Notas iniciais
Kevin passa por um momento crucial em sua vida, tendo que resolver algo de seu passado que ainda o perturba. Com a ajuda de seus amigos, ele vai em uma missão que poderá trazer respostas, mas também muitas perguntas.

—Mãe... Quando chegarmos lá, você me leva na Disney? – perguntou um garotinho acompanhado de seu pai, que dirigia o carro da família, e sua mãe, assentada ao banco do carona.
—Claro querido, assim que chegarmos e encontrarmos um hotel iremos á todos os lugares que desejar. – respondeu Jane, mãe do garoto, que alisara o rosto do filho e arrumara os seus cabelos loiros desarrumados.
—Foi ótimo meu chefe ter dado essas férias, poderemos fazer aquelas viagens em família que você tanto queria, querida. – entusiasmou-se Tony, pai do garoto.

O garoto assentado no banco de trás, passava um pequeno carrinho de metal sobre o vidro da porta do carro, passando sobre o banco e sobre o cinto que o protegia. A família estava alegre, Tony demonstrava carinho com sua esposa o tempo todo, retirando uma das mãos sobre o volante às vezes e colocando sobre o dá mulher, que sorrira pra ele e retribuindo o carinho, arrastando sua mão sobre os poucos pelos de barba do marido, que davam certo charme. Na mesma rota, á alguns quilômetros à frente, um carro de preto, com vidros blindados passava desgovernado em alta velocidade ameaçando bater a qualquer momento.

—Você não acha que tem que ir mais devagar? – indagou preocupada.
—Calma querida, está de madrugada, o transito é menor nessa hora. – Tony se vira por um instante para responder sua mulher e não se depara com o carro se aproximando com velocidade.

— Tony, cuidado! – gritou a mulher.

O homem reage rápido, virando bruscamente para o acostamento, passando direto e caindo em um rio. O carro afundava mais e mais á cada instante. Os pais do garoto se contorciam tentando se livrar do cinto de segurança, que havia prendido. O carro enchia cada vez mais de água, o garoto, que estava sentado na parte de trás, ficava apavorado tentando sair. Sem mais esperança e exausta de tanto resistir, Jane desiste e se dá as mãos com Tony, que á olha apavorado. Finalmente o carro chega ao fim do rio e por um movimento rápido e inesperado do garoto, as portas do carro são arrancadas como se fossem puxadas pela água. Tony reage e consegue alcançar uma faca e tenta cortar seu cinto e de Jane, que já estava desacordada, saindo do carro em seguida e indo em direção ao filho, retirando-o do carro. Ele retorna para o local de carona e vê seu filho subir até a margem do rio, enquanto ele tentava retirar o cinto de sua mulher, ele lutava para segurar o oxigênio que lhe faltava. Não resistindo mais, ele começa a ingerir a água aos poucos, sentindo seu corpo queimar por dentro, seus olhos não se desviava de sua mulher. O menino ao sair do rio e não ver seus pais o seguir, corre até a estrada e procura por ajuda. Esperando algum carro passar enquanto chorava e olhava para baixo, na esperança de um deles saírem da água. Desesperado, ele se ajoelha no meio da estrada, colocando as mãos no chão e escondendo a face entre os braços. Ele levanta o rosto e vê o carro que provocará o acidente, á poucos metros de distancia, chocado contra um poste. Levantando-se e correndo até o carro pra pedir ajuda, ele encontra o carro vazio e não encontra ninguém por perto.

—Kevin... Kevin. – despertou-o Jhoan. —Cara, você ta bem?
—Estou. – olhou confuso diante vários alunos que estavam á sua frente, na sala de aula. —O que estamos fazendo?
—Cara, é nossa apresentação. – sussurrou.
—Tudo bem, Kevin? – indagou Kitty que estava sentada sobre sua mesa de professora enquanto ouvia a apresentação do trabalho dos garotos, que fora interrompido. —Você estava falando sobre acidentes com afogamento.
—Ah... – ele se cala colocando os dedos sobre os olhos e forçando-os.
—Acho que ele não está se sentindo bem Prof, posso levá-lo até o quarto dele? Prometo que lhe entrego o trabalho manuscrito depois. – pediu Jhoan colocando a mão sobre o ombro de Kevin que estava cabisbaixo.
—Claro, pode sim. – permitiu-os.
—Vem cara. –Jhoan vai até a sua mesa e a de Kevin, recolhendo os materiais, e ajudando o amigo a chegar até o seu quarto. Chegando lá, o loiro se joga na cama com as mãos sobre o rosto.

Jhoan guarda os cadernos e livros de Kevin e fica parado em frente á cama com as mãos na cintura esperando que Kevin explicasse o que acontecera.

—Você... Está esperando o que?
—Me dizer o que aconteceu lá na sala. – sentou-se ao seu lado.
—Não foi nada demais.
—Anda cara, sou seu irmão, pode contar comigo.
—Eu sei que posso. – olhou em seus olhos. —É que... Ah cara, eu pensei que já havia superado a morte de meus pais, mas sempre me deparo relembrando do acidente. E fico daquele jeito que me viu há pouco tempo.
—Entendi cara. Mas por que você não fala com o Professor? Ele pode te ajudar com isso.
—Não quero perturbá-lo com assuntos que eu mesmo posso resolver. – levantou-se da cama e sentou-se ao lado de Jhoan. —Eu sei que quer me ajudar e que quer me ver bem, mas eu não gosto de revirar o passado, já consegui passar por tudo isso com essas lembranças em minha cabeça. Então... – colocou a mão sobre o ombro de Jhoan que o olhou nos olhos. —Vou ficar bem, cara. Não se preocupe.
—Tudo bem, se você diz. – levantou-se. —Mas só uma pergunta. Você me disse que o acidente foi provocado por um carro desgovernado, e que ainda não descobriu quem estava no carro, talvez seja isso que está te fazendo ficar relembrando sempre que tocam no assunto. Talvez você só fique bem de espírito quando encontrar o causador do acidente.

Kevin o olha nos olhos, calado, deixando Jhoan preocupado.

—Olha se eu disse algo que não deveria, me desculpe. – aproximou-se dele para se redimir.
—Não... – interrompeu-o. —Acho que você tem razão.

Corredores da Mansão, minutos depois...

—Aonde as donzelas pensam que vão?! –indagou Crist passando próximo á Kevin e Jhoan.
—Vamos... Ah... – gaguejou Jhoan.
—Nós... Vamos... –gaguejou Kevin.
—Pra cozinha. —Pra piscina. – disseram ambos ao mesmo tempo, se entreolhando em seguida, e dando um sorriso inocente para Crist, que arqueia uma sobrancelha.
—Vão me dizer logo ou querem que eu possua um de seus lindos e sexys corpinhos malhados? – ameaçou.
—Calma nós vamos dizer. – rendeu-se Jhoan estendendo os braços em redenção.
—“Lindos e sexys corpinhos malhados”? – Kevin repetiu o que Crist dissera, arqueando a sobrancelha com um sorriso safado ao rosto.
—Eu sou observadora, ok? – explicou-se fazendo os garotos rirem. —Agora abrem a boca logo.
—Ok, deixa que eu falo. – ofereceu-se Kevin. —Vamos investigar um acidente que aconteceu há alguns anos.
—Só isso? – falou com um tom de voz como se fosse algo normal para ela. —Vocês gaguejaram tanto que pensei que fossem se pegar escondidos em alguma sala vazia.

Os dois garotos se olham de baixo á cima e retornam o olhar para ela com uma cara de nojo.

—Você faz mais meu tipo. – riu Jhoan.
—Se eu não fosse hetero, até dava uns pega em você cara. – brincou Kevin imitando uma voz feminina.
—Idiotas. – riu. —Se vocês pensam que vão sair pra ação sem mim, podem esquecer.
—Por que você acha que vai ter ação? É só uma missão de espionagem. –perguntou Kevin.
—Eu sei gato, mas sempre tem ação. Quando se é um herói, até um velório pode virar cenário de cenas de luta sanguinárias. – entrou no meio dos dois e jogou cada braço sobre o ombro de cada um dos garotos, enquanto iam até as escadas.

Crist continua conversando com os garotos, fazendo-os rirem. Kevin não demonstrava mais a tristeza que sentira quando terminou com Anya, seu sorriso expressava sua alegria que se torna momentânea ao ver Anya e Emma de frente ao escritório do Professor Xavier.

—Anya?! – chamou-a no alto da escada.

A loira se vira e fica paralisada, olhando para Kevin que estava sozinho no alto da escada enquanto Jhoan e Crist desciam para cumprimentá-la. Seus olhos brilhavam e seus lábios se mexem começando a mostrar um sorriso apaixonado, que é quebrado quando Kevin desvia o olhar do dela e desce as escadas.

—Sua vaca, porque não me ligou mais? – gritou Crist dando um empurrão no ombro de Anya que da um passo para trás para recobrar o equilíbrio. —E o quê você fez com seu cabelo? Ta lindo.
—Eu tentei ligar pra você e pro... – calou-se ao ver que Kevin não foi até ela. —Ah e obrigada. – deu um sorriso tímido. —Tive que cortá-lo, caso de necessidade.
—Oi Anya. – Jhoan a abraçou. —Seu cabelo ta lindo.
—Obrigada. – respondeu sem desviar o olhar de Kevin.

Jhoan e Crist percebem e tentam mudar de assunto.

—E então, o que veio fazer aqui? Sentiu falta da sua melhor amiga?
—A Emma veio resolver uns assuntos com o Professor e eu resolvi acompanhá-la para visitá-los.

Jhoan se distancia das garotas e vai em direção á Kevin que se jogara sobre um sofá ali perto.

—O que houve com você? – sussurrou Jhoan falando ao ouvido de Kevin que lia uma revista qualquer. —Não vai falar com ela?
—Eu deveria? – olhou-o com um olhar frio.
—Não vai adiantar nada ficar ignorando ela.
—Posso tentar.
—Oi Kevin! – aproximou-se dele.
—Ah, oi. – manteve o olhar frio.
—A Crist me disse que você desenvolveu seus poderes sobre a água, que legal. – sorriu.
—Sim, a Ororo me ajudou. – levantou-se. —É tudo que queria falar? Crist, Jhoan e eu temos assuntos importantes para resolver.
—É-é... Acho que sim. – decepcionou-se. —Eu vou indo.
—Espera, por que você não vai conosco? – perguntou Jhoan fazendo uma cara de desaprovação para o que Kevin estava fazendo.
—Acho melhor não.
—Vamos lá garota, como nos velhos tempos. – incentivou-a Crist.
—Tudo bem se eu for Kevin? – perguntou-o com um olhar de “cachorro sem dono”.

O garoto tenta manter a aparência de durão e quase lança um “não”, mas ele a amava muito, e mesmo que estivesse triste pelo termino do namoro, ele a queria mais perto o bastante.

—Pode ir. – falou quase inaudível. —Alias, precisarei de sua ajuda.
—Obrigada. – alegrou-se. —Emma, se importa em voltar sozinha? Eu sairei com meus amigos.
—Tudo bem querida. Sorte a sua poder sair com gente de sua idade, já eu terei de aguentar uma certa relíquia de museu. – provocou Charles que estava próximo á ela.

Os jovens correm em direção a porta, sendo acompanhados por Emma que os observam de longe.

—E então, para onde vamos? – perguntou Jhoan.
—Para o ferro velho. – respondeu Kevin.

Ferro velho... Nova Iorque, 18h20 da noite...

—Não tem ninguém aqui. – sussurrou Crist.
—Eu acho que essa era a intenção. – caçoou Kevin.
—Como vamos achar um carro que está aqui á quatro anos? – indagou Anya.
—Com a sua ajuda. – falou Kevin.
—Minha ajuda? Como eu poderia ajudar?
—Entrando em minha mente e vendo minhas memórias, pra encontrar o carro que provocou o acidente.
—E como sabe que ele está aqui? Quem não garante que o dono o pegou logo após o acidente? – questionou Anya.
—Por que eu verifiquei os registros da policia anos depois. – falou Kevin fazendo todos olharem para ele. —É... Eu tenho certa experiência com invasões... E não, nunca fui preso.
—Não dissemos nada. – respondeu Crist levantando as mãos em sinal de rendição.
—Tudo bem, eu vou tentar. – colocou as mãos entre o rosto de Kevin, fechando os olhos.

A cena do acidente é passada na mente dela aos olhos do pequeno Kevin, cada detalhe é projetado em sua mente, tudo chega a emocioná-la, mas uma certa parte começa a ficar familiar para ela. A garota começa a tremer e ficar ofegante, o carro que ela vira aos olhos de Kevin, provocando o acidente, estava sendo dirigido por ela. Ela retira as mãos em torno do rosto de Kevin, aos prantos.

—O que houve Anya? – assustou-se Kevin ao ver o estado da loira. —O que você viu? Conseguiu ver quem era?
—Calma cara, ela ta nervosa. – falou Jhoan distanciando Kevin de Anya.
—Anya, amiga, acalme-se. – Crist colocou suas mãos sobre o rosto da garota, secando algumas lagrimas e cochichando em seu ouvido. —Calma, está tudo bem.

A garota começa a se acalmar e olha para Kevin com um olhar de medo, medo do que ela fez com ele. Medo de como ele reagiria quando soubesse o que aconteceu realmente.

—Me desculpa, me desculpa. – sussurrava varias vezes.
—O que ela está dizendo Anya? – ajoelhou-se no chão para falar com ela que estava sentada no chão. —Calma, eu não sei o que você viu que fez você ficar assim, me desculpe, eu não deveria ter te pedido para fazer isso, nem eu mesmo aguento relembrar daquele acidente. Não deveria ter lhe deixado dividir da minha dor. Me desculpe.

A loira olha para os olhos inocentes de Kevin que demonstrava culpa por achar que ele a fez ficar daquele modo. Ela pensa em explicar pra ele o que viu, de falar que era ela, mas assim ela o perderia de vez.

—Eu... Eu estou bem. – levantou-se ajeitando a roupa e secando algumas lagrimas.
—Tem certeza? – perguntou preocupado.
—Tenho. – olhou nos olhos dele. —E me desculpa, a única coisa que consegui ver foi o acidente, as cenas estavam muito rápidas e você não viu muita coisa que ajudasse.
—Ah... Certo. – desapontou-se. —Então, obrigado assim mesmo. Vamos embora, me desculpem ter feito vocês terem vindo aqui à toa.

Eles começam a retornar para a saída. De longe, alguém os vigiava entre os carros antigos e as peças jogadas ao chão. Kevin passa por alguns montes de carros enferrujados, até passar por um que era familiar á ele.

—Esperem. – parou-os. —É esse!

Anya olha para o carro e engole seco. Na mesma hora ela sente uma leve dor de cabeça que passa rápido. Kevin se aproxima do carro, e três sentinelas descem do céu em torno deles.

—Droga! – xingou Crist já entrando em sua forma de fantasma e voando até Kevin, salvando-o de um disparo do sentinela.
—O que essas coisas estão fazendo aqui? – reclamou Jhoan.
—Eu não sei, mas boa coisa não é. – Anya respondeu enquanto lançava disparos psíquicos.

Mais três sentinelas surgem já atacando-os. Um deles pisoteia o carro propositalmente. Fazendo Kevin ficar com muita raiva, chegando ao ponto de entrar em seu modo Ômega, que é quando seus olhos brilham e seus poderes ficam mais extensos. Ele solta fogo pela boca e punhos junto de um grito de raiva que apavora seus companheiros.

—Ele está maluco de raiva. – falou Crist. —Temos que tirá-lo daqui, ou se não todos nós vamos morrer.

Kevin da um soco no chão, formando um rastro que segue até o grupo de seis sentinelas, fazendo uma enorme cratera se formar abaixo de seus pés metálicos, engolindo-os e se fechando, esmagando-os. Mas ao fazer isso mais deles se aproximam, mas dessa vez vem um atrás do outro, sem parar. Kevin continua atacando, mas ele retorna ao normal e demora alguns minutos para destruir uma única sentinela.

—Kevin, temos que sair daqui. – gritou Anya.
—Não até destruir todas elas. – gritou raivoso.

Os três se entreolham e Anya coloca a mão sobre a cabeça, fazendo os olhos brilharem enquanto Jhoan entrava em um portal que aparece por trás de Kevin, agarrando-o em seus braços e resistindo aos gritos e tentando segurá-lo até que Anya o faz desmaiar e Jhoan cria um portal em que todos entram, levando Kevin em seus braços.

Horas depois...

Os olhos dele finalmente se abrem, sendo forçados pela luz acima de si. Colocando a mão sobre o rosto, ele se levanta, encontrando-se sobre a sua cama. Á porta está Crist, Jhoan e Charles, que conversam até ver que ele desperta.

—O que houve? – perguntou indo até eles.
—Você enlouqueceu e quase matou á todos nós. – resumiu Crist.
—Crist. – cutucou-a.
—Que foi? É a verdade.
—Me desculpem galera, acho que me deixei levar pela emoção. – ficou cabisbaixo. —Acho que eu não fui um bom amigo, arriscando suas vidas.
—Não diga isso cara, você não teve intenção. – consolou-o. —E, aliás, não somos amigos, somos sua família.
—Eu sei disso. – ergueu a cabeça com um sorriso sincero.
—Eles me disseram que você conseguiu destruir seis sentinelas de uma só vez. Isso é uma grande demonstração de poder. – maravilhou-se Charles.
—Isso não é nada Professor, ele já destruiu mais de uma dúzia na Sala de Perigo. – riu Crist dando um leve soco no ombro de Kevin que expressa um sorriso.
—E onde está a Anya?
—Foi embora, ela disse que tinha uma prova importante amanhã de manhã. – falou Crist. —Ah... Ela lhe mandou um beijo. – sorriu.

Academia de Massachusetts...

—Chegou tarde Anya. – falou Emma sentada em uma poltrona no escuro, ao ver Anya passar silenciosamente pela porta e indo em direção á escada, com passos leves.
—Ah, você ta ai Emma!
—Como foi com seus amigos? Se divertiu? – sorriu para ela.
—Que nada, acho que era melhor eu nem ter ido.
—Por que? Não gostaram do local que foram?
—Tirando a parte de que era um ferro velho que foi invadido por sentinelas que surgiram misteriosamente do nada... Eu adorei. – forçou um sorriso sarcástico.
—Bom... O importante é que vocês estão bem. – mexeu uma colher em seu chá. —Imagina se o Kevin tivesse descoberto que foi você quem causou o acidente que matou os pais dele.
—O-o que você disse? – assustou-se.
—É isso mesmo que você escutou. – olhou-a nos olhos. —Mas não precisa ficar nervosa, não direi a ninguém, pode confiar em mim. – confortou-a com uma voz serena. —Aliás, fui eu quem fez vocês acreditarem que estavam sendo atacados por sentinelas.
—Foi... Foi você? Então... O que nós atacamos?
—O nada... Vocês estavam parecendo malucos. – riu debochadamente.
—Mas, por que você fez isso?
—Assunto pessoal. E acho que você não gostaria de perder o amor dele assim de uma vez.
—Nossa... – calou-se. —Obrigada.
—Não tem de quê querida, eu só quero que você me diga uma coisa. — colocou seu chá sobre uma mesinha ao seu lado e se aproximou de Anya. —O que a levou á pegar aquele carro?

Continua na parte II...

Notas finais
Estou postando hoje (quinta-feira) por motivos pessoais, pois não poderei postar amanhã (sexta-feira). Espero que tenham gostado. Deixem seu comentário com sua opinião :)