Notas iniciais
Esse capítulo, assim como quase toda a historia, é voltada para um jovem órfão que após ser adotado por Charles Xavier, foi para o Instituto na intenção de desenvolver seus poderes e encontrar um lado útil de forma pacifica de seus poderes.

Salem Center, Nova Iorque...

Um táxi percorre, tranquilo, uma estrada molhada pela chuva que ainda caia. Chegando ao seu destino, o automóvel para em frente á um enorme portão eletrônico que abrira. Ele adentra na propriedade de uma grande mansão, percorrendo um caminho que levava até a porta da mansão que de longe se avistava um homem de óculos e uma ruiva, á espera. Da janela do carro, os olhos de um garoto brilham ao ver os lindos campos e a então sua nova casa.

—Chegamos garoto! — disse o taxista.

Ele sai do carro e pega as bagagens dentro do porta malas.

—Deixe que eu carregue. — falou Scott pegando a pesada mala das mãos do garoto que tremia de frio.
—Tudo bem? — indagou a mulher.
—Estou. – respondeu em um tom quase inaudível.
—Que bom! Seja bem-vindo ao Instituto Xavier, meu nome é Jean, qual é o seu? — perguntou a senhorita Grey com um sorriso leve ao rosto.
—Kevin... Kevin Lotths. –respondeu o jovem mutante.
—Muito prazer Kevin! Agora entre, antes que pegue um resfriado. –disse Jean abrindo a porta enquanto levitava a mochila que ele carregava nas mãos, deixando-o maravilhado.
—Incrível! Como consegue fazer isso com tanta facilidade? — indagou Kevin com os olhos brilhando.


—Aqui no Instituto você aprende a utilizar seus poderes como um membro qualquer do seu corpo, e é o que seus poderes são, uma parte de você. Um membro que só precisa ser exercitado para poder ter pleno controle. –falou um homem careca de cadeira de rodas que seguia em sua direção. —E que, se me permitir, terei todo prazer em lhe ensinar. Sou Charles Xavier, dono desse instituto e seu novo tutor.
—Olá! Obrigado por me ajudar. – agradeceu.
—Não precisa agradecer... Bom, creio que queira descansar. Jean! Pode levá-lo até seus aposentos? – perguntou Charles.
—Claro. Venha, Kevin... Por aqui. – ela segue em direção ás escadas que os levam até um corredor com milhares de quartos e passagens para outros corredores.
—Nossa! Eu nunca havia entrado em um lugar assim antes. – exclamou Kevin, contemplativo. —O orfanato que eu cresci era grande, mas não chegava aos pés desse.
—Pois se acostume, porque aqui será sua nova casa. – Jean para em frente a uma porta de madeira lustrosa. —Esse é o seu quarto. Temos restrições em relação a hora de dormir para os novatos. Então, se for pego vagando pelo Instituto ou fora dele após as vinte e três horas, estará encrencado. Seu despertador irá despertá-lo às oito horas, para o café da manhã. Logo após, sua aula inicial com a senhorita Pryde. – falou a ruiva enquanto o garoto rodeava o quarto. —Alguma pergunta?
—Não. Ahn... Obrigado pela ajuda. – agradeceu.
—Boa noite. –disse Jean enquanto fechava a porta.
—Minha nova casa... Não será minha casa sem meus pais. Nunca é. –sussurrou para si, se aproximando da sacada da janela e observando o céu que se recuperava da chuva.

...


No fundo de um rio, Kevin e seus pais esforçavam-se para escapar enquanto ainda haviam fôlego. Com um movimento inesperado, os poderes de Kevin florescem e ele faz com que as portas do carro sejam sugadas pela pressão da água. Assim que conseguiu, se soltou do cinto preso e subiu até a margem do rio, contando que seus pais estavam o acompanhando.
“—Mãe... Pai... cadê vocês? Alguém, socorro. – assustou-se ao não vê-los.”

Bip... Bip...—toca o despertador o livrando do sonho.

—Ah... Já é de manhã. –reclamou se levantando da cama e indo até o guarda-roupa, pegando um uniforme de cores amarelo e azul que estava pendurado em um cabide.

—Vamos, vamos, vamos... A aula vai começar. –gritava um grupo de meninas correndo no corredor.

—Oi... Onde fica... Com licença... Alguém pode me ajudar? — tentava falar em meio à multidão que passava sem lhe dar atenção. –Oi... Pode me dizer onde fica a cozinha? — cutucou uma jovem loira que ajeitava uns cadernos abaixo de seu braço. —É que sou novo aqui e esse lugar é ótimo para se ficar perdido. – completou com um leve sorriso.
—Oi, claro! É só você descer as escadas e seguir o corredor à direita. –respondeu a garota observando-o de cima a baixo.
—Obrigado. Eh... Sou Kevin. –apresentou-se, estendendo sua mão.
—Anya, prazer. — respondeu ao cumprimento.
—Quer ajuda? — perguntou vendo a dificuldade da garota em carregar os cadernos.
—Ai, obrigada... — relaxou os braços após se desfazer dos pesados cadernos e livros. —Vou passar na cozinha, posso te levar até lá. –falou tomando frente. —E então... De onde você é?
—Sou daqui de Nova Iorque mesmo. E você? — perguntou tentando acompanhá-la.
—Sou de Moscou, na Russia.
—Russia, serio? Você fala inglês perfeitamente. – surpreendeu-se.
—São meus poderes. Quando cheguei aqui não falava e não entendia nada do idioma. Mas com os poderes telepáticos do Professor ele me ensinou a usar meus poderes como um meio de aprendizagem. Assim aprendi toda sua língua em questão de minutos. E quais são seus poderes? — indagou Anya enquanto desciam as escadas.
—Posso manipular os quatro elementos naturais; Fogo, Terra, Água e Ar; e seus derivados. –respondeu Kevin.
—Incrível! — disse.
—Nem tanto... Já que não posso manipular a água com a facilidade em que eu manipulo os demais elementos. –disse o garoto com uma cara desapontada. —É um dos meus pontos fracos.
—Isso não diminui seu poder. É só uma questão de tempo, quando começar seus treinos irá melhorar. É pra isso que estamos aqui, ninguém passou por aquelas portas já sabendo controlar seus poderes. Você só precisa ser paciente, que um dia, quando você menos esperar, estará manipulando suas habilidades normalmente, assim como os X-Men. –disse positivamente, colocando a mão sobre o ombro do garoto e dando um leve sorriso. –É aqui! Acho melhor se apressar, sua aula começa em vinte minutos. –alertou a garota pegando um pãozinho sobre a mesa e saindo.
—Tchau. –gritou, ficando sozinho na cozinha.

Ele vai até uma geladeira e pega uma caixa de leite colocando em um copo de vidro e bebendo enquanto assistia uma pequena tevê que ficava em um apoio na parede.

—Está na hora. – assustou-se ao ver no relógio. Logo levantando e seguindo um grupo que trajava um uniforme igual ao dele.

...

—Todos para dentro. — ordenou. —Sou Katherine Pryde, mas podem me chamar apenas por Kitty. Esta é a Sala de Perigo, a nossa sala de aula de hoje. Não se assustem com nome, será uma prova leve para testar seus poderes e conhecimentos. Podemos começar?
—Sim. –responderam todos em um uníssono.

Os alunos ficam na porta da sala, enquanto a professora sobe por um elevador e vai parar em uma sala de comandos acima deles, que tinha uma vista panorâmica de todo o local.

—Então... Você! Qual o seu nome? — perguntou Kitty apontando o dedo para o novato.
—Kevin. — respondeu de imediato.
—Entre na sala e aguarde as explicações. –falou Kitty por um alto-falante.

Ele começa a andar, com passos trêmulos causado pelo nervosismo.

—Vamos começar com um teste simples com manobras. Use seus poderes para destruir os projeteis que serão lançados contra você. — explicou Kitty. —Podemos começar?
—Vamos. –disse após respirar fundo.

Três maquinas se levantam do chão em frente a Kevin preparando um lançador de discos. A primeira maquina dispara três discos que voam em alta velocidade. Kevin se abaixa desviando dos tiros, sem perceber que outro era lançado em sua direção. Ele prepara uma chama em sua mão e dispara a rajada contra um dos discos que explodem destruindo os três. Antes de esperar a ultima maquina disparar, ele faz uma esfera de ar e joga contra a maquina impedindo o disparo e provocando uma explosão.

—Ótimo! — exclamou Kitty. —Vamos para a próxima fase do treinamento. –Agora você será levado para uma ilusão holográfica na qual passará por um desafio. Preparado?
—Sim. — respondeu.

Um campo holográfico percorre em seu torno, mudando a paisagem para uma selva repleta de dinossauros.

—O que está acontecendo?! – indagou Anya vendo um grupo se formando na frente de uma enorme tevê que permitia ver o que acontecia no treino.
—É o treino dos novatos. –disse Crist, amiga de Anya. —Gostei desse lourinho.
—O nome dele é Kevin, o conheci mais cedo. –falou Anya.


—Não deixe que as feras da Terra Selvagem o ataque, uma mordida e você sentirá como se fosse real. O objetivo é você chegar até aquela torre de pedra ao sul. Toque na torre e o treino terminará. — explicou Kitty.

Kevin sai em direção a torre que podia ser vista de longe, saltando troncos de arvores caídos, pedras e desviando-se de feras voadoras que passavam em alta velocidade próxima a ele na intenção de derrubá-lo.

—Como ele está passando no teste? — perguntou Colossos que saia do elevador.
—Está incrível para quem nunca lutou antes. — respondeu Kitty enquanto apertava uns controles em um enorme painel.

—A torre! –alegrou-se Kevin com brilhos nos olhos.

Ele começa a correr em direção à torre, mas para ao ouvir um enorme rugido. Ele se vira lentamente, arrastando seus pés no solo arenoso e arregalando os seus olhos ao dar de cara com um Dentes-de-sabre de cor amarronzada de mais ou menos 2 metros de altura, que aparece por trás dele.

—Isso é impossível. –reclamou Kevin para a professora.
—Não disse que seria fácil. –respondeu em um tom irônico ao auto-falante.
—Então tá, vem com tudo gato gigante... Com dentes e presas do tamanho do meu braço e... Eu to ferrado. – apavorou-se.

A fera vai em sua direção e bate no garoto com sua pata frontal esquerda, sendo lançado em uma arvore.


—Ai... Cuidado, Kevin! –sussurrou Anya ainda assistindo ao treino.


—Tudo bem... Eu consigo... Foco, concentração. –fecha os olhos encostando os punhos fechados um no outro e respirando fundo.

Quando o animal novamente vai atacá-lo, ele sente a aproximação pela vibração causada pelo peso do animal pela terra. E com seus poderes cria um pequeno tornado em sua volta, permitindo voar sobre a fera. No alto ele solta rajadas de fogo e lança pedras de terra que acertam no olho do animal que fica desnorteado.

—Isso! –gritou Anya eufórica, chamando a atenção dos outros que estavam ao redor.

—É a minha chance. –disse Kevin pousando.

Ele bate o pé com força contra o chão, erguendo um monte de terra que sobe sobre as patas da criatura e o prende no solo.

—Não saia daí. – disse soltando rajadas de fogo pelas mãos e pés, usando como propulsores e saindo voando em direção á torre. Chegando lá, ele toca no objetivo e o holograma começa a se desfazer.

—Bom trabalho, Kevin! Seu treino terminou, pode sair agora. – disse Lince Negra enquanto a porta da sala abria, dando-lhe a chance de avistar a multidão que formara para vê-lo.
—Nossa... Isso tudo era pra me ver? – perguntou surpreso enquanto passava entre eles.
—Oi Kevin... Você foi incrível lá dentro. – elogiou Anya ficando com a bochecha corada.
—Ah... Obrigado. –disse Kevin sem jeito.
—Não vai me apresentar ao seu namorado? – brincou Crist cutucando a amiga que se distraia com o momento.
—Crist! – gritou Anya dando um beliscão na garota. —Kevin, essa é maluca da minha amiga, Cristiane.
—Prazer, Cristiane! – cumprimentou-a com um abraço.
—Pode me chamar de Crist, docinho. – respondeu. —É seu primeiro dia aqui?
—Sim, o Professor foi até a mim á alguns dias e me propôs a estudar aqui. –respondeu com um sorriso leve no rosto.

As duas jovens ficam em silencio, viajando no lindo sorriso do garoto e em seus enormes olhos verdes que brilhavam em sua direção. Deixando-o encabulado.

—Ah, Crist, não tinha aula agora? – mudou de assunto.
—Tenho, mas... –se interrompe ao perceber o que ela queria dizer. —Ah é, aula... Até mas, foi bom ter te conhecido Kevin. E Anya, estuda bem o espécime novo. – disse Crist mandando uma piscadinha para a loira.

—Hehe... E-ela queria dizer sobre meu trabalho de biologia. Não é o que você está pensando. – disse meio atrapalhada.
—Tudo bem, eu sei. – sorriu. —É... Gostaria de me mostrar o restante da casa?
—Claro... Mas não tem muito da mansão para lhe mostrar... — parou para pensar. —Já sei, encontre-me no jardim às sete horas da noite. – deu lhe um leve beijo no rosto antes de partir, deixando-o abobalhado.

Ele corre pro quarto e deita sobre a cama, pensando constantemente nela, viajando em sua boca que admirava sempre que ela falava com ele e nos seus olhos azuis que o faziam parecer que estava perdido em meio a um lindo e enorme mar de águas claras. Passa-se o tempo e ele nem se depara. Tempo depois, ao pegar seu celular e ver que faltava poucos minutos para as sete, ele começa a se arrumar, tomando um bom banho e logo depois vestindo uma de suas melhores roupas. Ele desce as escadas apressadamente, esbarrando em algumas pessoas que passavam. Chegando ao jardim, ele espera alguns minutos, até que a garota chega.

—Oi. — disse ao vê-lo.
—Oi... Vo-você está linda. – impressionou-se ao vê-la em um vestido preto, com seus cabelos louros, agora cacheados, que a ajudava a chamar sua atenção.
—Obrigado. –respondeu encabulada. —Você também está. Vamos?

Eles vão em direção ao jardim, entrando em uma espécie de labirinto feito de diversas flores. Ao fim, ele se depara com um penhasco que de vista dava para uma linda cachoeira.

—É aqui! Não é lindo? – perguntou enquanto admirava a cachoeira que ao final formava um rio lindo que brilhava á luz da lua cheia.
—Linda! – disse admirando Anya. —Digo... A cachoeira é linda. – explicou-se. —Há quanto tempo mora aqui? – perguntou Kevin se sentando na beira do penhasco.
—Ah... Desde que meus poderes apareceram, praticamente. Meus pais estavam se separando, cada dia parecia que eles se amavam menos. Todos meus vizinhos sabiam sobre minha mutação, e assim, me maltratavam toda vez que eu saia na rua. Em uma noite em que meus pais discutiam no quarto. Eu acidentalmente soltei uma explosão psíquica que destruiu todo meu quarto e metade da casa. Despertando o ódio de alguns vizinhos anti-mutantes, que me sequestraram e me levaram para um contrabandista de mutantes, que usava a mão-de-obra mutante para fins pessoais. Um dia, quando iam me levar até o chefão do grupo, já aqui nos Estados Unidos, consegui fugir, e alguns deles me seguiram, tive que lutar contra eles, e cheguei ao auge de meus poderes para conseguir fugir, possibilitando que o Cérebro, uma maquina criada pelo Professor para localizar gene mutante, me localizasse, e assim, ele veio até mim por meio da telepatia. Meses depois Charles me levou até meus pais, que com medo do que aconteceria comigo se continuasse naquele lugar, aceitaram. E desde então eu moro aqui. –contou. —Todos os dias eu sinto falta deles, mas não arrisco contato, com medo de alguns anti-mutantes estejam nos grampeando.
—Nossa, me desculpe, eu não sabia. – segurou a mão da garota.
—Não, não tinha como você saber. Na verdade ninguém além do Professor sabe. Você foi o primeiro daqui que conto isso. –disse Anya.
—Obrigado pela confiança... Eu também não vejo meus pais. Eles foram mortos em um acidente de carro em que eu estava. O carro caiu em um rio após um acidente de estrada. Estávamos afundando cada vez mais e já não havia mais esperanças de fugir. Então foi aí que meus poderes se manifestaram. Eu consegui abrir as portas do carro com manipulação de água e meu pai me soltou do cinto de segurança que havia se prendido. Eu sai na frente para pedir ajuda, mas já era tarde, fui o único que consegui sair do carro. Desde então eu cresci em um orfanato, o acidente me deu um trauma d’água. E sempre que chego perto de uma grande porção de água, eu me lembro da cena e me distancio... É horrível. –contou Kevin.
—Por isso disse que não manipula água. – supôs. –Você não praticou seus poderes aquáticos por trauma. Mas eu posso te ajudar, se você deixar, é claro.
—Pode? Como? – perguntou com interesse.
—Posso usar minha telepatia para te livrar desse seu trauma, ligado as lembranças do acidente. Mas você tem que confiar em mim.
—Eu... Eu confio.
—Tudo bem, mas para poder curá-lo, teremos que estar na presença da sua fobia... É um lindo rio, não? – perguntou olhando para o rio que formara pela água que caia da cachoeira. —Vamos até lá em baixo?
—Vamos. – respondeu engolindo seco.
—Segure minha mão. – estendeu a mão para ele.

Ele usa seus poderes e faz com que ambos pairem no ar, aterrissando levemente na margem do rio.

—Pode se virar? – pediu a Kevin, que obedece. Ela começa a retirar o vestido e sandália que trajava, enquanto que ele, que estava de costas, retirava a roupa, ficando apenas de cueca. Anya entra na água primeiro e o chama. —Venha, segure em minha mão.

Ele vai andando aos poucos, e no decorrer em que ele entrava na água, lembranças do acidente atacavam sua mente.

—Eu não posso. — recuou.
—Acalme-se. Continue vindo, falta pouco. – encorajou-o, já a poucos passos a ele, que a água ainda não tocava em sua cintura. Ele continua andando, arrastando os pés na terra do fundo do rio e com os olhos fechados, erguia as mãos em direção a companheira, esperando alcançá-la.

—Isso, você conseguiu. – comemorou Anya abraçando-o, deixando-o mais nervoso. —Agora podemos começar. Acalme-se e se concentre... Vai doer um pouco. –disse, colocando as mãos entre o rosto de Kevin. Usando seus poderes, ela começa a ver a cenas rápidas do acidente e se emociona. —Me desculpe... Vamos continuar. – disse secando as lagrimas.

Ela começa a apagar a ligação das lembranças do acidente com seu trauma, fazendo que, em segundos, o mesmo seja destruído.

—Pronto... Como se sente? – perguntou.
—Eu... Me sinto... diferente.
—Ótimo... Vamos testar se seu trauma ainda persiste? – perguntou com um sorriso no rosto. Ela o empurra para o fundo do rio, sumindo em meio às águas. —Kevin? Kevin, cadê você? – gritou preocupada.

Ele puxa o pé da garota para debaixo d’água e a segura pela cintura, dando-lhe um beijo. Seus corpos se encontram, e entre beijos eles aproveitam o momento. Segundos depois eles saem debaixo d’água e continuam se beijando abaixo de uma enorme lua que refletia na água em torno deles.
—Isso... Foi incrível. –disse Anya após pararem de se beijar.
—Quer voltar agora? – perguntou torcendo por uma resposta negativa.
—Eu deveria, tenho tantos deveres... –disse fazendo Kevin ficar chateado. —Mas aqui está melhor. – ela o beija novamente.

Minutos depois eles retornam para a mansão, Crist vê ambos com o cabelo encharcado e percebe o clima entre os dois que percorrem o corredor de mãos dadas.

—Te vejo amanhã? – indagou Kevin parando em frente ao quarto de Anya.
—Fazer o que? Moramos na mesma casa. – brincou, fazendo-o rir.
—Boa noite. – ele se despede com um leve beijo.

Ela joga sua bolsa no chão e pula sobre a cama, olhando para os detalhes de seu quarto que brilhavam no escuro da noite. Colocando a mão sobre a boca, ela relembra do dia. Enquanto Kevin fazia o mesmo em seu quarto.

Continua...

Notas finais
Essa é minha primeira historia, e caso tenha alguma critica (construtiva) ou um conselho, irei agradecer se comentassem.