Notas iniciais
Eu estou decepcionadíssima com vocês. Tipo, muito. Primeiro de tudo, eu já expliquei o esforço enorme que eu faço para vir postar, e mesmo assim vocês me presenteiam com isso. Eu não consegui cumprir a minha meta. Eu passei mais de um mês fora, da ultima vez, e mesmo assim recebo uma miséria de reviews. Gente, o que custa comentar? O que custa, vinte segundos só, pra deixar um "gostei" ou "odiei" ou até mesmo "perdi um rim com esse capitulo horrível"? Não custa nada gente, é de graça. Aliás, eu também escrevo de graça, e só me contento com os comentários (inexistentes) de vocês. Essa é a minha remuneração. E mesmo assim, parece que não vale de nada, já que eu recebo uma miséria de reviews. Eu tenho mais de 200 leitores. MUITO MAIS QUE 200. E menos que vinte deles comentam, menos que um décimo dos leitores. Gente, isso frustra. De qualquer forma, deixo aqui os meus agradecimentos aos leitores maravilhosos que deixam um comentário e que fazem o meu dia feliz. Um beijo, um cheiro e um sanduíche pra vocês, amoras. Desculpem o sermão , mas é necessário. Aliás, estou orgulhosa de mim porque consegui voltar rapidinho, não? See you lá embai

Pov. Annabeth

– Jura?! — exclamo, colocando a senha do meu armário e depositando os livros ali

– Você sabe que eu não costumo jurar... Mas se você quiser, dessa vez eu juro de dedinho! — Thalia diz, trocando o peso de um pé para o outro

– Nossa! Então o negócio foi sério mesmo. — falo, colocando o dinheiro do almoço que havia pegado no bolso traseiro da calça branca

– Você nem imagina... — diz, fingindo um suspiro apaixonado e se abanando com a capa do livro de sociologia

Não posso deixar de rir da versão... Apaixonada, da minha melhor amiga, se é que se pode chamar esse estado "pós-melhor-transa-da-minha-vida" de apaixonado.

– Então, quer dizer que o DiAngelo tem pegada? — pergunto

Thalia, que estava caminhando ao meu lado a caminho do próprio armário, para no meio do corredor, me encarando com aquele olhar "você bebeu ou é lesada assim mesmo?". Ela sorri maliciosamente, da um passo até estar ao meu lado, e sussurra ao meu ouvido:

– De fazer subir pelas paredes.

Não posso negar que estava chocada, porque nunca imaginei que o mesmo Nico meu melhor amigo fosse esse... Fogo todo, mas por outro lado não consigo deixar de rir.

– Pode rir, não foi você que foi fodida por ele pra saber como é. — fala, batendo com força a porta do armário

– E nem espero! O Nico é o meu melhor amigo, e eu namoro o melhor amigo dele. — digo, dando ênfase no "namoro"

– Falando nisso, você ainda não me contou do desempenho do... — ela fala, mas se interrompe rapidamente assim que colocamos o pé no refeitório

– Desempenho de quem? — Percy pergunta, depois de me beijar

Eu ainda estava atordoada com o beijo dele, a recente sensação dos seus lábios ásperos sobre os meus e as suas mãos no meu pescoço e cintura, para pensar em alguma desculpa rapidamente, mas graças a Deus Thalia não.

– Ug. Demonstração de amor em público, que nojo! — ela finge que vai vomitar

– Você não parecia achar isso um nojo quando aceitou de livre e espontânea vontade que o Nico te beijasse. — ele diz, caminhando atrás de mim e me guiando até a mesa com a mão na parte inferior das minhas costas — E você ainda não respondeu a minha pergunta.

– Desempenho na avaliação oral da aula de alemão, você sabe... Daria tudo para ver a Annabeth aqui falando alemão. — Thalia diz, pensando rápido

Percy ri baixo no meu pescoço, me fazendo ficar arrepiada.

– Você podia falar em alemão pra mim, não? — pergunta no meu ouvido, me fazendo ficar vermelha

Por Deus! Todo esse lance da Thalia com o Nico estava me fazendo ficar muito maliciosa e impura.

– Eu vou comprar o meu almoço, Thalia, você vem? — pergunto, empurrando Percy com a cintura para que ele se afastasse um pouco e desviando do seu beijo

Thalia sorri e me segue até a fila para pegar o almoço.

– O que deu em você hoje? — ela ri

– Nada. — falo, balançando a cabeça para que os pensamentos saíssem — Só me... Inspirei um pouco com essa sua história.

Isso só serve para fazer Thalia gargalhar alto, chamando a atenção de algumas mesas.

– Tudo bem, vou te deixar ia sonhando com uma noite de sexo selvagem. — fala, pegando a bandeja com o almoço e desviando de alunos enquanto caminha até a nossa mesa

Reviro os olhos, a seguindo e ignorando alguns assobios dirigidos a mim. Sento no espaço entre ela e Percy, que rouba a minha maçã, e tento tirar aqueles pensamentos impróprios da minha mente.

– Annabeth? — Connor pergunta

– Hm... O que? — digo, distraída, colocando mais uma garfada de salada na boca

– O que sua mãe disse, você sabe... Da história de Stanford e mais alguns anos morando longe? — Travis completa

Engulo a salada e penso um pouco na reação da minha mãe, lembrando da ligação da noite passada.

– Ah, ela ficou feliz por mim. Eu sei que ela deve estar meio chateada, afinal eu só ia passar um ano morando fora... Mas segundo a própria, ela também está bastante orgulhosa. — dou de ombros — De qualquer forma, vou passar o verão lá.

– Sério? — Katie pergunta

– É...

– E quando você vai?

– Assim que as férias começarem, depois da nossa formatura, por que?

– Ta legal, eu vou direto ao ponto. — Clarisse diz, curta e grossa — Será que a gente pode ir também?

Engulo o bolo de alface que estava na garganta e tomo um gole de chá gelado, antes de responder.

– Bem... Sim, por que? Vocês querem ir?

– Se nós queremos? Não é meio óbvio? — Thalia diz, revirando os olhos — Aliás, mesmo que eu não pudesse, você sabe que eu vou, nem que tenha que ligar pra tia Carol.

– Eu acho que tudo bem... Tipo, a minha mãe não vai reclamar nem nada, mas eu preciso confirmar com ela... Você sabe, ver se cabe todo mundo. — falo — Aliás, todo mundo quem?

Um coro de "eu's", é dito e me dou conta de que uma grande turma quer mesmo ir.

– Ótimo, eu precisava mesmo retocar o bronzeado. — Travis fala, em uma péssima imitação de Silena

– Essa imitação foi horrível, aliás, eu nem gosto de me bronzear mesmo! — ela rebate, virando a cabeça e voltando a conversar com o namorado

– Depois conversamos sobre isso, tudo bem? — digo, dando um rápido selinho em Percy e me levantando — Tenho que passar na biblioteca pra pegar alguns livros para o trabalho de filosofia antes da aula, vejo vocês no treino.

– Aí, pode deixar que a gente paga o supermercado! — Connor grita, quando eu já estava quase na porta, chamando a atenção de quase todo o refeitório

Reviro os olhos e dou uma piscada para Malcom que estava sentado por perto, correndo para fora do refeitório.

Só correndo bem muito mesmo pra tirar esses pensamentos impróprios da cabeça.

♡

– Annabeth, alô! Terra chamando Annabeth Chase.– Malcom fala, estalando os dedos na frente do meu rosto

– An. Oi? — digo, distraída

– Pensei que estivesse em Marte, parece que está em outro planeta. — Mary sussurra

– Estava mais pra Vênus (Narradora: sacaram o trocadilho? Vênus/Afrodite/Amor hehehe). — digo, com um suspiro

– O que? — Malcom pergunta com o cenho franzido

– Esquece. — digo — O que eu perdi?

– Só a aula toda. — Marlee brinca — Você realmente deve amar o clube de matemática.

– Deixe disso, eu só estava... Distraída.

– Isso nós percebemos. — Mary diz e todos riem

– Eu realmente adoro estar aqui com vocês... É só que hoje eu não estou muito bem. — digo, colocando a bolsa sobre o ombro — Mas eu preciso mesmo ir...

– Ta certo, vai lá Miss Popular, o exército de líderes de torcida lhe espera. — Malcom diz

Reviro os olhos e dou língua para os três, batendo a porta e correndo da sala do clube de matemática até o vestiário feminino. Tiro a calça branca e a camiseta canoa azul e bege que usava, vestindo rapidamente o top vermelho por cima do sutiã e colocando o short de lycra. Já não havia ninguém no vestiário, então corri para o campo, encontrando todas as garotas sentadas em um circulo no chão, com a treinadora Megan em pé no centro.

Percy estava fazendo flexões por perto e da uma piscada para mim, enquanto caminho até o grupo.

– Finalmente, Miss Matemática. — Thalia e revira os olhos — A treinadora estava só a sua espera para fazer o tal "comunicado".

– Já cheguei. — falo, sentando — Pode falar.

– Tudo bem, time, como vocês sabem, a essa etapa do campeonato federal não vai ser aqui, ou seja, vamos viajar. — ela é interrompida por uma série de sussurros e comemorações — Silêncio. Se vocês me deixarem continuar...

– Calem a boca! — Clarisse grita

– Obrigada, Clare. Continuando... O nosso destino dessa vez é Nova Iorque.

Thalia, Silena e eu trocamos um olhar cúmplice antes de soltar gritinhos finos como as outras garotas e comemorar. Estamos indo para Nova Iorque!

Depois que a treinadora Megan consegue nos controlar, ela prossegue com as instruções.

– Certo, essa etapa é são as oitavas de final, sendo assim, se passarmos dela, só teremos as quartas, semi e então, final! A data do jogo está marcada para dia sete do mês que vem, ou seja, menos de três semanas. Vocês sabem do procedimento: autorizações dos pais, além de que dessa vez temos mais um pequeno problema: não da pra ir de ônibus até Nova Iorque. Vamos precisar pegar aviões e ficar em hotéis, ou seja, tudo isso custa dinheiro. E é por isso que vamos precisar cobrar a taxa de quatrocentos e oitenta e nove dólares para cada uma de vocês. Vocês podem pagar em duas parcelas, mas só até o dia dois, também vou precisar das identidades de vocês e confirmação até depois de amanhã, no seu caso Chase, passaporte e autorização de ambos os pais. Até depois de amanhã, entendido?

Confirmamos com a cabeça e então somos dispensadas para nos aquecermos e treinarmos.

– E então, capitã, alguma ideia de coreografia? — treinadora Megan me pergunta, antes que eu possa me afastar

– Ainda não, mas andamos treinando bastante a torre de seis patamares e a virada dupla, e acho que estamos preparadas para as incluirmos na coreografia. Pode ter certeza que essa vai ser a melhor apresentação que jamais fizemos.

– Brilhante. — ela diz — Qualquer coisa, sabe que estou aqui para isso.

Sorrio, correndo em direção as garotas para me alongar.

– Nova Iorque! — Silena diz

– Nova Iorque. — Thalia repete

– Nós vamos juntas para Nova Iorque! — gritamos ao mesmo tempo

– Tudo bem, mas nós temos que vencer essa etapa, e pra isso, treinar bastante. — digo — Thalia, me empreste esse megafone.

Thalia me passa o megafone e eu chamo a atenção das garotas.

– Meninas, eu sei que antes de mais nada, nós temos que ver quais de nós realmente vão poder viajar, mas preciso ter certeza de que as que irão, vão estar realmente preparadas. São menos de três semanas até a apresentação, isso se não tivermos de viajar antes, e nós nem sequer começamos a ensaiar a coreografia ainda. Então, vou precisar que cada uma de vocês dê o seu máximo nesse projeto. Nós vamos marcar treinos extras, e a partir de hoje, vamos treinar por três horas diariamente, inclusive no sábado. Preciso da confirmação de quem vai poder ir pra começar a pensar nos grupos de formação amanhã mesmo. Então, agora, todo mundo treinando a pirâmide de seis patamares, parada dupla e pirâmide reversiva.

– Pirâmide reversiva?! Mas nós nunca tentamos isso! — Mellany, uma garota do segundo ano, grita

– E é por isso que vamos precisar fazer hora extra. — digo — Todo mundo se movimentando! Eu quero essa pirâmide reversiva impecável!

– Nova Iorque é? — uma voz rouca que eu rapidamente reconheço como pertencente ao dono daqueles braços que abraçavam a minha cintura pergunta

– Uhum. Mas se nós quisermos mesmo ganhar isso, temos que treinar. — digo — E isso serve pra você também, viu? Se vocês perderem, também estamos fora.

– Pode deixar, senhora capitã! — ele diz, colocando a mão na cabeça em posição de sentido

Rio, revirando os olhos e beijando de leve os seus lábios.

– Mas agora, eu tenho uma série de garotas para posicionar. — falo, correndo até o grupo de meninas e me virando de volta antes de gritar — Vejo você mais tarde?

– Com certeza! — ele grita de volta

Sorrio para o nada, caminhando até a equipe.

– Certo garotas, eu preciso de você Clarice, Mandi, Miranda, Bethany, Carrie e Funy na base. Vocês aí, façam uma fila do maior para o menor bem aqui, isso. Perfeito. Silena, você vai coordenar as meninas que vão ficar no chão, entedido? Preciso de pelo menos dez pra receber. O resto, fiquem a disposição aqui do lado.

É, podia até ser difícil. Mas nada era impossível, e eu amava desafios.

Se depender de mim, nós vamos ganhar essa etapa e chegar a final.

Notas finais
Eu sei que o capitulo ficou curtinho, mas é porque ele é só uma introdução para o próximo que está por vir. E sei também que tem uma Annabeth ninfomaníaca e maluca, mas gente, é só tpm mesmo, relaxem, ela não vai ficar this crazy pra sempre. Haha! Sim, eles estão indo pra NY Baby! Podem esperar muita coisa dos capítulos que estão por vir, capítulos esses que eu só vou postar (e começar a escrever) quando cumprir a meta. Isso mesmo, só vou começar a escrever quando conseguir cumprir meta, ou seja, quanto mais rápido eu cumprir, mais rápido o capitulo sai. Aaaah, noticia aqui! Algum tempo atrás eu havia dito que a fic teria cerca de 50 e poucos capítulos, mas devido a imprevistos, ela vai ser beem maior. Podem esperar mais uns 15 capítulos ainda (no mínimo), ou seja, muita coisa estar por vir, e só depende de vocês para acontecer. Desculpem pelo sermão, mas eu realmente precisava desabafar! Comentem, por favor, nem que seja só pra dizer um "oi" ou "cara, eu ti imagino com a voz de hipopótamo e e pernas de elefante". Qualquer coisa vale gente! Obrigada, de nada. Pensando seriamente em colocar a fic em HIATUS. E se acontecer, saibam que a culpa será total e exclusiva de vocês que não comentam. É isso, obrigada pela atenção. Xoxo