Notas iniciais
Um vilãozinho expecial. u.u Aproveitem

— Por favor, senhor, piedade — Os olhos apavorados da mulher com trapos velhos no corpo revestia o pavor ao ambiente escuro.

Ali, um homem segurava um facão, olhando fixamente para os olhos da mulher, que segurava os restos de trapo rasgados.

— Você me traiu vadia — O homem alisou o facão, seus olhos queimavam em fúria e ódio — Está suja.

— Você me trai todos os dias, na minha frente, com aquelas escravas, prostitutas e até mesmo minhas filhas! — A mulher gritou, seus olhos lacrimejaram e a mão à cabeça foi o rosto inchado por socos agora olhava para a escuridão, em um ponto específico.

— Eu sou homem, você é só uma mulher — O homem encarou a mulher, movimentava o facão para cima, já aprontava a assassinar a pobre mulher.

— Ajude-me, por favor — A mulher olhava em um ponto fixo no escuro com os olhos tristes pelejava por ajuda — Não quero morrer.

— Louca! — O homem levou o facão direto à cabeça da mulher, matando-a ali, aos poucos, mesmo que não pudesse ver, ela sofria intensamente, até a morte vir aos seus pés.

— Porque não a ajudou? — Modre, sentando sobre o chão duro no meio da escuridão, olhava fixamente para a mulher quase divida e com a lâmina encravada na cabeça, com uma dúvida intensa.

— Sou só uma observadora — Uma lágrima caía dos olhos de Rita, enquanto à porta abria-se e o assassino saía pela porta — Não interfiro no destino.

— Pobre mulher — Modre levantou-se rapidamente, limpando a terra que grudara em suas calças apertadas — Estarei lá na frente, sei que quer ficar sozinha.

Modre esvaneceu em uma nuvem sombria que se esvaeceu ligeiramente ali. Rita tomou um minuto de silêncio, limpou os olhos e aproximou-se da mulher, seu rosto encheu-se de furor.

O vinho que jazia na mesa, era suculento, o homem balançava a taça, não se sabia se entristecera pela mulher, ou estava feliz por ter a matado. Tomou mais um gole, e contemplou sua parede enorme, coberta de fígados, olhos, corações e sangue. Estava podre e fedido, mas aquilo satisfazia seu prazer.

— Martielle minha querida, meu coração ficará ali, grudado aos pregos, como uma das lembranças das mulheres que fiquei — O homem entrava em paranoia, aos poucos se embriagava com o vinho.

Porém, antes que tomasse mais um gole, a porta de seu quarto transformou-se em pó. Rita estava ali; seus olhos não estavam mais preto, agora, sua íris ganhara uma cor prateada, agora, o inferno era possível ver em seus olhos.

— Porque a matou? — A voz da suave foi tomada com uma voz horrenda, tortuosa e rígida como uma pedra — Porque a matou?!

O homem tomou um gole do vinho e levantou-se bruscamente, deu uma leve cambaleada e aos soluços praguejou.

— Uma escrava! Como tem sequer a coragem de levantar o tom a mim? O seu deus? — O homem deu alguns cambaleios à frente, contudo, foi jogado na parede, não se movia e mal respirava.

— Irei perguntar mais uma vez — Uma cadeira surgiu a frente do homem, seu corpo estava em posição de cruz. Rita sentou-se na cadeira, colocou o cajado de lado e proferiu — Porque a matou?

— Porque ela mereceu! — O homem recostou os olhos ao lado, e sorriu — Mulheres são objetos! Elas têm que me obedecer, eu sou homem!

— Você gosta de empalhar na parede as mulheres? — O nojo que Rita sentia era imensurável, estava a um ponto de mata-lo.

— Todas elas, todas. Escravas, minhas filhas e minhas mulheres — O homem estava embriagado, mal sabia as consequências do que falava — Depois que as estuprei, arranquei seus rins e grudei na parede, é meu memorial.

— Me deu uma sede agora — A garrafa de vinho voou até a mão de Rita, seus olhos estavam secos e fitados no homem — Vamos brincar um pouco.

Uma taça surgiu em suas mãos e ela encheu-a de vinho. Com um movimento para baixo, a calça e a cueca foram ao chão. Com a velocidade de um tiro, suas genitálias foram esmagadas pela mão de Rita, enquanto Rita saboreava o berro aterrorizante do homem.

Ainda insatisfeita, uma agulha surgiu entre seus dedos. Costurava ali, a pele do homem, de sua virilha ao pescoço. As pontadas exalava sangue e a linha branca era encharcada de vermelho.

— Deus me mate! — O homem chorando, mal conseguia dizer tais palavras, o vômito veio a sua garganta, mas não saía. Ele sentia as linhas entrarem na sua garganta e serem puxadas novamente.

Sua respiração estava ofegante, Rita ria bem-aventurada enquanto terminava de costurar o homem com as linhas apertadas em sangue.

Depois de costurar a frente, Rita cortou os pulsos do homem, seu corpo se debatia e as veias eram puxadas com alicate e eram embebidas de vinho no sangue. Por fim, Rita pregou com diversos pregos, os olhos, a boca e o resto do corpo do homem, deixando-o ali, junto com os órgãos que ele mesmo retirou.

— Você demorou bastante — Modre indagava, com a mesma voz petulante. Aproveitava e mastigava sua grande capa como ovelhas. Modre apontava para o horizonte, enquanto agora, roía as unhas.

— Vamos embora, não pergunte nada — A terra rodeou próximo aos dois, formulando uma cúpula rápida e lamacenta. O ar tornou-se rarefeito e com um salto, a bolha lamacenta esvaeceu ali, juntamente com ambos.

...

A chuva ataca o solo em instantes, o ambiente se tornara frio e morto. A trilha quilométrica em direção ao único ponto dali, uma choupana usada como boteco. Aqueles que se situavam dentro da choupana gritavam e apostavam em prostitutas e outros meios de diversão.

Quando a chuva começou, o silêncio foi tomado dentro, nem mesmo os ratos cochicharam entre si e as moscas param de zunir.

Um homem moreno e de corpo forte abriu a porta rapidamente se a trancou com uma tora de madeira.

— Ele está aí — O desespero tomou conta de seu corpo, caiu ao chão e mal conseguia respirar.

— Armem-se seus idiotas — Uma velha rabugenta, com diversas cicatrizes no corpo pegou algumas garrafas ali. Enquanto os demais preparavam suas lâminas e os arcos.

Por um instante, diversos galpões ecoaram pela pequena choupana, porém duas batidas leves vieram à porta. Ninguém, absolutamente nenhum guerreiro, que enfrentou diversos monstros e eram os valentões daquele mundo ousou abrir.

Muitos ali se mijaram enquanto rezavam. As batidas continuaram, até que o último soco silenciou o desespero de todos.

Os tijolos que sustentavam a velha choupana foram destruídos com fortes galopes de cavalos ossudos e com pele desgastada. Seis cavaleiros com túnicas gigantescas, negras e proeminentes sem rosto, faziam uma barreira à frente do seu senhor.

Uma criatura sem olhos, seu rosto era cheio de veias e os buracos dos olhos só havia uma penumbra, sentada em seu cavalo de seis pernas, demonstrava sua autoridade. O manto cobria da cabeça aos pés de seu corpo. As mãos ossudas com unhas longas, semelhantes a garras demonstravam sua imundice e sua velhice.

Apesar de estar coberto pelo manto, era possível ver sua cabeça careca, cheia de veias e cicatrizes.

Com os dedos longos, tremendo constantemente, ele apontou a velha, sem reação e fugazmente ela explodiu, os pedaços de carne voejaram entre os homens e mulheres que havia ali, que imediatamente entraram em desespero. Mas ninguém podia correr.

— Matem... — A voz rugosa e fraca deixava mais destacada ainda sua idade —... Todos

Um dos cavaleiros girou seu machado grudado em suas costas, dividindo uma criança que havia ali, em ambiente dos homens, ao meio. Um homem velho e de barba ruiva avançou, mas foi dividido ao meio por outro cavaleiro com uma velocidade assustadora.

Muitos ali se ajoelharam e pediam misericórdia, enquanto eram fuzilados pelas lâminas.

— Avancem — Com a ordem do seu senhor, os cavaleiros deram meia-volta e seguiram na frente. Os galopes afastavam-se enquanto Imifos permanecia ali, com seus amplos dedos analisando a chacina.

O cavalo suspirou e com galopes lento girou e seguiu em disparada atrás dos cavaleiros. Imifos observava os galhos mortos, enquanto o cavalo cerrava o vento como uma flecha ossuda.

Em poucas horas, a cidade a frente foi deixada a ruínas em sangue. Os cavalos trotavam de cidade a cidade, matando todos ali, sem misericórdia a homens, mulheres e crianças.

...

— Como? — Uma pequena biblioteca em meio à perdição do espaço e do nada, sustentava-se no ar, era o lar de Rita — Ele retornou.

Modre já sabia o que era, era destacável a presença da monstruosidade. Sua energia saía do Limbo que se estendia ao tamanho de um universo para todos os outros seis universos menores criados por Rita.

— Não pode ser ele — Modre levantou-se abruptamente e correu em direção à gigantesca fresta que dava espaço ao nada — Toda essa energia, só esta presença... Ele corta o próprio espaço-tempo.

Rita sentava no canto da biblioteca em uma cadeira, pensativa.

O estalo rápido das toras sendo engolidas pela chama, surgiu ali na chaminé, Ela.

— Ele voltou — A moça de cabelos vermelhos ficava à frente de Rita, sua face séria e como a de todos; O medo.

Notas finais
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