Notas iniciais
Kevin conhece um novo e misterioso integrante dos X-men e tenta se aproximar dele, mas terá algumas dificuldades causada pela personalidade do garoto.

Instituto Xavier, 08h00 da manhã...

Anya é despertada pelo alarme de seu relógio que ficava sobre a cabeceira da cama. Ela se arruma, vestindo seu uniforme e olhando no espelho enquanto passava um batom de tom claro na boca. Pronta, ela pega alguns livros e cadernos e abre a porta se assustando.

—Anya, pode começar me dizendo o que aconteceu entre vocês ontem. – ordenou Crist que esperava á porta.

—Bom dia pra você também, Crist.

—Não importa se o dia ta bom... Me diga... Vocês ficaram não ficaram? – perguntou eufórica.

—Calma garota, vai ter um AVC. –disse Anya. —Te digo depois.

—Faz isso e não conseguirá falar nunca mais.

—Calma. – riu. —Sim... Nós ficamos. – sussurrou.

—Serio? Eu sabia. –alegrou-se. —Me conte os detalhes.

—Contar o que? Eu fui levá-lo para ver a cachoeira e... Nós ficamos.

—Ah, sua piranha! Quando ia me contar? – perguntou pegando-a pelo colarinho de sua blusa.

—Hoje, mas você nem me permitiu tocar no assunto. Fofoqueira. –provocou enquanto desciam as escadas.

—Fofoqueira? Como ousa? Eu não disse á ning...

—Oi Anya... Fiquei sabendo que ficou com o novato. –interrompeu uma jovem mutante que passava.

A loira para e olha lentamente para Crist de soslaio, que abre um enorme sorriso inocente.

—Á ninguém?! – arqueou a sobrancelha.

—Bom... Pode ser que eu contei pra uns e outros. Mas isso não vem ao caso. O importante é que você pegou o novo gato da escola.

—Crist... Menos, por favor. – sussurrou. —Eu acho que você precisa de um namorado, pra parar de cuidar da minha vida.

—Poxa miga, magoou. – fingiu decepção, colocando a mão sobre o coração. —Não sabia que você queria se livrar de mim.

—Crist, sabe que não é isso que eu quis dizer, é só... – colocou a mão sobre o ombro da brasileira, que fica cabisbaixa.

—Eu sei, também acho que estou precisando de um namorado. —Sorte sua que você já laçou o seu, não é.

—Crist! – reclamou. —Ele ta vindo.

Kevin desce as escadas indo em direção a sala, e vê as garotas, mudando sua direção e sua face, ficando alegre.

—Oi garotas. –Kevin cumprimentou as garotas que estavam encostadas no corrimão da escada.

—Oi... – alegrou-se Anya.

—Oi gato. – respondeu Crist. —Ah... Tenho que sair agora. Tchau casal.

—Tchau. – riu Kevin.

—Me desculpe, ela é louca.

—Tudo bem. Então como está? – perguntou Kevin.

—Bem... Melhor agora.

—Anya... Eu tenho que te falar uma coisa. É sobre ontem, eu...

—Não parei de pensar naquele beijo. – disseram ambos em um uníssono.

Ambos riem meio sem jeito, observam o movimento das crianças correndo pela escada e professores conversando. Esperam a timidez passar e retornam a se olhar nos olhos.

—Eu, queria passar outra noite junto de você. – falou Kevin.

—Eu também... Que tal hoje no jardim, no mesmo horário.

—Te espero lá. – disse Kevin com um olhar bobo que não se desencontrava com o de Anya.

—Tenho uma aula agora. Tchau. – despediu-se Anya.

—Tchau.

Kevin encosta-se ao corrimão, observando Anya ir. Ele espera alguns minutos e desce a escada indo até á sala de estar. Se sentando ao lado de uma criança que olhava fixamente para a tevê sem piscar.

—Oi! – puxou conversa.

—Oi. – respondeu o garoto sem interesse.

O som de um carro chama a atenção de Kevin que espera a porta da mansão se abrir. Jean e Tempestade esperavam á porta. E logo ele pensou que fosse algum novato.

—Seja bem-vindo Jhoan. – ouviu-se Kevin uma das mulheres dizerem.

Ambas as X-men entram pela porta com uma mala simples e uma mochila sendo acompanhadas por um garoto, aparentemente a mesma idade da dele, com cabelo castanho escuro e com algumas mechas de cor azul.

—Olá Jhoan, seja bem-vindo ao Instituto, aqui ensinaremos a controlar seus poderes. Jean vai lhe levar até o seu quarto. – falou Professor ao jovem.

Jean acompanha o garoto até seu quarto, deixando apenas o Professor X e sua amiga, Ororo.

—Você acha que é uma boa idéia trazê-lo aqui? – perguntou Tempestade.

—Ele é um ótimo garoto. E não podemos esquecer que seu passado não era inocente antes de vir para o Instituto. – falou. —Aliás, todos merecem uma segunda chance.

—Claro, Professor. – concordou acompanhando-o para outro local.

—Aqui é seu quarto Jhoan, o uniforme da escola está no guarda-roupa. Tem um despertador próximo a sua cama com o horário de acordar já programado. Você tem uma aula daqui á meia hora. Qualquer duvida pode procurar a mim ou qualquer outro professor. – disse gentilmente Jean.

—Obrigado. – falou em um tom baixo.

O garoto rodeia o quarto, que pra ele era enorme. Ele retira suas roupas de sua única mala e abre o guarda-roupa guardando-as em ordem, mas era tão grande que sobrará espaço, pois não havia muitas roupas. Ele se senta na cama e retira o tênis que usava, colocando-o próxima a cama e deitando sobre. Procurando algo para ocupar o seu dia, para evitar que ele tenha que sair, e conversar com alguém. Kevin que ainda estava na sala, sobe para ir ao seu quarto e se arrumar para a aula. No mesmo instante Jhoan olha para seu despertador e vê que estava quase na hora de seu treino e vai tomar um banho e se arrumar. Terminando, ambos saem de seus quartos, que por coincidência é um ao lado do outro. Kevin pensa em falar algo, mas é impedido pela frieza que o garoto expressava. Eles vão de encontro com Kitty que os esperavam em frente à Sala de Perigo.

—Hoje teremos uma temática diferente. –disse Kitty. —Vocês irão voar no Pássaro Negro.

—Serio? Que legal. – disseram diversos alunos com euforia.

Jhoan fica em meio aos alunos, quieto sem dizer uma palavra. Ele olha para o lado de Kevin, que estava próximo á ele, e pensa em falar algo, mas desiste retomando a atenção para o que a professora dizia.

—Quero que me acompanhem até o jato. – falou Kitty.

Eles passam por corredores e vão até um elevador que ia até a sala subterrânea aonde guardavam o jato.

Enquanto isso... Scott sai de uma sala e encontra com Forge no caminho.

—Forge, já concertou os problemas nos controles do Pássaro Negro? – questionou Ciclope parando-o.

—Oi Scott! Não, eu estava indo agora mesmo fazer isso. – respondeu mostrando umas peças que carregava em uma maleta.

—Então vá logo, acho que os alunos da Kitty iriam usá-lo hoje. –disse Scott.

—Sem problema Magrão.

—Esse é o Pássaro Negro. Nosso meio de transporte. Uma das aeronaves mais velozes do mundo. – apresentou Kitty.

—Vamos pilotá-la? – perguntou um dos alunos.

—Não agora, mas irão ver como funciona. Estão preparados? Então todos para dentro.

Eles adentram o jato e sentam apressadamente esperando ansiosos para a decolagem. Jhoan se senta próximo á janela, e Kevin por ter sido o ultimo a entrar, só lhe restou um assento ao lado de Jhoan. Kitty senta no lugar do piloto e começa a apertar botões aleatórios e em alguns segundos liga o jato, abrindo um portão sobre eles, e decolando. Na mesma hora, Forge sai do elevador, e vê-os saindo.

—Ei! Não podem usá-lo agora... Esperem! – gritou tentando alertá-los.

—Nossa! –admirou Jhoan pela janela.

—É incrível não? – perguntou Kevin.

—Sim, muito. – falou Jhoan admirando a paisagem.

—Qual é o seu nome? – tentou puxar conversa.

Jhoan se vira e fica em silencio. Deixando Kevin sem graça.

—Ah... Não quer conversa. Entendi.

O novato se vira para o lado de Kevin e percebe o modo que o tratou.

—Jhoan... Jhoan Steven. – disse quase inaudível.

—Jhoan! Muito prazer Jhoan. Eu me chamo Kevin. – estendeu-lhe a mão para cumprimentá-lo. Dando um forte aperto de mão. —Você é de onde?

—Do México. – continuava olhando para a janela.

—Legal! – Eles ficam em silencio por alguns segundos. Kevin olha para o lado e para o outro e fala com ele novamente. —Você... Nunca andou de avião antes?

—Não, eu vim de uma cidade pequena, a única coisa evoluída de lá era aulas de inglês. – ambos riem.

—Há quanto tempo você está aqui? – perguntou Jhoan quebrando o gelo.

—Desde... Ontem. –riu.

—Vamos dar só mais uma volta e iremos retornar. –alertou Kitty.

—Parece que você não fez amizades com muitas pessoas ainda. – falou Kevin.

—É que eu sou muito tímido, e... Não sou muito interessante.

—Não seja injusto, eu estou te achando muito legal. – riu. —Se quiser posso ser seu amigo. Mas não se acostume. – brincou Kevin.

—Ata. – riu. —Obrigado.

—Tem algo de errado. – suspeitou Kitty.

—Algum problema professora? – indagou um aluno.

—Os propulsores não respondem. –disse Kitty persistindo em alguns controles. —Estamos perdendo altitude.

O jato começa a cair em vertical e todos os alunos se seguram em seus assentos.

—Alguém pode ajudar? – gritou Kitty forçando os controles para tentar recuperar altitude.

—Eu... Posso criar portais, e nos levar de volta para casa. – Jhoan esforçou-se a dizer enquanto segurava na cadeira. —Mas precisarei de alguém para manter o jato plano.

—Posso usar meus poderes e manipular o metal do jato. – completou Kevin.

—Então vai logo, se não for pedir muito. – gritou Kitty.

Kevin retira o cinto de segurança e sai da sua cadeira, com um leve movimento com as mãos, ele faz pedaços de metal saírem do chão e grudarem em seus pés e do Jhoan, para que pudessem ficar de pé. Logo depois ele faz com que o jato permaneça plano por um tempo.

—Agora, não vou conseguir segurar por muito tempo. – falou com uma voz cansativa.

Jhoan estende suas mãos para lados opostos, seus olhos brilham em azul ciano e na frente do jato aparece um enorme portal, com a imagem do ponto de onde vieram. O jato passa e Kevin o pousa, logo depois todos os alunos saem correndo. Kevin e Jhoan se ajoelham em sinal de exaustão. A porta do jato se abre, e todos os alunos saem correndo.

—Amanhã teremos mais. – gritou Kitty para os alunos que saiam com as mãos sobre a barriga. —Fizeram um bom trabalho vocês dois! São uma grande dupla.

—Não é que somos. – Kevin joga o braço sobre os ombros de Jhoan.

—Uma dupla de doidos. – riu Jhoan.

Eles ficam ofegantes por alguns segundos enquanto Kitty se levantava e verificava os controles do jato.

—E cara, tenho que ir agora. – assustou-se vendo as horas. —Tenho um encontro com uma gata. Tchau mano, tchau prof.

Ele passa pelas escadas correndo e chega primeiro que alguns garotos que subiam de elevador. Correndo na escada ele chega até o seu quarto e se arruma esperando a hora chegar.

Em outro corredor...

—Vamos me ajude. – repetiu Anya. —Esse vestido branco ou essa blusa azul e preta?

—Ah... Eu já te disse que odeio essa parte da amizade? – reclamou Crist que estava deitada na cama de Anya com a cabeça pendurada na ponta da cama.

—Crist... Está quase na hora, e ainda nem me vesti.

—Já sei... Por que não vai de calcinha e sutiã mesmo? Aposto que ele vai adorar. – brincou.

—Ta loca? Ele vai pensar que sou uma prostituta.

—Já deve ter pensado que é após ter ficado com ele no primeiro encontro. – provocou. —E de roupas intimas. Seus pais ficariam decepcionados.

—Calada, não foi assim que aconteceu. Agora me ajude ou sai daqui.

—Tá... Vai com a blusa azul e com o shortinho mesmo. Agora me deixa ir tomar uma água que te ajudar a escolher roupa gasta minha beleza.

—Deve ser por isso que não tem nenhuma. –brincou Anya fazendo Crist mostrar-lhe a língua.

—Isso é inveja, querida. –disse Crist á porta.

A garota passa pelo corredor e se esbarra em Jhoan.

—Ai, me desculpa, gato. –disse Crist.

—Tudo bem.

—Você é um dos novatos, não é? – indagou Crist.

—Sou... Meu nome é Jhoan, o seu é?

—Cristiane, mas pode me chamar de Crist.

—Cristiane? Não é um nome americano.

—É por que não sou. Eu vim do Brasil. – respondeu Crist enquanto enrolava o dedo em uma de suas varias mechas brancas.

—Legal! Você... –Jhoan é interrompido.

—Oi Crist, to pronta, vamos lá comigo? – perguntou Anya pegando-a pelo braço.

—Ok... Tchau, Jhoan! Depois conversamos de novo. – despediu-se. —Calma garota, vai tirar o pai da forca?

Anya chega ao jardim e encontra Kevin que estava sentado em um banco de pedra.

—Vou ter que ficar segurando vela? – perguntou Crist com uma cara desanimada.

—Não... Só vigiar se alguém se aproxima.

—Ah garota, o que você não me pede sorrindo que eu não faço chorando.

—Ai, te amo amiga. –disse Anya abraçando-a.

—Ta, ta, sei que sou gostosa. Agora vai logo, e não se esqueça de usar camisinha.

—Crist! – brigou.

—Oi Kevin! –cumprimentou-se.

—Oi, finalmente já é de noite. – disse a pegando pela cintura e a beijando.

—Af, terei que ficar aqui vendo essa pegação grátis. –reclamou Crist encostada em uma arvore.

—O que viemos fazer aqui Callisto? – perguntou um dos Morlocks.

—Essa casa enorme, deve estar cheia de coisas com valores. –disse Callisto. —Não precisaremos comer comida do lixo mais. —Vamos esperar mais um pouco, e invadiremos.

Kevin e Anya continuam namorando. O tempo se passa e os Morlocks que estavam escondidos saem do bueiro e vão em direção a mansão. Passando próxima a Crist.

—Ei... Vocês não são daqui. – gritou Crist.

—Uma X-man! Vamos retornar, se ela chamar os outros, seremos destroçados. – disse um dos Morlocks.

—Isso se eu permitir que eu deixe-os irem. – Crist que tem uma personalidade fantasmagórica que lhe dá diversos poderes. Ficando intangível, ela atravessa o chão e sai debaixo de um dos Morlocks, puxando sua cueca e o jogando em Callisto.

—Saiam da minha casa, ou terão suas almas perturbadas pelo resto de suas vidinhas miseráveis. – disse Crist em sua personalidade fantasma, com uma voz rouca e perturbante que ecoava nos ouvidos dos intrusos.

—Denzer, agora. – ordenou Callisto.

Um jovem com uma cicatriz enorme no olho esquerdo e de altura mediana retira a luva, tocando em Crist, que volta a sua forma normal e desmaia.

—Levem-na. – ordenou novamente.

—Mas Callisto, eles virão atrás dela. – disse Caliban.

—Que venham. –disse. —Agora vamos, depois invadimos a mansão.

—Kevin... O que é aquilo? – perguntou Anya vendo vultos indo em direção ao bueiro.

—Fique aqui, deixa que eu vá ver. Vá procurar a Crist. – falou Kevin indo em direção á eles.

Kevin chega até lá, mas eles já haviam saído.

—Kevin. – gritou Anya com uma voz desesperada.

—O que houve?

—A Crist, ela... Desapareceu. Não a encontro em lugar algum na mansão pela minha telepatia. Acho que ela foi raptada.

Continua...

Notas finais
Novamente peço para que comentem dizendo o que acharam e se caso tiverem algum conselho, receberei com todo prazer.