Evoluida
1 Capítulo 1
Evoluida
SEC. XXIII
Ella
Eu não sinto fome ,nem sede, e quase nunca durmo. Não sei muita coisa do porque eu sou assim, mais sei que não é normal. E tudo que não é normal não acaba muito bem por aqui. Ja sei o que voce deve estar pensando, porem não, eu não sou uma vampira, aquele ser Fictício dos seculos passados que tinha presas, se alimentavam de sangue, e que foi alvo das adolescentes no seculo xxi ,definitivamente não. Mas é claro que quase ninguem sabe disso hoje em dia , é proibido.
Como eu sei disso?
Bom, por causa do meu arsenal, meu pai deixou pra mim ,um baú repleto de livros, artigos, recortes de jornais , e muitas coisas antigas dos seculos anteriores, está muito bem escondido e ninguem sabe que eu o tenho, faz sete anos que ele se foi, ele costumava dizer que eu tinha energia de mil sois,. Eu sinto muito sua falta.
Meu nome é Ella Wilson, moro em Baependy, uma cidadizinha , ISSO MESMO NO DIMINUITIVO que fica localizada a sul do reino Americo-Amazonico! Não é um lugar tão ruim ,é considerada habitável tem agua, e luz eletrica e talvez sua cota suficiente de alguns mosquitos.
Agora poderia dizer que hoje é uma terça feira do mes de junho do ano de 2217, mas não, não é , hoje é o vigésimo terceiro dia de Gemini do seculo XXIII. Muita coisa mudou, e voce não faz ideia do quanto.
O caminho de volta para o vilarejo é longo a parti daqui, finalmente depois de quase uma semana consegui escapar sem ninguem perceber. O vestido estupido que sou obrigada a usar rasteja quase sempre em meio a lama, tento tomar cuidado, não deixar pistas para o olhar treinado da melhor costureira de Baependy, tambem conhecida como minha mãe.
Abro a porta do casebre abandonado, foi uma caminhada e tanto ate aqui , um extenso pântano, uma ingrime subida e mais uma trilha numa estrada de terra que poucos conhecem o caminho, pois fica fora do limite das cercas, alem da custodia da cidade.
Me arrasto para dentro do velho barraco, está úmido e casas de aranha estão em toda parte. Abaixo e retiro a embalagem escondida em minha bolsa de crochê, os pedaços de ossos e sobras que vinha juntando sem que ninguem perceba estão dentro. Olho procurando se encontro os antigos ossos que trouxe da ultima vez que vim, ainda tem um pouco, graças aos ceús Roxane não morreu de fome. Começo a retirar a embalagem com as sobras e chamo por ela.- Roxane!!!- esfrego os dedos espalhando o cheiro por todo o casebre, ate ver seus olhinhos vindo do meio da escuridão do lugar, minha Roxane.
–Aqui garota, aqui!!- Ela avança pra mim me derrubando contra o chão, suas patinhas percorrem meu vestido, enquanto ela lambe meu rosto. -Ei!-eu digo sorrindo e lhe colocando comida — Cuidado Rox ou minha mãe vai perceber a marcas da suas patas , e vou ter que inventar que fui atacada por uma matilia de cães selvagens de novo"- Me levanto e pego a pequena garrafa de água na bolsa e coloco em sua vasília enquanto acaricio sua cabeça...
Vir visita-la é a melhor parte do meu dia , ninguem sabe que eu a tenho, os cachorros só são mantidos como guardas, poucos podem ainda mante-los, "alimentar um animal ?? em proposito algum, a não ser se for para disperdicio de comida!!!" Esse é o discursos da maioria e principalmente da minha mãe. Achei Rox ainda filhotinho enquanto estava perto dos limites, eu sabia que se levasse ela para casa nada no mundo faria com que Ana deixasse eu ficar com ela. Minha mãe Ana, no qual o seu unico objetivo é vender eu quero dizer casar a sua filha o mais rápido possivel, chutaria a pobre Rox porta a fora e ainda me colocaria de castigo. Então passei a deixa-la aqui no velho casebre da falecida Jorja, uma velha viuva que morreu alguns anos atras em que eu passei a seguir pois achava que ela poderia ser ...uma...uma bruxa... não era a coisa mais sensata de se pensar, ainda mais em tempos como esses , mais nos livros proibidos da era antiga que pertenciam ao meu pai contavam historias de bruxas com verrugas horriveis, narizes enormes, exatamente como Jorja, então um dia tomei coragem e a segui, pobre Jorja era só uma senhora sem moedas sem condições de morar na cidade. Logo depois que a velha senhora morreu e os anos se passaram e achei Rox, passei a vir aqui escondida, mas está ficando cada vez mais dificil. Em poucos dias completarei dezoito anos.
Porque de acordo com a lei estabelecida no grande magistério
"Toda jovem nascida ou criada no reino poderá quando atigir a maior idade desposarse, constituindo valores ,e etica , PREGANDO A MORAL E OS BONS COSTUMES dando assim continuidade a sagrada familia." Essa é a lei pregada pelos reinos nas ultimas decadas . mas está mais para "
Minha mãe está cada vez mais paranoica , me arrumar um benfeitor é prioridade na sua vida desde de que... bom desde sempre, pra piorar eu sou sua filha mais velha , logo depois de mim vem os gemeos, Roy e Raul de onze anos.
" -...Se vista direito menina tola, mantenha o cabelo impecável, postura ereta!!! Ella!! Você tem que me obedecer se não nunca irá conseguir um benfeitor".- e blá blá blá, e todos os dias eu escuto o mesmo dircurso. Então desde que sai do utero da minha mãe minha missão é ser apresentável para ser comprada por um cara qualquer que tenha o maior numero possivel de posses. Talvez fosse mais fácil se ela pendurasse no meu pescoço uma placa com preço, ou me pusesse em uma vitrina como naquelas fotos dos livros de historia onde retratavam as antigas casas de comercio , chamavam-as de shoppings , ainda lembro de versos das paginas "O expurgo do consumismo." " O pecado que fez nossa terra sangrar." , " o mal alimentando a ganancia e egoismo", "capitalismo, o demonio visceral." ' E nossa terra chorou.." E é claro que lugares como esses não existe mais.
Depois de Alimentar Rox me despedi dela e começei a traçar o caminho de volta o mais rápido que podia o sol ja estava se pondo , no velho relogio de pulso apontava quase cinco horas, logo iria escurecer. a poeira e lama pelo caminho foram aos poucos impreguinando no vestido,- tento arrumar alguma maneira de tirar antes que Mamãe veja. Continuo o caminho até ...
– Ahh!! um grito escapa pela minha garganta a cena a minha frente é no minimo assustadora, um rapaz sai do meio das arvores encharcado de lama dos pés a cabeça, suas roupas e sapatos estão em mais puro tom de de marron, -oh Deus!! não permita que ele seja um maluco, ou um psicopata, ou um tarado"- começei a murmurar pra mim mesma enquanto dava alguns passos pra tras.
Ele veio na direção do pantano xingando e praguejando na certa caiu nas fendas dos mangues de crustaceo , então ele deve ser algum pescador , menos mal. — Desculpe eu não queria assutar você!- o Pescador-mosntro-da-lama olhou diretamente pra mim ainda tentandor se livrar de toda sujeira.
– Eu não me assustei- disse segurando o olhar,
– Ah não ? Eu diria que sim pelo seu grito de um segundo atras.- seu sorriso presunçoso era unica coisa visivel debaixo da lama. Logo fechei a cara e cruzei os braços na frente do corpo.- Pois eu digo que não, na verdade eu poderia rir agora mesmo. — Era minha vez de sorrir.- Costuma sempre rir da desgraça alheia senhorita?-
–Não!!! Mas se me permite lhe dar um conselho, deve arrumar outro afazer Cavalheiro, porque pesca de crustaceo não parece ser muito sua vocação.-seu olha curioso pousou em mim.
– Então alem de gostar de rir de pobres almas desgraçadas tambem é metida a conselheira?-
–Não!
– Não?
– Não!!! Só estava apontando um fato que está bem obvio.- seu sorriso continuava pairando no ar .-Ahh , muito pespicaz de sua parte, bom vejo que faz uns cinco minutos que a conheço e ja sei tres fatos sobre a senhorita , porem ainda não sei seu nome??
–Bom senhor, tambem ainda não sei o seu, e não é prudente revelar o nome ao um estranho coberto de lama que se encontra no meio da estrada.-minha sobrancelha se arqueiou .- Como eu disse muito pespicaz. Bom senhorita pespicaz como pode ver minha tentativa de pesca não acabou muito como se espera, e seria um grande favor se pudesse me dizer como encontro um lugar para me limpar, lago?, poço? e pra que lado fica a cidade ?-Isso são olhos azuis,? me distrai tanto com o brilho deles que demorei a responder a pergunta.
–Voce pode seguir esse caminho ate o final tem um lago logo depois daquelas arvores está vendo, bem ali e cidade é pra cá- apontei ao horizonte traçando o caminho com o dedo.
– Bom muito obrigada senhorita pespicaz ,agradeço sua gentileza e... pespicácia- ele se curvou reverenciando com o belo sorriso, marchando os pés para dar inicio ao seu caminho.
–Não há de quer...-o rubor se estampou na minha pele
...já estava bem proximo do caminho para minha casa quando pecebi o que acabará de fazer.- Rox!!! Oh Deus eu mandei o maluco-cheio-de-lama para o lago da casa velha !! e se ele... a levar ou pior machuca-la. -Cobri minha boca com a mão e parei tentando decidir o que faria. -Se eu não voltar logo Ana irá me matar, cortar em pedacinhos e fritar na manteiga, ou pior me trancar em casa e jogar a chave fora, mas se eu for só Deus sabe o que pode acontecer com Rox.- Um tremor pecorre todo meu corpo. ja está quase na hora do jantar. olho para os dois e lados e finalmente escolho , corro o mais rápido que posso de volta a casa velha...
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