Notas iniciais
FELIZ TRÊS MESES DE EXCHANGE GIRL! huuuhuu Eu sei! Passou tão rápido né? Até parece que foi ontem que eu postei o primeiro capítulo! Me lembro tão bem! Era carnaval e tal... bons tempos em que eu não estava preocupada com provas... Como presente de 90 dias de fic, eu mudei a capa e a sinopse da história! Me digam o que vocês acharam da nova "cara", ok? Além de que, ESSE CAPÍTULO TEM PERCABETH MEU POVO! Sem mais delongas, vamos ao capítulo! Beijinhos LEIAM AS NOTAS FINAIS

Sempre fui o tipo de pessoa que não aceita traição.

Bem, pelo menos pensava ser.

Bloqueio a tela do meu celular e passo a encarar o vazio. Burburinhos, pessoas cochichando, ou ainda em estado de choque.

Eu até que entendo, afinal, não é todo dia que se vê fotos de pessoas transando. Principalmente se for com o namorado de outra pessoa.

–Annabeth! Annabeth por favor! Me escuta! -alguém grita, longe o suficiente para que sua voz pareça mais um sussurro

–Vá embora! Deixe-a em paz! -Thalia grita de volta, passando os braços pelos meus ombros- Como você tem coragem de aparecer aqui? Seu filho da mãe!

Me livro do abraço de Thalia, e desprendo o meu cabelo do rabo de cavalo. Respiro fundo, contando até três (não tinha paciência o suficiente para contar até dez). Por fim, atravesso o gramado.

A grama fofinha e recém cortada sobe e desce de acordo com os meus passos, o cheiro agridoce que ela deixa após ser aparada me deixa nauseada, mais do que eu já estava.

–Annabeth, não faça isso! Ele não merece! Ele não merece que você escute uma mísera palavra de merda que saia dessa bosta que é a boca dele!

Mas já era tarde, dez, doze passos talvez, e eu já estaria em frente a ele. Separados apenas por uma grade.

Mas não era como se eu fosse escutar ele.

Tudo estava em silêncio, até mesmo Thalia não deixava escapar uma palavra. Sentia os olhares de todos em mim, mas sinceramente, não ligava.

–Annabeth por favor! Me escuta! Eu não sei o que...

–Cala a boca! -o corto- Eu vou falar. E você não vai soltar um pio.

Mantenho um passo de distância da grade, de modo que se eu quisesse poderia esticar um braço e quem sabe, dar um belo tapa estalado em sua cara.

–Todo esse tempo, eu me perguntava por que diabos ainda estava com você. Por que diabos eu havia ficado com você. Não era como se eu não me sentisse atraída, qualquer garota idiota se sentiria. Mas acontece que eu me toquei, eu não sou uma garota idiota. Todos os seus chiliques, todas as discussões. E hoje eu me pergunto: por que? Por que meu Deus? Seria pena? Afinal, é digno de pena. "O pobre coitado, rejeitado pelo pai, pela família." Ou seria melhor "Sempre em segundo lugar, não suporta a ideia de que o irmão mais novo é melhor em tudo" ? E eu sei Tritão, não precisa ser um gênio pra entender, você só estava comigo por causa dele. E não era como se eu me importasse. Eu não me importo como você.

Jogo o cabelo para o lado, e dou um sorriso cínico forçado.

–Sinto muito, mas até mesmo estudar matemática com ele é mais divertido do que ficar com você.

Depois disso, sigo andando, a caminho dos vestiários.

Me viro no meio do caminho, ao me lembrar de algo.

–Por que não procura a Rachel? Ela também está precisando de um consolo por ser sempre a segunda opção... -dou uma piscadela e continuo o meu caminho

Clarisse, Katie e Silena correm atrás de mim. Thalia fica, talvez para dar umas belas bofetadas na cara de Tritão, ou na de Rachel. Sei lá.

–Você! Foi! Demais! -Clarisse grita assim que damos o primeiro passo dentro do vestiário feminino.

–De verdade! Foi incrível! Se você não estivesse ocupada demais falando, teria visto a cara de medo que ele estava! -Silena completa

–Mas eu vou acabar com a cara daquela Rachelcada! Ah se vou!

–Então devia se apressar, se eu não me engano a Thalia deve estar prestes a fazer o mesmo -Katie se pronúncia pela primeira vez

–Meninas, de verdade. Eu não quero que se metam com ela. Ela não merece um mísero tapa de vocês. Deixem-a. Acho que já foi humilhação demais ter fotos nuas com um cara que eu acabei de rejeitar.

Pego minha mochila roxa, coloco o meu Ray-Ban Wayfarer e saio do vestiário.

Não havia mais ninguém no campo. Nenhuma alma penada, se não fosse pelo jardineiro que consertava algumas imperfeições do gramado, tudo estava vazio. Atravesso o enorme campo de futebol americano até chegar aos portões que davam acesso ao prédio da escola.

Dentro do prédio, tudo estava vazio e silencioso. Eu quase podia sentir medo, se não estivesse ocupada demais me perguntando onde Thalia estaria.

Quando finalmente estou perto da saída, e já posso avistar os portões verde e brancos dessa escola, decido ligar para ela.

Empurro uma das portas de aço pesadas enquanto disco o número de Thalia no meu celular. A brisa forte daquela cidade litorânea fazia minha minissaia de torcida voar.

Não havia ninguém no estacionamento, ao não ser por um carro parado exatamente de frente para mim. Um cara de calças jeans frouxas, camisa polo verde e um boné virado para trás estava escorado nele.

Eu quase podia me empolgar por poder puxar assunto com um cara gato como esse, se não estivesse tão preocupada por estar sozinha naquela cidade desconhecida.

O baque da porta batendo faz o garoto levantar os olhos.

E bem, eu não estava tão sozinha assim.

–Uhm, oi -ele diz envergonhado, enquanto tira e coloca novamente o boné- Eu estava te esperando... o resto do pessoal já foi.

–E esse carro é...?

–Ah sim, eu aluguei -ele diz simplesmente, dando de ombros como se aquilo não fosse importante.

–Katie, Clarisse e...

–Ah, Thalia vai pedir pra eles voltarem para buscá-las, acho que foram apenas pegar as malas no hotel...

–Tudo bem, eu acho.

Ele se apressa e abre a porta do passageiro para mim, espera que eu entre, fecha a porta e da a volta no carro.

–Percy eu...

–Não diz nada, ta legal? Só vamos aproveitar o resto do dia.

Com isso o carro arranca, a brisa forte e o sol delicioso que entram pelo teto solar me animam um pouco. Tiro o boné da cabeça de Percy e coloco na minha.

–E então? Como estou? -pergunto

–Perfeita -ele diz com um sorriso, ao desviar os olhos da pista para me olhar

♡

Um fato sobre mim: não importa quantos anos eu tenha, sempre vou me sujar quando for comer cachorro-quente.

Eu meio que devia ter previsto isso, mas já era quase noite e Percy e eu não havíamos almoçado. Então, quando avistamos a barraca de cachorro-quente não era como se pudéssemos recusar.

Passamos o dia todo na estrada. Santa Mônica ficava pertinho de Carmel, pouco mais de três horas, mas devido as diversas paradas levamos quase uma tarde inteira viajando.

Percy me fazia sentir bem, não importa o que estivéssemos fazendo, ele sempre arranjava um jeito de fazer tudo ficar melhor. Eu quase podia me esquecer daquele Percy rude e ignorante de um mês atras. Quase.

Se não fossem por aqueles beijos e todas as coisas que o próprio me dizia.

Tudo bem, eu sei que ele meio que estava "fora de si", mas será que tudo aquilo eram apenas alucinações? Será que não significou nada para ele? Porque, definitivamente, aquilo mexeu comigo.

–Acho que você devia prestar atenção quando for pegar um pedaço, tem milho por toda a sua camiseta! -ele diz rindo

Quando finalmente desperto dos meus pensamentos, me dou conta de que ele estava certo. Tinha molho e milho por toda a minha blusa, e para completar o papel de criança de cinco anos de idade, faço uma careta e um bico.

–Eu nunca vou saber comer isso! -digo chateada

Estávamos na praia, quase em frente a minha casa. A viagem havia sido cansativa, mas de qualquer forma, nunca estava exausta o suficiente para praia. O sol se punha lentamente no horizonte e o mar estava aos nossos pés.

–Sabe, eu acho que você não devia fazer esse bico...

–Ahn? Por que? Você acha que eu pareço muito com uma criança de cinco anos?!

Ele coça a cabeça, franzindo a testa como que para mostrar que estava pensando, mas que na verdade parecia mais uma careta.

–Bem, não sei se sinto vontade de beijar garotas de cinco anos...

Levanto os olhos lentamente. Percy estava tão lindo! Ele era tão lindo! Eu sentia vontade de abraçar os seus ombros largos, de tocar a sua barba por fazer, de sentir os seus lábios... Sob a luz do por do sol seus olhos ficavam ainda mais verdes, e eu sentia que podia passar a eternidade os encarando.

Suas bochechas estavam meio rosadas, devido ao sol, ou talvez por vergonha. Os braços esticados atrás do corpo de forma relaxada. Os olhos claros me encarando de forma curiosa.

Automaticamente nos aproximamos. Eu sentia o meu cabelo voando contra os meus olhos, o meu nariz e bochechas queimadas pelo sol ardendo, as mãos sujas de areia. Mas nada daquilo importava.

Sua mão faz cócegas nas minhas costas, a outra acaricia a minha bochecha e cabelo. Ele passa o polegar lentamente pelo meu rosto e finalmente pelos meus lábios.

–Não sabe se sente vontade de beijar uma criança de cinco anos...?

–Sabe, você não está tornando as coisas não nada fáceis!

Solto uma gargalhada espontânea e abraço o seu pescoço.

–Eu nunca, mas nunca vou tornar as coisas fáceis para você. Acostume-se a isso.

Então ele me puxa mais para perto. E com certeza, o beijo desse Percy é melhor do que o do outro.

Mil vezes melhor!

Notas finais
Percabeth é tão...ain! Me digam o que acharam desse cap e tal. Seguinte, minha provas começam amanhã, e foi com muitíssimo esforço mesmo que eu consegui time pra vir postar hoje, e realmente só vim porque era aniversário da fic e coisa e tal. Então, provavelmente, eu vou dar um tempo sem postar. Claro, se eu tiver um número extraordinário de reviews, muitas novas favoritaçoes ou rcomendaçoes, eu vou tentar voltar logo. Mas se não, receio que só venha postar de novo quarta-feira da semana que vem, quando estiver de férias. Reviews, favoritaçoes e recomendações podem me fazer vir logo! Xoxo