Notas iniciais
Olá meus loves! como prometi, se tivesse muitos reviews e favoritaçoes, voltei logo! muito obrigada a todo mundo que cooperou e comentou, de verdade, acho que esse foi o osso capítulo record de reviews! valeu mesmo! Assisti a culpa é das estrelas ontem e tô super chorosa, socorro! muito lindo! ESSE CAPÍTULO MEU DEUS... DIGO NADA, SÓ OBSERVO aproveitem o percabeth... Kisses

O fato de eu me divertir tanto estudando matemática era estranho. Quando aceitei o convite de Malcom, e entrei para o clube de matemática, pensei que seriam horas diárias desperdiçadas. Como eu era tola. Aquele momento que eu passava com aquelas pessoas, era um dos mais especiais do meu dia.

Malcom havia virado uma espécie de irmão pra mim. Divertido e inteligente, ele estava lá do meu lado pra tudo, inclusive pra quando eu estivesse de tpm.

Acho que deveria ter um aviso, grudado em nossa testa, advertindo a todas as outras pessoas do mundo que estávamos de tpm. Sabe, isso nos pouparia tempo. Se eu já estava sentimental desde aquela conversa com Percy, imagine uma garota sentimental com tpm. Paraíso, eu sei.

Todo o chocolate, sorvete, filmes e pipoca do mundo não pareciam o suficiente pra controlar o meu sentimentalismo. Eu já estava acostumada a chorar em filmes como Marley e Eu, ou coisas do tipo, mas não sei de onde tirei lágrimas pra Procurando o Nemo. Ok, por que esses dias idiotas não passavam mais rápido e nós não íamos direto pra parte em que ficamos de férias e o Bruno chega?

Tudo bem, eu posso estar meio precipitada demais. Mas fala sério, que garota não ficaria? Fazia quase, ou mais de meio ano que eu não via ninguém de lá, da minha antiga vida, e agora, eu poderia abraçar e apertar o meu melhor amigo de todas as formas mais agressivas. Sorte a dele que eu não estaria de tpm quando ele estivesse aqui, o pobrezinho do Bruno já sofreu demais com todas as minhas crises existenciais.

Acho que eu já havia comido umas seis barras de chocolate hoje. A treinadora Megan enlouqueceria se soubesse que a capitã do seu time está prestes a comer todo o estoque de Toblerone do Wall Mart. Mas, qual é? Não é fácil ser uma garota de dezesseis anos, vivendo em outro país, de tpm e que não está de bem com a sua vida amorosa.

E lá estávamos nós, de novo. Esse garoto simplesmente não conseguia sair da minha cabeça! É só que o seu sorriso, o seu jeito de tentar arrumar o cabelo mas que só faz piorar tudo, os seus olhos... É demais pra uma garota só!

E ele havia se declarado. Pra mim! E eu, idiota como uma zebra (de boa, adoro zebras e tal) havia dito que precisava pensar! Que garota em sã consciência diria que precisa pensar quando um cara como Percy Jackson se declarasse para ela?Bem, Annabeth Chase havia realizado essa proeza!

Não sei se sou eu, mas ele parecia me evitar desde aquele dia. Já era quinta-feira, da semana seguinte, e o meu suposto melhor amigo e quase namorado (sei lá, tudo isso é tão complicado) não respondera e nem fora a nenhum dos "encontros" que eu havia marcado! Tudo bem, ele disse que não foi a praia porque estava doente, e que não ia a minha casa porque tinha que estudar biologia, mas todo mundo sabe que o Percy era bom em biologia!

Será que ele estava me evitando? Annabeth, sua bocó (me emociono com os meus palavrões/adjetivos) claro que ele estava me evitando! Eu dei um fora nele! Mas eu não queria... Eu só disse que precisava pensar! Mas ele podia facilitar tanto a minha vida... Se ele pelo menos falasse direito comigo! Eu sentia um aperto no peito toda vez que passava por ele no corredor e ele só dizia um "oi", ou quando ele mudou de dupla na aula de geometria, afirmando que "precisava trocar um papo reto com um tal de Juan".

O que eu fazia agora? Eu sei que sinto coisas muito fortes por ele... Muito fortes mesmo, mas...

–Annabeth?

Acordo no meu transe ao ouvir aquela voz familiar. Quem seria mesmo?

–An? -desvio o olhar do meu livro de matemática avançada e dou de cara com o professor- Ah, desculpe senhor, é que eu... É bem, eu... Desculpe.

–Tudo bem, só tente prestar um pouco mais de atenção na aula...

Incrível como uma garota pode divagar sobre os mais diversos assuntos. Acho que agora sei de onde a tal da Stephenie Meyer tirou tanta criatividade para escrever Crepúsculo...

–Annie? Ta tudo bem com você? -Malcom me cutuca

–Ah sim, é só que, estou ansiosa para as férias...

Ele me olha como quem diz "que tipo de louco fica ansioso para as férias?". Sim, esse era o Malcom. O garoto brilhante que sabe de tudo e que nunca para de estudar. Sinceramente, acho que quando Malcom tiver os seus oitenta e tantos anos e mal puder enxergar direito, ele ainda vai continuar estudando, lendo com uma lupa todas aquelas letras minúsculas do livro de direito -carreira que ele pretende seguir.

–Sim Malcom, pessoas normais como eu, ficam ansiosas para as férias -digo e dou de ombros

–Pensei que você gostasse de estudar -ele diz magoado

–Eu gosto de matemática, mas isso não quer dizer que eu goste de passar horas estudando. Não me olhe assim! Malcom...

–Tudo bem, havia esquecido que além do lado nerd, você tem o lado líder de torcida popular

–Malcom! Não fale como se eu fosse uma daquelas vilãs populares dignas de Meg Cabot!

–Meg o que?

–Meg Cabot, Malcom. Nunca ouviu falar de O Diário da Princesa? Cabeça de Vento? Não? Em que tipo de mundo você vive?

–Em um em que literatura inglesa existe! Sinceramente, de onde você tira tempo pra livros como esse?

–Não ouse falar assim dela! Você nem mesmo leu!

–Claro! Eu não sou uma adolescente de dezesseis anos! Pelo menos, não uma adolescente garota.

–Não seja idiota Malcom! Não são só garotas de dezesseis anos que lêem livros como esse...

–Tem razão, garotas de doze também devem ler

–Hahaha, muito engraçado você!

–Malcom, Annabeth?! Vocês estão nesse clube para aprender ou para conversar?

–Aprender. Desculpe senhor -somos interrompidos por um alarme que soa estridente, indicando o final das aulas extras

–Tchau gente, até amanhã -é tudo o que digo antes de sair correndo a caminho do treino

A verdade é que não era fácil essa vida dupla. A maioria dos meus amigos fazia teatro ou música como aulas extras, então tinham mais ou menos os mesmos colegas de classe, já eu, fazia parte do clube de matemática! Devo dizer que foi bem difícil ser aceita, pelo grupo em geral. São duas realidades totalmente diferentes, uma são as pessoas inteligentes e com um senso de humor incrível, que são maldosamente taxadas de nerds, a outra são os supostos populares, que sinceramente não tem nada a ver com a descrição das milhares de séries de colegiais que já li.

Sério, não é só porque eu "sou um deles". Imagine todas aquelas garotas ridículas, de bolsa Channel e roupas Abercrombie de todas as séries de livros que você já leu. Imaginou? Então, é quase isso, a diferença é que isso é a vida real. Só porque eu sou líder de torcida e ando com outras líderes de torcida, não quer dizer que eu vá derrubar o meu almoço na camisa de uma garota qualquer, que eu não goste. Aliás, não há ninguém nesse colégio inteirinho que eu não goste. Com exceção da Rachel e suas lacraias, porque delas não tem como gostar.

Veja bem, eu não estou dizendo que na Good não existem aquelas famosas subdivisões, mas é claro que existe, isso aqui é a Califórnia meu bem! Só estou tentando lhe convencer de que aqui, os populares não são os vilões. Qual é! Eu sou popular e sou a mocinha dessa história!

Eu me acho uma garota bem legal sabe? De verdade, eu tento me dar bem com todo mundo, e realmente me dou. Sou amiga dos meus amigos -avá Annabeth-, também sou amiga do pessoal do clube de matemática, adoro o pessoal do clube de teatro, as vezes até frequento umas aulas de música, sem falar que o os skatistas sempre tentam me ensinar a me equilibrar naquela prancha com rodas, mas aquilo não é a minha praia.

Mas o que eu estou querendo dizer é que só porque eu sou líder de torcida, não quer dizer que eu não possa me "misturar" com os outros grupos sociais da minha própria escola!

Eu havia finalmente chegado ao vestiário. Jogo minha mochila em um armário qualquer e corro para o campo. Eu não estava com o mínimo animo para ensaiar, mas era a vida. O nosso próximo jogo seria em pouco mais de uma semana, aqui mesmo, na Good. Então, apesar de o apoio moral da torcida ajudar, a coreografia deveria estar impecável.

Todo o time já estava se aquecendo, e provavelmente só estavam esperando por mim. O time de futebol estava dando voltas ao redor do campo, mas Percy estava sentado no banco dos reservas. Estranho. Normalmente era ele quem incentivava a todos, e o próprio era o primeiro a começar a correr e zoar com a cara do restante do time, "seus fracotes" como o mesmo dizia.

Ele parece sentir que eu o estava observando, pois segundos depois as íris verdes se encontram com as minhas. Ele da um sorriso torto e coça a cabeça de leve, e quando eu faço menção de desviar o olhar e seguir até onde o restante do time me espera, ele levanta e vem até mim.

Fico estática. Não me culpe! Se você estivesse vendo o peitoral que eu estou vendo, me entenderia. Além de que não era só isso, qual é? Bem, aquele era o cara pelo qual eu supostamente era apaixonada. E ele estava vindo até mim! Tudo bem que aquele campo era grande, mas ele parecia andar em câmera lenta!

–Ah, oi -digo quando ele finalmente fica frente a frente comigo

–Oi

–E então? Por que não está treinando?

–Precisava falar com você -ele diz e da de ombros

–Tudo bem então, sou toda ouvidos

–Não tem como ser em um canto mais reservado? -ele pergunta desconfiado

–É, bem, acho que não tem ninguém no vestiário feminino...

–Perfeito

Atravessamos novamente o gramado, de volta ao meu "ponto inicial". Escuto o barulho de vai em vem das portas do portas do vestiário e me sento em um banco aleatório.

–Tudo bem... -o incentivo a falar

Percy parecia pensar mais uma vez se deveria ou não continuar a falar, ele passa as mãos pelo cabelo e se senta em um banco de frente para o meu.

–Certo, eu... Eu quero me desculpar

–Se desculpar? -oi? Eu havia entendido aquilo direito?

–Sim... Por...você sabe. Eu, não sei. É só que, -ele respira fundo antes de prosseguir- eu não sei o que me deu. Sempre que eu estou com você, não sei o que me da... eu...

–Percy...

–Não, me deixe terminar. Eu acho que, me desculpa, ta legal? Aquele dia...não me sai da cabeça. Eu sei que eu fui o maior idiota...você só me pediu pra pensar! Mas é que a ideia de não te ter por um segundo que seja, me enlouquece. Você me enlouquece. Eu só queria poder te beijar sem ter medo de levar um tapa, poder te ligar de madrugada só pra dizer que sonhei com você, porque acredite, isso acontece com muita frequência, eu queria poder te buscar e te deixar em casa, eu queria ser mais do que só um amigo pra você.

Sinto lágrimas se formando nos meus olhos, lágrimas de emoção. Ele disse tudo aquilo que eu mais queria ouvir! Os meus lábios se abrem em um sorriso enorme.

–Tem razão. Você foi mesmo o maior idiota. -digo, e vejo ele levantar os olhos, olhando diretamente pra mim- Mas eu também fui. Digo, por que eu precisaria pensar? Por que eu precisaria de tempo, se eu já tenho a resposta na ponta da língua?

Ele muda de lugar, saindo do banco de frente para o meu e se sentando ao meu lado.

–A verdade Percy, é que se eu ao menos conseguisse pensar em outra coisa além de você, a minha desculpa poderia ser válida. Porque eu também quero poder te beijar sem ter de te dar um tapa, receber uma ligação sua de madrugada pra dizer que sonhou comigo, eu quero isso mais do que tudo Percy.

Ele se aproximou de mim, colocando a mão atrás da minha cabeça, me puxando de leve para mais perto de si.

–Acho que te amo -ele diz antes de selar os nossos lábios

Eu gostaria de dizer o mesmo, mas estava ocupada demais o beijando para falar alguma coisa.

–Vocês mocinhos, estão muito encrencados! -essa não

Percy e eu nós separamos ofegantes. Ele estava sem camisa, com uma mão vagando perigosamente pelas minhas costas cobertas apenas por um top de ginástica. Muito bom, agora a zeladora Schutz acha que estávamos prestes a transar, ali mesmo, no vestiário feminino!

–Zeladora Schutz... não é nada disso que a senhora ta pensando!

–Tudo bem, mas vocês vão ter de explicar isso para o Sr.D. Vocês dois, para a sala do diretor! Agora!

Saímos juntos daquele banheiro cheio de armários, de mãos dadas e rindo feito idiotas.

–A gente está muito ferrado -digo

–Pelo menos estamos juntos -ele diz, como se aquilo fosse tudo o que importasse

E realmente era.

Notas finais
SIM MEUS AMORES! isso é percabeth! eu sei, eles são estranhos mas é isso mesmo, afinal, eles dois tem lá suas complicações e tal... me digam o que acharam! Tenho uma fic incrível para recomendar para vocês! é super fofinha, eu amo! minha fic favorita! Chama Every Thing Has Changed e é escrita pela Mrs Stark, que é uma escritora incrível e super fofa! Leiam, porque vale muito apena. Mesmo esquema do capítulo passado. Se eu tiver mais uma favoritação e vários vários reviews, volto ainda na semana, provavelmente quarta ou quinta, senão, vou dar uma demorada básica. É isso! Muitos beijos no coração!