Ex(change) Girl
42 Capítulo 42
Notas iniciais
Pov. Marina
– Você acredita que ela já pode dirigir? — Duda fala, mascando incansavelmente o seu chiclete de menta e dando ênfase exagerada no já
Reviro os olhos, apertando o celular em minha mão com mais força.
– Ela já tem dezesseis, Du, além de que aquela idiota sempre foi tão incrivelmente babaca e avançada que eu não duvido de nada, vindo dela. — digo, discando um rápido SMS para Diego
– Eu só não entendo como ela pode ter tanta sorte. — diz, fazendo uma bolha com o chiclete verde e a estourando rapidamente, antes de continuar — Ela sempre foi uma mané, zero a esquerda, e ninguém nunca gostou dela, e agora, isso! Como ela pôde ir de oito à oitenta tão rápido?!
Meu telefone apita, indicando que a resposta havia chegado. Suspiro, lendo a mensagem rapidamente e digitando um "ok".
– Eu também não entendo. — falo, porque realmente não entendia
O fato é que eu sempre fui melhor do que ela, em tudo. Certo, talvez ela tirasse notas melhores do que eu, e também surfasse, mas é só isso. Eu era mais bonita, simpática, desejada, gostosa e popular, eu tinha todos os amigos que um dia já haviam sido dela. Mas e agora, onde estavam os meus amigos?
– Para onde, senhorita Aragão? — César, o motorista, pergunta, entrando no carro e girando a chave
– Condomínio do Diego, César. — falo, colocando o sinto de segurança
Duda me olha interrogativamente e dou de ombros. Diego havia nos chamado para ir até lá, e eu tinha esperanças de que ele tivesse desencantado do projeto de Californiana e se tocado de que eu era muito melhor do que todas as americanas juntas.
– Annabeth e suas best bitches já foram embora? — pergunta, fazendo mais uma bolha irritantemente grande com o chiclete
Sorrio em menção ao apelido que havíamos dado as magrelas sem sal, e digito uma mensagem para Helena avisando para ela e as outras garotas nos encontrarem no clube praia do condomínio dele.
– Na verdade não, mas ele nos chamou mesmo assim. — falo, colocando o celular dentro da bolsa de praia Carmen Steffens que Annabeth e suas amigas nunca sonhariam em comprar — Deve ter se dado conta de que somos muito melhores.
Duda sorri idiotamente, e volta a fazer bolhas idiotas com o chiclete.
Peço para César ligar o rádio e algumas musicas pop começam a tocar, cantarolo e batuco os dedos no vidro fumê do carro, vendo a paisagem passar rapidamente. Em menos de meia hora já estávamos nos enormes portões do condomínio de luxo. César informa para onde estamos indo e os portões se abrem, dando passagem.
Mais rápido do que eu esperava, já estávamos na rua principal do condomínio e havíamos chegado ao clube praia. Aviso para César que eu ligo quando quisermos ir embora e ele parte, o Land Rover preto se distanciando rapidamente.
Coloco os óculos de sol e Duda e eu partimos até a entrada do clube. Helena, Lara e Júlia já estavam na porta, nos esperando.
– Será que agora pode nos explicar o motivo de estarmos aqui? — Lara pergunta
– Diego chamou. — falo, simplesmente — Além de que, é o último dia de feriado, temos que aproveitar!
Elas dão de ombros, esticando o braço para que a recepcionista possa colocar a pulseira laranja em seus pulsos. Aceito um dos coquetéis que eles no servem na entrada e ligo para Diego.
– Onde você está? — falo
– Na piscina norte, que tem uma pequena ilha no centro. — ele fala — Você já chegou?
– Sim, já estamos aqui.
– Estamos? — a voz dele se altera e fica mais alta, indicando que ele cobriu o bocal do celular com a mão — Você e quem mais?
– Helena, Lara, Júlia e Duda. Algum problema?
– Nenhum. — ele diz, e posso notar pela sua voz que ele está sorrindo — Vejo você daqui a pouco.
Desligo o telefone e as meninas e eu rumamos até a maior piscina do clube, desviando de crianças correndo, adolescentes tomando sol no chão, espreguiçadeiras e garotos jogando vôlei. Reconheço os cabelos dourados de Rodrigo e os castanhos de Diego de longe, e vamos até eles.
Até que algo gelado e pegajoso é derramado sobre a minha nova e linda saída de praia branca. Sinto minhas bochechas ficarem rubras de raiva e levanto os olhos pronta para criar o maior barraco com o idiota que havia derramado coquetel de morango em mim, mas perco completamente a fala.
O cara mais gato e sarado que eu já havia visto na minha vida inteira me olhava preocupado, suas sobrancelhas unidas, um pequeno sorriso de lado no canto da boca e dois copos quase vazios de coquetel de morango não mão.
– Oh, damn! I'm so sorry... — ele começa a falar, com um sotaque sexy e delicioso e eu o dirijo o meu melhor sorriso, o mais brilhante e sedutor...
*Tradução: Oh, droga! Eu sinto muito...
...até que ele é interrompido.
– Hey Percy, come on! Haven't you told me you would pass sunblock in my back? – alguém fala, interrompendo as suas desculpas e colocando a mão no ombro dourado e bronzeado do Cara Mais Gato da Face da Terra, como eu o havia apelidado.
*Tradução: Ei Percy, vamos lá! Você não disse que ia passar filtro solar nas minhas costas...?
Até que o Cara Mais Gato da Face da Terra da um passo para o lado e eu vejo a figura que estava com a mão no seu ombro. E ela usava biquini de listras azul, óculos Wayfarer e tinha cabelos loiros.
– Annabeth? — pergunto, rangendo os dentes
♡
Pov. Diego
– Eu não acredito! — Marina fala pausadamente, soltando um longo suspiro
– Não acredita em que? — pergunto, pegando uma das toalhas sobre a mesa e secando os meus cabelos
– Que aquele cara gostoso ali é o namorado de Annabeth. — diz, colocando os óculos de sol sobre a cabeça e me encarando com os olhos castanhos cor de chocolate
Reviro os olhos, jogando a minha toalha molhada em cima dela, o que a faz soltar um muxoxo e fazer uma careta.
– O que você vê de tão gostoso nele? — pergunto, cruzando os braços
– Deixe me ver... — fala, colocando a mão no queixo e parecendo pensar — Tudo? Fala sério, olha aqueles braços!
– Não vejo nada demais aí, além de que, ele é um babaca. — digo, cruzando os meus próprios braços
– Você só está com inveja, — ela diz, tirando a saída de banho manchada de coquetel — porque ele consegue ser sexy mesmo usando óculos de sol.
Fecho as mãos em punho, eu não precisava ser lembrado a cada meio segundo do quanto o tal Percy Jackson é sexy e gostoso, e pior, que é namorado de Annabeth. Não sei o que, mas eu havia adquirido uma espécie de paixão platônica pela loira desde a primeira foto do Instagram que vi, de quando ela já estava na Califórnia.
– Pois eu acho que quem está com inveja aqui não sou eu, e sim você. — digo
Marina revira os olhos, passando filtro solar no nariz. Meu subconsciente me lembra de que Annabeth nunca passava protetor solar, e logo depois que Percy havia a obrigado a passar naquela tarde, e ele mesmo estava espalhando a meleca branca nas costas bronzeadas da garota naquele exato momento. Tiro os dois pensamentos da cabeça rapidamente.
– Deixe de ser idiota. — falo para mim mesmo — Não se lembra do que ela e ele fizeram juntos ontem a tarde?
Marina levanta os olhos rapidamente, seus olhos brilhando de uma forma esquisita.
– O que eles fizeram juntos ontem a tarde? — pergunta
– Não te interessa. — falo, sentando na espreguiçadeira e brigando comigo mesmo por ser tão idiota
– Claro que interessa, senão eu não estaria perguntando. — ela fala — Vamos lá, pode começar a falar, você sabe que não pode esconder nada de mim.
– Não foi nada... — digo
– Não se faça de idiota Diego, eu sei que foi algo. — ela diz — Além de que, sei que você sente algo pela loira magricela e se você me falar o que é, posso te ajudar...
Suspiro, me dando por vencido.
– Eu acho que... — começo, me interrompendo antes de falar de uma só vez e rapidamente — Acho que eles transaram no banheiro do bar.
A boca pintada de rosa de Marina se escancara, formando um perfeito O. Seus olhos estão arregalados e por um segundo penso que ela parou de respirar.
– Acho que não entendi direito. — ela fala — Pode repetir, devagar?
– Acho que eles transaram no banheiro do bar.– digo, pausadamente
– Annabeth, a doce e meiga, idiota e inocente, Annabeth? — Marina pergunta, sua voz soando amarga e irônica — Quer dizer que Annabeth já perdeu o lacre?
Franzo as sobrancelhas, me perguntando de que diabos de lacre ela estava falando, até me dar conta.
– Bem, parece que sim. Julgando pela forma como ela andava, dos gritinhos vindos de algum lugar que eu não sabia qual era e do sorriso pós-orgasmo dos dois ontem, tenho certeza de que ela não é mais virgem.
Marina desvia os olhos para Percy e Annabeth, que estavam dividindo um copo de coquetel de morango. Ela sentada na beira da piscina e ele com o tronco mergulhado na água, pareciam rir de alguma coisa e se beijavam com alguma frequência.
– Nesse caso, foda-se. — ela diz — Você devia desencantar e ir atrás de outra pessoa, que te valorize. Annabeth não da a mínima para você.
– Aí, essa doeu. — digo, colocando a mão no peito
– Apesar de eu saber que vocês homens só ficam mais obcecados depois de saberem que certas garotas já não são mais virgens... — ela continua, ignorando o que eu havia dito
Dou de ombros, porque certamente era verdade. De alguma forma o fato de saber que Annabeth não era mais virgem, tinha experiência, só despertava em mim mais interesse nela. Afinal, ela era a única pessoa que já havia passado das "mãozinhas e beijinhos" que eu conhecia.
– E você, vai desistir do namorado dela? — pergunto
– De repente, ele já não é mais tão interessante assim. — ela diz, pulando na piscina e nadando até Rodrigo e Lucas
Reviro os olhos. Essas mulheres, vai entender!
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