Notas iniciais
Oi gente o/ Essa é minha primeira fanfic e espero que vocês gostem. Se você estiver lendo, comenta aí o que achou e também o que não gostou. Estou aberta a críticas. Boa leitura

Muitas das vezes, um desejo pode se tornar real. Um único desejo, feito para uma única estrela, pode mudar todo o rumo de sua vida e isso aconteceu comigo. No começo, posso ter pensado que seria a melhor coisa que poderia ter me acontecido, mas, hoje, vejo que fiz a maior merda da minha vida. Estou em um palco, com isso um público de oito mil pessoas me olhando, esperando a gente começar a cantar e não sei como fazer isso.

Vamos contar a história desde o começo. Meu nome é Lisa e tenho 17 anos, sou fissurada por música e toco violão muito bem para uma pessoa que nunca teve uma aula. Entrei na universidade cedo e sempre fui uma filha muito boa, mas ainda me sentia incompleta. Eu queria trabalhar com música, cantando, tocando, fazendo minhas letras... e tudo isso era impossível de se fazer na cidade onde eu moro, onde a música é desvalorizada. Passava dias vendo vídeos de cantores e conheci um grupo coreano que finalmente gostei porque, de fato, nunca fui fã de música coreana até ouvir esse grupo. O rap era bom, as músicas falavam o que eu sentia... poderia ouvir BTS o dia todo. Minha família é composta por pai e mãe (não separados, ainda bem), meus dois irmãos e minha irmã. Meu irmão mais velho, Andrey, é muito fechado na dele e vive na casa da namorada, meu irmão mais novo, Leandro, é fissurado por games e vive no computador, minha irmã, Laura, é minha miga e poderia falar tudo para ela que ela me entenderia. Ela gosta de BTS também e foi ela que me apresentou o grupo.

O dia em que a minha história começa era uma segunda-feira monótona e sem graça. Como sempre, acordei cedo e fui para a cozinha, onde encontrei minha mãe preparando o almoço antes de sair para o trabalho. Ela era médica e tinha sempre muito trabalho para fazer, vivia ocupada e por isso, os trabalhos domésticos ficavam por minha conta.

– Oi, mãe – falei tão rouca que nem eu me entendi. Pigarreei e fui direto para a geladeira beber água. Tinha um problema com minha voz, precisava sempre hidratar minhas cordas vocais para não dar nenhum problema de fricção entre elas.

– Oi filha. Já aprontei o almoço, depois lava a louça e varre a casa. Tenho que correr. Tchau – Depois de dizer tudo isso o mais rápido possível, ela correu em direção à porta e saiu.

Tomei o meu café da manhã e fiz tudo que ela pediu até meu irmão mais velho acordar e decidir ir almoçar na casa da namorada enquanto os meus outros irmãos dormiam... Difícil dizer o porquê desse sono que a maioria da minha família tem, se pudessem, dormiriam o dia todo.

Quando meus irmãos acordaram, esquentei o almoço e fui estudar. Faltava uma semana para as minhas férias começarem e o Latim estava me esfolando viva, nunca vou entender essa matéria. Depois de estudar a tarde toda, conversei um pouco com dois amigos da faculdade pelo whatsapp: Afonso e Cláudio. Afonso era um garoto muito “transcendental”, gostava dessas coisas de espiritualismo e religiões, enquanto o Cláudio era um garoto despojado que só se importava em ouvir suas músicas antigas e jogar rpg. Nós éramos muito diferentes e isso fazia com que a gente acabasse se juntando ainda mais.

No começo da noite, fui par a janela do meu quarto olhar as estrelas... Como eu queria ter outra vida, nem que por uma semana... Fugir de toda essa vida monótona e sem graça para viver outra vida, uma vida de reconhecimento, uma vida na qual eu poderia fazer o que gostasse sem ser questionada pela minha família ou pela própria sociedade... Pensava nisso vendo uma pequena e brilhosa estrela cadente cortando o céu. Pequena? Ela ia crescendo cada vez que atingia um ponto mais baixo no céu, quando ia cruzar o horizonte, a luz cegou meus olhos.

Mal sabia que nesse mesmo momento, um cara, do outro lado do mundo pensava em como poderia ser legal ter uma vida normal de novo. Já estava cansado de se matar treinando e dançando, mesmo sendo o seu sonho, queria poder passar pelo menos uma semana sem ser ele mesmo, fugir um pouco da sua responsabilidade.... Foi nesse momento que surgiu o clarão, como um holofote, na sua janela. Se levantou da cama e abriu a cortina. Foi quando desmaiou.

Acordei desnorteada com o sol em meus olhos, o que era estranho porque meu quarto não ficava voltado para o leste. Me levantei e o mais estranho ainda: eu estava alta. Como isso? E que quarto é esse que eu não conheço? Finalmente lembrei da estrela e do clarão e como apaguei depois daquilo. Será que tinham me sequestrado? Tentei me acalmar e olhei ao redor. O quarto em que eu estava era grande, tinha uma estante de livros, um computador, uma cama de casal enorme, papéis jogados em uma mesa com vários lápis em um copo. Andei tentando ao máximo me equilibrar com minha nova altura em direção aos papéis para ver se tinha alguma pista de que lugar era aquele e só via símbolos estranhos. Conhecia aquelas letras, se é que se podia chamar de letras, mas não lembrava de que lugar era... maldita memória. Dei outra olhada em volta e vi que tinham duas portas que ficavam opostas uma à outra e segui para a porta da direita. Era um banheiro, onde aproveitei para me ver no espelho. Meu queixo caiu. Só podia ser um pesadelo. A imagem refletida não era minha. Gritei o máximo que pude e corri para fora do banheiro, passando pelo quarto e abrindo a outra porta, encontrei um corredor com várias portas, onde surgiram cabeças de cada uma. Os rostos... conhecia todos, mas não era possível. O susto foi tão grande que não conseguia falar. Fiquei olhando cada um deles se aproximando de mim e falando uma língua que não entendia, visivelmente preocupados. Corri de volta para o quarto e me tranquei. Tinha que fazer alguma coisa, mesmo sendo um pesadelo, tenho que tentar fazer alguma coisa para sair dessa situação.

Revirei tudo até achar o celular dele por baixo das cobertas da cama. Alívio imediato: o celular não tinha senha. Liguei para o meu celular no Brasil.

Depois de duas tentativas, “eu” atendi e na hora em que “eu” falei, percebi o que estava acontecendo. Kim Namjoon estava no meu corpo e eu no dele.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Vou postar o próximo capítulo quando for possível