Notas iniciais
~^ _ ^~ Aqui começa uma aventura

–Nossa que dia cheio-disse Marina caminhando pela rua.

Eram 4 horas da tarde e ela tinha terminado seu turno pra começar outro, em outro bairro pela manhã

–Eu preciso achar um lugar para me hospedar, não posso ficar na rua até tarde se não eles me levam de volta pra prisão, acho melhor eu pegar um hotel.

Ela acha um hotel e vai até a recepsão

–Boa tarde-ela disse-Tem vagas?

–Sim temos-disse o recepcionista-Quer alguma?

–Quanto custa uma noite?

–20 reais.

–Eu quero.

–Vai passar só uma noite?

–Eu estou viajando, trocando de emprego e de hotel todos os dias sabe?

–Pra onde está indo?

–Pra São Paulo.

–É uma viagem longa.

–Eu não faço ideia de onde fica.

–Bom, pra ir pra São Paulo você pode pegar um daqueles ônibus de viagem.

–Onde encontro um?

–Na rodoviária.

–Onde fica?

–Tem um endereço de uma aqui-ele entrega um cartão para Marina.

–Obrigada.

–Por quê está indo pra São Paulo?

–Vou encontrar uma pessoa lá.

–Que ótimo, ficou muito tempo sem vê-la?

–19 anos.

–19?Quantos anos você tem?

–19.

–Então, nunca a viu?

–Nunquinha.

–Quem é essa pessoa.

–Minha mãe.

–Nossa, eu sinto muito.

–Eu também.

–Boa sorte.

–Obrigada.

Marina foi até o quarto em que ia se hospedar e ficou um pouco pensativa

Os policiais sabiam onde ela estava, pois ela usava uma pulseira GPS

Se ela tirasse, os policiais iam procurar ela em tudo quanto é canto, e quando achassem ela ficaria na prisão por dois anos

Ela estava entediada, então desceu para ficar conversando com o recepcionista

De manhã...

–Está indo pra rodoviária?-perguntou o recepcionista vendo Marina sair.

–Não, eu estou indo trabalhar, mas quando sair de lá vou direto pra rodoviária.

–Mantenha contato-ele entregou um telefone pra Marina.

–Manterei-ela sorriu e saiu do hotel.

Mais tarde...(Quando Marina terminou seu turno no Mc Donald's)

–Ah, eu já sai do meu trabalho e estou indo até a rodoviária-disse Marina no telefone.

–Que bom–disse o recepcionista–Você vai parar aonde?

–Em sococó da Ema.

Vai arranjar emprego pro lá?

–Já arrumei, falei pro meu chefe me transferir pra lá amanhã.

–Que bom, tomara que dê tudo certo.

–É. preciso desligar, meu ônibus chegou, tchau.

–Tchau.

Marina entrou no ônibus perto da janela e ficou mexendo no celular até chegar lá

Quando chegou, a primeira coisa que ela fez foi se hospedar em outro hotel, pois já eram 9 horas

Ela entrou em um quarto e ligou novamente pro recepcionista

–Oi, eu cheguei em Sococó da Ema, estou em um hotel.

–Nem sabe meu nome aindaele disse.

–É verdade, você ainda nem me contou.

–Me chamo Emerson.

–Que nome bonito.

–Obrigado.

–Eu vou me deitar, tá ficando meio tarde e eu estou cansada.

–Boa noite.

–Boa.

Ela desligou o telefone e foi dormir

No outro dia...

–Já terminei meu turno no Mc Donald's, agora vou pegar um ônibus e ir para São Paulo-disse Marina entrando no ônibus.

Na casa de Cebola...

–E quando ela sumiu?-perguntou o policial.

–Ontem de manhã-disse Mônica.

–Até que foi bom ela sumir-disse outro policial.

–O quê?-disse Cebola.

–Assim nós pudemos achar vocês-disse um policial colocando algemas nos dois.

–O quê?Como assim?-perguntou Mônica confusa.

–Acha que não estamos procurando você á muito tempo?

–Mas..por quê?-perguntou Cebola.

–Não se façam de idiotas, vocês sabem muito bem que são os piores bandidos de toda a cidade.

Não teve jeito, os policiais levaram Mônica e Cebola pra prisão e nem se importaram em procurar a filha deles

Na casa da Aninha...

–Mãããe-gritou Aninha chorando na sala.

–O que foi filha?-disse a mãe dela indo correndo até a sala.

–O Cebola..foi preso.

–Sério?Meu Deus.

–Eu ainda não acredito nisso, estou tão feliz que aquele monstro foi preso.

–Vamos ouvir a reportagem.

Na tv

–Hoje Cebolácio Júnior Menezes da Silva e sua esposa, Mônica Moreira de Sousa da Silva foram presos–diz o apresentador do Jornal.

–Hoje, o casal foi preso por chamar a polícia em sua casa–disse a repórter-A filha deles, Marina Moreira da Silva, desapareceu na manhã do dia 26 do 1 de 2015, mais informações hoje á noite no Jornal Brasional

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–Eu não acredito, eles deixaram a Marina sumir-disse Aninha agora chorando de tristeza-MONSTROS,DEMÔNIOS-ela gritava e chorava.

–Calma Aninha-disse sua mãe tentando confortá-la.

–NÃO, ELES MERECEM APODRECER NA CADEIRA, BANDO DE MISERÁVEIS.

Voltando para Marina...

–Boa tarde, você conhece uma senhora chamada Ana?Ana Jesus da Fonseca?-perguntou Marina a uma senhora.

–Se eu conheço?Sim eu conheço-disse a senhora.

–Pode me dizer aonde ela mora?

–Ela mora a alguns quarteirões daqui, tem um papel para eu anotar o endereço dela?

–Tenho sim, anote aqui por favor?

A senhora anotou um endereço no papel, entregou a Marina, se despediu e foi embora

Marina foi até o endereço e quando chegou, viu uma linda casa, branca com os portões dourados e um telhado de vidro, bem chique aliás

Ela meio ansiosa tocou a campainha

Minutos depois uma senhora veio atende-la

–Pois não?-perguntou a velhinha.

–Aqui é onde Mora Ana Jesus da Fonseca?

–Sim é aqui, o que deseja?

–Pode pedir para que ela venha até aqui?

–Claro.

A velhinha entrou na casa

Dentro da casa...

–Ana-disse a mãe de Ana.

–Oi mãe?-perguntou Ana.

–Tem uma menina querendo falar com você.

–Comigo?

–É, ela perguntou se você morava aqui e pediu pra eu te chamar.

–Tá bem então.

Ana saiu meio desconfiada até o portão até que viu uma linda jovem de cabelos castanhos e levemente enrolados

–Mãe?-Marina perguntou fazendo com que Ana se enchesse de lágrimas.

–Marina?É você?-perguntou Ana com receio.

–Sim mamãe, sou eu.

Ana abriu o portão e Marina correu para os seus braços

As duas se abraçavam enquanto choravam

Durante um bom tempo as duas ficavam ali, sem pensar em mais nada

Parecia aquele abraço de amor verdadeiro entre Anna e Elsa

As duas choravam como duas crianças e se abraçavam apertando bem uma á outra

Ana se sentiu nas nuvens, pela primeira vez em sua vida ela abraçou sua filhinha. Sua filhinha não, sua filhona

Ela já tinha se tornado uma mulher, era linda,já tinha responsabilidades...

Marina, também se sentia nas nuvens

Pela primeira vez em 19 anos, ela abraçou a sua mãe, a sua verdadeira mãe, a pessoa que ficou 9 meses com ela na barriga, que sentiu a dor do parto, que a chama de filha...

Continua...

Notas finais
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