Evolution Through Events

1 Surprise After Surprise


Estava dormindo em minha cama aconchegante como de costume, até que sou interrompido por um tumulto de vozes vindas da sala de estar. Pensei que minha mãe não estava esperando nenhuma visita, até porque se tivesse, é claro que iria me avisar. Indeciso, caminhei até a porta, onde quase perco a noção pelo susto que Adam havia me dado.

– Caleb, vá cumprimentar as visitas, todos vieram aqui para festejar contigo. – Disse meu irmão, com um sorriso inocente, e um olhar extremamente curioso.

– Adam, até entendo a parte de cumprimentar as visitas, mas não entendi a parte do ‘’festejar’’, poderia me explicar? — Enquanto pensava o que poderiam estar comemorando, pois não sabia o que tinha perdido de tão importante.

– Não estou acreditando, estás tão desleixado a ponto de esquecer o próprio aniversário, me dá um abraço aqui, hoje é um grande dia! – Falando com total entusiasmo, o que me fez refletir como sou tão diferente de meu irmão.

Dei um abraço tímido, por não ser do estilo que gosta de muito contato físico, e fui até a sala, até que sou surpreendido por um aglomerado de pessoas que veio ao meu redor. Aterrorizado por ter toda a atenção voltada para mim, saí correndo porta afora, deixando todos que tinham ido me visitar sem entender o que havia acontecido. Caminhei por horas, rumo a praia, onde eu sempre vou quando desejo me esquivar de meus parentes chatos, ou de qualquer pessoa que me faz ficar entediado em uma conversa sem nexo.

– Ei, seu idiota, você desmanchou meu castelo de areia! – Falei para o homem que tinha estragado meu trabalho de horas de concentração.

– Não estou nem aí para você, e dane-se seu castelinho de areia.

Fiquei com tanta raiva do homem que comecei a tremer, a ponto de quase explodir por não suportar o tamanho desgosto. A medida que olhava o rapaz se distanciar, comecei a sentir uma forte taquicardia e um suor anormal. Quando percebi, estava provocando um terremoto que causava enorme destruição, e só parei quando vi uma criança implorar pela vida na minha frente.

Fiquei frustrado com o que acabara de fazer, mas tentei ignorar o fato de que eu não era o mesmo. Voltei para casa e fui direto para meu quarto dormir e tentar esquecer tudo que havia feito de tão esquisito.

– Filho, estou preocupada com você, seu comportamento antissocial não é normal! Deseja conversar? — Perguntou minha mãe com os olhos já vermelhos pelo tamanho sono que sentia por ficar acordada ao me esperar.

– Sai daqui, você não me entende e nunca vai entender, essa é a questão.

– Se ao menos você tentasse dialogar comigo, não sei mais o que fazer para você confiar em mim. – Dizia minha mãe enquanto se dirigia para o corredor.

Deitei a cabeça para o lado do travesseiro, enquanto vários pensamentos me invadiam a mente e me faziam refletir sobre a vida.

Logo adormeci.

Era dia de escola, e como de costume, levantei da cama as 4:50 AM e preparei meu café para me manter acordado o resto do dia. Enquanto assistia TV, sou surpreendido pela ligação de minha amiga Pietra, e prontamente fui atender.

–Alô, Pietra?

–Alô, oi Caleb, estava pensando em irmos ao cinema, o que acha? — Disse Pietra, com uma voz animada o bastante para me contagiar com seu bom humor.

–Por mim tudo bem, pode ser as 8:00 PM? É o único horário que tenho livre.

–Combinado então, tchau!

Desliguei o celular e peguei meu ônibus escolar, e tudo corria bem, até um homem misterioso vir até minha direção como alguém que já tem seu destino previsto. Reconheci na hora, o homem era nada mais nada menos do que o Capa Dourada, um homem muito poderoso.

– Olá, jovem menino. – Disse o homem demonstrando uma leve segunda intenção em sua entonação de fala.

– Oi, se quer algo, é melhor falar sem rodeios. – Respondi brevemente para mostrar que não queria assunto.

– Eu sei todas as respostas para suas perguntas, quem deveria querer algo é você.

– O que quer dizer com isso!?

– Você sabe há algum tempo que não é uma pessoa normal e está escondendo isso de você mesmo, tudo isso pelo medo de machucar alguém ou pela indecisão de não saber o que fazer, não é mesmo? – Falou o homem com tamanha convicção de que sabia tudo que ocorria na mente de Caleb.

– Você está me deixando mais confuso ainda, como sabe tudo isso de mim? – Já estando com medo da possível resposta do homem que guardava mistério em seu olhar.

– Eu também não sou normal, e estou aqui para te treinar, pois você é o escolhido. – Falou ao mesmo tempo em que me puxava pelo braço.

– Escolhido? Está blefando, e solta meu braço!

– Tudo bem, quando você enxergar o mal que está fazendo para muitos, irá voltar atrás, tenho certeza.

Estava na hora de eu sair do ônibus, pois já tinha chegado à minha escola, e cheguei bem na hora de poder acompanhar meus amigos enquanto batíamos papo à toa. Tudo estava como de costume, Pietra dando uma atenção anormal para mim e Connor soltando piadinhas matemáticas que qualquer um que não fosse bom entendedor poderia não compreender.
Entrei na sala de aula, quando fiquei boquiaberto com o que estava vendo: O novo professor era o mesmo homem louco que havia me julgado no ônibus!

Notas finais
Espero que tenham gostado, esta foi minha primeira fic, mas fiz com a maior dedicação do mundo! Caso tenham alguma crítica ou elogio, peço que dê sua opinião, pois para minha evolução isso vale muito! Kisses ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.