? – pergunta.
– Eu quero. – respondo.
– Posso te ajudar com isso. – murmura.
– Ãn? – pergunto. Como ele vai me ajudar, se eu não posso fumar?
De repente, meus braços são agarrados e presos, e meu corpo se choca contra a parede de madeira.
– O que...? – pergunto, sem rumo. Abro os olhos e me deparo com o olhar de Zoro, olhando fundo nos meus.
– Como você é... – murmura. Sua mão direita solta a minha esquerda, e ele passa os dedos levemente por meu rosto. – Fofo.
– Hein? Pare com isso! – peço, segurando seu braço – Do que você está falando?
– Do jeito que suas bochechas ficam vermelhas quando está pensando em mim. – fala. Em seguida, sorri. Um belo sorriso, desses que ele nunca mostra. Sinto eu coração acelerar imediatamente. Que... Lindo!
Encosta sua boca na minha, permanecendo assim por alguns segundos. Minhas bochechas ficam ainda mais quentes.
– Porque você está sendo tão gentil? – pergunto.
– Eu posso ser gentil, se eu quiser. – fala.
– Não combina com você. – falo. Ele me olha desconfiado.
– Então você está dizendo que eu fico melhor sendo mais bruto? – pergunta, levantando uma sobrancelha.
– Não! Eu não disse nada disso! – respondo.
– Hm... – resmunga. Ele e abraça, juntando nossos corpos e prensando meus seios em seu peito.
– Haa... – gemo, sem querer – Calma... Zoro...
– Eu não quero ter calma, Sanji. – responde.
Suas mãos sobem por minhas costas, embaixo de minha camiseta. Antes que eu possa protestar, sua boca cobre a minha e sua língua desliza por meus lábios.
– Nnn... – suspiro, sentindo sua língua roçando na minha. Agarro seus cabelos, tentando controlar meu corpo. Ele morde meu lábio inferior e puxa levemente. Sinto a região no meio das minhas pernas se contrair com força.
Ele passa as mãos por minha barriga subindo devagar. Aperto meus dedos em seu cabelo e levanto a perna direita, prendendo seu quadril junto ao meu, e ele solta um rosnado, aprofundando o beijo. Subindo um pouco mais as mãos, tira meu sutiã do lugar e aperta meus seios.
– Aah... – suspiro. Um cheiro adocicado e ao mesmo tempo muito masculino preenche minhas narinas, fazendo-me gemer. Esse cheiro... Ai, meu Deus. Eu vou perder o controle.
– Sanji... – sussurra, com uma voz mais rouca do que o normal. Morde meu pescoço e passa a língua. Logo em seguida, me beija novamente.
– Espera... Zoro... – murmuro, entre beijos. – Eu preciso tomar um banho...
– Não precisa, não. – responde, descendo um lambida por meu pescoço.
– É sério... Eu devo estar, no mínimo, fedendo a carne crua. – falo. Ele aspira o ar com força.
– Não, não está fedendo. – responde. – Muito pelo contrário.
– Mas mesmo assim... – falo. Meu rosto fica quente, de vergonha. – Se a gente for fazer... Hm... Eu quero estar limpo na hora, entendeu?
Ele me olha por alguns instantes, e coça a nuca em seguida.
– Ok. Você pode tomar banho. – responde. – Mas eu tenho uma condição.
– Condição? – pergunto. Sério, não tenho um bom pressentimento...
Põe a mão na parede, ao lado da minha cabeça. Solto a perna de seu quadril.
– Eu quero te ensaboar.
– Hein? – pergunto, indignado. – Desde quando você é tão pervertido?
– Todo homem é pervertido, Ero-Cook. É só que alguns são mais que os outros. – responde.
Merda! Eu não vou conseguir ficar parado enquanto ele ensaboa meu corpo! É impossível! Meu corpo de mulher vai sucumbir!
– Eu... Aceito sua condição. Mas é só porque eu estou muito estranho, hoje. – respondo, olhando para o chão.
– Então vamos... – fala, me pegando no colo como uma princesa. – Sanji-chan.
– Idiota! Não me chame assim! – mando. Ele ri. Eu me debato em seus braços, mas ele nem se mexe e continua andando até o banheiro unissex, que é menor por ficar fora dos quartos e mais perto do convés. – Me larga!
– Claro. Quando nós estivermos lá dentro, eu te solto. – fala. Quando chega até o banheiro, abre a porta e me solta, entrando também. No banheiro há um pia na parede esquerda, perto da porta. Do lado direito, o vaso sanitário, e na parede do fundo, uma banheira com um chuveiro em cima. Nós dois cabemos e ainda sobra um pouco de espaço.
Embaixo da pia tem um gabinete onde são guardadas as toalhas limpas e os sabonetes novos. Fecho bem as pernas, numa tentativa quase nula de conter as sensações estranhas que percorrem meu corpo. Zoro se abaixa até o pequeno armário e pega uma toalha, dando na minha mão.
Em seguida começa a cheirar os sabonetes novos.
– O que você está fazendo? – pergunto, curioso.
– Escolhendo um que tenha o cheiro mais fraco.
– Por que?
– Para não mascarar seu cheiro natural. – responde, me pegando de surpresa. Para tentar me distrair, arrumo a toalha no lugar dela, pendurando-a. – Achei.
Se levanta e vem na minha direção. Eu encosto as costas na parede novamente, por ser um lugar pequeno. Sinto os azulejos gelados nas costas, e isso me dá arrepios.
– Está com frio? – pergunta. Eu nego. – Mesmo se estivesse... Você vai ficar quente rápido.
Sua mão esquerda sobe por meu braço até o pescoço e chega na nuca, puxando meu rosto pra frente. Sinto sua língua entrar em minha boca, e logo em seguida um chupão no lábio inferior. Não consigo fazer nada. Minhas pernas quase não me aguentam. O que aconteceu com aquela força?
Ele desce as mãos, deslizando-as pela lateral do meu corpo. Aperta a parte de trás das minhas coxas e, para a minha surpresa, levanta minhas pernas, me obrigando a prende-las em seu quadril.
Me apertando ainda mais contra a parede, roça sua intimidade na minha e eu sinto sua grande ereção, pressionado minha vagina sem muita força.
– Zoro... – gemo. Ele aperta meus peitos por cima da camiseta. – N... Não, espera... Marimo...
De repente ele se separa de mim, me deixando ofegante. Solta uma perna de cada vez e fico em pé novamente. Zoro põe os dedos na barra da minha camiseta e levanta um pouco.
– Levante os braços. – pede. Eu levanto os braços e ele passa a roupa por minha cabeça, me deixando só de sutiã. Tampo meus seios com os braços.
Ele se abaixa, com o rosto na altura dos meus quadris. Seus dedos entram no cós da minha calça, baixando-a devagar, encostando os lábios em minha pele cada vez que baixava mais um pouco. A calça chega aos meus pés e eu levanto uma perna e depois a outra. Ele põe as roupas sujas no canto, no chão mesmo.
Que vergonha! Eu não acredito que estou deixando ele fazer o que quer comigo! Por que ele tem tanto poder sobre mim?
Encosta sua mão em meu braço, que eu abaixo imediatamente, dando-lhe a visão de meu sutiã.
– Gostei. – murmura.
– Cale a boca. – respondo.
Me dando um selinho, desprende o fecho frontal do sutiã, que se abre para os lados. No susto, me tampo novamente.
– Não se preocupe, Sanji. O máximo que eu vou fazer é pegar. – fala. – E a gente já se viu sem roupa tantas vezes...
– Eu sei, eu sei. – respondo. Que vergonha, meu Deus. Que vergonha! – É que... É estranho... Além de mim, ninguém tocou meus peitos ou qualquer outra parte do meu corpo, a não ser você... Mas sinto que se fosse outra pessoa, eu não sentiria a mesma coisa.
– Pode soltar, Ero-Cook. Confia em mim. – fala, com uma voz séria. Eu assinto, e mesmo com muita vergonha, abaixo os braços e fecho os olhos.
Por alguns segundos, Zoro não fala nada. Só ouço sua respiração.
– Diz alguma coisa... – murmuro, ainda de olhos fechados. De repente, sinto um singelo toque quente um pouco acima os seios, no centro. É seu dedo. Ele desliza a dedo devagar por entre meus seios, passando pela barriga e chegando ao umbigo.
– Eu não sei o que estava esperando para te ver assim.... – murmura. Abro os olhos e encontro os seus, negros por conta do desejo estampado neles. – Neste momento... Eu quero fazer coisas muito indecentes com você.
– Como você pode dizer uma coisa dessas? – pergunto, com o rosto todo quente.
Olho para baixo. Nami-san me fez vestir uma calcinha de renda vermelha, muito delicada. Zoro passa as mãos por minhas costas e cintura, chegando nas laterais calcinha.
– Espera. Eu posso fazer isso sozinho. — falo.
– Não. Eu quero fazer. – responde. Merda! Eu não sei o que fazer! Porcaria! Isso é muito vergonhoso!
Tampo o rosto, tentando diminuir minha vergonha. Zoro desliza a peça de roupa por minhas pernas, e quando chega em meus pés, levanta do chão, tirando-a. Ao invés de coloca-la junto com as roupas sujas, guarda no bolso.
– Acho que você poderia explodir de vergonha agora. – fala, se levantando.
– Fica quieto! Você não sabe o constrangimento que eu estou sentindo agora! – falo. Olho para frente e vejo-o fitando meu rosto. – Não me olhe, Ero-Marimo!
– Por que não olharia? – pergunta. Sua mão encosta em meu rosto. – Afinal, você está num corpo mais do que perfeito.
– Não tente me elogiar. Não sou perfeito. Não achei graça na brincadeira. – falo. Olho em seus olhos, mas ele parece sério. – Marimo?
– Quer uma prova? – pergunta. – Me dê sua mão.
Estendo a mão, e só percebo quando já estou com ela onde não devia. Zoro colocou minha mão exatamente sobre seu membro.
– Viu só? – pergunta. – Eu só não faço o que estou imaginando aqui e agora, porque você é virgem. – fala. Eu coro e arfo com sua proximidade, sentindo a dureza de seu membro em minha mão. Fui eu que deixei ele assim? Deve estar doendo! – Então... Não me provoque.
Fico em silêncio. Ele anda até o chuveiro e liga a água, testando a temperatura. Quando sente que está bom, se vira e olha para mim. Logo em seguida, tira a camiseta e dá alguns passos em minha direção.
Pega minha mão com cuidado, tirando os esparadrapos do curativo. Joga os restos no lixo e leva minha mão até os lábios, beijando os pontos. Tão lindo... E muito gentil, quando quer.
Tira a calça, ficando só de cueca boxer. Fito o deus grego diante de mim. Ele exala testosterona. Seus músculos são perfeitamente colocados e moldados nos lugares certos, nas proporções certas. Simplesmente perfeito. Minha parte feminina não ajuda em nada nas minhas observações físicas.
– O-O que...
– Eu só não quero molhar minhas roupas. Já disse que não vou fazer nada com você. Não agora. – fala. Com isso, me sinto um pouquinho mais seguro.
Tampo minhas partes íntimas e ando até ele, entrando embaixo do chuveiro morno. Sinto a água quente passear por toda a minha pele, me causando arrepios.
– Só não escorregue. – fala ele, me olhando por trás. Olho em sua direção e vejo-o pegar o shampoo e colocar na mão. Quase entrando embaixo d’água, esfrega meu cabelo, fazendo uma baita espuma. Levanta a minha franja, colocando junto com o resto do cabelo. – Isso está parecendo um Afro.
Olho para cima, constatando seu sorriso torto.
– Agora que eu percebi... Os caracóis das suas sobrancelhas são virados para o mesmo lado... – fala. Merda. Agora ele vai me zoar pelo resto da vida. – Sobrancelha de Bigode.
Esfrego meu cabelo em seu peito, sujando-o de espuma.
– Bem feito! – falo – Marimo!
– Ei! – protesta. Me levanta e me coloca embaixo do chuveiro. A espuma escorre por meu corpo. Solta uma risada. – Bem feito.
– Ah, seu filho da mãe... – resmungo e seguro seu braço, dando um chute fraco em sua perna. Ele escorrega e cai sentado na banheira. – Pfff...
– Não teve graça!
– Teve sim! – falo, e começo a rir. Zoro se levanta e pega o condicionador, passando em meus cabelos e tirando em seguida. Olho em seu rosto e percebo uma quase imperceptível careta de dor. – Que foi?
– Nada. – responde. Seu rosto assume uma feição maliciosa. – Hora do sabonete.
– Já disse que não quero assédio sexual. – falo. Ele suspira e sai da banheira para pegar o sabonete, tirando-o da embalagem.
– Vou só ensaboar, Sanji. Como você é complicado. – resmunga. Eu desconfio, mas dou de ombros.
Curto um pouco mais a água quente do chuveiro, e sem querer, encosto na saboneteira, atrás de mim.
Zoro anda em minha direção, me encurralando na parede. Estica o braço e coloca o sabonete em seu lugar, nossos rostos a centímetros de distância. Com a mão que estava no sabonete, ele toca meu pescoço.
Me dá um selinho demorado, e em seguida mais três, o que se transforma em um beijo profundo. Arranho suas costas sem querer, e ele solta um rosnado. Sua língua roça na minha, e sinto seus dentes em meu lábio. Ele me segura pela cintura, e sem resistir, desço as mãos de seu ombro para sua barriga, sentindo seus músculos.
Para de me beijar de repente.
– Fica de costas para mim? – pergunta. Eu assinto, virando de costas para ele. Pegando o sabonete, ele faz espuma e começa a esfregar minhas costas devagar, massageando e descendo aos poucos.
Encosto o rosto na parede e fecho as mãos em punhos, encostando-as na parede também. Zoro desce ainda mais as mãos, e adicionando cada vez mais espuma. Minha intimidade começa a pulsar, e eu arfo.
Descendo ainda mais, põe as duas mãos na minha bunda. Elas me apertam.
– Aah... – gemo, baixo. Seus braços passam por volta de minhas costelas e ele me abraça, chupando meu pescoço. Sinto seus músculos nas minhas costas, e eu tremo quando um arrepio forte me possui.
– Agora na frente, Sanji. – sussurra, rouco. Seu cheiro preenche minhas narinas e deixa meus pensamentos enevoados. Quando vou me virar, ele me detém. – Não. Fique assim.
Suas mãos, já cheias de espuma, sobem por minha barriga até meu seios, onde ele apalpa. Sinto como se fosse chegar ao meu primeiro orgasmo. Que merda é essa? Ele só apertou meus peitos uma vez, porcaria! Ele é muito bom nisso! Aperta meus mamilos, fazendo-me soltar um gemido alto.
– Haa... NNN... Zo..ro! – gemo, entrecortado. Ele morde meu ombro e desce as mãos pela minha barriga. Honestamente... Eu não sabia que os seios eram um ponto tão sensível nas mulheres.
– Tente não gritar. – murmura, no meu ouvido.
– Gritar? Não... Eu não vou grit... – quase solto um grito de puro prazer, mas ele tampa minha boca a tempo, com a mão direta. Sua mão esquerda manipula meu clitóris sem dó. Merda, eu vou gozar. Puta que pariu. Me contraio, sentindo seus dedos rodearem e roçarem meu clitóris. – Espera, Zoro... Desse jeito, eu vou...
Seu dedo médio entra em minha boca e eu me calo. Ele está fazendo a mesma coisa de antes! É como se seu dedo fosse a língua... Seus dedos me abandonam por um momento e Zoro abre um pouco minhas pernas, colocando a mão entre elas. Novamente seus dedos manipulam meu clitóris.
– Você está escorrendo. – fala. Eu gemo só de ouvir sua voz.
Sinto outro dedo, só que mais para baixo. Parando por um segundo, ele desliza um deles para dentro de mim.
– Ei! Você disse que não ia fazer nada...
– Não vai doer, Ero-Cook. – assegura. Quando estou prestes a protestar, ele desliza o dedo inteiro para fora e depois enfia de volta. Esqueço de conter minha voz e solto um gemido mais alto. – Nossa... Meu dedo quase não entra, de tão apertado...
– Vou tomar... Como um elogio... – sussurro. Ele sorri um pouco e se inclina para frente, virando meu rosto de lado e beijando-me intensamente, enquanto move seu dedo para dentro e para fora de mim.
Meu ventre se contrai com força, e Zoro parece sentir, pois intensifica o beijo ainda mais e chupa minha língua. Seu dedo roda dentro de mim, além de entrar e sair com mais força e rapidez. A mesma sensação de antes me possui.
– Zoro, acho que... Acho que eu vou... – falo, urgente. Ele entende e faz movimentos mais rápidos. Meu corpo começa a ter espasmos fracos, e eu tenho meu primeiro orgasmo. Caio exausto, de joelhos. – Orgasmos femininos cansam muito...
– Me desculpe. Eu não cumpri a promessa. – fala.
– Retiro o que disse sobre os seus dedos serem inúteis. – falo. Ele sorri. – Eu estou com sono.
– Eu prometi para o Chopper que ia te lavar, então... Pode dormir, se quiser. – fala. Eu nego. Deito na banheira e ele se ajoelha, ensaboando minhas pernas e meus pés.
Levanto devagar, como se meu corpo pesasse 120 quilos. Se todo orgasmo que eu tiver eu ficar desse jeito... Vou morrer de exaustão.
Zoro tira o sabão de meu corpo com cuidado e carinhosamente. Quando termina, pega a tolha e me enrola nela, me pegando no colo como se fosse uma princesa. E então, eu durmo.
–----X-----
Acordo com um cheiro estranhamente conhecido. Abro os olhos devagar, me sentando. Estranho... Porque eu estou no chão? Eu dormi no chão? Não sei... Estou confuso...
Foco a visão, mas não enxergo nada, pois está tudo escuro. Tudo negro, não consigo enxergar um palmo na frente do rosto. Me levanto, colocando meus pés nus no chão gelado. Alongo a coluna, bocejando em seguida.
Dou alguns passos à frente, me abraçando.
– Olá? Tem alguém aí? – pergunto, e percebo que minha voz faz eco. O lugar é gelado, mas não há vento.
Não sei por quanto tempo andei, mas não achei nada.
– Bosta... Eu estou ficando com fome... – murmuro. – Afinal, onde é que eu vim parar?
De repente, começo a sentir raios de calor em todo lugar; um calor confortável e muito agradável, que me faz arrepiar. Parece o calor de um cobertor.
Andando mais um pouco, sigo o calor, que parece realmente estar em todo lugar. Percebo que este calor aumenta. Agora, parece um abraço de mãe.
– Uh... Isso é tão bom... – sussurro, sentindo a temperatura do lugar se manter – Entendi... Então isso é um sonho.
Ando mais para frente, e o calor muda novamente, se tornando mais pesado. Agora, é como o calor do primeiro beijo na pessoa que você gosta. Deixa meu rosto corado e meu corpo tem arrepios de nervosismo.
E como se... Quanto mais eu ando para frente, mais quente vai ficando. Me pergunto onde isso vai dar.
Andando mais ainda, o calor muda. Este calor percorre meu corpo inteiro e para no pescoço, onde fica mais quente que o resto. É como se alguém estivesse me abraçando, mas acariciando áreas sensíveis, tirando regiões íntimas.
E quando avanço mais ainda em direção ao calor.... Me arrependo. Este percorre meu corpo inteiro. Forte, excitante, intenso e muito, muito íntimo. É como se eu estivesse chegando à um orgasmo sem ao menos ter me tocado uma única vez. A temperatura aumenta em minha intimidade, seios e bumbum.
Eu arfo e minha respiração fica pesada. Seguro minha própria camiseta entre os dedos, tentando me controlar.
– Quer merda é essa...? – pergunto a mim mesmo. O cheiro de antes me empertiga, e eu tento afugentá-lo, em vão. Minha intimidade pulsa e meus seios formigam, desejando algum toque.
Dando mais alguns passos para frente, vejo outra coisa que me espanta. A dois passos de distância, Zoro está parado em pé, e é a única coisa que eu consigo enxergar em meio ao negro do sonho. Ele abre os olhos devagar, focando nos meus.
Ele só usa uma calça preta e seu haramaki, o que deixa todo seu tronco a mostra. Sua pele morena parece até brilhar no meio da escuridão. Vejo quando ele olha para baixo e coça a nuca, pousando a mão ali em seguida.
Com um suspiro, ele desce a mão, passando-a por seu ombro e seguindo a cicatriz que Mihawk lhe fez. Não consigo tirar meus olhos dele. É como se fosse um imã.
– Você está com um olhar tão pervertido, Ero-Cook... – fala. Sua voz ecoa para todos os lados, atingido lugares estratégicos em meu corpo.
– O que você está fazendo no meu sonho? – pergunto, num fio de voz.
– Não sei. O sonho é seu, afinal de contas. – responde – Mas... Por que está olhando para mim deste jeito, Sanji?
– Você está brincando comigo, né? Não é possível que não saiba. – falo. Ele sorri um pouco.
– Nossa. Pra quem é sempre tão tímido...
– Eu não sou tímido. E o sonho é meu, então posso falar o que quiser e ninguém vai saber que eu disse. – respondo.
– É... Tem razão. – fala. – Mas com esse seu olhar... O que você quer fazer comigo, Sanji?
– C-Como assim?
No mesmo instante, ele está grudado em mim, com a boca na minha orelha.
– O que você quer fazer comigo? – sussurra. – O que quer fazer com o meu corpo? É só dizer...
– Fica quieto...
– Vamos, Sanji.
– Não diga meu nome com essa sua voz, maldito... – murmuro.
– Você gosta da minha voz? – pergunta. Sem esperar minha resposta, sorri – Bom saber. Então... Você quer que eu faça o que quiser com o seu corpo?
– H-Hai...
Acordo no susto, respirando descompassadamente. QUE RAIO DE SONHO FOI ESSE, MEU DEUS!?
Me sento na cama, com o coração quase saindo pela boca. Que coisa... Desde quando eu era tão pervertido? Meu rosto pega fogo. Vou ao banheiro.
Continua...
Notas finais
Sem comentários sobre a imagem... Só posso dizer que ela é... Fodásticamente linda. Sinceramente, eu gostaria de estar neste sonho abraçando esse corpinho sexy do Zoro... Enfim!
Até a segunda parte!
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