Notas iniciais
Eu estou muito pê da vida com vocês. Muito. Pê. Da. Vida. Com. Vocês. Mentirannnn, nunca ficaria pê da vida com vocês meus miguxos. Mas estou muito muito muito bolada, muito mesmo. Gente, durante todo esse tempo, eu ainda não consegui cumprir a minha meta! Como pode uma coisa dessas Juvenal?! Me expliquem, porque eu não consigo entender! Se vocês tem dez minutos pra ler essa fic, vocês tem dez minutos pra deixar um review. Eu sei que eu disse que não a fic não ia ser movida a reviews, e não é, porque não importa quantos reviews eu tenha eu vou continuar postando. Só não garanto se vai ser esse ano ou no próximo... Enfim, eu não postei antes porque: a) vocês NÃO cumpriram a meta b) semana passada foi minha semana de provas. EU TENHO UMA COISA PRA FALAR E FAZER VOCÊS MORREREM DE INVEJA: EU. VI. A. KIERA. CASS.

Pov. Annabeth

A porta do carro de John nunca parecera tão pesada.

Ao puxar a maçaneta, fazendo força para empurrar a porta do SUV 4x4 preto do meu pai postiço, a brisa quente e úmida do litoral californiano nunca me parecera tão forte.

Enxugo o suor acumulado nas minhas mãos na calça jeans que usava, alisando o tecido grosso e áspero repetidamente até que as palmas destas estivessem vermelhas e dormentes.

Pego a mochila azul esverdeada que estava sobre o banco de couro bege do carro, a colocando sobre os meus ombros e sentido o familiar peso nas costas. Por algum motivo, aquilo me acalma.

– Está tudo bem, querida? — a voz suave e calmante de Atena, do banco do passageiro, soa, interrompendo os meus pensamentos

– Uhm... — pigarreio, suspirando antes de continuar a falar — Só estou um pouco nervosa.

Tento dar um sorriso confiante, mas ele deve ter saído mais como uma careta, já que ela desceu do carro e deu um sorriso amarelo.

– Isso é normal, nervosismo é um dos quesitos básicos para alguém que se candidatou a ser humano. — ela fala, tentando fazer piada, o que não da muito certo, tendo em vista que ela tem um humor meio estranho... — Eu tenho certeza de que você vai se sair muito bem, apenas confie em si mesma, ok?

Comprimo os lábios, apertando a barra da bata de renda que usava com força.

– Annabeth Chase, eu lhe proíbo de ser tão insegura. — ela fala, alisando os meus cabelos, a voz soando autoritária — Vá lá, e mostre para esse reitor quem você é e o que Stanford estaria perdendo se não a quisesse aqui.

– Acho que... — digo, sentindo o meu estômago revirar — Acho que vou vomitar.

A face de Atena passa de repreensão para surpresa, e então preocupação, em menos de um segundo.

– Você está bem...?

– Estou, tudo certo. — respiro fundo, segurando o fôlego o máximo que pudesse até ter de soltar — Acho que se passar mais um segundo aqui vou implorar pra ir embora.

Atena sorri, segurando a minha mão e me dando um abraço apertado.

– Percy vem te buscar amanhã? — pergunta, já abrindo a porta do carro

– Uhum. — murmuro

– Nos vemos amanhã, então. — fala, entrando no automóvel e batendo a porta, antes de colocar a cabeça pela janela e continuar — Dê o seu melhor e eu tenho certeza de que se sairá bem.

E então o carro arranca, enquanto ela acena a distância para mim.

Eu só queria ter tanta confiança nisso quanto ela.

Suspiro, arrumando a alça da mochila no ombro antes de voltar encarar o campus ao meu redor.

Stanford era tudo e um pouco mais do que eu esperava.

♡

Uma garota chamada Mandie estava dividindo o quarto comigo, afinal iríamos pernoitar por lá. Ela tinha cabelos castanhos e volumosos, e penetrantes olhos amarelos, quase dourados. Covinhas se formavam em suas bochechas quando sorria, o que combinava muito com sua estatura de um metro e meio de altura.

O quarto se baseava basicamente em duas camas de solteiro, com cabeceira de veludo antigo e de cor azul marinho, um criado mudo de madeira branca, dois armários de duas portas, duas mesas de estudo com algumas gavetas e prateleiras, e um banheiro pequeno e apertado de azulejos brancos.

De acordo com o aviso que eu havia encontrado em cima da escrivaninha, se fossemos selecionadas, passaríamos toda a nossa vida de universitárias em quartos como aqueles, e poderíamos o decorar como quiséssemos. Antes que pudesse me dar conta, já estava imaginando onde colocar o meu porta retratos com a foto minha e de Percy, e quantos livros caberiam naquela prateleira...

Retiro vestido branco tomara que caia de dentro da mochila, ele já estava parcialmente amassado, e se continuasse dobrado daquele jeito, provavelmente ferro de passar roupa nenhum daria jeito naquilo... Abro o guarda roupas, encontrando com um pouco de surpresa alguns cabides, onde penduro o vestido. Teríamos um jantar de gala com o reitor mais a noite, onde conversaríamos com ele e teríamos de tentar o convencer de que éramos "dignos de Stanford".

Pelo que parece, e pelo que Mandie havia me falado, também haveria uma festa em uma das casas de apoio por ali, e ela tentaria falar com um tal de Fredie que era seu amigo, para que fossemos convidadas...

Eu só queria dormir, tomar um bom calmante e acordar quando Percy já tivesse chegado, só para poder sentir seu delicioso aroma de maresia com desodorante masculino, passar as mãos pelos seus cabelos desgrenhados e abraçar o seu corpo corpulento e grande contra o meu.

É, mas definitivamente, eu tinha de repassar as prováveis perguntas em minha mente, e tinha de descansar, e ler mais uma vez todos os parágrafos grifados de marca texto rosa do meu exemplar de A Cabana, que segundo fontes confiáveis, era o livro favorito do tal reitor...

Thalia e Silena haviam me obrigado a estudar para esse encontro como se fosse um exame de vestibular brasileiro. Eu havia passado noites em claro, procurando respostas originais e inteligentes para as prováveis perguntas que teria de responder, lido A Cabana três vezes, estudado a biografia do escritor de A Cabana, estudado a biografia do reitor e lido sobre a história de Stanford. E não foi no Wikipédia, o que me da dez por cento a mais de confiança de que aquilo realmente era confiável...

Eu me sentia Blair Waldorf de Gossip Giril, estudando freneticamente tudo o que pudesse sobre o reitor da universidade que pretendia ingressar, o que só me deixava mais nervosa, tendo em vista de que ela não havia conseguido entrar. E ela era Blair Waldorf, e eu só era Annabeth Chase...

– Você quer? — Mandie pergunta, indicando o saco de rosquinhas industrializadas com cobertura cor de rosa

– Afogando o nervosismo em doces? — pergunto, pegando uma das rosquinhas grudentas e caramelisadas

– Exatamente. — fala — E você?

– Eu o que? — pergunto

– Afoga o nervosismo em que?

– Não afogo, fico boiando até morrer de hipotermia.

– Esta é uma boa metáfora, eu a anotaria no meu livro de metáforas, se tivesse um.- fala, tomando um gole da sua lata de diet Coke

Sorrio, Mandie era o tipo de garota com a qual eu gostaria de dividir o quarto. Mas que Thalia não soubesse disso!

– O que quer fazer? — pergunta

– Nada. — falo — Ia repassar mentalmente mais uma vez todas as prováveis perguntas que ele poderia fazer, mas acho que vou ter um derrame cerebral se fizer isso de novo.

– Você é engraçada. — Mandie diz, ficando de pé rapidamente e calçando os seus All Stars vermelhos — Vamos dar uma volta pelo campus, vai ser divertido.

Dou de ombros, calçando os meus chinelos de dedo e colocando o celular no bolso da calça jeans, antes de prender o cabelo em um rabo de cavalo frouxo e analisar o meu reflexo no espelho. Nada mal para uma quase-caloura.

A casa da fraternidade em que estávamos era enorme e suas paredes eram pintadas de um tom no mínimo interessante de azul, que me fazia lembrar do mar, o que me fazia lembrar de Percy. Passamos rapidamente pelos corredores, descendo as escadas e saindo para o campus ensolarado e movimentado.

Zanzamos por aí por um tempo, damos voltas e mais voltas, nos perdemos algumas vezes e rimos muito. Paramos em um snack bar, e sentamos em uma das mesas do lado de fora, o sol do fim de tarde proporcionando um calor agradável.

Havia um grupo de veteranos em uma mesa por perto, eles conversavam, e eu podia sentir o olhar deles queimando nas minhas costas, os garotos se levantam e vão embora, passando direto por nós e deixando um bilhete.

Olho para Mandie, que mantinha o mesmo olhar de dúvida que eu. Rapidamente pegamos o papel e desenrolamos o bilhete.

"Avenida Umbrindge de Stanford, 1819. 22 horas, apareçam por lá."

Bom, parece que havíamos sido convidadas para a tal festa.

♡

– Onde estuda, senhorita Chase?

Balanço a minha taça quase cheia de champanhe, vendo o líquido dourado girar e sentindo a textura do cristal puro contra os meus dedos.

– Goode High School, senhor. — respondo formalmente

– Oh, és de Carmel Valley! — o reitor parece se animar um pouco com a minha resposta, chama um dos garçons que vestiam branco e enche mais uma vez o seu copo de whisky — Então já deve ter ouvido falar de Zeus Grace, ou Poseidon Jackson?

Sinto que aquilo era uma afirmação, mas soava como uma pergunta. Balanço positivamente a cabeça, para cima e para baixo.

– Muito bem, na verdade. — digo por fim, escondendo um sorriso de lado

O fato é que este jantar estava sendo mais agradável do que eu esperava. A comida era boa e deliciosamente caseira, e até agora eu havia me saído muito bem com as perguntas do reitor.

– O quão bem? — ele parece se divertir com a situação

– Thalia Grace, filha de Zeus, é minha melhor amiga. — digo, tomando um gole da minha bebida — E Poseidon, o meu sogro.

Um olhar de surpresa passa pelos olhos castanhos do senhor de meia idade, até que ele sorri genuinamente.

– Sogro?! — ele falam a voz um pouco embaralhada por causa da bebida — Você namora um filho de Poseidon?!

Concordo com a cabeça.

– Oh, Percy Jackson, não é? — ele fala, parecendo tentar se recordar de algo — Garoto interessante, lembro de quando ele era pequeno e seu pai o trazia para assistir os jogos da liga de futebol... Tenho fé de que talvez ele próprio venha a fazer parte do time, o que acha?

– Acho que seria de muito do agrado de Percy. — falo — Acabamos de passar para o campeonato federal, se o senhor não sabe.

– Campeonato federal? — o reitor parece surpreso e animado — Mas isso é maravilhoso! Tenho certeza de que Poseidon deve estar muito orgulhoso do garoto.

Sorrio, concordando com a cabeça.

– Annabeth Chase, foi um prazer lhe conhecer. — ele completa — Posso lhe esperar para mais uma visita, desta vez acompanhada do próprio Perseu?

– Seria uma honra, senhor. — respondo, fazendo uma espécie de reverência que achei adequada, antes que ele saísse para conversar com algum dos outros jovens

– E então, o que ele lhe perguntou? — Mandie pergunta, parando ao meu lado, juntamente com outras três garotas

– Perguntou o que?

– Você sabe, sobre a sua razão para querer ingressar em Stanford ou sei lá o que ele pode ter perguntado...

Franzo o senho, umedecendo os lábios com a ponta da língua.

– Bom, ele não perguntou nada sobre isso. — respondo — Deveria?

– Então sobre o que vocês conversaram? — uma garota de cabelo castanho com mechas aloiradas pergunta, parecendo extremamente ansiosa

– Sobre o meu colégio, sobre a minha vida... Com vocês foi diferente?

– Nenhuma de nós falou sobre a vida pessoal.

– E ele passou tanto tempo conversando com você, que provavelmente foram mais minutos do que a soma de todas nós juntas. — outra garota de cabelos repicados completa

– O que mais, o que mais ele disse? — Mandie pergunta

– Ele... Me convidou para fazer uma nova visita. — digo

– Uma nova visita?

– Sim.

Os olhos de Mandie escurecem e se tornam mais duros, a sua mandíbula fica travada.

– Está tudo bem? Como foi a sua entrevista? — pergunto

Mas ela me ignora, virando as costas e indo na direção do bar.

Era só o que me faltava, perder a única pessoa que eu tinha para conversar até amanhã às três da tarde.

♡

– Mandie? Mandie?! — digo, desviando das pessoas que passavam ao redor e caminhando firmemente até o bar

A garota de olhos dourados me vê, e então vira a cara, voltando a conversar com outra pessoa e a beber de seu drink.

– Mandie! Por que você está me ignorando?

– Ah, olha você. — ela responde fria — Pensei que não viesse a festa.

– Eu quase não vinha mesmo, onde você estava?

– Por aí. — ela fala, dando respostas vagas

– Por que você está agindo assim? Por que está me ignorando?

– Eu não estou te ignorando.

– Eu pensei que nós fossemos colegas.

– Nós éramos, até você usar de seus contatos para conseguir uma bolsa.

– O que?! Eu não usei dos meus contatos pra...

– Não se faça de boba, Annabeth. Você usou deste seu tal namoradinho para dar as graças ao reitor e...

– Olha só, não fui eu quem toquei nesse assunto. Foi o próprio reitor quem falou sobre isso... Eu só respondi! O que queria, que eu negasse e escondesse?

Percebo que aumentei demais o tom de voz, e decido dar as costas a garota. Saindo da área do bar e indo até algum lugar mais vazio naquela festa.

– Ei, quer uma bebida? — um garoto loiro e alto fala, oferecendo um copo de coquetel

– Ryan, deixe comigo. — alguém o interrompe, empurrando o garoto loiro

Sinto um arrepio ao perceber de quem era aquela voz.

– Doce Annabeth, veio atrás de mim em Stanford? — Tritão fala

– Você sabe que não. — digo, a voz rouca e baixa

– Onde está Percy, o que o meu amado irmão está fazendo que não pôde acompanhar a namorada?

Reviro os olhos, o ignorando.

– Será que você pode me deixar sozinha? — falo

– Não está aproveitando a minha companhia? — ele rebate — Sei que seria muito agradável, se estivéssemos só nós dois, em um quarto... Você gemendo as alturas...

– Tritão, vá embora.

Ele da um passo adiante, segurando o meu braço com tamanha força que provavelmente deixaria marcas.

– Você é minha. Minha! — ele fica repetindo

– Tritão por favor! Você está me machucando! Me solta... — imploro, sentindo lágrimas de medo escorrerem pelo meu rosto

– Solte-a. — uma voz firme declara, fazendo com que Tritão diminua um pouco a força no aperto por surpresa

Logo após o susto inicial, Tritão solta uma gargalhada. Ele ri, aquela risada maléfica que por muito tempo eu achei charmosa.

– Desculpe, senhor. — diz, quando finalmente consegue se controlar — Mas Annabeth não havia lhe falado que é minha namorada?

O reitor balança a cabeça negativamente, desviando o olhar para mim, que chorava silenciosamente.

– Ela me disse que namorava um filho de Poseidon. — diz, calmamente — Mas não você, Tritão. Agora, me espere na minha sala para termos uma conversa.

Tritão me solta, me dando uma olhada de cima a baixo, os olhos extremamente felinos. Depois, vai embora sem sequer olhar para trás.

– Está tudo bem, senhorita Chase? Você quer tomar alguma coisa, quer que eu ligue para os seus pais...?

Respiro fundo mais uma vez, limpando bruscamente as lágrimas que ainda rolavam pelo meu rosto com a palma da mão, pra só em seguida expirar.

– Eu... Eu vou para o meu quarto. — digo — Só preciso ficar um pouco sozinha, pode ligar para Percy ou Poseidon e pedir para que ele venha me buscar logo?

O reitor assente com a cabeça, pegando o celular no bolso do paletó cinza.

– Como quiser. Precisa que eu lhe acompanhe até o dormitório?

– Não, está tudo bem. Obrigada, de verdade.

O reitor assente, falando ao telefone e seguindo o mesmo caminho que Tritão havia seguido segundos atrás.

Agora, eu só precisava me encolher sob o cobertor fofinho e não pensar em nada. E talvez, quando Percy chegasse, eu poderia dormir abraçadinha com ele, sentindo o seu adorável e tão familiar.

Talvez.

Notas finais
Simmmmmm, EU TENHO UM AUTOGRAFO DA KIERA CASS MEU POVO. Podem morrer de inveja eu deixo. Pois é! Ela veio para a Livraria Cultura da minha cidade, e eu como fiel Selecionada fui vê-la, não é? Cheguei lá as nove da manhã e peguei a senha 72 haha! Ela é a PESSOA MAIS FOFA DO MUNDO GENTE. Vocês não tem noção, ele é um amor! Da vontade de apertar e abraçar um milhão de vezes! Enfim, o que acharam? Esse capítulo deu um tico de trabalho, mas acabou sendo legal de escrever. Sobre a menção de Blair Waldorf: minha diva, amor da minha vida, amo ela mais que chocolate e tal. Eu precisava, PRECISAVA, fazer menção e a Gossip Girl na minha história, e deu nisso. Se você não sabe o que é, Gossip Girl é uma série divina maravilhada perfeita incrível e tal e tel e til... Se você não gosta, você só é um filho da mãe mesmo, beijo no cora. SÓ VOLTO SE A META FOR CUMPRIDA E FIM, SEM PRAZO DE VALIDADE, OK? ESPERO OS MEUS REVIEWS! Gente, eu to triste! A minha fiel leitora e escritora favorita Mrs. Stark desapareceu! Eu fiquei muito chocada e bolada com isso, porque eu adorava a fic dela, e ainda mais a adorava. Ela era mais que uma escritora e leitora, era uma amiga pra mim. Fiquei muito triste, se tiverem notícias, por favor me avisem! Ela escrevia Everything Has Changed, que era uma fic maravilhosa! Enfim, é isso. Amo vocês e estava com saudades! You know you love me. XoXo. One Less Lonely Girl